Tuesday, 21 de May de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1288

Com chuva no Rio, Twitter substitui sites oficiais


Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 7 de abril de 2010


 


INTERNET


Ana Bizzotto


Twitter substitui sites oficiais com dados sobre chuva e trânsito


‘O microblog Twitter foi um dos principais meios de informação sobre o caos provocado pela chuva no Rio. Enquanto o site do órgão de trânsito CET Rio esteve fora do ar durante toda a manhã, informações sobre condições de tráfego, locais alagados e dicas de caminhos desobstruídos se multiplicavam na rede social.


Com mais de 50 mil seguidores, o usuário @leisecarj, criado para avisar sobre locais de blitz da lei seca na cidade, se tornou uma das fontes mais dinâmicas de informação. Os internautas postavam informações sobre os pontos mais atingidos, lugares que não abriram e até riscos de assalto, além de fotos e links de notícias. Segundo o site Blablabra, que mede a movimentação brasileira no microblog, o tópico esteve entre os dez mais retwittados, ou seja, com mais informações repassadas.


‘Como os órgãos públicos não informaram sobre a situação e não se prepararam, a sociedade organizada foi a melhor fonte de informação’, diz o consultor de marketing Eduardo Trevisan, um dos nove administradores da conta ? ele ficou 34 horas acordado para poder postar informações. Segundo Trevisan, o @leisecarj recebeu 150 posts por minuto e 400 mensagens diretas, e foi acessado por 298 mil pessoas.


Os usuários @chuvanorio e @caosnorio estiveram ontem entre os dez mais acessados do Twitter. Alguns posts ironizavam a situação, com frases como ‘Niteroi é a nova Veneza’. Outras davam um tom apocalíptico aos fatos ? um dos posts dizia ‘2012 é agora’ se referindo ao filme que mostra o Rio debaixo d’água.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Peixonauta faz carreira internacional


‘Primeiro lugar em audiência na TV paga, a animação nacional Peixonauta se prepara para investir pesado em sua carreira internacional e para conquistar espaço na TV aberta. No ar pelo Discovery Kids, o Peixonauta é a grande aposta de vendas lá fora de sua produtora, a TV Pinguim, na feira de audiovisual MIPTV, que acontece de 12 a 16 de abril, em Cannes. Com sua primeira temporada já comercializada para 62 países – entre eles, a Turquia, onde Fishtronaut (Peixonauta) é exibido em HD – o desenho agora terá sua segunda fornada de episódios vendida no mercado internacional. Por aqui, a TV Pinguim está fechando a exibição da animação em um canal aberto ainda para este ano.


Enfim, a Bela. É assim, com essa pinta de Victoria’s Secret, que Gisele Itiê aparecerá hoje, linda, em Bela, a Feia, da Record. A virada da personagem faz parte da reta final da trama.


29,7 milhões é o preço de cada uma das quatro cotas de patrocínios, já vendidas, de O Aprendiz, da Record


‘Liguei na NET e funcionou rápido. Graças ao atendente Naima estou vendo Corinthans e Ituano’ O apresentador Luciano Huck em seu twitter


Geraldo Brasil volta ao ar em maio na Record.


‘Quando você namorava o Gugu, eu tinha certeza de que não tinha feito nadinha!’ Pérola de Silvio Santos ao questionar o que Helen Ganzarolli tinha feito com os namorados, resgatada pelo Top Five do CQC de anteontem, na Band.


Coincidência: Record e o canal pago Fox exibiram exatamente no mesmo dia e horário, (quarta-feira, dia 31, às 23 horas) A Paixão de Cristo, de Mel Gibson.


A Globo foi condenada pela Justiça a pagar indenização para a família de um figurante que morreu durante o intervalo de gravações de A Muralha, em 1999. O rapaz se afogou no Rio Paranã (GO), durante pausa das gravações para o almoço. O juiz entendeu que a emissora ‘permitiu’ que os funcionários tomassem banho no tal rio – conhecido por ter forte correntezas – durante o intervalo dos trabalhos.


