Thursday, 25 de April de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1284

Britânica Economist analisa economia brasileira


Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 21 de maio de 2010


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Voando alto demais?


‘Sob os enunciados ‘Economia brasileira em boom’ e ‘Voando alto demais para ser seguro’, a nova edição da ‘Economist’ diz que ‘a explosão de crescimento em nível chinês não pode ser mantida, mas é um sinal da força recém-descoberta pelo Brasil -e chega bem a tempo para a eleição’. Cita os cortes anunciados, ouve Nelson Barbosa, da Fazenda, mas cobra mais cortes e infraestrutura. Fecha dizendo que isso deve ficar para o próximo -e ‘o início quente no ano eleitoral elevou a chance de ser a candidata de Lula’.


Sob o título ‘Quanto é quente demais no Brasil?’, o ‘Financial Times’ anota que ‘superaquecimento’ é ‘a palavra que domina as conversas’, mas ressalta o outro lado, ouvindo um economista do Itaú. Ele avalia que ‘a ameaça de superaquecimento não vai pegar até que o crescimento supere Índia e China’. Até 9%, Ok, mas 10%, ‘aí então’, quente demais.


PELO BRASIL


Com a foto ao lado e a legenda ‘Amando a odiosa concorrência’, a ‘Economist’ traz também a reportagem ‘Portugal Telecom e espanhola Telefónica brigam pelo Brasil’, sobre a disputa da Vivo pelas duas teles


DILMA & TEMER LÁ


A Bloomberg noticiou relatório da consultoria de ‘risco político’ Eurasia Group, prevendo que ‘Dilma Rousseff é a provável próxima presidente do Brasil’. Assinado pelo chefe de América Latina do grupo americano, Christopher Garman, diz que ‘o fator mais importante nesta eleição, que é muitas vezes pouco valorizado pelos formadores de opinião, é o simples desejo do eleitor por continuidade’. E que ‘a tentativa de José Serra de se apresentar como continuidade é difícil de vender’.


Enquanto isso, Michel Temer estava ontem no Council of the Americas, em NY, para ‘inaugurar a campanha pós-indicação a vice de Dilma em grande estilo’, no dizer do iG: ‘Anunciou a proposta de poupança complementar para crianças no Bolsa Família’.


ERDOGAN VEM AÍ


Nas agências, ‘os líderes dos dois membros do Conselho de Segurança que resistem às sanções, Turquia e Brasil, vão se reunir na semana que vem’. O primeiro-ministro Tayyip Erdogan chega na quarta.


Ontem na manchete on-line do ‘Hurriyet’, ‘Turquia não cede a ceticismo sobre acordo’. O jornal turco relata que Erdogan recebeu telefonemas de Barack Obama e do russo Vladimir Putin.


Este ‘afirmou que os esforços da Turquia trouxeram oportunidades adicionais que serão levadas em conta pela Rússia’. Em coluna, o ‘Hurriyet’ defendeu o acordo e sublinhou que turcos e brasileiros não se sentem enganados pelo Irã, mas por Obama, que deu apoio às conversas e depois negou.


‘GET USED TO IT’


Philip Stephens, colunista do ‘FT’, publica hoje ‘Potências em ascensão não querem jogar pelas regras do Ocidente’, em defesa de Brasil e Turquia. Lembra que os EUA fizeram há pouco uma projeção de inteligência em que ‘o Brasil atua como mediador durante crise no Oriente Médio’ e encerra: ‘Imaginar não é o mesmo que aceitar, mas, se quiser ordem, o Ocidente tem que se acostumar’


AS TRAVES


Roger Cohen, colunista de política externa do ‘New York Times’, sob o título ‘América muda as traves de lugar’, também critica a atitude de Washington em relação ao Brasil e à Turquia. Os dois ‘responderam ao chamado de Barack Obama por uma nova era de responsabilidades compartilhadas _e foram esnobados’. Avalia que os EUA não conseguem mais ‘impor soluções’ às crises globais e que sua reação ao acordo em Teerã ‘não fez nenhum sentido’.


