Thursday, 29 de February de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1276

Doação de órgãos

Edição de Marinilda Carvalho

Amigos, meu filho acaba de ser intimado por mim a se dirigir ao Detran para retirar da carteira de motorista o aviso de que é doador de órgãos.

Vejam por que nas cartas do repórter José Mitchell e do advogado Celso Galli Coimbra – que comentam o artigo de Victor Gentilli A grande pauta do JN que ninguém viu (O.I. n? 57). É a coisa mais assustadora de todos os tempos. Li matéria sobre o assunto tempos atrás no JB, mas meu cérebro não levou então o choque que tomou agora, ao processar afinal que meu filho – o meu, o seu, o nosso – pode ser vítima dos mercadores de órgãos humanos.

É preciso enfrentar o assunto, como diz Coimbra.

Temos outros temas polêmicos no Caderno – de protestos ao comentário de Alberto Dines sobre pautas do noticiário internacional a críticas arrasadoras à abominável entrevista feita por Marcelo Rezende no Fantástico com o “Maníaco do Parque” (ainda bem que eu não vi!!).

Vale conferir. E vale lembrar que tem carta de leitor também no Dossiê Chantagem 2 e no Observatório Literário.

Que finzinho de ano hard, sô! Parece agosto…

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Clique no trecho sublinhado para ler a íntegra da mensagem

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Caro Victor Gentilli. li teu artigo e tens razão quanto ao fato de a imprensa não pegar o gancho do JN para cobrar esclarecimentos sobre a morte cerebral. Gostaria, entretanto, de alertá-lo que o Jornal do Brasil, desde o ano passado, vem tratando desse tema. O JB foi o primeiro a fazer entrevista com um médico gaúcho que mora em São Paulo, professor do Departamento de Neurologia Experimental da Escola Paulista de Medicina, Celso Coimbra, que questionou exatamente a questão da morte cerebral, mostrando que se faz extração de órgãos de pessoas potencialmente vivas. José Mitchell

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Não existe possibilidade de transplante de órgão vital sem que o doador ainda esteja vivo, por isso foi criado há 30 anos o dogma da morte encefálica – para eximir os médicos transplantadores de responsabilidades criminais – quando Barnard retirou um coração em atividade do peito de uma jovem acidentada, sendo que, na época, o conceito de morte era apenas a parada cardiovascular… Alguns meses após, sem qualquer fundamento científico e sequer bibliográfico, concebeu-se uma (senão a maior) farsa homicida da medicina: a morte encefálica. Ninguém enfrentou o assunto. Celso Galli Coimbra

Victor Gentilli responde: Meu artigo no OBSERVATÓRIO pretendia apenas chamar a atenção para o fato de que o problema da legislação de transplantes no Brasil residia na desconfiança da população com relação ao sistema de saúde e aos procedimentos para diagnóstico de morte cerebral. Tomo ciência agora de que o próprio conceito de morte cerebral é um conceito polêmico, e fico sabendo que o JB já vinha tratando do caso. Entendo que a imprensa não pode ignorar o assunto. V. G.

Prezado Dines, a generalização em que você incorreu na nota sobre os editores de Internacional me deixou chocada. É bom que você saiba que hoje os profissionais que se dedicam ao jornalismo internacional são verdadeiros heróis. É uma categoria que deixou de ser valorizada, na redação ou no exterior, e as editorias perdem cada vez mais recursos.

Apesar disso, esses profissionais acompanham, sim, jornais e revistas internacionais. Pelo menos no JB todo mundo acompanha tudo, hoje até mais porque agora temos a Internet..

Quanto aos dois artigos que você mencionou: a presença da seita Moon em Campo Grande (MS) foi objeto de extensíssima reportagem de página inteira no JB em abril deste ano, a qual, com outras publicações, pode ter inspirado The Economist. Sobre o envolvimento de Perón com os nazistas: embora os fatos abordados pela Time sejam novos, o assunto em si não o é. Além disso, diante de opções tão amplas, e dependendo do interesse ou dos recursos disponíveis, às vezes nossa pauta pode ser diferente.

A despeito desses reparos, acho estimulante que você, no OBSERVATÓRIO, esteja sempre chamando a atenção para a importância do noticiário internacional.

