LULA E A MÍDIA

Imprensa versus governos

Por Luciano Martins Costa em 25/03/2010 na edição 582

O novo ataque do presidente da República aos jornais que qualificou de "tablóides", feito durante solenidade em Brasília [ver abaixo], provocou editoriais, artigos, declarações e pouca ou nenhuma contribuição para evitar o desastre que se avizinha: um provável rompimento entre o Executivo e a imprensa.

O presidente Lula da Silva se queixa freqüentemente, e voltou a fazê-lo na solenidade de quarta-feira (24/3), de que a imprensa, ou parte dela, tem grande predileção pela desgraça. E de que cobre os atos do governo federal com má-fé. Citou, como exemplo, o que considera mau jornalismo: o governo constrói duas mil casas, nada sai nos jornais, mas se desaba um barraco, noticia-se que caiu uma casa.

Os jornais usam o discurso do presidente para reafirmar que ele sofre de "devaneio autocrático", conforme o editorial da Folha de S.Paulo (25/3), e que não tolera receber críticas. O presidente claramente demonstra exagerada necessidade de aprovação por parte da imprensa, suas alianças políticas são fonte permanente de más notícias, mas a afirmação do editorial carece de maior fundamento.

A Folha chega a publicar uma lista de entreveros de Lula com jornalistas, ou de declarações, que, segundo o jornal, descrevem sua relação conflituosa com a imprensa.

São apenas sete ocorrências em seis anos e os exemplos escolhidos não refletem necessariamente um estado de conflito permanente, mas um rol de episódios que poderiam ser considerados corriqueiros na vida de qualquer governante.

Censura e controle

A situação pode remeter ao período vivido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu segundo mandato. A imprensa cobrava obcecadamente mudanças na economia, principalmente na política cambial. Quando finalmente o governo, após a reeleição do então presidente, desvalorizou o real, as críticas se renovaram, desta vez pelo motivo oposto, e o Brasil passou meses assombrado por avisos de retomada da inflação, alimentados pelos jornais.

No mesmo período, o voluntarismo de alguns repórteres, com base em vazamentos de inquéritos promovidos por representantes do Ministério Público, criou um inferno de acusações contra o então secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge Caldas Pereira.

Desde 2006, Eduardo Jorge vem colecionando uma série de vitórias na Justiça contra seus detratores.

É papel da imprensa fiscalizar o poder público – todos os poderes –, desconfiar em princípio de negócios envolvendo governos – todos os governos –, fazer as perguntas que ninguém quer ouvir. E cobrar as respostas.

Mas esse espírito precisa estar impregnado no fazer jornalístico, e deve ser praticado naturalmente em todas as relações da mídia com as instituições.

O risco da relação conflituosa entre governantes e a imprensa é o estabelecimento de um estado permanente de guerra, que certamente deprecia a imprensa e municia aqueles que, em qualquer instituição pública ou partido político, alimentem sonhos de controle do jornalismo.

Como a política nacional tem mais visibilidade, escapa aos observadores o fato de que também nos Estados há constantes problemas de relacionamento. Há governadores se queixando de má vontade ou partidarismo por parte dos jornais. E há partidos oposicionistas denunciando a adesão total da imprensa a governos locais.

Os jornais sempre reagem denunciando ameaças de censura.

Mas, atenção: é preciso atentar para a abissal diferença que existe entre a censura institucional à imprensa e o controle social dos meios de comunicação. Apesar dos esperneios de dirigentes de empresas jornalísticas, a liberdade da imprensa não corre o menor risco no Brasil.

Guerra declarada

O risco maior para a imprensa vem da própria imprensa, quando os jornais se associam para agir como um partido político. E quem faz essa revelação é a própria presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Maria Judith Brito, conforme já apontado neste Observatório: em encontro realizado em São Paulo, a presidente da ANJ declarou textualmente, segundo O Globo: "A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação", acrescentou – e até aí tudo bem. Mas ela continuou:

"E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo."