‘17 DE MAIO’


Em editorial, o francês ‘Le Monde’ destaca a tomada do palco pelo ‘Sul emergente’, representado por Turquia e Brasil, e afirma que, depois de atuar decisivamente nos temas ambiental e comercial, ‘esta semana marca uma nova etapa, um precedente capital para o poder crescente desses países’. O jornal chega a publicar que ‘os livros de história vão guardar esta data, segunda-feira, 17 de maio, quando o Brasil e a Turquia propuseram à ONU o acordo negociado com Teerã’.’


 


 


CAMPANHA


Catia Seabra


Após queixa de Serra, TV Brasil cria manual


‘A EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) adotará, a partir da semana que vem, um manual para a cobertura das eleições. Além da TV Brasil, a agência Brasil e oito emissoras de rádio serão subordinadas à resolução, que prevê sanção em caso de descumprimento.


Elaborada pelo Conselho Curador da EBC, a resolução não estabelece apenas regras para a cobertura, como a exigência de tratamento isonômico e vedação de reportagens sobre a vida pessoal dos candidatos. Incluirá também normas de conduta, como a proibição de uso de botons ou outras manifestação de preferência eleitoral.


A resolução proíbe a veiculação de reportagens sem identificação da fonte da informação, o ‘off’, e fixa ainda regras para divulgação de pesquisa, priorizando os maiores institutos. Ontem, a presidente da EBC, Teresa Cruvinel, telefonou para a assessoria do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para informá-la sobre a resolução e negar a possibilidade de uso político da TV pública. Na véspera, durante entrevista do candidato, um jornalista da EBC atribuiu a fontes a informação de que Serra extinguiria o Bolsa Família.


‘Tomei a iniciativa de ligar para tratar do incidente. Informei que, nas próximas horas, será divulgada a resolução do conselho’, disse Teresa, acrescentando que o documento prevê uma conduta apartidária na cobertura da eleição.


PP


Ontem, Serra foi a Porto Alegre para atuar como fiador da aliança do PP com o PSDB no Rio Grande do Sul. O tucano também intensificou o assédio ao PMDB gaúcho, dois dias depois de a Executiva Nacional da legenda referendar Michel Temer para vice da petista Dilma Rousseff.


A investida de Serra sobre as duas siglas, que integram a base lulista, visa angariar o apoio de máquinas partidárias que controlam 292 das 496 prefeituras do Rio Grande do Sul.


No caso do PP, a formalização da parceria no Estado favorece a aliança nacional, o que garantiria a Serra mais um minuto e meio de tempo de propaganda de TV e rádio. Em reunião com a presença de Serra, os tucanos ofereceram ao PP a vaga de vice na chapa da governadora Yeda Crusius (PSDB), uma vaga no Senado e ainda a coligação na chapa para deputado federal. O PSDB nacional enquadrou a seção local, que resistia à aliança proporcional.


Colaborou GRACILIANO ROCHA, da Agência Folha em Porto Alegre’


 


 


TSE suspende propaganda do DEM com tucano


‘A pedido do PT, o Tribunal Superior Eleitoral determinou ontem que o DEM tirasse do ar a propaganda partidária veiculada em São Paulo que cita e mostra José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República.


Na última semana, a oposição tentou barrar o programa do PT como punição a uma peça que enaltecia a pré-candidata do partido, Dilma Rousseff, exibida 2009. A punição ocorrerá em 2011.


No caso do DEM, as peças devem ser alteradas, pois foram proibidas só as inserções; não o programa inteiro. Nele, a legenda creditou a Serra realizações da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM).


O ministro-corregedor Aldir Passarinho Jr. considerou que, mesmo a imagem de Serra sendo ‘sutil’, tal conduta ‘não há como ser tolerada’, pois ‘a disputa eleitoral está deflagrada com o anúncio das pré-candidaturas’.


O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, lamentou a decisão, mas disse que a ordem será seguida.’


 


 


ANATEL


Reuters


Cai restrição a novas empresas de TV paga


‘A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu suspender a limitação do número de prestadoras de TV a cabo.


