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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 232-3271

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

 


DOS TELESPECTADORES
Moacyr Moreira
Escritor – São Paulo

Em primeiro lugar, gostaria de corrigir o pequeno equívoco cometido pelo editorial: sou assinante do Estadão e o jornal publicou um caderno inteiro sobre Jorge Amado, não apenas duas páginas como foi dito. Em segundo lugar repudio a atitude do Jornal do Brasil, dito um grande jornal, pelos comentários mesquinhos e descabidos sobre a obra do grande escritor Jorge Amado. É a pequenês de homens como o autor da matéria que faz de nosso país um canteiro de medíocres, imagem que Jorge sempre tentou mostrar ser falsa em toda sua obra. Um sujeito que lê "Tocaia grande" (para citar apenas um livro) não pode criticar seu autor sem se render ao deslumbramento de sua obra.

Átila Bezerra

Fortaleza / CE Jorge Amado vendeu 10 milhões de exemplares, ao longo de seus 88 anos de vida, não por conta do moderno marketing editorial, e sim por sua universalidade. A problemática das crianças de rua, narrada em 1937, em "Capitães de Areia", ou a dura tentativa de sobrevivência de um brasileiro, contada em "Jubiabá" (1935), continuam atuais quase 70 anos depois.

Marcos Pontes
Eunápolis / BA

Inicialmente gostaria de parabenizá-los pela qualidade do programa, do qual sou telespectador assíduo. Os jornalistas que criticam o "lado capitalista" de Jorge Amado são os herdeiros daqueles que disseram que Carmem Miranda se "americanizou" e talvez sejam os mesmos que criticaram acidamente quando Tom Jobim vendeu os direitos de "Águas de março" à Coca-Cola. O artista tem todo o direito de ganhar dinheiro com suas obras, e o comunista não tem necessariamente que ser miserável. Esses jornalistas mesmos escrevem apenas pelo prazer ou auferem lucros com sua obra?

José Aluízio Guimarães

O Brasil pode produzir mais um Jorge Amado? O Brasil pode produzir muitos escritores como Jorge Amado porque há mais escritores hoje do que jamais houve. Mas, a dimensão de uma obra também se mede pelo tempo. Se houve uma lacuna nos últimos anos de "potenciais Amados", hoje a produção da escrita é muito vigorosa. É mais fácil a impressão independente, e a internet publica de tudo. Talvez a boa crítica é que esteja ausente. Não tem cativado os leitores e parece não saber como encontrá-los. Se Paulo Coelho é internacionalmente mais conhecido, ele não fala sobre o Brasil. De certa maneira, Coelho ignora o vasto material mítico que está vivo no país e dirige-se ao mundo. Jorge Amado, pelo contrário, já fala de um Brasil baiano. Lúdico, apaziguador e misterioso, o mundo de Amado era uma cidade de todos os prazeres e rezas. Mas as suas sensações são universais.

Paulo Carvalho

Vocês conhecem o escritor sergipano Francisco Dantas? Ele ganhou com seu último e maravilhoso romance, "A cartilha do silêncio" o prêmio da União Latina. Com sua linguagem primorosa, lembrando Guimarães Rosa, com certeza deverá ser um dos grandes novos nomes da literatura brasileira.

Christiano Fossari Fernandes
Estudante de Jornalismo – Foz do Iguaçu / PR

Em tempos de "poder de informação", vocês estão dando show. Parabéns e muito obrigado por estarem proporcionando o melhor espetáculo da televisão brasileira. Agradeço, como aluno de Jornalismo, cidadão brasileiro e telespectador "quase" assíduo. E em nome de uma pátria livre e soberana, continuem assim.

Natasha Dellape

Uma jornalista daqui de Alagoas chamada Márcia Rodrigues Farias lançou o jornal em braille Simples Toque em 1998, e é considerado o primeiro da América Latina. E mais: o jornal de Márcia virou tese de bacharelado em Jornalismo. Fico triste por isso não ter sido reconhecido por parte do jornalista Marcelo do Canto. Afinal, Márcia lutou muito para poder imprimir o jornal.

Meu nome é Natasha Dellape, sou jornalista e tive a oportunidade de entrevistar a Márcia. Qualquer informação a mais, meu e-mail é <natashadellape@hotmail.com>.

Helena Dale Couto

Sou mãe de um rapaz surdo de 21 anos, que hoje mora em Porto Alegre e cursa a Universidade Ulbra, fazendo o curso Ciência da Computação. Quando ele ficou surdo, com 10 meses, me deparei com uma realidade inicialmente assustadora e que, pouco a pouco, foi se transformando num desafio fascinante. Há 15 anos, depois de me formar em Fonoaudiologia, fundei, com uma equipe, uma associação em que crianças surdas pudessem desenvolver todo o seu potencial de comunicação. Trabalhamos com um programa bilíngüe: oralização e língua de sinais. Em 1995 começamos a pensar no closed caption e tivemos algumas reuniões na Rede Globo, a quem levamos a idéia, que foi concretizada em 1996, no Jornal Nacional. Esse foi um grande marco na vida dos surdos. Pela primeira vez não dependiam de um tradutor para ver e "entender" um programa de televisão!

A partir desse momento, percebemos que uma batalha havia sido vencida, o rompimento do mundo do silêncio na televisão, mas havia uma guerra importante a ser ganha: a ampliação desse recurso para outros programas e outras emissoras. Nesses últimos anos temos nos dedicado a disseminar essa idéia, assim como a oferecer esse serviço específico. Fundamos o primeiro centro de produção de legenda oculta off-line no Brasil e vimos produzindo desde então alguns trabalhos (Telecurso 2000 versão legendada e Tela Quente, filmes da Rede Globo).Vocês agora já podem imaginar como fiquei feliz com o programa de 24/7/2001 e, posteriormente, a entrevista de Alberto Dines ao Jô (onde vocês conversaram quase 10 minutos sobre esse assunto!).



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