Friday, 14 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1292

De passagem, com sinceros votos de FELIZ 2006

Entre o penúltimo post e este, com sete dias de intervalo, o jornalista-responsável por esse blog deslocou-se de São Paulo para Uberlândia, no Triângulo Mineiro; depois para Goiânia e, em seguida, para Brasília. De volta para São Paulo, rumo a Ubatuba, litoral norte paulista, os jornais falam da lamentável condição das estradas, do empurra-empurra sobre a irresponsabilidade das esferas de governo e, com certa desconfiança, da liberação de recursos federais para a operação de emergência tapa-buracos, ‘sem licitação’.


O retrato dos quase 2.000 quilômetros a bordo de um Fiat Palio Weekend é de que as estradas de São Paulo não podem ser comparadas com as demais. Os quase R$ 90 para se percorrer a via Anhanguera de ponta a ponta fazem a diferença, notadamente para o veículo que, de uma forma ou outra, desconta sua fatura no bolso do proprietário.


A segunda evidência é a correção de uma incongruência que há anos deixava o condutor estupefato e irritado, com uma pergunta a martelar a cada buraco ou cratera: como pode o maior pólo consumidor e exportador (São Paulo) ser ligado ao centro logístico do país e local das maiores distribuidoras serem ligados por uma estrada tão sem-vergonha?


A grata surpresa é que, finalmente, o trecho mineiro entre Uberaba, que faz divisa com São Paulo, e Uberlândia, depois de mais de cinco anos de depredação, finalmente está trafegável. O restante do trajeto mineiro, uma tragédia.


Entre Uberlândia e a divisa com Goiás, pela estrada estadual que liga Araguari até a ponte sobre o Rio Parnaíba, há mais buracos do que trechos planos, com exceção dos três quilômetros de tapete anunciado por uma enorme placa do governo estadual anunciando o ‘choque de gestão’. A produtividade, no caso, foi auferida pelas duas horas gastas para cobrir 90 km.
Em Goiás, tudo muda. Sem propaganda, as estradas percorridas até Brasília não estão uma maravilha – mas nem por isso próximas da tortura para os nervos provocada pelas estradas de Minas.

Em São Paulo, O Estado de S.Paulo traz que o governo federal ‘acusa’ os governadores pela lástima da maioria das estradas, mas não aponta que sua manutenção foi transferida para os governos estaduais, num ‘acerto’ para que eles pudessem cumprir a lei de responsabilidade fiscal.

Com buracos ou não, coerentes ou não, o jornalista-responsável pelo Contrapauta deseja a todos um FELIZ 2006.

Até o dia 10 de janeiro.