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JORNALISMO CIENTÍFICO
Acervo de José Reis na Unicamp

Simone Pallone (*)

Os acervos do jornalista, cientista e divulgador científico José Reis e de seu irmão, o gramático Otelo Reis, poderão ser tratados e, posteriormente, abrigados na Unicamp, conforme anúncio feito pelo presidente da Fapesp e coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, Carlos Vogt, durante a inauguração do Espaço José Reis de Jornalismo Científico, na Unicamp, em dia 2 de junho [veja remissão abaixo].

A oferta dos acervos partiu de Fernando Reis, filho de Otelo, que esteve em Campinas para a inauguração do espaço que homenageia o seu tio. Participaram da reunião na qual foram iniciados os contatos o reitor e o vice-reitor da Unicamp, que adiantaram o interesse de que o tratamento dos acervos seja realizado por técnicos em biblioteconomia da universidade, incluindo a digitalização de parte do material, que poderá ser disponibilizado para o público. Tal tratamento contará com o apoio da Fapesp.

O Espaço José Reis é uma sala que será utilizada pelos alunos do curso de Especialização em Jornalismo Científico, que está em sua terceira edição, e dispõe de infra-estrutura e internet de alta velocidade para atender às necessidades dos alunos no desempenho das atividades do curso.

Vogt aproveitou a ocasião para anunciar também a participação do Labjor em novos projetos desencadeados pela sua participação em dois eventos realizados na Europa. Um em Salamanca, Espanha e outro na cidade do Porto, Portugal. O encontro na Espanha reuniu pesquisadores da América Latina e daquele país em torno de temas como indicadores de ciência e percepção pública da ciência. A conclusão dos participantes foi a de que as metodologias usadas para mensurar a cultura científica devem trazer de forma mais equilibrada resultados quantitativos e qualitativos que possam subsidiar políticas públicas voltadas à C&T. Bancos de dados que mostrem a presença da ciência na imprensa poderão ser utilizados para esse fim.

Um evento a ser realizado nos próximos meses em São Paulo deverá dar continuidade às discussões iniciadas em Salamanca. Para esse novo encontro, está programado o confronto dos resultados obtidos em entrevistas sobre percepção pública da ciência em três países da América Latina – Brasil, Argentina e Uruguai –, além da Espanha.

Em Portugal, em reunião realizada na Universidade do Porto, as discussões realizadas em torno do tema "Fronteiras e desafios do conhecimento" levaram os pesquisadores a pensar na identificação de um programa que permita mensurar a presença da ciência no cotidiano das pessoas, comparando amostras em três países latino-americanos e alguns europeus.

(*) Redatora da revista ComCiência <http://www.comciencia.br/>

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