Cláudia Antunes, editora de Internacional do JB

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Prezado Alberto Dines, sou jornalista da IstoÉ há pouco mais de um ano e leitor atento do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA. Li seu último artigo e gostaria de fazer uma consideração sobre a fazenda do reverendo Moon em Mato Grosso. Como vi a reportagem publicada pela The Economist, também me interessei pelo tema. Contudo, conversando com colegas, fiquei sabendo que a própria IstoÉ havia publicado reportagem há dois anos sobre o assunto. Portanto, a história não é tão nova assim, e talvez tenha sido este o motivo da falta de destaque nos jornais brasileiros. Abraços fraternais,

André Vieira

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Caros jornalistas, antes de tudo, gostaria de parabenizá-los por levarem avante o espinhoso trabalho de fazer a crítica da mídia. Em relação à nota do último OBSERVATÓRIO (número 57, 20/11), sobre o suposto furo da The Economist a respeito da “chegada” do reverendo Sun Moon a Jardim (MS), tenho a dizer que, se os editores internacionais não lêem as revistas internacionais, os editores da crítica dos jornais brasileiros não lêem os jornais brasileiros.

Como repórter da Agência Folha em Mato Grosso do Sul, sinto-me obrigado a esclarecer que não houve cochilo de nossa parte. Três textos meus a respeito do reverendo Moon foram publicados na Folha de S. Paulo muito antes de The Economist, no final de 97 e abril de 98. Ainda antes de eu assumir o cargo, a Folha já havia publicado, em 96, reportagens sobre Moon no estado. A “chegada” do reverendo, portanto, é notícia velha, foi divulgada pela Folha dois anos antes de The Economist, tão prestigiada pelo OBSERVATÓRIO. A fazenda New Hope, em Jardim, começou a ser formada em 1996.

E, convém frisar, não foi apenas a Folha que divulgou os projetos de Moon no Brasil. O Globo publicou duas páginas sobre o assunto este ano, o Estado, uma página, sem contar os anos anteriores. A revista inglesa sequer furou as publicações de seu país, porque ainda em outubro o jornal londrino The Guardian publicou reportagem a respeito, assinada pelo jornalista Alex Bellos, correspondente no Brasil.

Agora, se o assunto teve ou não a repercussão e o tratamento necessários, há que se discutir.

Como se vê, a crítica da mídia nesse caso só despertou para o assunto depois que ele saiu publicado na imprensa estrangeira. De quem seria o cochilo afinal? Aproveito para deixar uma sugestão que é uma pergunta: se o OBSERVATÓRIO é tão cioso na cobrança das regras básicas do jornalismo, por que não ouvir os editores internacionais antes de publicar a nota, já que eles poderiam ter dado uma resposta parecida com esta minha? Abraços.

Rubens Valente, repórter da Agência Folha em Campo Grande (MS)

Alberto Dines responde: O O.I. não tem repórteres porque não tem recursos para contratá-los. Mas está aberto aos reparos daqueles que têm algo a acrescentar. Coisa que nossa imprensa não costuma fazer. Nenhum dos editores internacionais, no entanto, respondeu à questão mais importante: por que ninguém deu suite à capa da Time sobre o nazismo de Perón ? Apenas o Estadão mencionou a questão uma semana depois, já como suite local, enviada de Buenos Aires, sem mencionar a fonte da denúncia. Bem-vindos ao O.I.. Abraços, A. C.


Caro Alberto Dines, o senhor é, na minha humilde opinião (de estudante primeiranista de Jornalismo), um dos únicos profissionais confiáveis na área. Mando este e-mail em reconhecimento ao seu trabalho e para perguntar qual é a relação que o grupo UOL tem com o OBSERVATÓRIO. O senhor critica tanto a Veja e a Folha, de dentro das mangas deles, que fica difícil de acreditar em tanta liberdade! Abraços.