Intrinsecamente contraditória, a declaração estabelece a ruptura, afeta a credibilidade da imprensa e traz insegurança a todos os governantes, pois tal afirmativa serve também aos governos estaduais e dos municípios onde a oposição estiver fragilizada. Tal distorção – imprensa declaradamente partidária – independe de quem está no poder, uma vez que os jornais se assumem publicamente como partido político.

Quando a imprensa abandona seu eixo, todos saem perdendo. Principalmente a imprensa.

 

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 wendel Anastácio
 Enviado em: 25/03/2010 11:42:42
"Quando a imprensa abandona seu eixo, todos saem perdendo. Principalmente a imprensa". Alguém disse: A tentativa de controle político da mídia, é a maior ameaça a democracia!" Ao se lançar como partido político, corre o risco de, em pouco tempo ver o feitiço virar contra o feitiçeiro! E com a expansão cada vez mais forte da Web, falta pouco para escrevermos em sua lápide; "Aquí jás contra sua vontade, quem cavou sua própria sepultura".
 Gersier Lima
 Enviado em: 25/03/2010 11:47:28
"O presidente claramente demonstra exagerada necessidade de aprovação por parte da imprensa".Discordo,acredito que o Presidente Lula age como qualquer cidadão comum que fica irritado com tanto cinismo por parte de um grupo que se acha imprensa.Porque ela não mostra as greves em São Paulo e a reação descabida do Serra?Ou seja,só "pegam" no pé dele e de seus aliados.Como se denomina isso?"O risco maior para a imprensa vem da própria imprensa, quando os jornais se associam para agir como um partido político".Concordo e tem mais como a oposição está sem rumo,é ela quem a pauta.
 sergio ribeiro
 Enviado em: 25/03/2010 12:05:28
A Folha poderia lembrar também da ficha falsa da Dilma, do escândalo do Bancoop, cujo pedido de quebra de sigilo foi rejeitado por falta de provas, do empresário que contratou José Dirceu e receberia 200 milhões pelo negócio, depois não recebeu mais... Uma série de factóides são lançados contra o governo, não se prova nada e fica por isso mesmo. E ele tem que ficar quieto senão é censura. Não acho que esse seja um governo de monges, mas é uma situação realmente complicada.
 Dante Caleffi
 Enviado em: 25/03/2010 13:03:00
Quem controla a imprensa?O que é a ANJ,se não uma associação de oligopolistas da informação.Maria Judith Brito lembra Kátia Abreu, representante de interesses igualmente latifundiários.
 Luiz Fernando Mendes de Santana
 Enviado em: 25/03/2010 13:06:37
Um jornal que qualifica o período da ditadura brasileira de "ditabranda" não tem moral para dar lições de Democracia a ninguém.
 Carlos Lima Lima
 Enviado em: 25/03/2010 13:17:40
A imprensa tradicional do Brasil atual, é um BANDO DE DINOSSAUROS, ESCREVENDO COMO DINOSSAURO, PENSANDO QUE O POVO AINDA É DINOSSAURO, ai niguem ler. As pessoas já se informam com outros meios de mídia, pricipalmente a digital, então os jornais, revistas e tvs conservadores viraram partidos políticos e cada dia perdem mais a credibilidade. Hoje por exemplo a nossa imprensa foi reduzuda e jogada no buraco que ela propria criou, um buraco escuro sem volta misturado com mentiras, ódio, meias verdades, maldades e a particularidade da verdade pois estão colhendo o que plantaram por muitos anos de marcatismo a quem não ajoelhou humilhantemente a seus pés. A imprensa brasileira precisa enteder que ela não é maior que a vontade popular, que as pessoas gostão de errar e acertar por conta própria a nuances de seu destino, essa coisa tutorial, cartilha de catequeze é coisa do passado, não pertecem mais ao Brasil, só na cabeça dura dos diretores deste meios de informação, elegeram seus estudos sociologicos midiáticos baseado no passado da informação, fecharam os olhos para o novo, o inusitado, o que ainda não foi feito e cairam de quatro diante de um governo agil quanto as necessidades da população. A coisa é assim tem um pano vermelho, ai um jornal ou tv ou revista não gosta, então eles querem porque querem provar por poder que o pano é azul, só que as pesoas sabem que o pano é vermelho.
