DIREITOS HUMANOS
O macaco não soube esconder o rabo
Por Fábio Konder Comparato em 15/01/2010 na edição 572
Há algo surpreendente (para dizer o mínimo), com todo esse estardalhaço a respeito do III Programa Nacional de Direitos Humanos, que o governo Lula acaba de apresentar. Quase todos os pontos acerbamente criticados por militares, latifundiários e donos de empresas de comunicação, já constavam dos dois programas anteriores, elaborados e aprovados pelos sucessivos governos de Fernando Henrique Cardoso.
E mais: nos dois programas precedentes, vários desses pontos polêmicos continham propostas mais fortes e abrangentes do que as constantes do atual programa. Ora, os programas de Direitos Humanos aprovados pelo então presidente Fernando Henrique, em 1996 e 2002, passaram praticamente despercebidos na imprensa, no rádio e na televisão.
Como explicar, então, toda a bulha suscitada pelo programa do governo Lula, com conflitos públicos entre ministros e acusações de desestabilização da ordem constitucional vigente, para desembocar no vergonhoso acordo negociado entre o presidente e a oposição?
Não é preciso ter o olfato aguçado, para sentir em tudo isso o fedor eleitoral. Afinal, já entramos, neste ano da graça de 2010, no único período ativo da classe política.
Mas façamos as comparações acima enunciadas.
Conflitos no campo e reforma agrária
O programa Lula não contém nenhuma proposta de mudança legislativa e, menos ainda, constitucional, a esse respeito. Limita-se a falar em fortalecimento da reforma agrária, e em atualização dos índices de utilização da terra e de eficiência na exploração. Tais índices foram fixados em 1975, e até hoje, apesar dos sucessivos protestos dos movimentos de reforma agrária, continuam os mesmos. São eles que comprovam o fato de uma propriedade rural ser improdutiva, requisito constitucional para a sua expropriação. Ora, os grandes empresários rurais – perdão! os "agricultores", como diz o ministro Stephanes – não cessam de alardear o fato de que a agricultura capitalista aumentou brutalmente a produtividade das terras.
O primeiro programa do governo Fernando Henrique, em 1996, continha a proposta de um projeto de lei, que tornasse obrigatória a presença no local do juiz ou do representante do Ministério Público, quando do cumprimento de mandados judiciais de manutenção ou reintegração de posse de terras, que implicassem a expulsão coletiva dos seus ocupantes. Ninguém ignora que, no cumprimento desses mandados judiciais, a ação da Polícia Militar costuma provocar mortes e lesões corporais graves.
No mesmo programa de 1996, lê-se a seguinte proposta:
"Apoiar proposições legislativas que objetivem dinamizar os processos de expropriação para fins de reforma agrária, assegurando-se, para prevenir violências, mais cautela na concessão de liminares".
Em 2002, sempre no governo Fernando Henrique, o II Programa de Direitos Humanos sugere apoiar "a aprovação de projeto de lei que propõe que a concessão de medida liminar de reintegração de posse seja condicionada à comprovação da função social da propriedade, tornando obrigatória a intervenção do Ministério Público em todas as fases processuais de litígios envolvendo a posse da terra urbana e rural".
Pergunta-se: onde estava então a União Democrática Ruralista (não se perca pelo nome), que não foi às ruas denunciar a subversão comunista contida nessas proposições?
Meios de comunicação de massa
Nessa matéria, a "audaciosa" proposta do programa Lula, que suscitou a indignação dos donos de jornais, rádios e televisões, foi a regulamentação do art. 221 da Constituição, o qual até hoje, transcorridos 21 anos de sua promulgação, permanece letra morta.
E o que propuseram os programas de Fernando Henrique sobre o assunto? A mesma coisa, mas com um importante acréscimo:
"Garantir a imparcialidade, o contraditório e direito de resposta na veiculação de informações, de modo a assegurar a todos os cidadãos o direito de informar e ser informado".
