DIREITOS HUMANOS
Uma voz sem coral
Por Washington Araujo em 16/01/2010 na edição 572
A grita de boa parte dos mais vistosos veículos de comunicação contra o Programa Nacional de Direitos Humanos em sua terceira roupagem não se justifica em absoluto seja por qual aspecto seja objeto de análise, reflexão, mensuração. Lutar para garantir o direito à comunicação democrática e também ao acesso à informação como meio de consolidação de uma cultura em Direitos Humanos é algo que remonta à própria noção de liberdade de imprensa. Aceitamos estes conceitos. E ficamos por aqui desde que continuem sendo apenas um amontoado de boas intenções?
Para que essas palavras, tão grávidas de boas intenções dêem à luz uma nova realidade partindo do papel dos veículos de comunicação torna-se inescapável perceber que deve ser missão dos veículos promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos. E para isto nada como ter um exemplar da Constituição Federal à mão e, folheando, pararmos no disposto no artigo 221.
O texto reclama – desde seu nascimento, em 1988 – a criação de marco legal regulamentando este artigo, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas.
Do contrário teremos apenas letra morta.
Observatórios sociais
Não será chegado o momento para se promover o diálogo com o Ministério Público com o intuito de propor ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos? Ou continuaremos sendo bombardeados com programas na tevê e de rádio, reforçando estereótipos que diminuem a dignidade humana de negros, homossexuais, meninos de rua, ciganos, portadores de deficiência física e mental? E contra judeus, muçulmanos, praticantes do candomblé ou de igrejas evangélicas?
Todos sabemos que parte substancial do dinheiro que faz rodar o planeta da publicidade e do marketing são originários do Poder Público (federal, estadual, municipal), portanto, sendo mais claro, é o dinheiro – que chega aos governos a título de impostos, taxas e emolumentos – que joga água continuamente no moinho do agitado mercado publicitário.
Não seria chegado o momento de autorizarmos de forma clara e textual aos governos que suspendam o patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos? Mexendo no bolso mexe-se na consciência dos que decidem as grades de programações. Mas como fazer isso? Ora, simples, muito simples. Basta que se desloque 250 funcionários dos 542.843 servidores públicos federais existentes no Brasil (dados de 6/10/2009) para lerem jornais e assistirem programas de rádio e de televisão 24 horas por dia, com planilhas bem desenhadas, preenchendo questões como "personagem utiliza termo chulo contra negro, homossexual, cigano, mulher etc?", "locutor destrata seguidores dos cultos afros, desqualifica pessoa por ser de origem judaica, incentiva a destruição de símbolos religiosos?", "comentarista lança impropérios, agride verbalmente índios, chama-os de preguiçosos, vagabundos, sujos etc?", "âncora diz com áudio aberto, do alto de sua bancada de tevê que os garis são uns m... e que estão na escala mais baixa do mercado de trabalho já que desejam boas festas do alto de suas vassouras?"
E por aí vai.
Não teríamos capacidade (e bom senso) para tratar a promoção dos direitos humanos algo mais abrangente que o proposto em minuciosos textos preparados por instâncias ministeriais do governo federal, algo que vá mais além que os poderes do Estado, que permeiem as diversas instâncias da vida em sociedade? Então, por que não elaborarmos critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações?
Ante tarefa dessa magnitude, por que não recomendar aos estados, Distrito Federal e municípios que tragam à existência e tornem-nos acessíveis Observatórios Sociais destinados a acompanhar a cobertura da mídia em Direitos Humanos? Apenas isto e já teríamos uma revolução no emergir de uma consciência nacional para os direitos humanos.
História recente
É corrente o dito popular dando conta que a imprensa é pior que a língua da vizinha. Em miúdos, isso quer dizer que ninguém de bom senso se atreve a contrariar a imprensa, ninguém que seja sensato ou bata bem da cabeça quer ter a imprensa como sua inimiga. É que o embate é extremamente desigual, os meios se assemelham a estilingue de madeira, borrachas e couro em contraposição aos franceses Raffale, muito superiores aos suecos Grippen. Não seria o caso de se desenvolver programas de formação nos meios de comunicação públicos como instrumento de informação e transparência das políticas públicas, de inclusão digital e de acessibilidade?