 adenilde petrina petrina
 Enviado em: 25/03/2010 13:52:52
O presidente Lula tem razão.
 Luciano Prado
 Enviado em: 25/03/2010 14:09:16
Luciano, a guerra já vinha ocorrendo há tempos. O governo de Lula vinha apanhando calado. A exacerbação se dá porque as armas da imprensa já não estão mais no campo jornalístico. A imprensa resolveu eleger o exercício da marginalidade, da bandidagem. Os exemplos são diários e o cidadão consciente os enxergam com muita clareza. A indignação já não é suficiente. O que o presidente Lula fez e deve continuar fazendo é reflexo do que pensa a sociedade. É preciso dar um basta nessa marginalidade. O exemplo que você cita nas declarações de Maria Judith Brito (ANJ) é apenas a confirmação da deliberada escolha da imprensa, mas o que preocupa é a forma como a imprensa vem exercendo essa oposição. A imprensa tem contaminado o meio político com suas práticas marginais, inaceitáveis numa democracia. Criticar o governo, mostrar as mazelas, denunciar com base nos fatos é dever da imprensa e com isso ninguém pode se insurgir, ao contrário deve-se elogiar, mas o que se verifica é uma prática bandida travestida de jornalismo. O exemplo mais palpável da bandidagem da imprensa está na publicação de uma ficha falsa da ministra Dilma. Aos jornalistas que têm compromisso com a responsabilidade espera-se que ajam como você, mostrando os graves riscos dessa escolha, desse comportamento que os fatos mostram marginal.
 Carlos N Mendes
 Enviado em: 25/03/2010 14:19:27
Viva a liberdade de imprensa. Abaixo a LIBERTINAGEM de imprensa. Caros jornalistas, respondam-me: pode-se afirmar, sem medo de estar se cometendo uma injustiça. que VEJA e Época estão praticando o mesmo tipo de jornalismo? Será possível que TODO jornalista brasileiro acha que, por questões corporativistas, deva defender qualquer veículo informativo, por mais que este esteja pisando na zona marrom? Duvido muitíssimo. Esse OI é a prova que muitos jornalistas buscam e almejam uma imprensa brasileira mais centrada; mesmo porque Goebbels provou que não existe nada inocente em uma imprensa desvirtuada e com uma única ideia na cabeça.
 Cristiana Castro
 Enviado em: 25/03/2010 15:05:11
Eu acho que a Imprensa não confia muito no Judiciário. Não há razão para temer controle social ou qq outra coisa do gênero. A CF assegura o direito a liberdade de Imprensa bem como a Liberdade de expressão. QQ problema, é só acionar o judiciário. Sempre funcionou assim. Qual é a opção do cidadão que se sinta vilpendiado, ofendido, etc.., pela Imprensa? Acionar o judiciário. Vamos continuar do mesmo jeito, só vamos trocar de lugar. Todo mundo quer ir pro céu mas ninguém quer morrer.
 José Paulo Badaró
 Enviado em: 25/03/2010 16:54:19
Depois que a Dona Maria Judith Brito, da Associação Nacional dos Jornais, reconheceu com todas as letras que os meios de comunicação estão fazendo de fato oposição, isto é, estão fazendo aquilo que compete ao PSDM, DEMOS e PPSs fazer, o que mais é preciso dizer?!? Por muito menos, e sem uma confissão acachapante dessas, o Governo Obama deliberou tratar a Fox como partido de oposição, e não consta que o governo norte-americano tenha sido acusado, aqui ou lá, de autoritarismo, de querer estabelecer censura, nem tampouco de não aceitar críticas e querer apenas paparicação. Portanto, mão façam o jogo da ANJ, não subestimem a inteligência do leitor. Quanto a um rompimento definitivo do governo, do Lula ou do PT com o PIG, não vejo problema algum. Se própria ANJ admitiu ao que veio e ao que virá durante o ano eleitoral, a troco de que dormir com o inimigo?!