Hoje, em razão de lamentável decisão do Supremo Tribunal Federal, não existe mais lei de imprensa no Brasil. Que eu saiba, somos o único país do mundo com esse vácuo legislativo.
Ora, sem regulamentação por lei do direito de resposta nos meios de comunicação de massa, o cidadão fica inteiramente submetido ao arbítrio deles.
Revogação da lei de anistia?
O ministro da Defesa, acolitado pelos chefes das três armas militares, rasgou as vestes e pôs cinza na cabeça, ao ler a seguinte proposta do atual programa de Direitos Humanos:
"Criar Grupo de Trabalho para acompanhar, discutir e articular, com o Congresso Nacional, iniciativas de legislação propondo: revogação de leis remanescentes do período 1964-1985, que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações."
"Aí está", esbravejou o ministro, "querem revogar a lei de anistia!"
Pelo visto, os assessores do ministro imaginam que quem é suposto conhecedor de estratégia militar é também entendido em estratégia política. Erro funesto. Ao imaginar que a citada proposta do III Programa de Direitos Humanos tem em mira a lei de anistia de 1979, a corporação militar tirou a máscara. Ela reconheceu que esse diploma legal viola os direitos humanos, e que essa violação só pode consistir no fato de a indigitada lei haver anistiado os agentes públicos, militares e policiais, que mataram, estupraram e torturaram opositores ao nefasto regime político de 1964 a 1985.
Tranquilizem-se, porém, o ministro e os chefes militares. O que o Conselho Federal da OAB propôs no Supremo Tribunal, por meio da arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 153, não foi a revogação da lei de anistia. Aliás, em um Estado de Direito o Poder Judiciário não tem poderes para revogar leis. Objeto daquela ação é a declaração judicial de que a Lei nº 6.683, de 1979, não anistiou os autores de crimes de sangue e de violência contra opositores políticos, durante o regime militar.
É só isso. Mas isso, uma vez admitido, será a condenação definitiva da "ditabranda", tão louvada por um jornal de São Paulo.
A Comissão de Verdade
É realmente inacreditável que essa proposta do III Programa de Direitos Humanos tenha provocado tanto escarcéu, pois nesse ponto pode-se dizer que a montanha pariu um camundongo.
A criação de uma comissão de alto nível, com a participação da sociedade civil, destinada a apurar as atrocidades cometidas durante duas décadas neste país, sob a responsabilidade final dos dirigentes militares, foi discutida durante anos em congressos, seminários e mesas redondas, em todo o território nacional. A Secretaria Nacional de Direitos Humanos, afinal, fixou-se na sugestão de criar tal comissão por decreto presidencial. Mas o presidente da República, como era esperado, voltou atrás na última hora e preferiu enviar o assunto às calendas gregas; isto é, ao Congresso Nacional.
Não se esqueça que estamos em ano eleitoral, e que um eventual projeto de lei, nesse sentido, jamais será votado até o encerramento da vigente legislatura, em dezembro de 2010.
Como se vê, não é preciso ter muita habilidade para capturar o ratinho, que saiu cambaleante do ventre da montanha.
Finalmente, voltando de férias, o presidente da República decidiu negociar um acordo com os críticos do III Programa de Direitos Humanos. O Programa já não é por ele aprovado, mas simplesmente "tornado público". Além disso, o presidente recomendou que os pontos polêmicos, notadamente a Comissão de Verdade, sejam abrandados.
Como se vê, de ambos os lados o macaco não soube esconder o rabo. As classes dominantes demonstraram que sua maior arma política é a dominação empresarial dos meios de comunicação de massa. Uma democracia autêntica só pode existir quando as diferentes camadas do povo têm liberdade de se comunicar entre si. Entre nós, porém, os canais públicos de comunicação foram apropriados pela classe empresarial, em seu próprio benefício, deixando o povo completamente à margem.
O presidente da República, por sua vez, seguindo seus hábitos consolidados, resolveu abafar as disputas e negociar um acordo. Esqueceu-se, porém, que nenhum acordo político decente pode ser feito à custa da dignidade da pessoa humana.
