Monday, 22 de April de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1284

Época levanta dúvida sobre a concorrente Veja: o documento que denuncia Severino foi comprado?


A revista Veja está novamente posta sob suspeição de empregar outros instrumentos para obter informação. O caso da gravação de corrupção explícita de Maurício Marinho, ex-diretor dos Correios, por exemplo, até agora se mantém envolto na neblina. Nesta semana, quem indiretamente lança a pedra contra os métodos da revista é sua concorrente Época.

A história começa na edição da semana retrasada, quando ambas trouxeram a denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, de achaque contra o empresário Sebastião Buani, concessionário dos restaurantes da Câmara.


Na edição desta semana, a reportagem de capa da revista Época traz o seguinte:

‘A história veio a público na semana passada, em reportagens de Época e Veja. Quem divulgou a denúncia não foi Buani, e sim um de seus empregados, Izeilton Carvalho. Ele se apropriou de um texto escrito pelo empresário, chamado ‘A história de um mensalinho’, no qual estavam relatados os principais movimentos do golpe. Também pegou a cópia de um documento, assinado por Severino em abril de 2002, no qual o deputado garante a Buani a renovação por três anos do contrato de concessão do restaurante explorado por ele na Câmara. Izeilton tentou vender os documentos a Época, mas a revista se recusa a pagar por informações. As conversas com ele foram gravadas e deram origem à reportagem da semana passada.


O trecho sublinhado remete para a publicação, pela concorrente, do documento que Izeilton teria tentado vender, sem sucesso à Época. Durante a semana passada, quando Severino Cavalcanti disse que o documento não existia – agora ele argumenta que foi forjado – Veja publicou seu fac-simile, primeiro no site e agora na edição desta semana.


A menção de Época deixa a dúvida no ar: Veja teria guarnecido sua reportagem com um documento comprado?