ENTREVISTA / IVO PATARRA
Livro sobre o mensalão disponível na internet
Por Gisele Pecchio Dias em 19/09/2006 na edição 399
O jornalista e escritor Ivo Patarra, 47 anos, inova ao lançar o seu quarto livro em formato livre e acessível na internet. Repórter com trabalhos destacados no gênero investigativo e autor de outros três livros, nesse e-livro – por ele denominado livro-blog – é apresentada a história dos 13 meses do maior escândalo de corrupção ocorrido no Brasil. Os acontecimentos aparecem em ordem cronológica, mês a mês, dia a dia, reunindo 850 eventos pesquisados em 700 laudas, que estão em domínio público desde a quarta-feira (7/9), quando O Chefe passou a ser lido ou baixado em PDF no neste endereço.
O Chefe está online, em copyleft, desde 7 de setembro. O livro é um trabalho de reportagem, edição, compilação e organização dos fatos ocorridos durante mais de treze meses, período de intenso bombardeio de informações que levou a opinião pública à exaustão. Por isso, O Chefe é válido como documento histórico.
O foco do mensalão está na cúpula do governo federal, no presidente da República, no partido dele e nos três partidos e meio que compõem a base aliada. O “meio” é o PMDB e os demais são o PTB (Roberto Jefferson), o PP (Maluf e Janene) e o PL (Valdemar da Costa Neto). “É inadmissível imaginar que esses políticos apoiassem o partido do presidente Lula, sem os tais acordos”, afirma Ivo Patarra.
O formato é inovador e torna a questão da acessibilidade um grande mérito para o autor. Na prática, o escândalo do mensalão terminou em 20 de junho de 2006 e um mês depois o jornalista diz ter concluído o livro. “Estava muito em cima, as editoras não aceitaram, eu não tinha mais tempo, então achei importante e patriótico que o livro circulasse antes da eleição. Daí veio a opção natural de disponibilizar o livro da forma mais democrática possível, na internet. Um amigo da área de informática formatou o livro num blog”, explica o autor.
Nos dois dias anteriores a essa entrevista, 330 pessoas acessaram o endereço para download do livro e fizeram comentários elogiosos sobre a forma democrática como o autor ofereceu sua obra para leitura livre na rede mundial de computadores.
O copyleft “é o sistema mais democrático possível”, afirma Patarra. Quem quiser reproduzir o livro poderá fazê-lo desde que citada a fonte e sem interesse comercial. A não observação desta restrição quanto ao uso comercial da obra é passível de sanções legais explicadas no termo de licença de uso, no próprio blog.
O objetivo do autor é que o seu livro circule o mais democraticamente possível. “Um livro de 700 laudas, que talvez tivesse 450 ou 500 páginas, chegaria às livrarias por 60,00 reais ou mais, excluindo assim as classes C, D e E. Hoje, com a informática difundida no país afora, é possível o acesso, desde que a informação chegue ao público.”
O direito autoral não oferece o retorno suficiente para a maioria dos autores brasileiros. Então, a leitura livre na web, segundo Patarra, “não resulta em perdas significativas porque na hora de optar por esse formato o autor escolhe disponibilizar o acesso que traz também o retorno de imagem”. Se fazer livro não dá dinheiro, oferece muita satisfação e o autor admite que “gostaria sim que o meu livro saísse na versão impressa, por uma editora”. Ele faz apenas uma ressalva: “Espero que o editor não crie problemas para o fato de o livro estar na internet, onde pretendo que também fique”.
“O que podemos afirmar, com tranqüila segurança, é que fora da democracia e da Constituição qualquer solução será frágil e transitória. Nosso país, que sofreu tantas vezes sob regimes autoritários de variada inspiração ideológica, tem aprendido, aos poucos, a lição da democracia. No regime democrático, a solução dos problemas será lenta e difícil, mas virá. As soluções fáceis, na maioria das vezes, são os atalhos do autoritarismo e do salvacionismo.” (Do relatório final da CPI dos Correios, em 29/3/2006)
O autor concedeu a seguinte entrevista ao Observatório da Imprensa.
***
O Chefe é ...
Ivo Patarra – A história dos 403 dias do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção de todos os tempos no Brasil.
Um livro baseado em investigações?
