Tuesday, 09 de August de 2022 ISSN 1519-7670 - Ano 22 - nº 1199

Ebola e a mídia

A Organização Mundial de Saúde alerta: o surto de ebola pode crescer para dez mil casos em dois meses enquanto a taxa de mortalidade já registra um aumento de 70%. Os números são desanimadores na maior epidemia da doença: até o momento, são quase 5 mil mortos. Os países mais afetados são Serra Leoa, Guiné e Libéria, todos no oeste africano. O número de casos registrados na região chega a 9 mil.

Na Europa e nos Estados Unidos, os doentes infectados e suspeitos de contaminação estão em tratamento e vem sendo monitorados apesar de alguns procedimentos básicos não terem sido respeitados, como nos casos das enfermeiras na Espanha e nos Estados Unidos. A falta de atenção às regras de proteção levou profissionais de saúde para as ruas em protesto. A categoria reclama das condições de trabalho e de assistência inadequada da comunidade internacional.

Na África, continente mais atingido, a epidemia está afetando drasticamente a já precária economia local. A Organização das Nações Unidas alertou que o engajamento da comunidade é fundamental no combate ao vírus. Milionários como o fundador do Facebook divulgaram doações de 25 milhões de dólares para o controle da doença. Países como o Brasil também enviaram recursos.

O Brasil, que teve um guineano internado com suspeita da doença, aparentemente passou bem no teste. Os procedimentos foram realizados a tempo e a equipe aproveitou o caso, descartado depois de exames, para treinamento.


A mídia deu amplo destaque ao caso, mas pandemias como a do ebola, levantam a questão da especialização na mídia. Os jornalistas estão treinados para cobrir casos de saúde pública?