 Fernando Ferreira
 Enviado em: 25/03/2010 17:01:28
A imprensa é tão parcial, que o governo Federal teve que criar o blog Planalto para se defender das mentiras e distorções que usualmente a imprensa utiliza. A Petrobrás usou do mesmo expediente para rebater distorções nas manchetes desses jornais, transmitindo para seus leitores notícias distorcidas. Requentar assuntos velhos já virou rotina, é só ver o caso BANCOOP, o juíz recusou a denúncia por já sabê-la requentada e sem conteúdo. Essa imprensa não aceitou, nem aceita um presidente que venha do trabalho. Lula sofre essa campanha em virtude da sua origem. A imprensa em recente reunião (para mim reunião) no Instituto Milenim, decidiú fazer com mais intensidade o que vem fazendo ha sete anos do governo Lula. O partidos oposicionistas PSDB,DEMOS e PPS envolvidos nas recentes maracutaias de DF, não fornecem alternativas para o povo, a grande mídia chamou assi a responsabilidade por fazer oposição ao governo do Lula, é so verificar as posições de seus colonistas e suas opiniões. Falar em ficha falsa, ditabranda e outras coisas mais, o que vier da Folha é suspeita.
 José Ayres Lopes
 Enviado em: 25/03/2010 17:04:49
O presidente Lula está certo. Agindo como age, a grande mídia exerce hoje um papel desestabilizador. Além disso, um jornal que colaborou materialmente com a Ditadura, não tem moral para falar em democracia.
 Ibsen Marques
 Enviado em: 25/03/2010 17:42:32
Cristiana, verdade pura e simples. Veja se não há uma enorme semelhança entre o que a presidente da ANJ declarou sobre o papel atual da imprensa e o papel da imprensa Venezuelana pré Chavez. Aí eu pergunto, não foi essa partidarização e tentativa de golpe por parte do partido Imprensa que provocou a ira e a pouca vontade de Chavez com a Imprensa? A imprensa brasileira não pode reclamar, canta e decanta a censura, mas é cada vez mais livre para falar asneiras.
 Haroldo Werneck
 Enviado em: 25/03/2010 17:57:50
Nunca antes neste país um presidente foi tão esculhambado pela imprensa. Praticamente todo dia surge uma acusação ou uma crítica em cima das propostas e projetos do governo, não importa se a ideia é boa ou não. Existe claramente uma tendência em falar mal do atual presidente, seja pelo seu histórico ou pelo seu modo popular de falar. A presidente da ANJ deixou escapar um dos motivos desta predileção: jogo de interesses comerciais. Vamos criticar para que a imprensa possa assumir sua posição política de oposição. Deixou claro que a imprensa tem interesses locais e regionais, apoiando ou criticando quem lhe dê maiores retornos financeiros. Por sinal, foi-se o tempo em que poderíamos utilizar livremente o temor imprensa. Hoje temos empresas privadas que disseminam notícias, que atacam ou defendem visando manter sua estrutura e interesses comerciais. Este fato é mais facilmente observado quando se analisam as empresas em nível municipal. Existem claramente jornais, rádios e TVs que apoiam determinados partidos ou políticos, sabendo que haverá um acerto posterior. Muitas destas empresas ditas da imprensa inclusive divulgam problemas apenas para forçar um acerto na forma de propagandas/anúncios, esquecendo logo em seguida do assunto. Não é à toa que os políticos são agraciados com concessões públicas de rádio e TV...
 Cristiana Castro
 Enviado em: 25/03/2010 19:11:23