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas - e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.
ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
| José Albino |
| Enviado em: 15/01/2010 10:40:27 |
| Caro professor Fábio, se fosse para ficar em uma palavra apenas: OBRIGADO. Análise extremamente informativa e esclarecedora, não somente aos leitores do OI, como a todos os profissionais do jornalismo e do direito. |
| Lenin Araujo |
| Enviado em: 15/01/2010 11:34:02 |
| Muito bom! |
| Marcelo Ramos |
| Enviado em: 15/01/2010 11:49:44 |
| Prezado Professor, análise clara e perfeita da situação. Digo, especulativamente que, em relação à figura do macaco e o rabo, eu acrescentaria a figura de "juntar gatos no mesmo saco", em referência à setores da direita conservadora. Mas porque fazer alarde agora? Porque a tática é gritar agora "atentado à liberdade de imprensa", para, em um segundo momento, que virá, discutir os diversos pontos ("polêmicos", na visão desses empresários) como se eles estivessem sendo magnânimos ao fazer concessões, como se estivessem abrindo mão de "certas liberdades". É uma inversão do direito. As concessões são públicas e não pertencem à tais empresários. Regular tais contratos é prerrogativa do Estado. Infelizmente, na área de direitos humanos, o governo fechou os ouvidos à voz da sociedade. Como costumo dizer, o governo Lula tem erros e acertos. Nesse caso, errou o cravo e "deu uma na ferradura". |
| Alexandre Carlos Aguiar |
| Enviado em: 15/01/2010 12:39:58 |
| Ora, a horda verde-oliva e seus cupinchas e capachos não quer revisão nenhuma. De nada. Eles se urinam só em se mencionar tais coisas. Se não, vamos acabar sabendo o que não devíamos. Vamos acabar sabendo como foram feitos os acordos com os donos de terras, muitos deles generais de carreira na época da anistia e na aniquilação de camponeses. Vamos ficar sabendo como se dava o tráfico de armas naqueles tempos. Vamos ficar sabendo que muitos alcaguetes, hoje postados de defensores da democracia, estão aí, nas redes de TV, na mídia, ganhando com o colaboracionismo. Além, é claro, das matanças desenfreadas nos famosos porões. Não se mexe com o lixo, pois ele pode feder. |
| eduardo salina |
| Enviado em: 15/01/2010 13:38:11 |
| Ora, a horda vermelha e seus cupinchas quer a revisão de um lado só.Do outro,nada.Eles se urinam só de mencionar tais coisas.Se não, vamos acabar sabendo o que não devíamos.Vamos acabar sabendo como foram criados os grupos terroristas que queriam trocar uma ditadura por outra.Vamos saber como eles mataram 120 civis que não participavam da luta e como vários ‘companheiros’ foram justiçados.Vamos ficar sabendo como se dava o tráfico de armas naqueles tempos.Vamos ficar sabendo que muitos alcagüetes,hoje postados de defensores da democracia,estão aí no governo, nos partidos políticos que apóiam o governo,ganhando com o colaboracionismo e recebendo pensões e indenizações pelos seus crimes.Além,é claro,das matanças desenfreadas em seus próprios porões.Mexe-se com o lixo,sim, e ele fede.(Agradecido a Alexandre Carlos Aguiar pelo empréstimo do estilo) |
| Alexandre Carlos Aguiar |
| Enviado em: 15/01/2010 14:59:55 |
| Então, senhor Eduardo Salina, vamos por tudo isso à mesa? É exatamente o que se quer, e é o que o PNDH propõe. Que a VERDADE seja apurada. Ao final, vamos saber quem se urina mais. Porém, tenho certeza absoluta que nos quartéis vão faltar fraldões. Quer apostar? |
| Odracir Silva |
| Enviado em: 15/01/2010 16:40:25 |
