A Reader’s Digest Association, que edita a revista Seleções, e mais seis afiliadas entraram em processo de recuperação judicial. A empresa será representada pelo escritório Weil, Gosthal & Manges. Essa é a segunda recuperação judicial da editora em três anos e meio e representa um novo impacto para companhias do setor de revistas que ainda dependem da versão impressa. A companhia, que tem capital fechado, informou mais de US$ 1,1 bilhão em ativos e cerca de US$ 1,2 bilhão em passivos em seu pedido no tribunal de White Plains, no Estado americano de Nova York.
Segundo a empresa, mais de 70% de seus credores aceitaram converter US$ 465 milhões de dívida em ações como parte de um plano prévio de reestruturação que, espera a Reader’s Digest, será completado dentro de seis meses. Um empréstimo de US$ 105 milhões também foi garantido pelos detentores de títulos ao grupo. “O processo de recuperação judicial, que vai facilitar significativamente uma redução de nosso endividamento, vai nos permitir redefinir nosso negócio e focar nossos recursos em marcas americanas, mais rentáveis, que têm mostrado maior vitalidade com nossos esforços de transformação digital”, disse o presidente Bob Guth, em comunicado.
A controladora da revista Seleções foi fundada há 91 anos em Nova York e teria saído de seu último processo de recuperação de maneira “saudável e viável”, segundo o juiz da época. Mas mesmo o corte de dívidas não foi o suficiente para salvar a empresa.