Estamos todos em débito com d. Judith. De certa forma, ela nos salvou. Mainardianamente, D. Judith é minha sANTA! Ibsen, é isso aí, até o Chavez ela veio render. Meteu o pé na jaca e entregou todo mundo. Olha, passei inveja de vc lá no Castilho, fico boba de ver como vcs estendem aquilo tudo, eu nunca tinha nem ouvido falar.
 Luciano Prado
 Enviado em: 25/03/2010 19:16:39
Por que a imprensa brasileira encontra-se nesse nível tão deplorável? Quem acompanha o dia-a-dia não tem dúvida. Interesses rasteiros que outrora eram atendidos a tempo e hora pelos governos anteriores - e que perduram, por exemplo, no governo paulista - não encontram no governo de Lula a mesma excrescência. A tiragem dos jornais vem caindo junto com a credibilidade. Já não é possível a chantagem porque o poder da velha imprensa ruiu junto com as mentiras e manipulações. A internet com sua agilidade e confiabilidade vem desmoralizando as tentativas de chantagens por traz das manipulações. O direito de resposta, negado aos ofendidos e caluniados, encontra rapidamente meios mais eficazes para o contraditório. A verdade tem vindo à tona abatendo os factóides em pleno vôo. A velha imprensa está só, ilhada e presa nas teias que armou para os chantageados. Os tempos são outros e não mais comportam práticas velhas, surradas e bandidas.
 Gersier Lima
 Enviado em: 25/03/2010 19:20:42
Que ótimo o Observatorio ter postado o vídeo.Torço para que essa pratica seja contínua para que quem não tenha como sintonizar a NBR,possa beber a agua limpa da fonte e não a agua turva das manipulações.
 Luciano Prado
 Enviado em: 25/03/2010 19:56:42
Piada pronta. Do blog do missionário Noblat, claro. "Serra também reclama da imprensa De Leila Suwwan, de O Globo: Repetindo o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), também reclamou nesta quinta-feira em São Paulo que a imprensa não faz reportagens sobre suas realizações e obras. Serra deu como exemplo a inauguração de quarta-feira, em Franco da Rocha, de um centro de reabilitação para doentes mentais. Segundo o governador, alguns sites chegaram a dizer que as obras estavam inacabadas, mas não era verdade pois o centro está totalmente pronto. De acordo com o governador, os sites só corrigiram a informação no final do dia, depois que sua assessoria reclamou. O governador fez essas reclamações durante a inauguração de um centro de radioterapia e diagnóstico por imagem no Instituto do Câncer "Octávio Frias", em São Paulo". Esse Serra é um "perseguido" pela impernsa. Agora, pergunta-se: isso é imprensa?
 rogerio cardozo
 Enviado em: 25/03/2010 20:11:37
Vi no Jornal Nacional,que os livros que deixam de ter uso em NY,viram caixas de pizzas,desde aquele dia fiquei desanimado,porque o reporter que fez a materia,a fez de uma forma jocoza,como dizendo que valem os livros.Vou dizer uma coisa o Brasil é muito atrazado em certas áreas porque a globo quer:aumento do salario minimo:não pode por causa da previdencia;reforma agraria:não pode.Quem anda por esse pais e vê tanta terra sem uso,não concorda.O Brasil poderia ser muito melhor se pensemos que desolvimento humano é também desenvolmento economico.Se olha uma arvore e se esquece da floresta.Quanto aos livros quem salvou o Brasil da crise economica mundial,deve ter lido O Capital e não Lanterna na PROA.A economia quem mais entede para mim são as pessoas ricas e que leram muito,são bem informadas e sabem aproveitar as oportunidades da vida.Eu acredito que esse pensamento de esnobar o livros só pode vir de gente que faz BBB e não a literatura por exemplo de Erico Verrisssimo(fizeram grandes programas com elas,mas param:infelismente).O Brasil precisa de gente que acredita num pais melhor e não em quem só pensa em si.
 Fabio Passos