O objetivo da medida é eliminar barreiras de entrada a empresas no mercado de televisão por assinatura no Brasil.


A decisão, em caráter cautelar, foi tomada em reunião do Conselho Diretor da agência, ontem.


Ela altera regulamentação do Ministério das Comunicações de 1997 -antes, portanto, da instalação da Anatel.


Ao mesmo tempo, a Anatel determinou a retomada do processamento de mais de mil pedidos de outorga de TV a cabo em tramitação na autarquia.


Conforme a agência reguladora, a regra que estava em vigor restringia a quantidade de outorgas para oferta de TV por assinatura em cerca de 900 municípios.


A restrição, segundo a Anatel, também impedia a prestação do serviço de televisão a cabo ‘nos demais municípios brasileiros’.


‘Tal decisão está alinhada com as diretrizes do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e as ações do Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil’, afirmou a Anatel.’


 


 


TECNOLOGIA


Google promete levar a internet para a TV


‘O Google quer levar a internet a uma parte dos lares que ela ainda não atingiu: a TV.


A ambição da empresa olha para um público espectador composto por 4 bilhões de pessoas, o que faz desse mercado o maior do mundo, com publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais.


Na conferência anual do Google realizada ontem, o gigante das buscas anunciou que está liderando um grupo de empresas, entre as quais Sony e Intel, em um projeto chamado Google TV.


O software Android do Google, inicialmente desenvolvido para celulares inteligentes, acionará o novo serviço.


A tecnologia poderá ser utilizada em diversos televisores de alta definição. Mas, para quem não deseja trocar de aparelho de televisão, a Logitech, fabricante de periféricos para computadores como teclados e webcans, irá fabricar um decodificador que permitirá às pessoas usar o sistema.


O Google informou que o serviço Google TV combinaria programação tradicional de televisão com vídeos de internet e permitiria que as pessoas procurassem programas facilmente, sem ter de ficar percorrendo as listas de programação dos televisores.


Significa dizer que o sistema leva comandos da internet à programação televisiva. Se o usuário faz uma busca pelo seu seriado favorito, vai encontrar resultados tanto da televisão como da internet.


Desafios


O esforço, provavelmente, terá de enfrentar obstáculos. O Google precisa convencer outros fabricantes além da Sony (uma empresa em crise) a usar seu software. E fazer com que os consumidores se interessem em uma TV com conexão web.


De acordo com analistas, ainda que as companhias envolvidas não tenham discutido preços, os chips de alta potência que acionarão esses novos serviços devem elevar o preço dos televisores em até US$ 100.


A Intel será a companhia que fornecerá os processadores. A empresa investiu bilhões de dólares no desenvolvimento desses chips nos últimos anos, em um esforço arriscado para penetrar no mercado de bens de consumo eletrônicos.


Howard Stringer, presidente-executivo da Sony, subiu ao palco para declarar que incluiria o software do Google em seus televisores e em seus aparelhos de Blu-ray.


O executivo estava acompanhado dos presidentes da Best Buy, Adobe, Intel, Dish Networks e Logitech, empresas que apoiam o novo software.


Eric Schmidt, presidente-executivo do Google, ressaltou que as pessoas vinham falando em levar a internet para a TV há duas décadas.


‘É muito mais difícil combinar uma tecnologia com 50 anos de idade e uma tecnologia novíssima do que muitos de nós, oriundos da nova tecnologia, imaginávamos’, declarou.


Os aparelhos equipados com o Google TV também poderão executar aplicativos criados para os celulares Android e contarão com o navegador Google Chrome, que permitiria aos usuários navegar pela web em seus televisores.


É claro que muitas empresas já tentaram reduzir a distância entre televisor e web. TiVo, Boxee, Roku e Vudu produzem aparelhos que oferecem diversos vídeos de internet em televisores. Mas todas elas enfrentaram dificuldades para conquistar a adesão dos consumidores convencionais.


A Roku vendeu mais de 500 mil aparelhos, mas suas vendas só decolaram quando o preço caiu abaixo de US$ 100, segundo Anthony Wood, presidente-executivo do grupo.