Alexandre

Alberto Dines responde: Caro Alexandre, o Universo Online é, para nós, um servidor (para outros funciona também como provedor de conteúdo). Quando assinamos o convênio há dois anos ficou assegurada total liberdade de expressão. Fizemos questão de divulgar os termos do acordo. Temos a certeza de que nos convênios que o UOL fez com outros veículos e sites informativos também está assegurada esta liberdade. Não devemos nos surpreender com o que temos de bom mas, sim, com o que restou do autoritarismo. Abraços, A. D.

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É tudo muito complicado e simples! Estou curioso quanto a um detalhe, talvez não tenha a menor importância, no entanto… Por que estas páginas estão hospedadas no UOL, e por que nestas páginas está também a barra do UOL, no topo e no rodapé? Por acaso o UOL (Folha…) está ligado a vocês?

Osvaldo de Souza

Nota do O.I.: Por favor, ver acima a resposta de Alberto Dines. E ler, nos Objetivos do OBSERVATÓRIO, a Cláusula de Independência.

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É, alguém que coloca o nariz para fora, respira e racionaliza as questões com que nos estão bombardeando sem qualquer critério traz um pequeno alento, renova a esperança de que quem tem seriedade também tem vez e voz. Ando cansado de Folha, Veja e Record, só para simplificar, mas a Globo no meu entender também pisou no tomate. Parabéns, é a primeira vez que acesso o OBSERVATÓRIO, e pretendo voltar sempre.

Franklin

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Trabalho no setor de Comunicação do MST há tempos, mais precisamente na revista Sem Terra, com Alípio Freire. Queria parabenizá-los pelo programa OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA e pela coluna de Alberto Dines na Folha. Estou terminando a Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP e acompanho todas as formas de comunicação em nosso pais. Neste colapso que estamos vivendo, em que num exame da Folha quase 2.000 estudantes disputam 40 vagas (e o jornal não diz uma linha sobre este déficit vergonhoso!) e as publicações existentes precisam passar por uma filtragem danada para se obter informação de qualidade, a postura de Alberto Dines e a linha do OBSERVATÓRIO são de grande valia e dignidade. Abraços.

Rogério Chaves

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Olha, vocês são demais!! Foi a melhor coisa que vi a nível de comunicação nos últimos tempos; é a primeira vez que acesso a página, mas serei freqüentadora com certeza.

Mônica Correa, assessora de imprensa e repórter Band/Florianópolis

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Sou jornalista e professora do Curso de Comunicação Social da Universidade de Taubaté, onde sou responsável, entre outras coisas, pela edição do jornal-laboratório Comunitau. O jornal, de periodicidade mensal e tiragem de dois mil exemplares, é produzido pelos alunos do 3? ano do Curso de Jornalismo e tem, como público-alvo, os professores de 1? e 2? graus da Rede Pública de Taubaté.

Nosso projeto pedagógico prevê que o aluno deve participar de todas as etapas de produção do jornal, desde a pauta até sua distribuição, mas nada impede de abrigarmos, nas páginas do jornal, artigos de alguns colaboradores que não pertençam ao quadro discente – o que já acontece com um professor-cronista e uma professora que contribui com resenhas de livros que tratem da questão da educação.

Toda esta explicação tem um único objetivo: pedir a vocês que autorizem a publicação de um ou mais artigos do OBSERVATÓRIO no Comunitau. Afinal, a questão da comunicação deve ser discutida sempre dentro da escola e, como nosso veículo se dirige aos professores, nada mais justo do que informá-los/formá-los sobre a questão.

Aproveito a ocasião para parabenizá-los pelo excelente trabalho que desenvolvem e solicitar que me informem como posso colaborar com artigos (sou doutoranda de Comunicação Social na Umesp e desenvolvo tese sobre media criticism). Um abraço,

Ângela Merkx

Nota do O.I.: Cara Ângela, a autorização está dada, respeitado o crédito e o conteúdo. E sua colaboração será bem-vinda!

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Não sei se é algum problema do meu provedor. Quando acesso o site está aparecendo somente o desenho do elefante, sem as chamadas que normalmente vêm abaixo. Isso também acontece quando acesso a edição 54. Já a 55 está acessando bem. Dou este aviso porque pode estar acontecendo com muitas outras pessoas, e, de repente, dá pra resolver. Jairo Faria Mendes [[jmendes@bridge.com.br]]

Nota do O.I.: Caro Jairo, este problema é do seu computador, não do seu provedor. Grande abraço.