14 das 15 provas do novo Aprendiz, que estreia dia 15 na Record, são patrocinadas. Marcas como Universal Studios e Wizard estão entre as parceiras da atração, que agora terá João Dória Jr, no comando. A emissora garante que 87% dos espaços comerciais do programa já foram preenchidos até o quinto episódio,


A Globo News ficou em primeiro lugar em audiência na TV paga no dias 24 e 28 de março com os especiais Arquivo N e Globo News Especial sobre Chico Xavier.


Sucesso de A Fazenda em sua 1ª edição e sem programa na Record, Carlinhos está desde segunda-feira na pele do personagem Mendigo, confinado em uma loja de móveis de luxo, a Segato, nos Jardins, em São Paulo. É uma espécie de reality show da web (www.realityshowroom.com.br), mas funciona como ação de marketing e acaba amanhã.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 7 de abril de 2010


 


ACESSO A INFORMAÇÃO


José Paulo Cavalcanti Filho


As emendas e o soneto


‘A IDEIA de uma relação necessária e imutável entre informação e democracia é só um mito. No mundo real, e longe de suspiros românticos, democracia é informar e é também não informar -como sugerir o interesse coletivo.


Confissões religiosas não devem ser reveladas, nem sigilos profissionais (médicos, advogados), nem a fórmula da Coca-Cola e outros segredos industriais. Independentemente de prazos. O mesmo se dá com situações específicas de Estado: segurança nacional, planos militares, relações internacionais, incluindo correspondência com outros países e documentos sobre fronteiras, também sem prazos certos para acesso do público.


Nos Estados Unidos, segundo o ‘Freedom of Information Act’, esse prazo é o ‘tempo que as considerações da segurança nacional requererem’. Já sagrando a Suprema Corte em 1991, no caso O’Connor x Estados Unidos, que o governo tem poder para bloquear qualquer informação. Com sobras de razão.


No caso das fronteiras, por exemplo, não temos contencioso com nenhum de nossos vizinhos -uma exceção em continente dilacerado por litígios históricos.


O Chile ainda discute o canal de Beagle com a Argentina e duela com o Peru pelo deserto de Atacama, na Corte Internacional de Haia. A Venezuela se confronta com a Colômbia pelo lago de Maracaibo e com a Guiana, reivindicando três quartos de seu território -já inserida essa área na Constituição Bolivariana de 1999.


O Peru litiga com o Equador, na cordilheira de Condor e no vale do Cenepa, e com a Colômbia, na zona do rio Putumayo. Colômbia e Venezuela discutem seus territórios desde a dissolução do Estado da Grã-Colômbia (1830). Guiana e Suriname acabam de ter seus limites definidos pela Corte Internacional de Justiça.


Em cenário assim conturbado, a quem interessa a divulgação desses documentos? Eis a questão. Aos brasileiros? Ou aos países vizinhos, talvez aptos, depois de consultarem esses documentos, a demandar em tribunais internacionais a revisão de nossas fronteiras?


Há consenso na legislação de todos os países sobre esse tema. Apesar disso, corremos o risco de ver convertido em lei o substitutivo do deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) ao projeto de lei 219, que trata de ‘informações detidas pela administração pública’.


No projeto original, algumas dessas informações, inicialmente protegidas por 25 anos, poderiam ter esse prazo sucessivamente prorrogado por uma Comissão de Reavaliação de Informações. A redação é adequada.


Ocorre que o deputado Ribeiro Filho alterou dita redação inicial, por entender ser ‘inconstitucional a manutenção de informações sigilosas por prazo superior a 50 anos’, restando, essas informações, limitadas ‘a uma única renovação’.


A tese do deputado permite ao menos duas observações técnicas. Primeiro, indicando que inconstitucional, à toda evidência, aquela regra do projeto original não é. Assim fosse, todos os sigilos, independentemente de prazos, e pelo só fato de serem sigilo, também o seriam -uma afirmação que nenhum jurista sério subscreveria. Depois, para questionar a magia da quantidade dos anos. Por não ter nenhum sentido, inclusive lógico, considerar que o prazo de 50 anos é constitucional, enquanto 51 (ou mais) deixa de ser.


Para complicar esse quadro, o governo reluta em defender interesses legítimos da nação. Sabe que, para obter um texto equilibrado, bastaria eliminar cinco palavras (‘limitado a uma única renovação’), ao fim do artigo 35, III, do substitutivo. Voltando à redação anterior, portanto.