Aposta no Android


Os fabricantes de televisores já vendem TVs que permitem acesso limitado a conteúdo da internet. É provável que esses televisores respondam por um quarto das vendas de TVs neste ano, especulam os analistas.


O problema é que os consumidores nem mesmo sabem que estão adquirindo esses recursos, e usualmente tomam suas decisões de compra baseados no tamanho e na aparência do aparelho.


Uma vantagem que o Google afirma ter ao cortejar fabricantes de televisores é o sucesso de sua plataforma Android para celulares. Empresas como a LG e a Sony já vendem celulares equipados com o software. Segundo o Google, 100 mil novos celulares equipados com o Android são habilitados a cada dia.


Vic Gundotra, vice-presidente de engenharia do Google, disse acreditar que a inovação não pode vir de uma pessoa só, mas de todos.


Tradução de Paulo Migliacci’


 


 


Sucesso do iPad leva Intel a mirar o mercado de tablets


‘A Intel vê grandes oportunidades de expandir seus negócios no novato segmento de computadores tablet e não perdeu as esperanças de conquistar espaço no iPad, o novo aparelho da Apple.


Embora a Apple tenha projetado um processador próprio, Tom Kilroy, vice-presidente sênior da Intel para vendas e marketing, disse que poderia haver oportunidades para sua empresa em versões futuras do iPad.


‘Eles já têm seu produto no mercado, e ele não inclui um chip da Intel’, disse Kilroy durante o Reuters Global Technology Summit, em San Francisco.


No entanto, ele afirmou que ‘a Intel não é o tipo de empresa que desistiria de conversar com a Apple a fim de conquistar negócios em algum momento do futuro’.


Kilroy disse que a demanda por computadores pessoais nos mercados emergentes está mudando o cenário dos negócios.


Ele afirmou que o Brasil está a caminho de se tornar o terceiro maior mercado de computadores pessoais, atrás de Estados Unidos e China, até o final do ano.


‘Pode acontecer já este ano, mas, mesmo que venha na metade ou no final de 2011, será um importante passo em termos de usuários pessoais e empresariais’, disse Kilroy sobre o crescimento da demanda por computadores pessoais no Brasil.


A Intel é a maior fabricante mundial de chips. Seus produtos são usados em mais de três quartos dos computadores em uso no mundo.’


 


 


REFORMA


Folha Online vira Folha.com e traz novidades


‘A Folha muda neste domingo. A Folha Online, um dia antes: vira Folha.com, com mais notícias, desenho novo e uma participação maior do leitor na internet.


O primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa ampliará sua área de conteúdo editorial em cerca de 30%. Vídeos, fotos e áudios terão o espaço em média duplicado.


O número de notícias destacadas na página de entrada (www.folha.com.br) dobrará: serão cerca de 400 links, atualizados ao longo do dia -e todos os dias, confirmando o compromisso da Folha de oferecer ao leitor o serviço noticioso on-line mais ágil e vibrante.


A Folha.com terá a preocupação de facilitar a navegação e otimizar o tempo de leitura.


O internauta será permanentemente alertado das notícias mais recentes que ainda não consultou.


Quadros indicarão o que de mais importante aconteceu ‘Pelo Brasil’ e ‘Pelo Mundo’. As manchetes mudarão durante uma mesma visita.


Para facilitar pesquisas, as opções de busca estarão concentradas em um mesmo local na página de entrada.


Seções de TV (a grade das emissoras e o resumo de novelas), horóscopo e meteorologia terão novo tratamento. O time de blogueiros estará reforçado -Barbara Gancia, colunista de Cotidiano, será um deles.


O site ganhará uma versão para iPad, o tablet da Apple.


Na Folha.com, o leitor poderá interferir mais. Escolherá o tamanho da letra, por exemplo. Terá suas sugestões e protestos publicados na seção ‘Opine aqui’ e destacados na página principal. Em breve, além do e-mail, poderá se comunicar com a ombudsman pelo Twitter.