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Sou leitor assíduo do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA na Internet, bem como acompanho o programa de televisão, levado ao ar às quintas-feiras, pela Rede Cultura. Sou graduado em Comunicação Social, habilitação específica em Rádio e Televisão, pela Unesp, e há dois anos trabalho como redator publicitário em Ribeirão Preto.

Leitor compulsivo de vários títulos e publicações, gostaria de tomar conhecimento da melhor maneira de encontrar esta publicação (não a encontro nas bancas de minha cidade), não só para ter fácil acesso, mas para ter em arquivo, no meu local de trabalho, uma fonte de interesse geral e de altíssima qualidade de informação.

No mais, agradeço a atenção pela leitura e despeço-me parabenizando-os pelo excelente trabalho que valoriza, e muito, os profissionais de Comunicação deste país.

José Carlos de Lima Jr., Ribeirão Preto, SP

Nota do O.I.: Prezado José Carlos, agradecemos os cumprimentos. O O.I. impresso pode ser solicitado pelo e-mail <sueli@uniemp.br>.

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Todos os dias, tendo tempo, venho ao site. Os links escolhidos são bons, oferecem conteúdo e propõem o discernimento. A três deles não tive acesso. São os de José Nêumane, Flamínio Araripe e Vítor Sznejder. Gostei da cigana e do português de NJ.

Guilherme Korte

Nota do O.I.: Prezado Guilherme, agradecemos pelo aviso. A página Jornalistas na Net será atualizada em breve, e ganhará novos links.

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Sou professora de Jornalismo do Curso de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria/RS. Há muito tempo tenho vontade de usar as reflexões feitas pelo OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA em minhas aulas. Gostaria de mais detalhes sobre a Rede Nacional de Observatórios. Como fazer parte? Estou pensando em criar uma disciplina optativa (ACG) só para fazer a crítica da mídia. Gostaria de saber como o OBSERVATÓRIO pode me auxiliar.

Márcia Franz Amaral

Nota do O.I.: Márcia, ver por favor a resposta do professor Victor Gentilli à mensagem intitulada Rede de Observatórios, a missão, em </caixa/cp051198.htm>.

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Sou jornalista formada há dois anos e fiquei muito interessada no curso de Jornalismo Científico. Como moro em Salvador, gostaria de saber se existe alguma possibilidade deste mesmo curso ser dado aqui. Soube que recentemente a FGV realizou um curso de pós-graduação em Finanças Empresariais, com duração de um ano, trazendo os professores para cá. Queria saber se é possível vocês fazerem o mesmo. Aguardo ansiosa a sua resposta (torcendo para que seja positiva!)

Leila Nogueira

Nota do O.I.: Leila, os responsáveis pelo curso entrarão em contato com você.

A entrevista do “Maníaco do Parque” ao Fantástico rendeu intermináveis minutos do sensacionalismo mais barato, desde a edição de imagens ao texto confuso e dirigido a um só caminho: convencer os telespectadores de que o tal motoboy é um demônio. Gilberto Marotta

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O jornalista Marcelo Rezende dessa vez exagerou. Em sua entrevista com o “Maníaco do Parque”, ultrapassou os limites de sua profissão e transgrediu alguns preceitos éticos. Baseado em depoimentos de uma vidente e um astrólogo, tentou arrancar uma confissão do motoboy (de que ele teria matado mais de 100 pessoas) e insinuou que o motivo dos crimes é sua homossexualidade reprimida. A Globo pode, né? Nicola Pamplona

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Paz e saúde estejam com vocês. A matéria que o Fantástico apresentou no domingo passado sobre o caso do “Maníaco do Parque” foi ridícula. Vidente, astrólogo, repórter manipulador e fundo musical de filme de terror (trash)… foi a pior reportagem que eu vi nos últimos tempos.

O jornalismo da Rede Globo está se superando a cada dia em reportagens esdrúxulas, boçalidades sem tamanho. Eu fiquei tão indignado com a reportagem que fiz uma pesquisa na minha escola, na minha faculdade e na Internet pedindo a opinião dos meus colegas a respeito deste sensacionalismo de domingo passado. O resultado foi unânime: simplesmente desprezível! Será que é tão difícil assim fazer uma reportagem séria e objetiva? Abraços.