 Enviado em: 25/03/2010 21:17:32
Os oligarcas da mídia-corporativa promoveram um evento de um tal de instituto millenium onde anunciaram publicamente que suas organizações serão utilizadas como instrumento político para atacar o governo... e querem que o Lula fique calado diante de uma mídia que assume o comportamento de partido político da oposição? Não tem sentido algum. É fato: globo = psdb = veja = ex-pfl = fsp = pps = estadão.
 Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho
 Enviado em: 25/03/2010 21:27:33
À diferença do presidente atual, Fernando Henrique Cardoso JAMAIS lançou imprecações contra a imprensa, JAMAIS falou que queriam derrubá-lo (não obstante o ridículo papel de Tarso Genro que pediu seu impeachment) e JAMAIS se comportou como enviado divino. Afora isso, no governo de Fernando Henrique Cardoso as instituições JAMAIS estiverem sob ameaça de qualquer espécie de controle, porque tínhamos um verdadeiro democrata como presidente e não um D. Sebastião. Quanto ao caso Eduardo Jorge Caldas Pereira, os fatos não ocorreram exatamente como quer fazer crer o articulista. Na verdade, a origem dos vazamentos foram pessoas que até hoje não têm compromisso com a democracia. São os admiradores dos tiranos homicidas sanguinários: irmãos Castro, Chavéz, Ahmadinejad dentre outros assassinos, que também não aceitam uma imprensa livre e crítica – querem apenas louvações e agradecimentos. E, finalizando, as declarações de Maria Judith Brito da ANJ foram deturpadas pelo articulista. O que ela disse está perfeitamente claro. Basta ler. Não é nem questão de interpretação de texto. P.S.: Não percebem, eles e o presidente atual, que nós não lhes devemos NADA. As conquistas são NOSSAS, do POVO. O que o atual governo e seus áulicos não compreendem e não aceitam é a convivência em um ambiente democrático, com instituições livres e com o povo pensando por si só.
 Fabio Passos
 Enviado em: 25/03/2010 23:09:23
Antonio Luiz, você vive no mundo da lua. O joaquim silvério dos reis JAMAIS criticou a mídia-corporativa exatamente porque pertencem ao mesmo partido. O pensamento único mantido pelas oligarquias midiáticas do Brasil ruiu completamente com a rede. Se os oligarcas que controlam a globo, veja, fsp e estadão querem governar... que se candidatem. Acostume-se com a democracia.
 Wendel Anastacio
 Enviado em: 25/03/2010 23:18:27
Pq será que os que aquí comentam se dizendo profissionais graduados em níveis superiores, insistem em denegrir o atual governo, mesmo sabendo que sua aprovação, depois de quase 8 anos de atuação, e de mais de 80% de aprovação? Gostaria de entender estes raciocinios, mas fica cada vez mais difícil! O que será que houve com a grade de nossas Faculdades e Universidade? Principalmente as de Direito? Não é à toa que muitos dos formados nestas Faculdades, não conseguem aprovação nas provas da OAB! Como disseram alguma vez, podem não gostar do governo Lula, podem, por uma questão pessoal, achar que é um péssimo governo, mas não podem negar que o País mudou, e mudou prá melhor! Esta é uma realidade, gostem ou não! O que afinal está em jogo, não é nada mais que a luta pelo poder, e botar a mão novamente num País saneado, com reservas elevadas, com as estatais novamente saneadas e dando lucro, e com o futuro do pré-sal, deixam qualqeur um que não está no poder, com água lna boca! Já pensaram numa possível privatização do pré-sal! Os cofres de algumas contas nos paraísos fiscais da Suiça e Ilhas Cayman ficariam recheadas!
 Luciano Prado
 Enviado em: 26/03/2010 00:38:47