A Folha também ampliará sua presença nas redes sociais (Facebook, Orkut etc), que hoje atraem 86% dos internautas ativos do país. O perfil @folhaonline do Twitter, por exemplo, publicará notas curtas sobre as principais notícias, 24 horas por dia.


Foi criado o cargo de editor de Mídias Sociais, ocupado desde março pelo jornalista Marcos Strecker. Entre outras, sua função é a de manter presença ativa do jornal nas redes mais importantes.


Todas as mudanças procuram realçar a identidade entre as plataformas on-line e papel da Folha. São resultado da recente fusão das equipes, que antes produziam separadamente as duas versões.


‘A ideia é fazer da Redação um centro captador de notícias operante 24 horas por dia. Independentemente de onde as reportagens sejam publicadas, elas trarão a qualidade do jornalismo da Folha e respeitarão os mesmos princípios editoriais de independência, apartidarismo, pluralismo e jornalismo crítico’, diz o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila.


Textos no jornal impresso remeterão a um complemento na Folha.com, que, por sua vez, publicará notas anunciando reportagens exclusivas do papel no dia seguinte. Em cada editoria do site, também, haverá a reprodução da capa do caderno impresso daquele dia -com links para o que foi publicado naquela edição.


A Folha Online é hoje o site de jornal mais visitado do Brasil, com cerca de 230 milhões de páginas vistas por mês.’


 


 


ESPORTE


Incomodado, Maradona atropela cinegrafista


‘O treinador da seleção argentina, Diego Maradona, aprontou anteontem mais uma das suas. O ex-jogador passou com o carro que dirigia em cima do pé de um cinegrafista da emissora Canal 13, em Buenos Aires.


O acidente ocorreu em meio a um tumulto de repórteres e cinegrafistas que cercavam o carro do maior craque da história do futebol da Argentina, campeão mundial em 1986.


Maradona estava a caminho da Associação de Futebol Argentino (AFA), onde anunciaria a lista dos 23 jogadores convocados para a Copa da África do Sul. O técnico não parou para prestar socorro à vítima.


Na verdade, ele nem se mostrou preocupado com a integridade do profissional. Quando ouviu os gritos do rapaz e de outros jornalistas que cercavam seu carro, o campeão mundial de 1986 soltou: ‘Que idiota! Como você vai colocar o pé embaixo da roda, velho?’.


O cinegrafista foi atendido por médicos no local e depois transferido em uma ambulância para receber tratamento no hospital de Ezeiza. Ele não sofreu ferimentos graves.


Maradona prestou depoimento sobre o acidente no próprio prédio da AFA. Ontem, o treinador pediu desculpas ao rapaz e disse desejar que ele estivesse bem. No entanto, Maradona não assumiu a culpa pelo acidente. ‘Quero me desculpar com ele, mas eu vinha pela rua, como já expliquei ao fiscal.’


O episódio é apenas mais um na longa lista de polêmicas que marca a relação conturbada de Maradona com a imprensa.


Em outubro passado, quando a Argentina conseguiu uma suada classificação para a Copa ao vencer o Uruguai por 1 a 0 nas eliminatórias, o treinador desabafou em entrevista coletiva: ‘A todos que não acreditaram [na classificação], que me trataram como lixo, que chupem. E continuem chupando’.


O ex-craque já disparou com uma espingarda de ar na direção de jornalistas que cercavam sua casa, em 1994; quebrou o vidro de um carro e agrediu fotógrafos enquanto passava por um tratamento de recuperação para dependentes químicos em Cuba, em 2000; e quebrou o telefone de um jornalista em um aeroporto, em 2001.’


 


 


TELEVISÃO


Andréa Michael


‘Meninas’ colhem assinaturas para levar PL-29 ao plenário


O deputado Jorge Bittar (PTRJ) disse à coluna que ‘Sky e programadoras estão fazendo política subterrânea para impedir a aprovação do PL-29’. O projeto de lei,que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura, foi aprovado em 11/5 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.