I.P. – Meu livro não é investigatório. Ele contém as investigações feitas. Eu compilei e organizei os documentos investigatórios e o equilíbrio que eu dei foi em cima da reiteração e confirmação das denúncias. Tirei todo o ruído, a contra-informação do governo, que procurava minimizar e comparar o escândalo do mensalão com o que aconteceu com a mal-sucedida candidatura de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais. São fatos incomparáveis. Uma é candidatura mal-sucedida ao governo. A outra [o mensalão] é o governo federal constituído usando o esquema do Marcos Valério para distribuir, comprar e subornar parlamentares no Congresso.
O que motivou esse seu quarto livro?
I.P. – O fato de Lula ter sido jogado no lixo da história. O PT sempre foi o partido que defendeu a ética na política e o Lula passou a comprar parlamentares no Congresso Nacional para obter governabilidade na administração federal. Escândalo inadmissível.
Em que momento decidiu escrever o livro?
I.P. – À medida que os fatos se sucediam decidi que faria um livro. O escândalo começou em 14 de maio de 2005, quando o alto funcionário dos Correios [Maurício Marinho] recebeu a propina.
“A revista Veja chega às bancas de jornal. Traz a reportagem ‘O homem-chave do PTB’. Transcreve trechos de uma fita de 114 minutos de duração, filmada e gravada por dois homens. O interlocutor deles, Maurício Marinho, chefe do departamento de contratação e administração de materiais da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), não sabe que uma câmara oculta registrava todas as suas palavras.”
Quando foi o momento exato?
I.P. – Depois da entrevista-bomba de Roberto Jefferson à jornalista Renata Lo Prete[Folha de S. Paulo, 6/6/05] que foi um marco histórico porque nela Jefferson denuncia a existência do mensalão [pagamento pela compra de votos dos parlamentares]. Neste dia eu decidi documentar tudo em livro.
“‘PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson´, é a manchete de primeira página. A entrevista, concedida à jornalista Renata Lo Prete, põe Brasília em polvorosa. O presidente do PTB acusa o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, homem da cúpula do partido e da confiança do presidente Lula. Acusa-o de dar dinheiro a representantes do PP e do PL, em troca de apoio ao governo no Congresso.”
Depois dessa entrevista você passou a pesquisar, documentar e arquivar o dia-a-dia do escândalo do mensalão? Foram quantos os eventos pesquisados?
I.P. – De 14 de maio [2005] a 20 de junho [2006] foram pesquisados 850 eventos [média de 2,11 por dia] em documentos, relatórios, inquéritos e auditorias realizados pela Procuradoria Geral da República, pelas CPIs, pelo Ministério Público, Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União, Polícia Civil, enfim, todos os órgãos que apuraram e investigaram e, principalmente, nas investigações da imprensa: o carro-chefe da investigação foram setores da imprensa. As CPIs andaram sempre a reboque desses setores da imprensa, até pelo envolvimento de parte do Congresso Nacional com o escândalo.
Você trabalhou sozinho?
I.P. – Sozinho. Não é nada do outro mundo trabalhar só. O livro tem 850 eventos, ou matérias se você preferir chamar assim, contando tudo sobre o escândalo do mensalão, em linguagem jornalística. Contém as entrevistas, depoimentos das testemunhas, auditorias e relatórios nos 403 dias do escândalo, desde a divulgação da Veja até a votação do último relatório da CPI dos Bingos.
“A CPI dos Bingos conclui os trabalhos. O relatório do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) é aprovado por 12 votos a dois. Os votos contra são dos senadores Tião Viana (PT-AC) e Ana Júlia Carepa (PT-PA). O documento tem 1.400 páginas. Pede o indiciamento de 79 pessoas e quatro empresas. Entre os denunciados, Antonio Palocci, Paulo Okamotto, Jorge Mattoso, Waldomiro Diniz, Sérgio Gomes da Silva, Rogério Buratti, Vladimir Poleto, Ademirson Ariosvaldo da Silva, Donizete Rosa, Carlinhos Cachoeira, Klinger Luiz de Oliveira e Ronan Maria Pinto. O ex-ministro José Dirceu (PT-SP) e Gilberto Carvalho são poupados.”
Por que você utilizou como fonte somente a mídia impressa?
I.P. – Entrou um pouco de TV e rádio, mas as investigações foram conduzidas basicamente pelas três revistas, por ordem de importância: Veja, Época e IstoÉ, e os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo e Correio Braziliense. Foram esses os sete veículos de comunicação que conduziram todo o processo de apuração. O Congresso sempre a reboque da imprensa e, por incrível que pareça, também a Procuradoria Geral da República ficou a reboque.
Cite um exemplo?
