Domingo, 29 de março de 2026 ISSN 1519-7670 - Ano 2026 - nº 1381

Duplo vexame

Dines foi brilhante nesta crítica! Veja e IstoÉ deram vexame e envergonharam a classe. Se as acusações de ambas forem verdadeiras, como parecem ser, só vêm provar que os jornalistas envolvidos e as próprias revistas não têm o mínimo de ética, de profissionalismo e de responsabilidade social.

Simone Colombo, estudante de Jornalismo, Lorena, SP



Parem de observar!

Tenho dois filhos homens, o filho A e o filho B. Eles jogam lama no ventilador quase todo dia, em vez de semanalmente, como certas revistas. Pergunto: a briga é saudável para a família? O que tem a pendenga entre Veja e IstoÉ com o jornalismo maior? Vocês acham que observar é lá grandes coisas? Ficarei eu só observando meus filhos? Ou vou interferir? Observar não é ficar em cima do muro! Podem ter a certeza de que eu, sim, estarei observando.

Roberto Henrique Dantas, médico, Feira de Santana, BA

A guerra dos ventiladores – Alberto Dines



O papel da mídia mineira

Temos assistido à discussão em torno do projeto de lei que criaria o Conselho de Jornalismo e a preocupação por parte desta categoria com possíveis retaliações e/ou intervenções do poder do Estado. Então nos deparamos com a situação vivida pela imprensa mineira, que parece ter sido ‘amordaçada’ pelo atual governo de Minas Gerais, que tem demonstrado seu poder ao calar a voz dos jornalistas que ousam denunciar suas ações intransigentes e autoritárias. Os movimentos sociais continuam a acontecer, como no caso dos servidores da saúde e dos professores estaduais, que foram às ruas denunciar as precárias condições de trabalho e, no entanto, foram recebidos como na ditadura militar, sofrendo a ação covarde de bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

O que nos faz refletir sobre o papel que a mídia mineira tem assumido na propagação da verdade, pois poucos foram os meios de comunicação que ousaram denunciar tais fatos. O silêncio em assuntos tão importantes quanto saúde e educação tem sido grande. Será que para constituir notícia na saúde é preciso que morram pessoas sem atendimento e na educação a notícia será veiculada apenas na propaganda enganosa do governo de Minas?

Márcia Eveline, professora, Belo Horizonte



Esquecido e desprezado

‘É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença’ (artigo 5º, inciso IX).’ A criação do CFJ traz à tona uma discussão fundamental para, e com, a sociedade sobre o direito à informação. O que tenho acompanhado me faz crer que a grande maioria se apega ao direito da livre expressão, de opinião, de comunicação para recusar a criação do conselho. Porém, o direito à informação, a que todos temos direito, está esquecido, desprezado, impedido. O que temos hoje são opiniões travestidas de informação. Ou seja, em nome do direito à informação defende-se o direito da livre expressão, da opinião.

Penso que é urgente e necessário que existam meios, mecanismos, instrumentos, enfim, que impeçam a manipulação da informação. Que bom seria que os profissionais da comunicação, os jornalistas, fossem livres, promovendo acesso à informação para a sociedade, garantindo que a opinião pública não seja manipulada.

Elenara Iabel, estudante de Comunicação Digital, Porto Alegre



Como ficam os liberais?

E agora, como ficam os liberais que andaram escrevendo ao Observatório? Os artigos de Gilson Caroni Filho, Luiz Weis, Muniz Sodré e Nilson Lage [ver remissões abaixo] acabam com a gritaria histérica. Quando o censor é o mercado o silêncio é total. Há que ‘endurecer pero sin perder o emprego jamais’. É esse o lema dos intransigentes defensores da liberdade de imprensa? Os autores merecem aplausos, os demais ficam devendo melhores explicações.

Carlos Alberto M. Salles, estudante, Rio de Janeiro



O dilema liberal

Creio que está definitivamente encerrada a discussão sobre o Conselho Federal de Jornalismo. Pelo menos no que tange à falsa indignação de algumas vestais de redações famosas. Gilson Caroni foi fundo no dilema liberal. Não suportam regulação (que nem havia no projeto) política por parte do Estado, mas consideram censura econômica um fato da natureza. É bom lembrar que, nos períodos mais sombrios da história brasileira, as ditaduras mandaram pro espaço os enunciados liberais na política e preservaram os preceitos do mercado. Chega de democratas de fachada. Quem pensa como patrão não pode falar em livre expressão.

Marta Andrade de Souza, São Paulo



Farsa diagramada

Parabéns a Gilson Caroni Filho por repor as coisas em seu devido lugar. Quem, tendo lutado por democracia neste país, teve na grande imprensa um aliado? Salvo um colunista ou uma matéria que fura o cerco dos interesses da empresa, os jornais são uma farsa diagramada para consumo dos ingênuos. Aos que discordarem do que digo faço uma pergunta: quando um jornal ‘fiscalizou’ grandes anunciantes? Vale qualquer exemplo nos últimos 50 anos.

Anna Helena Restelli Sauer



Elegância e retidão

Gostaria de parabenizar o jornalista Luiz Weis pelos artigos a respeito do modo autoritário com que os meios de comunicação impediram qualquer reflexão mais equilibrada sobre o projeto de lei que cria o CFJ. A elegância e a retidão com que Weis trata a questão são um exemplo de bom jornalismo, infelizmente hoje inexistente na nossa grande imprensa.

Fulvio Giannella, jornalista, São Paulo