Só que, em vez de manter aquela regra original, pretende apenas alargar esse prazo para 75 anos. Como se tivesse receio de ser tido como defensor de algum tipo de censura. Tudo levando a que uma solução racional sobre o tema, em tempo de palanques eleitorais, talvez seja só uma ilusão perdida. Ou não, queira Deus.


JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO, 61, pós-graduado pela Universidade Harvard (EUA), é membro do Conselho Curador da TV Brasil. Foi presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Empresa Brasileira de Notícias, além de secretário-geral do Ministério da Justiça (governo Sarney).’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Outras chuvas


‘Nas enchentes do Rio, o foco da cobertura foi sobre o governador. Na manchete do UOL no meio da tarde, ‘Cabral atribui tragédia a ocupação irregular’. Mais à noite, ‘repete discurso para explicar tragédia’ e diz que ele, Lula e o prefeito agem, mas os moradores se arriscam. Lula foi até manchete no site de ‘O Estado de S. Paulo’, pedindo para a população deixar as áreas de risco, também destaque no Globo Online.


Ao vivo na Globo pelo telefone, Cabral saiu falando, ‘estas imagens aéreas que vocês passam mostram a importância do PAC que o presidente, nosso governo e a prefeitura têm feito com esse objetivo’, mas foi cortado por um apresentador, voz alta, ‘governador! governador!’. Pouco depois, entrou o Globocop com uma obra do PAC ‘dentro d’água’.


Por fim, o ‘Jornal Nacional’ mostrou cenas do Rio e ouviu ‘explicações para as dimensões da catástrofe’, pela ordem, de Lula, Cabral e do prefeito.


DA ENCHENTE À SAFRA


‘New York Times’ e ‘El País’ postaram reportagens próprias, mas em ambos o destaque foi maior na home page global, editada com notícias externas. No primeiro, ‘Enchente-relâmpago mortal paralisa Rio’.


No fim do dia, nas buscas de Brasil pelo Google News, o destaque era outro, via Bloomberg, ‘Chuvas devem ajudar a preparar safra da estação seca’. No texto, ‘chuvas que inundaram Rio ajudam solo do Centro-Sul, diz diretor de empresa de meteorologia de São Paulo’.


‘CRACKLAND’


O ‘Financial Times’ deu especial sobre ‘O Futuro das Cidades’, com texto que abre destacando a Cracolândia -que, ‘no coração de São Paulo, é a ilustração das desigualdades na mais rica cidade do Brasil’.


O jornal financeiro elogia como, ‘sem custo nenhum para o contribuinte’, o projeto New Light ou ‘Nova Luz vai transformar a área’. Um secretário promete ‘revolucionar essas áreas’, no que é dado pelo ‘FT’ como um ‘modelo’.


AINDA FUTURISTA


Por ‘Wall Street Journal’ e outros, já saem notas sobre o aniversário, dia 21, de Brasília.


Na BBC original, o correspondente Gary Duffy destacou os ‘50 anos do futuro’, ontem. Diz que em suas formas a cidade é ‘ainda futurista’, mas contrapõe com o escândalo de José Roberto Arruda. Ouve, do cientista político David Fleischer, da UnB, que a imagem de Washington ou Londres não é muito diversa, para americanos ou ingleses.


A CHINA CEDE


Na manchete on-line do ‘Financial Times’, ‘Pequim abre caminho para mudança no renminbi’, outro nome usado para a moeda do país, o yuan. Um economista do governo avisou que o país pode ‘ampliar a banda’ de flutuação cambial, retomando a ‘valorização gradual’. Um analista financeiro de Xangai vê ‘grande barganha’ em andamento entre EUA e China.


PIMCO QUER BRIC


A Bloomberg destacou que o maior fundo mundial de investimento ‘prefere moeda da China ou do Brasil’ em lugar de euro, libra ou iene, ‘em meio à retomada desigual da economia’.


CHINA QUER PRÉ-SAL


A Reuters destacou que ‘empresas de energia da China devem participar da disputa por poços do pré-sal, quando o leilão começar’ -e ‘já buscam participação’ nos existentes.


