ESPORTES RADICAIS

Quem derrubará o sexto ministro?

Por Alberto Dines em 08/11/2011 na edição 667

Carlos Lupi, ministro do Trabalho, está a perigo. No mesmo fim de semana, Veja e O Globo o escolheram como alvo preferencial. Aparentemente não estavam combinados ou, se estavam, disfarçaram muito bem.

Denúncias diferenciadas e, além disso, incomunicáveis. Os competidores não se reforçaram nem se referenciaram. O Globo de domingo (6/11) não repercutiu a denúncia de Veja que começou a circular no sábado – ao contrário dos jornalões paulistanos, que reproduziram parcialmente o material do semanário sem qualquer investigação, na base do recorta & cola. Se houvesse autorregulação essa prática deveria ser banida.

Esfera marrom

Pela primeira vez será possível verificar a eficácia, digamos balística, das técnicas de investigação e denúncia de dois veículos igualmente veementes. Veja dessa vez procurou ser mais consistente, menos panfletária, sem revelações adoidadas, “cinematográficas”, impossíveis de comprovar sobre ministros recebendo dinheiro vivo em garagens subterrâneas (ver, neste OI, “Sujeira não limpa sujeira”).

Tentou contar uma história, evitou a adjetivação, buscou fatos concretos, mas não resistiu à tentação de misturar alhos com bugalhos e enfiou na denúncia contra Lupi as sobras da cruzada contra Orlando Silva. Insegura, sequer deu uma chamada na capa. Coisa de amadores, passionais.

O Globo utilizou sua tropa de elite, um grupo de experimentados repórteres investigativos, pacientes, devidamente apoiados por especialistas. No domingo abriu fogo com manchete de duas linhas fortes, informações oriundas da Polícia Federal e algumas linhas capitais fornecidas pelo principal colunista do dia, Elio Gaspari. Na segunda-feira (7/11) repetiu a dose com sólidas informações oriundas do Tribunal de Contas da União, opinião de peritos e o contraditório do ministro denunciado. Coisa de profissionais.

A competição Globo vs. Veja tira o jornalismo investigativo da esfera sensacionalista, marrom, habitada por arapongas e hackers. E estabelece novos paradigmas técnicos e legais para tornar a imprensa mais confiável. A presidente Dilma Rousseff agradece.

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 Cicero Lobo
 Enviado em: 08/11/2011 13:20:28
Como sempre o Alberto Dines, dando um show de comentário.
 Wendel Anastacio
 Enviado em: 08/11/2011 19:11:01
Blá, blá, blá!!!!!!!!!! Qual será o próximo Ministro que a mídia indicará? Qual o probo que irá agradar a gregos e troianos, e principalmente à imprensa? Como quarto poder (???) creio que a imprensa deveria assumir logo o primeiro poder, e ditar as regras de convivências entre os humanos. Como tutora,e seu discurso de viés democratico, creio que estaremos melhor representados. Os partidários do governo único, estariam vendo seus propósitos concluídos, e as marionetes satisfeitas por não terem mais com que se preocuparem!
 Ana Lucia Amaral
 Enviado em: 08/11/2011 19:34:55
Os outros 5 ministros "saídos", por força das matérias em diferentes órgãos de informação, cairam de podres.Há todo um esquema de corrupção -- o mensalão não é caso isolado -- que funcionou no anterior governo federal, que o atual herdou. Dona Dilma não está fazendo faxina nenhuma. Só está se rendendo às evidências. Nem a doença do ex-presidente pode alterar esta triste realidade.
 Ronaldo Barcellos Jr
 Enviado em: 09/11/2011 19:50:21
Impressionante! A Dilma está trabalhando mais que o Lula nesse sentido!
 wendel anastacio
 Enviado em: 09/11/2011 22:33:55
Qta superficialidade!Lamentável que os jornalistas se debruçem sobre fatos tão importantes, e só façam ilações e análises infantilizadas. A realidade porém é muito diferente da simples pergunta de "De quem derrubará o próximo Ministro?"que lemos sobre queda de Ministros e/ou corrupções. Que elas existem, sim! Sempre existiram e não só em nosso País. Que continuarão existindo, sim, pois o publico e privado sempre estiveram aliados para se locupletarem com a coisa pública. Agora, qdo os mercenários da imprensa,fazem análises infantis sobre o que está ocorrendo, deveriam ler antes o artigo escrito na Carta Capital com o título "O Poder permanente de derrubar governos", de Inês Nassif, para aprenderem o que é realmente jornalismo. O que está em jogo, é muito mais que a pergunta "Quem derrubará o sexto Ministro?" Não sou jornalista, mas se fosse, me sentiria envergonhado em ler o artigo de Inês, pois raramente lemos algo tão analítico, imparcial, e profissional, na imprensa. E o que é mais importante, sem teor ideológico! Falando sobre corrupção ela diz,"Este é um assunto difícil porque pode ser facilmente interpretado como uma defesa da corrupção, e não é. Ou como questionamento à liberdade de imprensa, e está longe disso". Assim amigos, quero crer que, qdo falarmos em corrupção, devemos antes de tudo, analisar corruptos e corruptores, pois do contrário, é ser coadjuvantes.
 Webston Moura
 Enviado em: 10/11/2011 13:14:33
Tudo isso é muito louco! Essa coisa de uma imprensa perseguir um objetivo desse jeito e a presidenta ter topado uma faxina. Quem vencerá quem? Dizem que a grande imprensa acabará por derrubar Dilma, derrubar diretamente. Mas não é assim! O objetivo é desqualificar o governo ao extremo, desmoralizá-lo para que o povo o derrube. E o povo (nós, né?) é dado a "honras" e "justiçamentos". Depois disso tudo qualquer coisa será jornalismo.
 Max Suel
 Enviado em: 14/11/2011 09:21:11
Quem derrubará o próximo Ministro? simplesmente os malfeitos, as corrupções, as incompetência, a bandidagem dos próprios ministros, levantadas pela mídia atenta, já que internamente ao governo ninguém tem interesse em levantar esses crimes. (Max)

Alberto Dines

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