| O ilustre prof. e habil advogado sabe muito bem o seu oficio. Ele tenta colocar um tom neutro para q o leitor mais incauto pense q ee artigo nao engajado de um prof. da Sao Francisco. O problema ee q nao ee um prof. isento, todos sabem as tendencias do prof. Comparato. Alias, ficar a colocar meias verdades p/ q o gov. FHC fique como fiador de uma tolice q o atual gov. quer embutir parece ser bem mediocre p/ um prof. universitario de tal estatura. Eu acredito q ele sabe q sao diferentes, mas ve uma oportunidade de tentar confundir o leitor... |
| eduardo salina |
| Enviado em: 15/01/2010 16:53:03 |
| Apostar não é categoria de pensamento, caro Alexandre.Não estamos no Jóquei Clube, ainda que certos argumentos pareçam cavalgar.Não discuto também sobre fraldões nem sobre quartéis.O que eu quis demonstrar, se o sr. não percebeu,é que há tantos canalhas à direita quanto os há à esquerda.Alguns sujaram as botas de sangue e os outros não foram melhores, trucidaram também seus inocentes.Se alguém tem superioridade moral nessa história é quem acredita que a democracia é insubstituível e não deve ser deixada à mercê de delinquentes morais de nenhuma espécie.E o que o PNDH propõe (propunha,antes que o presidente, como sempre, desse seu passo atrás) era colocar metade da verdade na mesa, para que a outra metade ficasse convenientemente escondida. |
| angelo azevedo queiroz |
| Enviado em: 15/01/2010 17:07:17 |
| Senhor Alexandre Carlos Aguiar , basta ler o novo decreto que o Lula assinou para ver quem fugiu da raia. Os militares só queriam o óbvio: a verdade por inteiro, dos dois lados. Bastava o lula corrigir a redação de modo a incluir a luta armada na investigação. Nada lhe foi pedido, além disso. E o que o “cara” fez?. Leia lá. Enterrou a Comissão. Essa boçalidade está totalmente desmascarada. Lula nunca ia querer isso. Já pensou em D. Dilma depondo na Comissão sobre suas ligações com grupos armados envolvidos em mortes e seqüestros, expondo o seu passado ao distinto eleitor? |
| Ney José Pereira |
| Enviado em: 15/01/2010 18:18:55 |
| Esse tal PNDH-3 é um PSIU -Pseudotratado Subconstitucional Ideológico Unificado. Esse PSIU é um assemelhado do proscrito Ato Institucional número 5 (vulgo AI-5). Esse PSIU (vulgo PNDH-3) é um AI-5 do B. O tal AI-5 foi trágico e o tal PNHD-3 é farsático. E os agora aliados e diletos neocompanheiros luláticos José Sarney e Paulo Salim Maluf e Romeu Tuma e Fernando Collor assinarão o tal PNDH-3?. E o Lula consultou o signatário do AI-5 Antonio Delfim Netto seu clandestino conselheiro?. |
| Herman Fulfaro |
| Enviado em: 15/01/2010 18:52:05 |
| “Objeto daquela ação é a declaração judicial de que a Lei nº 6.683, de 1979, não anistiou os autores de crimes de sangue e de violência contra opositores políticos, durante o regime militar.” – Pois é, professor. Revogar a anistia não vão, mas quem garante que o STF não saia com mais uma das suas e afirme, ainda que ultra petita (coisa com a qual os senhores ministros parecem pouco se importar), que a lei também não anistiou os guerrilheiros ou mártires da luta contra a ditadura ??? Como jurista notável e de inequívoca capacidade que o senhor é, certamente não se esqueceu da primeira de todas as regras de direito processual que se aprendem na academia, qual seja, aquela que diz que “De dentro de cabeça de juiz e de bum-bum de recém-nascido nunca se sabe o que pode sair...” |
| Macedo Macedo |
| Enviado em: 16/01/2010 10:59:21 |
