A entrevista exclusiva do ciclista Lance Armstrong à apresentadora Oprah Winfrey foi assistida ao vivo por 3,2 milhões de americanos, a segunda maior audiência do canal OWN, que luta para sobreviver. Outros 1,1 milhão de pessoas assistiu ao replay à noite, elevando a audiência total para 4,3 milhões.
A mais assistida da história do canal foi com a família da cantora Whitney Houston, após sua morte, em março do ano passado, que atraiu 3,5 milhões de telespectadores. Oprah deixou, em 2011, o show que fazia na ABC para lançar o canal OWN, em parceria com a Discovery Communications. Na antiga rede, ele chegou a atrair 62 milhões de telespectadores entrevistando o cantor Michael Jackson.
Na primeira parte da entrevista com Armstrong, de 90 minutos, exibida na quinta e transmitida ao vivo no site Oprah.com, Armstrong admitiu ter usado drogas para melhorar sua performance durante todas as disputas do Tour de France. A entrevista online teve uma audiência de 600 mil streamings. A segunda parte, que durou uma hora, foi exibida na sexta.
Caso na justiça
O jornal Sunday Times está confiante em recuperar 1 milhão de libras (em torno de R$ 3 milhões) que pagou em uma ação de calúnia aberta pelo ciclista. O chefe da seção de esportes, David Walsh, disse que não quer desculpas de Armstrong. “Foi meu trabalho. Não quero agradecimento de ninguém. Toda preocupação que tenho é com as fontes que contaram a verdade e foram difamadas por isso”, disse.
Em 2004, o ciclista processou a proprietária do jornal devido a um artigo que se referia a um livro sobre ele. A publicação, apenas em francês, continha evidências de que ele usou substâncias proibidas para melhorar sua performance. O jornal, da News International, está processando o ciclista para recuperar 300 mil libras que pagou em um acordo em 2006. Também busca compensações para os custos legais, o que eleva a quantia para 1 milhão de libras. “Assistimos à entrevista com interesse e notamos suas diversas admissões de doping. O Sunday Times acredita que nosso caso para recuperar o que gastamos está cada vez mais forte”, escreveu o jornal, em declaração.
Armstrong perdeu todos os títulos que disputou e foi proibido para sempre de competir. Na entrevista, ele negou, entretanto, ser o cabeça que ameaçava outros da equipe a usarem doping; também rejeitou que subornou a União Internacional de Ciclismo e um laboratório suíço para acobertar o uso de drogas. Informações da Reuters [18/1/13], de Brian Stelter [New York Times, 18/1/13] e de Lisa O'Carroll [The Guardian, 18/1/13].