A manobra, segundo Bittar, além do trabalho de lobistas, é usar ‘aquelas meninas que ficam na Casa para colher assinaturas de deputados desavisados e conseguir que o projeto seja levado a plenário’.


As assinaturas apoiam recurso apresentado pelo deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) para que o PL-29 vá a plenário.


Sem esse recurso a discussão poderia acabar na comissão e o projeto, que tramita desde 2007, quando Bittar foi seu primeiro relator, seguiria direto para o Senado.


Indo a plenário, o PL-29 entrará na fila das 766 propostas que aguardam votação. O motivo da mobilização está principalmente nas cotas criadas pelas novas regras: mínimo de 30% de canais brasileiros nos pacotes e três horas e 40 minutos semanais de programação nacional nos canais.


A Sky informou à coluna que ‘sempre levou seus pleitos de forma transparente e aberta’ e ‘entende que a ação junto a deputados é legítima’. A Associação Brasileira de Programadores de TV por Assinatura disse que apoia o recurso de Oliveira por entender que o debate sobre o PL-29 não se esgotou e deve ir a plenário.


PUNK DE VITRINE 1


Cafona, Jacques Leclair (Alexandre Borges) Será resgatado por Jaqueline (Claudia Raia) para o sucesso na alta-costura em ‘Tititi’, a trama que Maria Adelaide Amaral escreve para a Globo. Punk, pichadora de muros, de predadora de cemitérios e com passagens pela prisão, ela vai deixar o marido Breno (Tato Gabus Mendes) por Leclair.


PUNK DE VITRINE 2


‘Ele é over. Ela tira o que ele põe a mais’, diz Maria Adelaide, que é básica e gosta de Chanel pelo conjunto da obra.


DUELO


Em ‘Passione’ (Globo), Diana (Carolina Dieckmann) reencontrará Clara (Mariana Ximenes). A vilã tentará afastar a jornalista dos Gouveia. Diana sabe que Clara roubou a mãe de uma amiga sua. Pode contar.


CORRIDA


Os três participantes que ainda disputam a vitória do ‘Aprendiz Universitário’ (Record) estão na Itália.Têm de percorrer por seus próprios meios 315 quilômetros rumo a uma fábrica de veículos em Torino. Ganha o mais rápido.


GAFE


No ‘Penetra’ de amanhã (Sexy Hot, às 20h), o cantor e ator Leo Jayme confessa que não é bom de cantadas.Uma das suas mais desastrosas foi quando perguntou a uma mulher: ‘Você não quer ir lá em casa tomar alguma coisa? Um banho?’. Diz que optou pela música para conquistar mulheres.


SONATA


Produzida por Martin Scorsese, A série ‘Blues – UmaViagem Musical’ estreia no dia 19 na Cultura. Sábados, às 23h 30.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


(www.estadao.com.br)


Sexta-feira, 21 de maio de 2010


 


ECONOMIA


Sílvio Guedes Crespo


Brasil está voando alto demais, diz revista ‘The Economist’


‘A revista britânica The Economist tenta responder a questão do momento sobre a economia brasileira: o País consegue crescer com força sem gerar inflação?


A reposta dada pela publicação talvez irrite os empresários que brigam por taxas de juros menos estratosféricas: ‘Ainda que [o Brasil] esteja crescendo como a China, o Brasil não é a China’, diz a revista, após informar que a economia do País deve ter crescido 10% nos últimos seis meses em taxa anualizada.


Em texto intitulado ‘Brasil voa alto demais para se manter seguro’, a economia brasileira está parecendo os carros da Toyota que, uma vez em movimento, não paravam de acelerar. A reportagem cita os incentivos do governo como fator que impulsionou a economia depois da crise. ‘O problema, dizem os críticos, é que muitos dos gastos extras do governo são permanentes’, afirma o texto.


A Economist lembra que a inflação nos últimos 12 meses foi de 5,3%, acima do centro da meta do governo (4,5%), e diz que as importações devem passar as exportações neste ano, pela primeira vez desde 2000.


