MEIO AMBIENTE

Imprensa pouco contribui para conscientização socioambiental

Por Jefferson Pereira em 18/01/2011 na edição 625

A imprensa de Juazeiro do Norte, do Crato, Barbalha e de todas as outras seis cidades da Região Metropolitana do Cariri, noticia diariamente quem morreu, em que bairro, quem matou, com que arma e até com quantas perfurações. Entretanto essa imprensa, composta por profissionais formados em jornalismo e grande parte sem nenhuma formação, não tem o mínimo compromisso para tratar de assuntos mais importantes e de interesse coletivo, como por exemplo, as questões socioambientais.

Nosso convívio social está anormal. Temos muitos veículos para poucas ruas, pouca calçada para muita gente, pouca árvore para a tão desejada sombra. Temos até uma área pública em Juazeiro, conhecida como Parque das Timbaúbas, que poderia ser usado para o lazer da população. Vejam a ironia. No "parque ecológico", funciona a diretoria de Meio Ambiente do município e a sede da Política Ambiental, mas o local não oferece segurança e infraestrutura para quem pretende passear com a família. O descaso chegou a esse ponto, talvez porque nos esquecemos de debater e repercutir assuntos importantes como esse, ou mesmo enterrar os que não nos levam a nada.

A vontade de evoluir culturalmente

A causa talvez seja a acomodação profissional da imprensa regional, que geralmente deixa a sociedade sem informações satisfatórias. Historicamente, na Região do Cariri, os veículos de comunicação e seus profissionais são muito influenciados pelas oligarquias econômicas e políticas locais, que em geral ou são donas das empresas jornalísticas ou têm sobre elas enorme influência. Isso significa que os comunicadores estão sempre falando para os mesmos grupos e os mesmos formadores de opinião, que se conhecem bem e que são seus pares. Por isso, não há grandes preocupações com o que se vai dizer porque nesses casos continuará sendo sempre e necessariamente o que os grupos no poder definem.

Será que nossa sociedade está condenada a viver em um ambiente "democrático" sem a oportunidade de expressar suas insatisfações? Sem uma imprensa criativa e independente? Sem gestores públicos comprometidos com o desenvolvimento ambiental? Mas deixemos de lado esses problemas. As universidades públicas e privadas estão aí para despertar na sociedade a vontade de evoluir culturalmente.

Será?

***

Jornalista, Caruaru, PE

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