I.P. – Se você pegar o relatório do procurador-geral da República, verá que ele em nada avança em relação ao relatório da CPI dos Correios, cujo presidente era um senador do PT [Delcídio Amaral] e o relator era um deputado do PMDB [Osmar Serraglio] que também tinha ligações com o governo. Isso é uma coisa que ainda terá que ser debatida. Por que a Procuradoria Geral da República não foi além do que chegou a CPI dos Correios?
Avançou pouco...
I.P. – Menos que o caso sanguessugas, que foi o desvio de dinheiro público mediante a fraude na compra de ambulâncias. Um caso menos abrangente e importante do que foi o escândalo do mensalão, que tem mais parlamentares denunciados. A publicidade envolvia prefeituras, o Ministério da Saúde, o Congresso Nacional e os supostos empresários que agiam em conluio. Agora, no escândalo do mensalão há envolvimento de ministérios, estatais, cinco partidos políticos, remessas de dinheiro para o exterior; envolve bancos, a cúpula inteira do partido político do presidente da República, boa parte da cúpula do governo dele e, no final, houve número menor de parlamentares envolvidos porque tudo foi abafado ao máximo pela CPI dos Correios, do mensalão e dos bingos.
Senti falta, no livro, da entrevista feita pelo Jô Soares, em seu programa da Rede Globo, com o legista do caso Celso Daniel e os irmãos da vítima. Uma longa e bem detalhada entrevista, uma das melhores do apresentador, que em muito contribuiu para esclarecer aspectos ligados à CPI dos bingos e do mensalão.
I.P. – Não conheço alguém que tenha abordado o caso ocorrido em Santo André como eu abordei no meu livro. Mas foi falha minha eu não ter documentado a entrevista do Jô.
Você apresentou o livro às editoras antes de lançá-lo em e-livro?
I.P. – Sim. Para duas editoras.
Quais?
I.P. – Prefiro não mencionar.
Não aceitaram o desafio de lançar o seu livro?
I.P. – Uma delas me disse que adoraria publicar mas tinha medo de retaliação. A outra só elogiou o conteúdo mas declinou; acho que pelo mesmo motivo. Vamos ver se mais para frente alguém se interessará.
Mais para frente o assunto perderá o atrativo?
I.P. – Não. Ficará valendo enquanto documento porque O Chefe é um diário desses 403 dias do escândalo do mensalão.
“Este livro é um empenho pela memória. Tantos os caminhos da corrupção, dos personagens corruptores e corrompidos, que ao longo dos 403 dias de crise esquecemos, nos cansamos, ficamos anestesiados, descrentes. Temos de lembrar. Lembrar para não repetir... Lula não queria a verdade. Não a quer. O chefe de tudo foi, desde o início, como se verá no dia-a-dia dos acontecimentos, o próprio presidente Lula”.
Como foram esses mais de treze meses para você? Quantas horas por dia dedicou ao livro?
I.P. – Trabalhei em média quatro ou cinco horas por dia. Fora do meu horário de trabalho [na Prefeitura de São Paulo], obviamente. Foi estarrecedora a sucessão de fatos e a reiteração de escândalos e esquemas de corrupção. A cada dois, três dias você tinha um fato novo que, de certa forma, endossava tudo o que fora levantado até então.
Que fatos e personagens você destacaria nesses 403 dias?
I.P. – Os fatos que entendo como os mais graves, porque eles justificariam a abertura de processo por crime de responsabilidade do presidente, são os depoimentos espontâneos de Duda Mendonça, na CPI dos Correios, em que ele admite ter recebido 10,5 milhões de reais provenientes de dinheiro de caixa 2 desviados ao exterior, e a entrevista de Valdemar da Costa Neto à revista Época. Ele [Valdemar] já tinha sido o primeiro deputado a decidir pela possível renúncia porque achava que seria cassado [o que não se confirmou]. Na entrevista falou como foi o acerto no apartamento de Brasília do deputado Paulo Rocha (PT-PA). Estavam no apartamento Lula, José de Alencar e, em outro aposento, Valdemar da Costa Neto, José Dirceu e Delúbio Soares. Na reunião eles decidiram como seria o acerto que ficou negociado em 10 milhões de reais a favor do PL pelo acordo que definiu José de Alencar para vice de Lula. Quando Costa Neto conta isso, estava claro que tinha que se optar por um processo de crime de responsabilidade do presidente Lula, mas isso jamais foi feito. Um problema e um erro dos partidos políticos, mas essa leniência foi da sociedade brasileira como um todo. Não se mobilizou, esteve apática e o resultado é esse. Lula está praticamente eleito no primeiro turno para mais quatro anos na presidência da República.