| Vai fazer muito bem à democracia julgar os crimes cometidos no período ditatorial, pois, pelo que sabemos, as vítimas não tiveram sequer a chance de um julgamento justo. Quem mata, tortura, estupra e rouba, não pratica estes crimes acobertado pela farda. Basta ver o Chile e a Argentina para saber quem teme a mão pesada da justiça. |
| Maria José Sette Paina |
| Enviado em: 16/01/2010 15:18:39 |
| Sr Eduardo Salina , são paulo-SP - engenheiro Não vi ninguém da chamada "horda vermelha", se manifestando contra essa parte do PNDHIII, ao contrário são os que mais defendem a busca pela verdade. É muita má fé, pra não dizer cafagestagem, querer misturar no mesmo saco quem pegou em armas (e eu não hesitaria em pegar) pra defender nossa democracia com os que detinham o poder, sem voto. Não dá para comparar combate com tortura. Quanto a toda essa celeuma, é tudo muito simples. Uma pq a oposição quer montar o palanque de 2010, e outra pq os que estão reclamando "agora" dos diversos pontos do PNDHIII, principalmente a imprensa, e não fizeram "antes", é pq sabiam que o de FHC era só pra "inglês ver". Nada corria o risco de ser transformado em lei e ele ainda ficaria bem na fita...pra que criar complicação para o "príncipe". |
| Aloisio Morais Martins |
| Enviado em: 16/01/2010 20:00:39 |
| Parabéns pelos artigo, Comparato. Bastante esclarecedor e oportuno para calar os barões da imprensa que se acham dono do país. |
| eduardo salina |
| Enviado em: 16/01/2010 20:02:20 |
| Dona Maria José, quanta candura. Em que item,em que parágrafo,em que cláusula,em que artigo o PNDH defende a apuração dos crimes do outro lado? Por isso a horda vermelha (se a senhora não notou, trata-se de uma ironia com a "hora verde-oliva" do Alexandre Carlos Aguiar,mesmo porque eu não usaria gratuitamente uma expressáo tão estúpida) ficou calada.Louvo a sua coragem de não hesitar em pegar em armas para defender a democracia.Mas se a senhora aprecia mesmo a democracia ia ter que continuar empunhando armas se Marighella,Lamarca e sua turma vencessem.A náo ser que acredite sinceramente que ALN,MR-8,Var-Palmares,Colina, etc, ,se vencedores,teriam instaurado uma democracia representativa pluripartidária, como fizeram em Cuba, por exemplo. |
| Eduardo Alex |
| Enviado em: 16/01/2010 21:25:44 |
| O caro professor sabe q apela à falácia ao tentar induzir seus leitores a crer q a proposta de FHC é pior do q à de Lula. Qm tenta ludibriar a sociedade, tentando delegar competência para tomar decisões acima dos poderes institucionais, é a ala petista q sonha com o socialismo via "movimentos sociais". Qm ainda não acordou para a realidade, dê uma passada no site do PT e veja a última de suas resoluções de um encontro nacional. Caro professor, entenda. Para ser conta a íntegra desse plano não precisa ser de direita; basta estar comprometido com a liberdade. |
| Gersier Lima |
| Enviado em: 17/01/2010 10:16:21 |
| Como pensam os que são contra o povo?Os chamados "direitistas" que eu prefiro chamar de "facistas"? “"Isso [o terremoto] vai jogar em favor de Obama", disse *Limbaugh. "Ele é humanitário e tem compaixão. Vão usar isso para reforçar sua, vamos dizer, credibilidade com a comunidade negra -- tanto os de pele mais clara quanto os de pele mais escura deste país. Isso é feito sob encomenda para ele". Ou seja,para os que são chamados de direita acredita que tudo que não seja oriundo deles está errado. Resposta de quem pensa,de quem é inteligente,de quem é humano. “O crítico de cinema Roger Ebert respondeu com uma carta aberta a Limbaugh: "Dezenas de milhares de haitianos ainda estão vivos sob os escombros. Você distorceu o sofrimento deles em uma oportunidade para atacar o caráter do presidente". Será que Roger Ebert é "comunista"? Ou seja,lá como cá os que se acham superiores só enxergam seus próprios umbigos. *Esse sujeito comanda um programa de rádio nos Estados Unidos,é do PIG de lá. |