Nos anos 1970, cansei de engrossar passeatas no Rio de Janeiro empunhando dizeres a favor do desarmamento nuclear. Era o auge da guerra fria, era o medo de um horror nuclear e apenas duas nações diziam ter meios de apertar o botão vermelho. Naqueles anos circulava facilmente a frase que se encontra no âmago da constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de 16 de novembro de 1945: "Se a guerra nasce na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser construídas as defesas da paz". Tomando esta imagem de empréstimo, não seria o caso de os estados, Distrito Federal e municípios incentivarem aos órgãos da mídia para que incluam os princípios fundamentais de Direitos Humanos em seus materiais de redação e orientações editoriais?
Brasileiro tem memória curta. Cansei de ouvir essa frase, esse bordão, este pseudoprovérbio. Ele é ouvido sempre que surge um político enlameadíssimo em escabroso episódio de corrupção, de roubo de estratosférica quantidade de dinheiro público ser eleito pelo voto popular para governar um estado ou o Distrito Federal, ou ser diplomado deputado federal ou senador da República. E quanto aos anos de enxofre (cansei do batido anos de chumbo), que memória nosso povo ainda tem deles?
Milhares de vítimas entre desaparecidos, esquartejados, estrangulados, asfixiados, seviciados, eletrocutados, torturados e por fim jogados na Baía da Guanabara ou enterrados nas matas do Araguaia... que memória temos deles? Salvo os que foram trocados por embaixadores estrangeiros e que voltaram à militância política como ministro de Estado ou parlamentar, que memória temos desses que tombaram Deus sabe onde e a quem nenhum mãe, pai, irmãos ou filhos sabe onde depositar suas merecidas e sofridas flores com 25, 30, 40 anos de atraso?
É brasileiro que tem memória curta ou a memória curta é fruto do descaso de nossa sociedade, de nossos meios de comunicação que chegam mesmo a tratar desse anos de enxofre como se brandos houvessem sidos? Não seria mais que chegado o momento de incentivarmos a produção de filmes, vídeos, áudios e similares, voltada para a educação em Direitos Humanos e que reconstrua a história recente do autoritarismo no Brasil, bem como as iniciativas populares de organização e de resistência?
Muitas vozes
Se você conseguiu ler e até aqui, a bem da verdade, quero que você leitor(a) saiba que as sugestões em forma de interrogação foram retiradas do Decreto número 7.037 assinado em 21 de dezembro de 2009 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este documento atende também pelo nome de Programa Nacional de Direitos Humanos 3. Se eu fosse você, leitor(a), ficaria ensimesmado tendo descobrir por que nada disso aqui escrito foi veiculado na cobertura – quase uma operação de guerra – montada pelos veículos de comunicação nas primeiras duas semanas deste 2010.
É que, embora proclamem aos quatro ventos que a missão da imprensa é informar, é trazer conhecimentos, é facilitar o acesso ao que acontece aqui e no mundo como um todo, sempre buscando a verdade dos fatos, ouvindo o contraditório, atuando de forma ética e transparente... no fundo, a imprensa só quer mesmo é vocalizar seu desagrado contra qualquer vírgula governamental que possa, de forma amplificada pela mesma imprensa, diminuir o alcance de seu poder e salvaguardar suas conquistas, muitas delas amealhadas sabe Deus lá como.
E sem falar que o PNDH-3 é o que há de mais avançado e moderno no mundo na temática dos direitos humanos e sob a égide de um governo nacional. Se em 2016 o Brasil poderá ser festejado como quinta potência mundial ao menos no aspecto financeiro (PIB, Índice Gini, IDH etc.), mais digno ainda de louvor será se, colocado em movimento do PNDH-3, pudermos avançar para um dos três primeiros lugares que mais consideram os direitos humanos como política pública perene, transversal, inclusiva. Seus seis eixos temáticos entesouram os melhores sonhos e aspirações de gerações de brasileiros. É quando o Brasil poderia dizer ao mundo que Direitos Humanos é o novo nome do Desenvolvimento e da Paz.