O BRASIL RECUA


‘Brazil backs off’, dizia ontem o enunciado do site da organização Americas Society, de Nova York. No topo das buscas do Google News, acima do Rio, ‘EUA afastaram’ a retaliação com uma proposta ao Brasil.


Pelos jornais do interior, do ‘Des Moines Register’ de Iowa ao ‘Commercial Appeal’ do Tennessee, destaque para os elogios das entidades de fazendeiros ao ‘primeiro passo positivo’ no confronto dos dois países.’


 


 


INTERNET


New York Times


Provedor poderá limitar acesso a sites nos EUA


‘A Justiça americana determinou ontem que, pela legislação atual, os órgãos reguladores têm poder limitado sob o tráfego na internet. A decisão significa que as empresas provedoras poderão bloquear ou tornar mais lento o acessos a alguns sites específicos e cobrar de sites de vídeos como YouTube para tornar seu conteúdo mais rápido para os usuários.


A decisão é um revés para os esforços da Comissão Federal de Comunicação dos EUA (FCC, na sigla em inglês, órgão regulador do setor) para exigir que os provedores deem acesso igual a todo conteúdo, mesmo que alguns deles obstruam a rede.


De acordo com a Justiça, a Comcast (a maior provedora de internet banda larga dos EUA) tem o direito de reduzir a velocidade do acesso dos consumidores ao serviço de troca de arquivos BitTorrent. A decisão pode levar o Congresso dos EUA a mudar a legislação do setor, dando poderes explícitos para a FCC regular o serviço de internet.


No entanto, essa mudança na lei pode não ser fácil, já que alguns congressistas, especialmente da oposição, são contra dar mais poder à agência, alegando que os provedores devem poder decidir quais serviços devem oferecer e com qual preço.


Além disso, a decisão pode aumentar os obstáculos para que o governo Obama implante seu plano nacional de banda larga, já que a autoridade legal da FCC pode ser questionada em alguns pontos.’


 


 


Dois anos após compra, AOL pode fechar site Bebo


‘A AOL disse que pretende vender ou até encerrar as operações da rede social Bebo, dois anos após comprá-la por US$ 850 milhões. Segundo a AOL, a Bebo precisaria de um ‘investimento significativo’ para continuar competitiva. A rede tem 5,1 milhões de usuários nos EUA, ante 210 milhões do Facebook, o principal site de relacionamentos no mercado norte-americano, porém é forte em países europeus como o Reino Unido.’


 


 


Steve Lohr, NYT


Cientistas estudam exposição de privacidade na internet


‘Se um desconhecido esbarrasse em você na rua, você lhe diria o seu nome, o seu número do registro na previdência social e o seu e-mail? Provavelmente não.


No entanto, as pessoas geralmente compartilham todos os tipos possíveis de informação pessoais na internet, possibilitando que dados capazes de identificá-las sejam deduzidos.


Serviços como o Facebook, o Twitter e o Flickr são um mar de minúcias individuais composto por felicitações de aniversário recebidas e enviadas, fofocas da escola e do trabalho, fotos das férias com a família e filmes vistos.


Cientistas da computação e especialistas em políticas públicas afirmam que esses fragmentos de autorrelato aparentemente inócuos estão sujeitos de forma cada vez mais frequente a ser coletados e reorganizados por computadores a fim de ajudar na criação de uma imagem da identidade das pessoas, que pode até contar com o número do registro delas na previdência social.


No ano passado, em um projeto de sala de aula realizado no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que recebeu certa atenção, Carter Jernigan e Behram Mistree analisaram mais de 4.000 perfis de estudantes no Facebook, incluindo links de amigos que disseram ser gays.


Assim, os dois eram capazes de prever, com 78% de precisão, se um perfil pertencia a um gay do sexo masculino.


Por enquanto, essa forma poderosa de garimpar dados [‘data mining’, em inglês], que depende de correlações estatísticas sofisticadas, está principalmente sob o domínio de pesquisadores em universidades e não de ladrões de identidade ou comerciantes.


Mas a FTC (Comissão Federal do Comércio dos EUA) está preocupada com o fato de que as leis que protegem a privacidade não têm acompanhado o mesmo ritmo da tecnologia.