| Fábio de Oliveira Ribeiro |
| Enviado em: 18/01/2010 11:17:44 |
| Para os donos do poder a Lei sempre foi uma coisa que os outros devem cumprir cegamente e que deve ser rasgada quando alguém ousa querer fazê-los obedecer. Aplica-se a Anistia a mesma racionalização da Sumula que proibiu as algemas. O STF só aprovou a tal porque não podia dizer "No Brasil rico nunca comete crime; é sempre perseguido pela policia por razões políticas." Gilmar Mendes nunca se mostra contrariado quando vê a polícia ignorar a regra quando lida com presos pobres. Well... quem disse que, no Brasil do andar de cima, aos pobres se aplicam as mesmas Leis gerais feitas apenas para ricos. Os esquerdistas que "ameaçaram" dar um golpe (na verdade um golpezinho até besta, motivado mais pelo nacionalismo do que pela ideologia comunista) merecem ser perseguidos, torturados e mortos pela eternidade. Já os direitista que deram um golpe alegando nacionalismo (mas que, por ato de vontade, submeterem as Forças Armadas Brasileiras ao Pentágono) devem ficar impunes e imunes. Ameaçados de punição eles se dizem perseguidos... |
| Leandro Junior |
| Enviado em: 19/01/2010 03:48:31 |
| Difícil julgar né? pra alguns não. Pegou em armas tá errado, ainda bem que inforcaram Tiradentes, traidor! (de quem?). Mas é verdade, as centenas de milhares de comunistas que enfrentavam de igual para igual um GOLPE DE ESTADO CIVIL MILITAR também estão errados, afinal, com todo o seu poderio de influência quase acabaram com a forma pura e límpida que toda democracia desenvolvida tem (Nao importa se mesmo nessas tais democracias representativas WAY OF LIFE também houveram perseguições, "exilados", levemente torturados). Chego a conclusão de que é difícil julgar porque cachorro e elefante são iguais, ambos tem 4 patas. Ah, a moralidade, assisti recentemente "Ensaios sobre a Cegueira", e ficava me perguntando, como é possível que eles tenham mandado as mulheres se prostituirem em troca de comida? E ainda depois recriminam aquela que se sublevou (pra nao parecer comunista) contra o opressor! O sagaz de moralidade limpida diria "Ela atacou um cego! Nao importa se ele usurpara sua comida! Para ser moralmente correto deveria combater a ditadura da arma fazendo greve de fome!" Depois chamam os mortos de idealistas. Ah, ah a moralidade e a liberdade, (faltam a fé e a propriedade, pra vim tudo redondinho!). Lembro-me denovo do filme, o patriota dá o golpe porque tem a arma, os que foram golpeados discutem a insurgencia, mas nao, e se alguem morrer? Guerra? Nao, moralmente errado. |
| Wallace Lima |
| Enviado em: 19/01/2010 17:04:31 |
| Senhor Fábio Konder, meus parabéns! Esse é o Brasil que eu gostaria de ver no telão do cinema, o Brasil dos mensalões, da "vista grossa", do "fez que não viu", do "fez que ia e acabou não fondo", das eternas elites dominadoras, tentaculares, dos decantados generais, coronéis, eh Brasilzão! Cinema "marginal"? Provavelmente. Um Brasil bem mais autocrítico, e não esse Brasil oficial, mítico, despolitizado, Brasil de um Luiz Inácio aos olhos de Le Monde, Sarkozy! Eu, hein! |
DIREITO À COMUNICAÇÃO
Liberdade, a farsa e a tragédia
Fábio Konder Comparato | Edição nº 591 | 25/05/2010 | 17 comentários
MÍDIA & SOCIEDADE
Para que o povo tenha a palavra
Fábio Konder Comparato | Edição nº 587 | 27/04/2010 | 8 comentários
Ver todos os textos desse autor