Lamentavelmente vemos a quase totalidade dos tais "meios midiáticos" unidos como muitas vozes em uma só voz. São as vozes dos seus donos juntas, emitindo a mesma nota incidente de que assim consegue tão somente ser uma voz, sem coral. Porque o coral é formado pelos 193.000.000 de brasileiros que anseiam por um Brasil onde os direitos humanos sejam tão acessíveis quanto o próprio ar que se respira.
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas - e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.
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| Matheus Tabosa |
| Enviado em: 16/01/2010 13:41:43 |
| O sr poderia ter publicado esse contundente e assertivo texto nos jornalões pois trata com os pés no chão e a mente arejada essa barafunda em que se transformou o PNDH3. Se o tal Programa contem os pontos elencados pelo sr então acho que é isso mesmo que nós da imprensa mais precisamos. A imprensa é muito corporativa e para isso não mede esforços para deixar de fazer valer o direito à informação, o acesso ao que realmente importa. O sr foi brilhante na abordagem pois contextualizou e enfiou o dedo na ferida da caixa preta da grande mídia. Eles só são contra o que lhes tire o papel de reizinho do pedaço, mas acontece que existe o interesse público que nunca é colocado em primeiro plano. Parabéns pelos esclarecimentos. Agora sou pelo PNDH 3 desde criancinha! |
| Carlos Fortunato |
| Enviado em: 16/01/2010 13:44:12 |
| Falta alguém quje tivesse a ombridade moral de dizer isso sobre o Plano: "E sem falar que o PNDH-3 é o que há de mais avançado e moderno no mundo na temática dos direitos humanos e sob a égide de um governo nacional. Se em 2016 o Brasil poderá ser festejado como quinta potência mundial ao menos no aspecto financeiro (PIB, Índice Gini, IDH etc.), mais digno ainda de louvor será se, colocado em movimento do PNDH-3, pudermos avançar para um dos três primeiros lugares que mais consideram os direitos humanos como política pública perene, transversal, inclusiva. Seus seis eixos temáticos entesouram os melhores sonhos e aspirações de gerações de brasileiros. É quando o Brasil poderia dizer ao mundo que Direitos Humanos é o novo nome do Desenvolvimento e da Paz." BRILHANTE SEU ARTIGO. |
| Renan Ribeiro |
| Enviado em: 16/01/2010 13:53:58 |
| porque é tão difícil escrever com clareza? porque é tão sedutor embiocar pela frutica de quem ficou contrariado, quem não gostou? não seria bem melhor se escrevessem as coisas boas para a sociedade brasileira que agrega sempre número imenso de cidadãos e cidadãs? estes foram os pensamentos após ler essa coluna. Tudo ficou claro para mim. Será aquela mania de pegar o que pode estar errado em meio a um milhão de coisas que dão certo? Gostei de sua coragem em detectar os calos que a imprensa joga em seu noticiário -- tudo pérolas de coorporativismo explícito. Etava na hora de alguém da grande imprensa - como o sr - desnudar o que se esconde por trás de liberdade de imprensa, que penso eu, nada mais é que manter a imprensa como massa de manobra, toma lá dá cá eterno onde quem sai perdendo sempre são os c idadãos. Gostaria de pedir que o sr continuasse essa abordagem que achei muito boa trazendo luz sobre outras coisas que vem no PNDH como por exemplo a questão da laicização a sociedade brasileira, o tratamento do povo de Rom (ciganos), nosso direito a saber o que aconteceu de tortura e mortes por parte dos então milicos entre 64/85, hoje quase todos mortos ou já passando dos 80 anos, senis etc "São as vozes dos seus donos juntas, emitindo a mesma nota incidente de que assim consegue tão somente ser uma voz, sem coral. Porque o coral é formado pelos 193.000.000 de brasileiros" !!!! |