Amizades reveladoras


Nas redes sociais, os usuários podem aumentar a sua defesa a fim de não ser identificados adotando uma configuração de privacidade rígida sobre as informações disponíveis em perfis pessoais. Mesmo assim, ações individuais dificilmente conseguem garantir a privacidade das pessoas no mundo interconectado da internet, dizem os pesquisadores.


Você pode não divulgar informações pessoais, mas, quando seus amigos e colegas on-line fazem qualquer menção à sua escola ou ao seu emprego, ao seu gênero, ao seu endereço e aos seus interesses pessoais, acabam fazendo isso por você.


‘A privacidade das pessoas deixou de ser algo individual’, afirmou Harold Abelson, professor de ciências da computação no MIT. ‘No mundo on-line atual, aquilo que sua mãe lhe dizia é ainda mais verdadeiro: as pessoas podem realmente julgá-lo segundo as suas amizades’, disse Abelson.


Conjuntamente, as informações sobre cada indivíduo são capazes de formar uma ‘assinatura social’ característica, afirmam os pesquisadores.


Previdência social


Em uma pesquisa publicada no ano passado, Alessandro Acquisti e Ralph Gross, da Universidade Carnegie Mellon, descreveram que era possível prever com exatidão todos os nove dígitos do registro na previdência social de 8,5% das pessoas nascidas nos EUA entre 1989 e 2003 -o que corresponde a quase 5 milhões de indivíduos.


Números do registro na previdência social são muito estimados por ladrões de identidade, pois podem ser usados tanto para identificar uma pessoa quanto para autenticar transações bancárias ou de cartão de crédito, por exemplo.


Os pesquisadores de Carnegie Mellon usaram informações disponíveis publicamente em várias fontes, incluindo perfis em redes sociais, a fim de concentrar suas pesquisas em dois tipos de dados cruciais que lhes possibilitaram identificar as pessoas -as datas de aniversário e as cidades ou os estados de nascimento delas.


A FTC e o Congresso norte-americano estão pensando em adotar medidas mais rigorosas para o setor e criar uma ‘lista do não rastreie’, semelhante à ‘lista do não ligue’ federal [que bloqueia ligações de telemarketing], a fim de interromper o monitoramento on-line.


Tradução de Fabiano Fleury de Souza Campos’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


Autora de novela espírita da Globo é católica


‘Elizabeth Jhin, autora da nova trama das seis da Globo, que trará uma história baseada no espiritismo, é católica. ‘Acredito na existência de um outro plano’, disse à coluna.


‘Estou apaixonada pela busca de entender, em qualquer religião, essa transcendência entre os mundos’, afirma Beth, que tem 20 anos de novelas e estreia sua primeira obra solo no dia 12 de abril, com ‘Escrito nas Estrelas’.


Mineira radicada no Rio, ela se tranca para o trabalho em flat no Leblon, onde já produziu cerca de 30 capítulos. Feliz com com o elenco, está confiante no sucesso.


Filho em outra vida. Pai aqui na terra. Assim, em mundos diferentes no núcleo principal da novela, Jayme Matarazzo, na pele de Daniel, e Humberto Martins, como Ricardo, amarão a mesma mulher, Viviane (Nathalia Dill).


Pobre, ela vai gerar um filho, em reprodução assistida pelo médico Ricardo. O sêmen é de Daniel, que deixou o material congelado antes de morrer em um acidente, que acontecerá no primeiro capítulo.


Também em outro plano, a mãe de Daniel, vivida por Cássia Kiss (com lentes de contato), atuará ao lado de Carlos Vereza (Athael).


‘Serão espíritos mais evoluídos, que tentarão ajudar Daniel a aceitar melhor a morte.’ ‘A novela também vai mostrar essa discussão em torno da reprodução assistida, mas de uma forma leve, como exige o horário das seis’, concluiu.


SABÁTICO


Adiantado em ‘Passione’ (Globo), Silvio de Abreu passa alguns dias em Nova York. Continuará escrevendo por lá, mas sem acelerar. ‘Não quero estrear com muitos capítulos à frente, prefiro ter só o necessário para que a produção possa caminhar sem tropeços’, diz.