Lula e o PT já foram temas de livros seus anteriores a esse. [Lula, Presidente do Brasil e O governo de Luiza Erundina]. O duplo trabalho de jornalista e assessor de imprensa foi abordado aqui, na edição de 5 de setembro, em artigo de Eugênio Bucci (“Profissões diferentes requerem códigos de ética diferentes”) defendendo a necessidade de se haver códigos de ética distintos para jornalistas e assessores de imprensa. Você já militou no PT e exerceu cargo de assessor de imprensa ao mesmo tempo em que trabalhou como repórter de jornal?
I.P. – Nunca fui militante do PT, nem fiz parte dos seus quadros. Fui assessor de imprensa do governo da prefeita Luiza Erundina, de 1990 a 92, convidado pelo meu desempenho profissional na grande imprensa. Em 1998 fiz uma matéria para a TV Bandeirantes mostrando uma derrama de dinheiro no gabinete de um parlamentar petista, em São Paulo. Trabalhei no Jornal da Tarde e fui cortado por contenção de despesas e não em decorrência de ligações políticas. Eu trabalhava exclusivamente como repórter do JT e vinha denunciando uma série de fatos relacionados à dupla Maluf-Pitta porque na época a cidade vinha enfrentando problemas decorrentes de má administração que foram denunciados pelo jornal onde eu trabalhava como repórter de Cidades. Sofri perseguições por causa do meu trabalho. Falaram nos jornais que eu tinha sido assessor da Erundina e, portanto, não tinha independência para trabalhar no jornal. Eles [grupo de Maluf-Pitta] estavam no papel deles e não queriam a publicação de matérias contra essa dupla de políticos.
Com base na sua experiência profissional exercida numa administração petista, o que dizer sobre o PT de ontem e o de hoje?
I.P. – A administração Luiza Erundina foi a mais autêntica do PT. Houve erros, mas de forma alguma de desvio de dinheiro público, muito menos esse quadro sistêmico de agora, a começar pelo chefe do Executivo. Erros por desconhecer as melhores soluções para os problemas da cidade houve, mas não erros de consciência, erros por desvio de dinheiro público.
Como Lula entrará para a História?
I.P. – Se ele pensa que será como o presidente do bolsa-família ou do biodiesel está enganado; ele passará para a história como o presidente do mensalão. E tenho receio de que no final dos desdobramentos do escândalo do mensalão ele seja responsabilizado e sofra o impeachment.
Qual é a contribuição que O Chefe poderá dar nesse período pré-eleitoral?
I.P. – É a de oferecer informações para se pensar e escolher melhor.
Poderá ser interpretado como peça de campanha?
I.P. – Embora não seja, um livro sobre o escândalo do mensalão, lançado agora poderá até ser visto como peça de campanha. Mas não é.
O que o chefe achará do seu livro?
I.P. – Ele vai reagir assim: “Mas que mensalão? Eu nunca ouvi falar disso”.
E os comandados do chefe?
I.P. – Vários deles têm a sua participação nesse período contada no livro.
Você sente medo?
I.P. – Se eu temo pela minha integridade física?
É.
I.P. – Não. Mas já tomei as minhas precauções.
Quais precauções?
I.P. – Não vou revelar.