| Hamilton Araujo |
| Enviado em: 16/01/2010 13:57:00 |
| Aqui está o X: "É que, embora proclamem aos quatro ventos que a missão da imprensa é informar, é trazer conhecimentos, é facilitar o acesso ao que acontece aqui e no mundo como um todo, sempre buscando a verdade dos fatos, ouvindo o contraditório, atuando de forma ética e transparente... no fundo, a imprensa só quer mesmo é vocalizar seu desagrado contra qualquer vírgula governamental que possa, de forma amplificada pela mesma imprensa, diminuir o alcance de seu poder e salvaguardar suas conquistas, muitas delas amealhadas sabe Deus lá como." Só posso dizer que trata-se de coluna esclarecedora e que me fará ver com olhos mais críticos o que sai na imprensa sobre o PNDH. O sr abriu meus olhos. Obrigado mestre Washington. |
| Paulo Hortêncio |
| Enviado em: 16/01/2010 14:06:47 |
| ${COMENTARIO} |
| Renato Farias |
| Enviado em: 16/01/2010 14:14:00 |
| ${COMENTARIO} |
| Mario Bitar |
| Enviado em: 16/01/2010 14:16:58 |
| Se nao gosta do que o veiculo divulga, se esta em desacordo com sua linha editorial, reaja com seu bolso. Boicote todo e qualquer produto que venha dali ou ali seja anunciado. As empresas de midia sao comerciais, vivem de patrocinio. E so bater onde doi (bolso) e os resultados aparecem. Apenas considere que na grande parte desses veiculos, o grande anunciante e exatamente o Governo. |
| Marcelo Idiarte |
| Enviado em: 16/01/2010 17:29:39 |
| O mais irônico é que a suposta voz uníssona contrária ao PNDH-3 não tem nada de uníssona: milicos apenas não querem mexer no passado, até porque outros corpos podem sair dos armários (ou, como diria a célebre canção, podem imergir da lagoa*); padres não querem reduzir a hegemonia cristã, correndo o risco de perderem o direito de ostentar por decreto seus símbolos nesta estranha laicidade onde a religião pode tudo; empresários de comunicação sabem que se tiverem seus veículos e concessões submetidos ao crivo da sociedade, muita coisa pode mudar, principalmente entre os ditos "grandes veículos". Assim sendo, cada qual preocupado com o seu próprio fundilho, abraçaram-se todos - quartéis, igrejas e oligopólios - nesta "comunhão" que diz tudo. Para sorte deles ainda há os reacionários, que até hoje acreditam que os comunistas iam praticar antropofagia com as criancinhas e roubar a alma dos adultos, embora muitos simpatizantes do Comunismo fossem pessoas doces e inofensivas como Ferreira Gullar e Oscar Niemeyer. Enfim: é preciso ter um diabo a perseguir, senão a própria santidade se injustifica. [*] Em "Cálice", de Gilberto Gil e Chico Buarque (famosa com o duo Chico e Milton Nascimento), o verso "Na arquibancada pra a qualquer momento/Ver imergir o monstro da lagoa" seria uma alusão ao corpo do deputado Rubens Paiva, que os militares teriam jogado na Lagoa Rodrigo de Freitas. |
| Herman Fulfaro |
| Enviado em: 16/01/2010 18:06:47 |
| Creio que não adianta doer só no bolso. Quando doer na sala ou no quarto ao lado talvez aprendam... Meu navegador de internet tem como página inicial o site do MSN. Dias desses a página padrão abre e dou de cara com dois rapazes assumidamente gays (fiquei sabendo isso depois), participantes do Big Brother da Globo, trocando um beijinho na boca ou um inocente “selinho” no dizer da garotada. Nada contra ou a favor, desde que esse tipo de demonstração de afeto não seja usada para fazer proselitismo de determinada preferência sexual, ainda mais se considerarmos que isso aconteceu em meio a um programa quase todo ele editado, cuja assistência por parte