SINO 1


O ‘Conexão Repórter’ (SBT) desta quinta traz novas revelações sobre a prática de pedofilia atribuída a religiosos de Arapiraca (AL) e região. Relatos sugerem que coroinhas teriam desaparecido por saber demais.


SINO 2


‘Há coisas comuns nesses casos em todo o mundo: as dioceses os mantêm sob sigilo e fazem a transferência dos padres sob suspeita’, diz o apresentador Roberto Cabrini.


INTERNACIONAL


A RedeTV! discute com o Português Ongoing a aquisição de ‘Morangos com Açúcar’.Há conversas também com a Televisa sobre novelas. A busca é para o horário das 18h.


SÍNDICO


O ‘Todo Seu’ (Gazeta) desta quinta será de homenagens a Tim Maia, morto em 1998. Entre os convidados de Ronnie Von estão Leo Maia, filho de Tim, Sandra de Sá, Toni Garrido e Fabio Júnior.


CONSULTA


Em audiência pública hoje, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado discutirá a proposta da Anatel de reduzir o espectro destinado ao serviço de MMDS, em favor da telefonia móvel. Para o segmento de MMDS, o negócio ficará inviável se a mudança ocorrer.’


 


 


Lúcia Valentim Rodrigues


Atriz expõe autodegradação em reality show sobre perder peso


‘A atriz Kirstie Alley cansou dos paparazzi. Resolveu ganhar dinheiro com a exploração da própria autodegradação.


Conhecida pelo filme ‘Olha Quem Está Falando’ (1989), ela foi perseguida pelas câmeras por causa do histórico familiar -sua mãe morreu num acidente de carro-, da dependência de drogas e por sair dos moldes da mocinha dos anos 1980.


Após ‘Fat Actress’ (2005) -literalmente ‘atriz gorda’, em inglês-, em que tirava sarro do padrão de beleza de Hollywood, agora, aos 59 anos, ela se joga rumo ao fundo do poço. Afinal, ela já reencontrou todos os 30 quilos então perdidos.


Em ‘Kirstie Alley’s Big Life’, produção do canal pago A&E, se propõe a perder peso diante das câmeras -atualmente no ar nos EUA, o programa ainda não tem previsão de estreia aqui no Brasil.


O reality show realmente invade a vida da atriz. Mostra suas fragilidades emocionais e a falta de força de vontade para perder peso tanto dela quanto do jardineiro, um faz-tudo gorducho que tem de entrar nas maluquices da chefe.


Em cada episódio, segue um roteiro de buscar um personal trainer, entrar num spa, tentar comer direito, mas acaba usando uma linguagem que copia o culto às celebridades que ela tanto critica -numa cena, persegue um fotógrafo que tentava registrar seus quilos a mais.


Ela se expõe ainda mais na relação com seus filhos, True, de 17 anos, e Lillie, de 15, adotados antes de seu segundo casamento naufragar. Eles têm de responder diante do cinegrafista se a mãe não está inchada demais, se sentem vergonha dela.


As bizarrices não param aí. Kirstie Alley tem um viveiro de lêmures em sua propriedade e gosta de alimentá-los. Dois assistentes e uma estilista ajudam a preencher e a perturbar seu dia, excessivamente livre. É invasão de privacidade demais. E o pior é que é ela mesma quem abre a porta para as câmeras entrarem.’


 


 


Atriz processa produtor de série por agressão


‘Nicollette Sheridan, a atriz que interpretou o papel de Edie Britt em ‘Desperate Housewives’, abriu um processo contra Marc Cherry, produtor e criador da série. Sheridan alega que Cherry a agrediu com um tapa no rosto e a demitiu injustamente do elenco do seriado, em setembro de 2008. Ele também é acusado de ter comportamento agressivo com a equipe. A atriz pede US$ 20 milhões de indenização.’


 


 


Mônica Bergamo


Dança das cadeiras


‘O jornalista Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás e atualmente no conselho da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de São Paulo, não apresentou seu nome para a renovação do colegiado, segundo a emissora. A eleição para o conselho, com oito vagas em disputa, acontece na segunda-feira.


TUCANOS E PALMEIRAS


Entre os novos candidatos ao conselho estão o tucano Andrea Matarazzo, o ex-embaixador Rubens Barbosa, o diretor regional do Sesc, Danilo Santos de Miranda, e Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-conselheiro da TV Brasil, do governo federal, e presidente do Palmeiras.’