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| Geraldo Magela da Silva Xavier |
| Enviado em: 19/09/2006 13:10:39 |
| Será que é mesmo o maior esquema de corrupção de todos os tempos no Brasil? Como o autor chegou a essa conclusão? Parafraseando Chico Buarque, será que o autor possui um corruptômetro? Quando eu tiver um tempo vou ler o livro para ver se ele explica tim-por-tim-tim essa questão. |
| Lúcia fernandes |
| Enviado em: 19/09/2006 16:44:40 |
| Grande livro, copiou os relatórios do circo da cpi e ainda tem a coragem de dizer: maior escândalo de corrupção do Brasil. Você conhece a história brasileira hein? Grande historiador, os demais estão no chinelo diante de sua "brilhante pesquisa". Que absurdo. |
| Maurício Araujo |
| Enviado em: 19/09/2006 17:10:26 |
| Disponibilizou na internet porque não achou editora para publicar. Usar como fonte somente a grande imprensa impressa é brincadeira, só isso já desqualificou o livro. |
| Glayton Hipolito |
| Enviado em: 19/09/2006 18:22:18 |
| Parabéns jornalista Ivo Patarra por este trabalho, compartilho da sua opinião. A história brasileira é cheia de escândalos e corrupção desde que os portugueses aportaram nesta terra, mas coube aos ex-paladinos da ética e da moral, a [ ] do PT, envolver-se neste senão o maior um dos maiores escândalos do país. |
| João Paulo Mendes Aragão |
| Enviado em: 19/09/2006 18:58:15 |
| Vou garimpar nesse livro de onde o autor tirou sua convicção sobre o escândalo e sobre o presidente, juro que tive acesso a grande parte do material citado, além da opinião de alguns analistas considerados e professores de ciência política sobre o caso e minhas conclusões são bem distintas das opiniões do autor dessa publicação. |
| Jose de Aleida Bispo |
| Enviado em: 19/09/2006 19:55:35 |
| Sobre a matéria "Livro sobre o mensalão disponível na internet: Caramba! Nem na preparação de 1964 a direitona foi tão sofisticada. |
| Patrícia Valiño |
| Enviado em: 19/09/2006 20:14:47 |
| Concordo plenamente com o Sr. Geraldo Magela da Silva Xavier, de Belo Horizonte-MG. Curiosa essa afirmação, logo na "capa", bem do lado da cara feia do lula, praticamente às vésperas da (re)eleição, de que esse foi "o maior escândalo" do Brasil... Maior do que o do Collor? Então como é que esse aí não deu em impeachment? Pô, parece até panfleto do PSDB! |
| Armando Ribeiro |
| Enviado em: 20/09/2006 09:42:10 |
| O objetivo desses pseudo-jornalistas é denegrir Lula e o PT. E as origens do termo "mensalão", senhores? Ah! essa é outra estória ou seria história?! Que tal na reeleição de FHC, com caixa2 das privatizações e de Furnas. [...] E que tal os esquemas dos Vampiros, Sanguessugas, com o Serra e Cia, nada não é? Eles vão entrar para a história como bons administradores, senhores? |
| isabella Carvalho |
| Enviado em: 20/09/2006 14:25:51 |
| Parabens ao escritor Ivo Patarra por este livro, divido com vc as mesmas ideias.Parabens pelo trabalho. |
| Pedro Tardelli |
| Enviado em: 24/09/2006 09:14:15 |
| Depois da entrevista, mostrou-se uma tremenda PERDA DE TEMPO ler um "livro" como esse. Deveria ter entregue ao pessoal do PSDB PFL para fazer cartilhas e distribuir na campanha do Alckmin... |
| Cristiano Maffessoni |
| Enviado em: 25/09/2006 10:08:26 |
| Nem FHC, nem Lula! O mar de lama é geral. Quem conhece a história às vezes prefere a ignorância. A solução virá nas próximas gerações se começarmos agora... Lamentável. |
| Renato Ferreira |
| Enviado em: 25/09/2006 20:29:08 |
| Parabéns à jornalista Gisele pela entrevista com Ivo Patarra que, sem dúvida, prestou um grande trabalho à sociedade brasileira com este excelente livro sobre o mensalão. Alguém comentou por aí que o livro perde credibiidade porque tem como fonte a imprensa. Gostaria só de lembrar a esse comentarista que a imprensa é o registro mais real da história de um pais. Nesse caso, principalmente, os fatos que serviram de base para o livro de Patarra, esão todos documentado nos relatórios da CPI, da Polícia Federal e do Ministério Público. Oxalá que outros jornalistas possam seguir o exemplo de Ivo Patarra e registrar também todos os momentos de outros escândalos deste governo. Por exemplo, é só começar a registrar esse escândado dos petistas que caíram no conto do vigário dos Vedois, ao tentarem comprar um dossiê antitucano com dinheiro de origem duvidosa. |
| Luciana Operti |
| Enviado em: 04/10/2006 14:30:22 |