Fernando Henrique JAMAIS JAMAIS JAMAIS Cardoso nunca criticou a imprensa porque a tinha na mão, ou vice-versa. Do mesmo modo como faz José JAMAIS JAMAIS JAMAIS Serra. Basta dar uma espiada no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Toda a velha imprensa vai estar lá. Muito bem paga e satisfeita. A Abril conseguiu expandir seus tentáculos para o governo de Arruda, mas foi obrigada a recuar. A sujeira veio à tona. Fernando Henrique JAMAIS JAMAIS JAMAIS Cardoso apenas calou a velha imprensa com muito “faz-me rir”. Lula resolveu não pagar o preço. Está sendo chantageado, ainda assim não vai pagar o preço de ter que ficar na mão da velha imprensa.
 Marcos Aurélio
 Enviado em: 27/03/2010 21:28:06
A partidarização da imprensa é um fato. Que ela é um partido de oposição, também. Menos em Minas Gerias. Acho que nem o Serra conta com tanto apoio da imprensa local quanto Aécio Neves.
 Roberto Silva
 Enviado em: 28/03/2010 00:48:53
Prezados, recomendo a releitura aos que já conhecem e aos que não conhecem a leitura urgente do Peçonha Virtual, texto publicado em 2005, mas que está mais do que nunca válido. http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/338149.shtml O indefensável erro dos grandes e médios meios de comunicação é distorcer a verdade. Ter candidato é legítimo, principalmente quando declarado publicamente. Inventar mentiras e verdades é que é insuportável.
 Gerson Sousa
 Enviado em: 28/03/2010 01:15:19
Nem precisava a ANJ dizer com todas as letras, percebe-se já há algum tempo. Partidão da direita. Se age assim, como partido, como partido tem de ouvir de volta o que diz. Bate e apanha como partido. Como partido é lida e ouvida. Como partido é derrotada, demanda a substituição... Se a midiazona acusa de antidemocrático tudo que é avanço democrático, tímido que seja, declara o impasse. E agora?
 Fabio Passos
 Enviado em: 28/03/2010 09:46:19
Ótima análise do Mino Carta: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mino-carta-tabloides-de-assalto.html "Mino Carta: Tabloides de assalto"
 Sidnei Brito
 Enviado em: 28/03/2010 17:15:27
De minha parte, adoro os "devaneios democráticos" de José Serra. Por exemplo: querer controlar o que os repórteres da TV Brasil devem ou não lhe perguntar, como ocorreu recentemente. Após esse episódio, houve algum editorial raivoso na "grande imprensa"? Gostaria muito de saber. E de uma vez por todas, é verdade ou não é a história de que o governador de São Paulo costuma ligar para donos de jornais pedindo a cabeça de jornalistas? Já vi e ouvi isso, tanto de forma direta quanto insinuada. Seria uma boa pauta para o Observatório da Imprensa. Como (e)leitor, adoraria ver esclarecido esse assunto, tanto para o bem, quanto (eventualmente) para o mal de Serra.
 eugenio fonseca
 Enviado em: 28/03/2010 18:59:23
Mas o Mino é da mídia PIG... (Partido da Imprensa Governista).
 Tania Mendes
 Enviado em: 28/03/2010 19:26:54
Gente, e eu quer não sabia que criticar o PIG/Partido da Imprensa Golpista é proibido!!! Acho que tem gente aqui torcendo prá volta da ditabranda"-- como candidamente adjetivou a PIG FALHA DE SP. São as viúvas da ditadura esperneando até hoje! Que coisa!
 Marcelo Ramos
 Enviado em: 28/03/2010 20:33:43
Pelo andar da carruagem, espero mesmo que aconteça a ruptura. E a corda sempre arrebenta no lado mais fraco, nesse caso os barões da imprensa. Lula segue bem aprovado, com muitas realizações pra mostrar. Os jornais seguem com a circulação caindo. O único exíguo poder que ainda exercem é manipular os números das pesquisas. Se meus amigos do marketing estão certos em suas previsões sobre a campanha da Dilma, ela vai começar a mostrar, já na campanha, a manipulação grosseira que os donos da mídia cometem diariamente, até porque já está fartamente documentado e "clipado". E quando a corda arrebentar, os baronetes terão que descobrir outras formas de ganhar dinheiro.