A revista conta que os cortes de gastos propostos pelo governo, de R$ 10 bilhões anunciados em maio e R$ 21 bilhões em março, servem para a previsão Orçamentária e, mesmo se implementados na íntegra, vão ‘simplesmente reduzir o ritmo de aumento dos gastos do governo’.


‘Dor na Europa é a alegria de Meirelles’


Contrapondo ao pessimismo verificado na Economist, a agência Bloomberg publicou nesta quinta-feira uma reportagem mostrando que investidores já estão menos temerosos em relação ao crescimento descontrolado do Brasil.


A agência notou que os aplicadores estão apostando em taxas de juros não tão altas para os títulos públicos brasileiros. O retorno esperado de alguns papéis vem caindo ininterruptamente há cinco dias. É um sinal de que os investidores acham que o BC não precisará elevar o juro básico tanto quanto os especialistas vinham supondo. O motivo apontado pela agência é a crise na Europa, que reduzirá preços de commodities e também o ritmo de crescimento mundial. Como consequência, limitará a expansão brasileira e diminuirá a pressão inflacionária.’


 


 


TECNOLOGIA


Tatiana de Mello Dias


Eis a Google TV


‘Agora é oficial: o Google lançou sua televisão. A proposta é uma aparelho que leve a web à TV — e a TV à web. O aparelho será fabricado pela Sony, em parceria com Intel e Logitech, e chegará ao mercado americano no segundo semestre.


A principal diferença da Google TV em relação às outras televisões que acessam a internet é a plataforma e o mecanismo de buscas. ‘O guia funciona muito bem, mas é inflexível. A Google TV tornará a navegação mais parecida com a web’, disse Rishi Chandra, gerente sênior de produtos do Google. ‘Será tão simples acessar um site na internet quanto um canal na televisão’.


É possível procurar por programas tanto na programação normal da televisão quanto na web. Por meio de uma barra de ferramentas será possível procurar e se agendar para assistir qualquer coisa.


No canto inferior direito, a televisão: é possível navegar na web enquanto assiste um programa


O mecanismo de buscas funciona por uma barra de navegação. Ao procurar por um programa, a Google TV entrega resultados dos canais convencionais e também da web – desde programas online, em streaming, a DVDs a venda na Amazon.com.


A televisão é formada por três pilares: plataforma Android, navegação pelo Chrome e Flash para os vídeos. Foram justamente eles que tiveram suas últimas versões lançadas no Google I/O – e a Google TV é, de certa forma, o ponto de encontro entre eles.


O Google I/O foi palco do lançamento da versão 2.2 do Android, batizada de ‘Froyo’. O Froyo tem várias funcionalidades novas – mas a principal delas é que ele é muito, muito rápido. A versão 2.2 usa o Javascript com motor V8, que torna qualquer imagem em movimento muito mais rápida — na apresentação, o vice-presidente de engenharia do Google, Vic Gundoltra, comparou o funcionamento do Froyo com o iPad. E, de fato, é muito mais rápido.


Não faltaram cutucadas à Apple. ‘É muito bom trabalhar com a Adobe’, disse ele. A nova versão do Android terá suporte ao Flash 10.1, a versão mais recente que é também considerada fundamental para a Google TV.


A televisão, aliás, será totalmente integrada ao celular — será possível, por exemplo, buscar por um programa através da voz usando um Android como controle remoto. Não faltaram aplausos.


Além disso, a televisão será integrada ao Android Market — o Google busca atrair desenvolvedores a criarem aplicativos para a nova plataforma. Eric Schmidt, presidente do Google, encerrou o keynote com um pedido aos milhares de desenvolvedores que o assistiam: ‘precisamos das suas ideias e tempo precioso pra criar aplicativos em nossas plataformas’.


A Google TV começará a ser vendida no segundo semestre. A Sony produzirá os televisores e Blu-ray players; a Logitech, setup-boxes; e a Intel, os chips Atom que rodarão tudo isso.’