| Tá bom, não sejamos esquerdóides... Mas fazer corte e colagem da imprensa e tecer comentários conclusivos em cima disso??? Não publicou, concordo com um dos comentários abaixo, porque é claro que não há consistência para isso; se houvesse, ninguém ia perder o filão! E quanto será que deve ter recebido para liberá-lo, tão caridosamente, pela internet???? |
| Joaquim Castro |
| Enviado em: 18/06/2008 15:23:24 |
| Que pena! Mais um despeitado com o Presidente Lula. Que houve o mensalão, ninguem duvida, só que essa já era uma prática de todo os governos anteriores. É uma pena nosso jornalista achar que ele vai ficar marcado pelo mensalão, os números são bastantes favoráveis ao governo, só não ver quem não quer. Recordes atrás de recordes, seja da produção agrícola, da que do dólar, superávit, e miutos outros que poderiam ser citados, pena que o jornalista só se preocupou com o mensalão. |
| Zeuxis Emmanuel Moreira |
| Enviado em: 03/11/2008 12:46:02 |
| Lamento só agora ter tomado conhecimento de "O Chefe". Isso será uma evidência de como é difícil a divulgação da verdade? Prefiro admitir que "dormi do ponto" pelo meu desconhecimento. A propósito, achei excelente a entrevista. O livro lerei com calma, agora que acabo de baixá-lo. Sucesso! |
| Paulo Bruno Cardoso |
| Enviado em: 14/11/2008 00:43:57 |
| Livro proibido ou não pulblicado? Não tem nada de proibido aí, até porque o livro não traz novidade algum. Esse livro só serve para Ivo Patarra dar sua opinião sobre o escândalo, é um livro (autor) megalomaníaco. Ele acha que faz uma grande revelação, ridículo. Qualquer editora sabe que meia duzia de linhas escritas por Mainardi, Olavo de Carvalho ou Reinaldo Azevedo, substituem todo o conteúdo desse livro. |
| Silas Correa Leite Correa Leite |
| Enviado em: 29/03/2009 16:20:00 |
| Olá Ivo Pq não escerveu "Antros e Quadrilhas Neoliberais da Corrupção do PSDB et caterva?" Vc acredita na Veja? OU ainda (sugestão): "PSDB Blindado pela Justiça Amoral e Mídia Corrupta, Por Causa das Privatizações-Roubos" Que tal a idpeia? |
| Levy Abinajm Melero SantAnna |
| Enviado em: 15/12/2009 17:49:01 |
| "ele passará para a história como o presidente do mensalão" Ahahahahahah Como é engraçado ler entrevista com esses messias que tudo sabem e erram em suas previsões!!! Ele achava que ia derrubar o presidente com esse livrinho: " E tenho receio de que no final dos desdobramentos do escândalo do mensalão ele seja responsabilizado e sofra o impeachment." hahahahhahahhaha Belo exemplo de falso jornalismo!!! |
| Anegrete Santos |
| Enviado em: 01/10/2010 11:46:39 |
| Muito boa a entrevista. Pena termos um povo tão indiferente com a realidade e que não quer ver o que realmente acontece no PT do Lula. Esta BARBARIDAE está clara em todo lugar, mas por algumas boas ações que o governo tem feito, eles preferem não acreditar. É preciso só um pouco de inteligência para ver o que Lula e agora Dilma estão fazendo para os seus "bolços". A começar pela pregação de Lula qto ser sua mãe analfabeta, isso é o fim. Que pais é esse que se contenta com esse tipo de oratória. Com o autoritarismo desse homem, se dá para chamar de homem, um apessoa dessas. Entre outras situaçãoes ao qual o Lula nos coloca de constrangimento, me senti muito envergonhada qdo no discurso do encerramento da Copa do Mundo na festa de convite para copa aqui no Brasil ele comentou que faria "embaixadinhas" muito melhor que aquele menino africano que se apresentou. Se ele nãosebe dizer outra coisa que fique quieto sem destratar uma criança . Estou, realmente, muito desmotivada com o que está acontecendo, desacretitando na nossa política, porque com todos os escandalos os demais partidos, que tem poder para isso, não fazem nada. Não votei no Collor e fui contra o que ele também fez, mas fez muito menos e tiraram ele do governo, porque com o Lula não acontece a mesma coisa. Do pova não se pode esperar alguma reação porque estão envolvidos com as bobagens ditas pelo PT. |
| Regina Carneiro Dubeux |
| Enviado em: 23/04/2012 15:57:16 |
| Recebi link para o livro objeto dessa entrevista. Decidida a não me levar por sensacionalismos internáuticos (ou de qualquer outra espécie), entrei no Observatório da Imprensa, por julgá-lo um programa ao qual se merece assistir. Mais um outro PARABÉNS pela entrevista. Ficarei atenta ao citado livro. Obrigada. Regina Carneiro Dubeux. |
DIREITO À LEITURA
Livro acessível antecipa indústria do futuro
Gisele Pecchio Dias | Edição nº 381 | 16/05/2006 | 0 comentários
DEFICIENTES VISUAIS
Faltam livros em Braille no país
Gisele Pecchio Dias | Edição nº 274 | 27/04/2004 | 1 comentários
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