de crianças e adolescentes é enorme, senão majoritária e que, enfim, não se preste para vulgarizar, ridicularizar ou denegrir a imagem dos rapazes que trocaram o beijinho diante dos olhares atônitos de alguns milhões de telespectadores. Não existe razão alguma para se cogitar de vigilância e censura, nem para mudar de canal ou desligar a TV. É preciso mudar de país! Caso contrário, o que podemos esperar para os próximos capítulos da novela das oito??? Cenas reais de assassinato, de sexo explícito ou de aulas práticas de como cheirar cocaína sem explodir o nariz ?!? |
| eduardo salina |
| Enviado em: 16/01/2010 20:36:47 |
| Quem saberá o que é comunicação democrática ?Como não há consenso,alguém vai ditar.Quem saberá p que é política pública,perene,transversal,inclusiva? Como não há consenso,alguém vai ditar.O que é simbolo religioso público? O Cristo Redentor? Como não há consenso,alguém vai ditar.A esquerda não suporta o livre arbítrio,a responsabilidade pessoal.A esquerda quer dizer o qus os outros têm que fazer,o que eles podem ler,o que eles podem ver na TV.É o velho sonho dirigista,que jaz sob os escombros do Muro de Berlim.Volta e meia alguém resusscita o dirigismo, e como se fossemos uma sociedade de idiotas, vem nos dizer como deve ser a vida, como devemos administrá-la, o que devemos e o que podemos pensar.Uma sociedade de homens livres dispensa essa tara dirigista.Deixem-nos em paz. |
| Carlos Coutinho |
| Enviado em: 17/01/2010 11:14:20 |
| Parabéns, Washington! Sua idéia de nomear 250 funcionarios publicos como CENSORES, é de fato maravilhosa! Quanto anos você tem? Será que se inspirou nos modelos da Censura no periodo militar? Que critério será usado pelos censores ao ver programas mostrando multidões exploradas em cultos religiosos? Cassaremos o canal por exploração de credulidade ou daremos a ele o Direito Humano de ter sua liberdade religiosa exercida? Lutamos anos para ter um paîs com LEIS e agora vemos um Partido e seus associados, em nome de Direito Humanos, atentarem uma vez mais contra a Democracia, passando sobre suas Leis fundamentais, criadas em Assembleia Constituinte por representantes do povo legitimamente eleitos. Proponho aproveitar toda a sugestão do PNH-3 e substituirmos de uma vez a Justiça pelos Tribunais Populares, naturalmente com representantes sindicais, do MST, etc. Cuba não faria mehor! |
| Jose Albino |
| Enviado em: 17/01/2010 11:55:37 |
| Parabéns Washington. Excelente artigo! |
| José Paulo Badaró |
| Enviado em: 17/01/2010 16:08:30 |
| Bem! Até hoje tudo o que conhecemos de censura, absolutamente tudo neste país, tem a origem e o DNA da direita ultra reacionária. Foi assim durante o Estado Novo; foi assim durante os sombrios anos da ditadura militar. Censura de esquerda, aqui no Brasil, não passa de conversa de botequim, e depois da cara bem cheia de cachaça. Se é que o PNDH3 pretende estabelecer alguma censura, coisa que nem em sombra se vê no texto apresentado à discussão, quem sabe ela, se porventura viesse a existir, não faria um tremendo bem para o país! Afinal, seria a primeira vez que a esquerda e a direita estariam de acordo quanto ao uso de algo tão torpe e covarde. Ou será que os reaças entendem que só eles podem lançar mão da censura? |
| Rogério Abreu |
| Enviado em: 17/01/2010 19:05:29 |