 


 


TECNOLOGIA


Rafael Capanema


Acervo vasto dá vantagem ao Kindle


‘Lançado em 2007 nos EUA, o Kindle virou sinônimo de aparelho leitor de livros eletrônicos. Apesar de não ter sido o pioneiro, ele se destaca pelo acervo de mais de 450 mil publicações na loja on-line Amazon (www.amazon.com), responsável pelo produto, e pela capacidade de se conectar à internet para baixar livros e receber novas edições de periódicos, como o ‘New York Times’.


Antes restrito aos EUA, o Kindle passou a ser vendido internacionalmente, inclusive para o Brasil. Há duas versões: o Kindle, com tela de seis polegadas (US$ 259), e o Kindle DX, com tela de 9,7 polegadas (US$ 489).


A tela com tecnologia E Ink é, ao mesmo tempo, um trunfo e uma deficiência do Kindle: desenvolvida para emular papel de verdade, ela promete cansar menos a vista, mas só reproduz tons de cinza e não é legível no escuro (leia abaixo).


A plataforma do Kindle não se resume ao aparelho leitor. Ela se estende aos softwares que permitem ler livros eletrônicos no computador (Windows e Mac), no celular (iPhone e BlackBerry) e no iPad.


Concorrência


Na cola do Kindle surgiram aparelhos como o Nook, da livraria Barnes & Noble, lançado em 2009 nos EUA. Além da tela de E Ink, conta com um segundo display menor, colorido.


Ele está à venda somente nos EUA, por US$ 259 (www.barnesandnoble.com/nook)


O Nook não foi tão bem recebido quanto o Kindle: houve críticas sobre a lentidão do aparelho e sobre a qualidade do software.’


 


 


Rafael Capanema


Apple vende 300 mil iPads nos EUA


‘A cena é familiar em lançamentos badalados de produtos da Apple: filas imensas de fãs da marca nas lojas da empresa espalhadas pelos EUA. E foi assim novamente a chegada do iPad, no sábado passado.


Na segunda-feira, a Apple anunciou ter vendido mais de 300 mil iPads até meia noite de sábado -mais do que o iPhone original, que vendeu 270 mil unidades no mesmo período, em 2007.


A empresa afirmou ainda que foram baixados mais de 1 milhão de programas na App Store e 250 mil e-books da iBookstore, nova loja de livros eletrônicas da empresa.


Os clientes da loja de Palo Alto, na Califórnia, tiveram a oportunidade de ver de perto o fundador e executivo-chefe da empresa, Steve Jobs.


Figura geralmente reclusa, Jobs acompanhou o primeiro dia de vendas do iPad ao lado de sua esposa e de sua filha.


‘Eu amo o iPad’, disse uma cliente a Jobs, segundo o ‘San Jose Mercury News’. ‘Que bom!’, respondeu Jobs, que vestia uma blusa preta e uma calça jeans surrada.


Um usuário do Twitter relatou ainda que Jobs demonstrou o iPad para uma garotinha que estava na loja.


Apesar das vendas expressivas e das avaliações esmagadoramente positivas da mídia especializada, já começaram a pipocar os primeiros relatos de problemas com o iPad.


Alguns clientes registraram no fórum da Apple problemas com a conexão a redes Wi-Fi, acarretando baixas velocidades de download.


Outros usuários afirmaram não conseguir carregar o aparelho usando entradas USB de computadores -é necessário ter uma porta USB 2.0 mais poderosa, geralmente encontrada em modelos mais recentes de computadores.


Preços


O modelo mais barato do iPad, com armazenamento de 16 Gbytes, custa US$ 499 nos EUA. A versão com 32 Gbytes sai por US$ 599. A de 64 Gbytes, por US$ 699.


A partir do final de abril, começarão a ser vendidas as versões com suporte a 3G (padrão de conexão móvel com velocidade de banda larga). Os preços serão US$ 629 (16 Gbytes), US$ 729 (32 Gbytes) e US$ 829 (64 Gbytes).


Não há previsão de chegada ao Brasil.’


 


 


 


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