 


 


Renato Cruz


O desafio da TV do Google


‘O desafio do Google de fazer com que seu sistema de internet na TV tenha sucesso é grande. A televisão interativa tem uma longa história, marcada por fracassos. A primeira experiência de TV interativa, chamada Qube, foi lançada em 1977 pela Warner, na cidade de Columbus, Ohio. Depois de se expandir para seis cidades em 1981, o serviço chegou a ter 350 mil assinantes. Foi cancelado cinco anos depois, pois somente um quarto dos clientes acompanhava qualquer programa interativo.


Um executivo brasileiro do setor de TV paga costumava dizer que, quando estão na frente do televisor, as pessoas preferem interagir com a geladeira. Em 1997, a Microsoft chegou a comprar a WebTV, que permitia o acesso (discado) à internet na televisão, que não teve sucesso comercial. A WebTV acabou se transformando na divisão de IPTV (sigla em inglês de televisão via protocolo de internet) da empresa, sediada em Mountain View, na Califórnia, a mesma cidade do Google.


A TV digital muda um pouco esse jogo. A combinação de acesso discado à TV analógica, que existia na época da WebTV, estava distante de oferecer uma experiência satisfatória. Este mês, a LG lançou no Brasil uma linha de produtos chamada de Broadband TV, capaz de se conectar à banda larga.


No lugar de ter um navegador convencional de internet, os produtos da fabricante sul-coreana contam com uma janela de acesso a conteúdos online de parceiros predefinidos. No Brasil, incluem os portais Terra e UOL, o YouTube e o Picasa, serviço de fotos do Google. A maioria dos serviços é baseada em vídeo, e exige uma conexão de pelo menos 2 megabits por segundo (Mbps). Ainda este ano, a LG planeja incluir o Skype no produto, para os espectadores poderem fazer videoconferências.


O professor Marcelo Zuffo, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, disse recentemente em um evento que o mercado de televisores está cada vez mais parecido com o de computadores, com novidades lançadas a cada um ou dois anos. Um exemplo disso são os televisores tridimensionais, lançados praticamente um ano depois das TVs de LED (sigla em inglês de diodo emissor de luz).


Por aqui, a grande aposta de interatividade é o software Ginga, único componente genuinamente brasileiro do padrão nipo-brasileiro de TV digital. A LG, por enquanto, foi a única fabricante a colocar no mercado um televisor com o sistema, ainda uma promessa que não se concretizou.’


 


 


PRIVACIDADE


Reuters


Itália versus Google


‘Google e Itália estão às turras. Na quarta, 19, depois que o Google anunciou que havia recolhido acidentalmente dados pessoais dos italianos por meio de redes sem fio, órgão regulador local decidiu investigar o Street View.


O Google havia divulgado na semana passada que sua frota de carros tinha recolhido informações pessoais — um especialista em segurança afirmou que poderiam estar incluíodos aí mensagens de e-mail e senhas. O órgão regulador de privacidade na Itália disse que iria verificar se a empresa tratou corretamente os dados adquiridos pelo Street View.


Em comunicado, o Google diz estar contatando os órgãos reguladores nos países afetados para discutir como eliminar os dados, que o grupo disse nunca ter utilizado. Caso semelhante acontece na Alemanha.


Antitruste


E na semana passada o Google fez uma proposta para encerrar outra investigação de órgãos reguladores italianos. Dessa vez, a acusação era que a gigante da internet teria forçado jornais locais a publicar suas matérias no site de notícias do Google.


A investigação começou em agosto, após acusação da Federação Italiana de Editoras de Jornais de que qualquer publicação que se recusasse a aparecer no site Google News Italia seria imediatamente excluída do buscador.


Google afirmou que vai assegurar a editoras que seu conteúdo não será excluído do site de buscas e propôs maior transparência sobre seus mecanismos de compartilhamento de receita, disse a agência reguladora em comunicado publicado em seu site. Já o Google afirmou que a cooperação com o órgão regulador e com editoras é bem vinda.


O Google e seu principal concorrente, Yahoo, enfrentam uma série de reclamações de provedores de notícias nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo de que seus serviços de buscas ganham dinheiro com notícias produzidas por terceiros.’


 


 


 


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