Tuesday, 05 de July de 2022 ISSN 1519-7670 - Ano 22 - nº 1194

A urgência do cancelamento

Foto: Divulgação/YouTube

No dia 25 de março de 2021, foi lançada no YouTube a campanha #CanceleaCOVID. Assisti esta notícia no jornal SPTV, 1ª edição, da Rede Globo. É uma peça de utilidade pública cujo pedido de socorro vem dos médicos: está difícil prosseguir!

No vídeo, autoridades médicas do estado de São Paulo pedem para artistas, celebridades e influenciadores digitais ajudarem na divulgação de boas práticas contra o Coronavírus. Não é reclamação, nem denúncia, é uma constatação da insuportabilidade sanitária no país. Fiquei perplexo com a abordagem declarada no audiovisual, de forma contundente. O tema é bem sério.

O objetivo da campanha é solicitar apoio de todos/as para sensibilizar o público no combate da pandemia. Os elevados números, no Brasil, têm provocado colapso na área da saúde e assustam. Há uma incapacidade sufocante da saúde para atender tanta gente assim. Está demais o escândalo no número de mortes e atendimento cada vez mais precário.

Com hospitais lotados, os depoimentos são de profissionais da saúde confrontando com uma realidade dura e fala para a população se conscientizar sobre o problema. Ou seja, gestos simples salvam vidas.

Primeiro: reduzir a circulação de pessoas nas ruas, com o isolamento social.

Segundo: usar máscaras no rosto para diminuir contato mais direto.

Terceiro: lavar sempre as mãos e utilizar álcool gel.

São medidas simples que causam efeito para impedir a disseminação do vírus da COVID-19.

Ação

Como professor de comunicação, convido aos formadores de opinião (artistas, celebridades, influenciadores digitais) e às empresas no setor de comunicação a aderir esta Campanha #CanceleaCOVID em prol da vida humana.

Cabe aos editoriais de jornalismo promover o bem-estar da sociedade, então, vale a responsabilidade de colaborar com a difusão desta campanha. E, se a moda nas redes sociais, agora, é cancelar, há uma necessidade absurda de pautar tal ação na internet a partir dos veículos de comunicação, do país e do mundo, para frear esse vírus.
Além disso, cabe aos cursos de jornalismo o empenho para que seus estudantes possam tomar ciência, literalmente, desta urgência. Nesse compromisso, seria convocar os estudantes e profissionais do jornalismo no combate à desinformação sobre a pandemia. O dever do jornalismo é proliferar informação de qualidade, logo seria uma excelente oportunidade de trabalhar valores da cidadania.

Este convite se estende, ainda, às pessoas na internet (como qualquer usuário-interator) a disseminar esta campanha, na expectativa de envolver e ativar a sociedade. Trata-se de uma ação efetiva — como ativismo digital — para que as pessoas possam refletir sobre seus atos e evitar a ampliação dessa calamidade pública.

Síntese

Estamos alarmados com a situação crítica. Estamos vivendo dias difíceis, mas precisamos reagir.

Fazer nossa parte é possibilitar que mais pessoas possam ficar bem, ficando em casa, na medida do possível. Evitar aglomerações e circulação da população contribuir para baixar os elevados números de infectados.

Por certo, o campo da saúde pede a colaboração do campo da comunicação, enfatizando nossa responsabilidade social. A participação de jornalistas, publicitários, redatores, editores, entre outros, faz a diferença.

Tal campanha pontual, com uma linguagem dramática e intensa, faz a gente se emocionar. O engajamento de todos/as pode superar esta gravidade imediata.

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Wilton Garcia é artista visual, Doutor em Comunicação (USP), Pós-Doutor em Multimeios (Unicamp), é Professor da Fatec Itaquaquecetuba/SP.