| Caro Washington, leia a notícia postada no blog do Nassif: "O jornal francês “Le Parisien” foi condenado a pagar uma multa de 3 mil euros ao cineasta Roman Polanski e a sua mulher por ter publicado fotos do casal durante a detenção do diretor na Suíça, a pedido da Justiça dos Estados Unidos." Aqui, no Brasil, seria considerado um atentado a liberdade de expressao. Aliás, tudo que implica em aplicar a lei aos meios de comunicaçao é considerado "tentativa de censura". Que tal começarmos a relatar situaçoes mundo afora (inclusive EUA e Europa) em que os veículos de comunicaçao, como qualquer cidadao ou instituiçao, estao subjugados a lei? |
| sergio ribeiro |
| Enviado em: 18/01/2010 11:45:56 |
| Eduardo Salinas e o velho blablablá reacionário. Por acaso leste as matérias publicadas na grande imprensa acerca do tal plano de Direitos Humanos? Em tudo que li, não há menção alguma ao texto original que gerou tanta celeuma (para a grande Imprensa, os latifundiários, militares e quejandos). Aliás isso é o que mais tem se comentado neste Observatório, não somente por Washington. O próprio ombudsman da Folha estranhou tal procedimento. Isso tudo dá impressão que eles não querem uma discussão franca e aberta do tema em questão |
| eduardo salina |
| Enviado em: 18/01/2010 13:07:14 |
| Sérgio, reacionário eu? Os caras quetem controlar a imprensa,controlar a religião, controlar a cultura, santificar as invasões de terra, substituir a Justiça por "audiencias públicas", julgar só um lado pelas delinquências cometidas durante o governo militar, atravessar a democracia representativa e substitui-la por conselhos dos "movimentos sociais" (eleitos sabe Deus por quem?) ,e o reaconário sou eu? |
| Zemário Santos |
| Enviado em: 18/01/2010 14:19:30 |
| Salinas, você não está sozinho na suposta interpretação reacionária... Pois, reacionários somos todos os que lemos e escrevemos neste OI. Os comentários não são, pois, uma reação natural ao que foi escrito? Reação não foi também a crítica ao seu post? As reações dígnas também contribuem para a construção do mundo. |
| Rodrigo Avelar Ribeiro |
| Enviado em: 19/01/2010 09:19:49 |
| Ainda entendo que esse texto vai direto no cerne da questão: a imprensa só mquer mesmo é total liberdade para fazer o que bem entender, como ameaçar governantes eleitos pelo voto popular com denúncias (em geral vazias), se cacifar para apoiar candidatos que depois lhes facilitem a vida em licitações de publicidade governamental. O Eduardo Salinas só quer bagunçar o coreto, deve se rum desses coronéis reformados cujo único passatempo é chorar pelas "conquistas" da ditadura: opressão, tirania, terrorismo de estado, mortos e desaparecidos até dizer chega e endividamento externo do país extensamente criminoso para dize ro mínimo. Considero esse texto esclarecedor por tudo e em tudo: cada coisa no seu lugar e liberdade tem que ter é o povo brasileiro e não esses gatos pingados que s"ao donos de conglomerados midiáticos, esses Cidadãos Kane (Rupert Murdoch) da vida. Tô contigo Washington porque consegue ter posição sem resvalar para essa ou aquela ideologia terceiromundista (ô coisa desgraçada e demodê!) Fiquei acostumado a lê-lo e aguardo o início da semana para ver sua opinião sobre o que é sobremodo relevante, de BBB do Bial às estrepulias travestidas de jornalismo da Veja, como alguém já disse aqui "aquela publicação americana impressa no Brasil". |
| Donminique Azevedo |
| Enviado em: 26/01/2010 10:16:29 |
| Araújo, concordo com o artigo. Muito bom! Análise fantástica. Estamos cansados de ver a mídia hemônica e controladora avacalhar o PNDH. Imagine se esta disposição toda fosse utilizada para lutar a favor da real democratização dos medias?! Cerceamento da liberdade? Onde? Como? Por quê?(...) Isso é apenas um truque fajuto dos oligopólios para perputuar o "deita e rola" existente na luta contra o direitos humanos. |
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