 Fabio Passos
 Enviado em: 28/03/2010 21:07:15
Desculpe corrigi-lo publicamente prof Fonseca, mas a CartaCapital expõe claramente sua opção a cada eleição e nem por isso poupa críticas ao governo. Críticas duríssimas inclusive, pois verdadeiras. Basta ler para saber. Por que não experimenta? Seguramente vai enriquecer muito sua capacidade de análise da realidade. Não é difícil perceber o quanto CartaCapital é superior a veículos como veja, globo, fsp e estadão... que tentam esconder inutilmente seu comportamento de partido político enquanto publicam manipulações grosseiras, mentiras descaradas e pura propaganda política fingindo tratar-se de jornalismo. Vivendo e aprendendo hein, prof?
 Fabio Passos
 Enviado em: 28/03/2010 21:13:45
Não é curioso que quase não aparece uma alma viva para defender a idoniedade destas organizações comandadas pelos oligarcas marinho, frias, civita e mesquita? Por que será? Vergonha? Noutros tempos quando se falava do comportamento da veja - "a mais vendida" - havia muitos debatedores. Talvez as íntimas ligações da mídia com figuras como arruda e daniel dantas tenha sepultado definitivamente a credibilidade destes veículos.
 wendel Anastacio
 Enviado em: 29/03/2010 20:01:43
Obrigado Roberto Silva, pela sugestão do Site www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/338149.shtml, o qual muito veementemente tb recomendo a leitura! Um pequeno trecho: "E também, salvo as raras e honrosas exceções confirmadoras, o Brasil tem hoje a pior imprensa que já teve desde que vendidos e golpistas como Carlos Lacerda e David Nasser bateram as botas. A começar pelas "estrelas" dos noticiários e programas de entrevistas. Arnaldo Jabor é um cineasta fracassado, que cometeu três filmecos pornográficos, metidos a cult. Desistiu, felizmente, e quando pensávamos estar livres de sua falta de talento, eis que o monstro ressurge e resolve torrar nossa paciência de outro jeito: fingindo que está com encosto do Paulo Francis. Paulo Francis era um direitista doente. Mas, pelo menos era ele mesmo!" O artigo tem o título de "Peçonha Virtual de autoria de Helena Sthephanowitz, escrito em novembro de 2005, mas como é atual! Aos que puderem ler, garanto que não se arrependerão, pois é jóia de jornalismo!
 Ulysses Freire da Paz Jr.
 Enviado em: 30/03/2010 22:03:40
"quando a imprensa abandona seu eixo, todos saem perdendo. principalmente a imprensa." prova disso é o julgamento do casal nardoni, um caso que deveria estar apenas e exclusivamente nas mãos da justiça, mas foi utilizado por toda a mídia brasileira ocupando 90% de todos os noticiários em todos os horários, todos os dias ininterruptamente durante três semanas - num claro processo de lavagem cerebral da população, e de desvio de finalidade; aqui a finalidade não era noticiar algo elementar, já esperando apenas os trâmites processuais - não, atribuiu-se importância ao caso como se houvessem finalmente encontrado o sítio arqueológico de atlântida, enquanto isso, questões deveras de suma importância, como o sucateamento da educação no brasil especialmente em são paulo, comprovando lamentavelmente que a cartilha denominada "armas silencioasa para guerras tranquüilas - estratégias de programação da sociedade" - presente em vários endereços, entre eles http://juramentodoshipocritas.blogspot.com/2007/07/armas-silenciosas-para-guerras.html está sendo cumprida fielmente pelos apátridas, sem ética, sem berço, movidos apenas pelas conveniências do capital - fundamento dos lupanares e casas de tolerância.

Luciano Martins Costa

luciano@revistaadiante.com.br

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