ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 575 - 2/2/2010
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Programa nº 357 - Data 13/12/2005
 

Eliana
Gostaria que fosse discutida a cobertura da imprensa sobre o ato de crueldade em que 5 pessoas foram queimadas no ônibus 350. No Fantástico, me chocou o corte abrupto do relato emocionado e impotente da delegada para que fosse transmitida a comemoração do campeonato. No O Globo de domingo, uma página apenas comentava esse assunto, tão fora de tudo que se possa chamar de humano: 5 pessoas queimadas sem motivo, sem ideologia, por jovens que se movem sem nenhum parâmetro. Nenhum assassinato é aceitável, mas houve algo nessas 5 mortes que foi além de tudo que já havia sido feito de mais cruel na nossa cidade. Obrigada pelo canal de diálogo.

Denis Soares França
Olá amigos do Observatório da Imprensa. Venho através desta mensagem sugerir, e até mesmo solicitar, aos editores do programa, que tentem abordar a cobertura dada pela imprensa de Minas Gerais ao caso do Juiz de Direito Livingsthon José Machado que, em cumprimento de preceito constitucional e com o intuito de observar a dignidade da pessoa humana, mandou que se libertassem oito presos que viviam em condições animais, quase como se fossem porcos. Muito preocupante o tratamento uníssono da imprensa no sentido de criticá-lo, como se ele não estivesse a cumprir o seu papel de corrigir as omissões do Poder Executivo, pródigo em desconsiderar a humanidade em se tratando de estabelecimentos prisionais. Quando o Tribunal de Justiça de MG afastou o referido Juiz, uma quase comemoração foi proclamada pela imprensa, pelo Senhor Governador e por toda a população, que embevecida pelo sentimento de insegurança insuflado pela imprensa que agiu tão estranhamente e sem autocrítica, quis provar que era mesmo justo que estivessem presos aqueles cidadãos sem nenhuma condição digna, no que já se ousou chamar reeducação. Sem mais, parabenizo o excelente programa, companheiro de todas as terças-feiras. Um forte abraço.

Jorge Conrado, Jundiaí / SP
Por que os jornais pecam tanto por revisão de língua portuguesa e ainda interrompem o tema por "falta" de espaço? Por que os jornais temem a autoridade instalada e não propõem soluções de ecologia de transporte ou estudos de super população?

Nelson, Recife / PE
Müller, minha opinião é que internet é mais econômica e prática que qualquer jornal, revista ou tablóide. Vejo uma queda grande nas assinaturas de jornais e revistas. Cancelei todas as minhas assinaturas pela internet e economizei!

Hélio Cordeiro Manso Filho, Recife / PE – Médico Veterinário
Parabéns pelo programa de hoje. Vendo o programa só me lembro das visitas ao Diário de Pernambuco para conhecer como funciona um jornal quando estudava no Americano Batista. Uma sugestão para os jornais: em algumas universidades americanas existe um programa de fomento à leitura de jornais. Todos os dias os alunos encontram exemplares gratuitos nos departamentos dentro das universidades.

Walmir Santana, Salvador / BA – Professor
A sociedade brasileira, independente do governo ou esquerda, deve estar atenta aos ataques dos governos a este meio de comunicação. Temos que ter jornais independes cujo editorial vista a roupa do direito, da defesa da liberdade e de representar os anseios da comunidade. O jornalismo de má qualidade e tendencioso é o que vai acabar, pois o leitor não é estúpido e não pode ser ludibriado por muito tempo. Será que o jornal após 400 anos não estará inserido nos computadores de mão e aquela matéria mais interessante o leitor imprime em casa e paga via web? Pessoalmente acredito que o impresso não acaba, porém agregar-se-á a outras tecnologias.

Patrícia Britto – Est. Jornalismo UFRN
Gostaria de parabenizá-los pela programação e tenho um questionamento aos convidados. Sabemos que a Internet proporciona múltiplas possibilidades e isso torna o jornalismo on-line um tanto superficial. Entretanto, existem casos em que todo o conteúdo do jornal impresso é disponibilizado em sites, como a Folha de S. Paulo. Ainda assim esse jornal virtual seria diferente do impresso? Quais seriam as conseqüências dessa transposição de uma mesma linguagem para meios distintos?

Vera Lucia Fonseca, Goiânia / GO – Jornalista
Dines e colegas de hoje, acho que a maior crise do jornal hoje - seja impresso, eletrônico ou qualquer outra forma de comunicação disponível - é a pobreza cultural, verdadeira anemia de leitura dos que fazem a comunicação em todos os meios. Por essa pobreza avalio uma verdadeira impossibilidade de qualquer dos meios sufocar ou concorrer com o outro. A verdadeira competição, lamentavelmente, é a da imprensa que fatura mídias dos governos em geral, que não só dispensa que o jornalista tenha cultura, como pior ainda, até prefere que ele seja bronco e se disponha a escrever o que lhe pagam para fazê-lo. O verdadeiro caos é ver nossos filhos alheios - e com justa razão, pelo vazio que os meios veiculam - ao jornal impresso como fonte preciosa de cultura, de informação, de pesquisa séria e completa, e outras preciosidades que o jornal deveria ter o compromisso de reportar, com a contratação de profissionais vocacionados para a função, e não essa juventude cheia de teoria e totalmente descompromissada com o conteúdo, feita sob medida para brilhar nos vídeos ocos das televisões.

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