Igor Aurélio Figueiredo Costa

Se manter carros caindo aos pedaços nas ruas é sinônimo de política de emprego, já já o pessoal que falsifica remédios vai pedir a degola do ministro Serra, na conta de um desalmado destruidor de postos de trabalho. E olhe que quem editou semelhante desatino foi ninguém menos que Lílian Vite Fibe, aquela que atingiu o estrelato a partir de um notívago programinha de economês. José Antonio Palhano

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Conclusão: toda vez que os telejornais falam sobre coisas que domino (medicina) ou das quais tenho informação detalhada, falam besteiras e/ou editam o pensamento das pessoas. Por essas e outras não os assisto mais.

Flavio R. L. Paranhos, médico, Goiânia

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Finalmente, as Organizações Globo descobriram que podem fazer jornalismo democrático também. Um viva a eles!!!!

Vítor

Nota do O.I.: Faltou dizer em qual matéria, Vítor…

Pinochet dificilmente sobreviverá aos processos. Chiovenda dizia que ser processado já é uma condenação. E se Pinochet perder na Inglaterra e for extraditado para a Espanha, vamos ter panos para mangas, pois os demais países estão na fila e o processo espanhol é longo. Quem lucra são os advogados. Carlos Araújo

Este filme é uma porta de entrada especial ao discernimento. Está em nossas mãos essa mudança de mentalidade. Precisamos alterar os arquétipos de vida. Guilherme Korte

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Desculpem-me, mas quem dirigiu Truman Show não teria sido Peter Weir? Costa-Gavras há tempos não filma, dona Margarethe Born… E o cinema de Weir é bem diferente do de Gavras, apesar de tocar em temas políticos…

By the way, tirando a desnecessária paráfrase no início do texto, gostei muito do Espaço público mal-resolvido. Gostei daquela história de libido social. Se continuarmos confundindo o espaço público com o privado, não será impossível chegarmos a um absurdo “l?État c?est tout”, em que vários Luís 14 invadirão as câmeras e as camas em busca de uma violenta orgia virtual de todos com todos.

Ronaldo Bressane

Nota do O.I.: Caro leitor, autora e editora já pediram desculpas na edição passada, em <www2.uol.com.br/caixa/cp201198.htm>. Todos temos direito a um errinho ou outro, não? Por exemplo, Costa-Gavras (e não Gravas) filmou O quarto poder (Mad City, com Dustin Hoffman e John Travolta) em 1997. Bem recente, seu Ronaldo Bressane… :-))) M. C.

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Em Truman, os espectadores refletem-se nos coadjuvantes do boboca do Jim Carrey. A vida de Truman é maior que suas vidas. Não acredito nisso. Nego-me a ser coadjuvante, como nego a qualquer um que se coloque assim. De alguma maneira que não sei ainda – não será via mídia -, cada um deve buscar ser estrela principal de sua vida sem necessitar de público. A mídia pode ser poderosa. Mas não é tudo. Não chega a ser nem um pentelhésimo de tudo. Ronaldo Bressane

Nota do O.I.: Caro Ronaldo, 2001 é baseado em The Sentinel, conto de Arthur C. Clarke. Os dois até escreveram o roteiro a quatro mãos.

A censura do Folhão (????) é lamentável por qualquer lado (desculpa) que se olhe. Censura é abominável. No entanto, penso que a Folhinha (????), ultimamente, deixou de praticar o bom jornalismo. Portanto, era de se esperar uma atitude dessa contra um jornalista como Alberto Dines: independente. Afinal, todos os leitores da FSP sabiam que ela estava fechada com o Covas. Provo! Um jornal que precisa a cada domingo encartar uma bugiganga para ser comprado não é mais jornal. É tudo – catálogo, veículo publicitário – menos jornal. Sinto muita falta de um jornal político: Opinião, Argumento etc. Será que não tem nenhum interessado em lançar? P.S. – A luta continua!

João Bignotti

 

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Continuação do Caderno do Leitor

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