Thursday, 20 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1292

YouTube bloqueia acesso a vídeo na Líbia e no Egito

O YouTube bloqueou o vídeo que ataca o profeta Maomé, na Líbia e no Egito, noticia Jake Coyle [AP, 12/9/12]. Muçulmanos ultraconservadores revoltados com o vídeo atacaram, na terça (11/9), a embaixada americana no Cairo e substituíram a bandeira americana com um banner islâmico. No mesmo dia, na Líbia, manifestantes invadiram o consulado americano em Benghazi, matando o embaixador dos EUA na Líbia e três integrantes da sua equipe.

O video de 14 minutos, postado no YouTube sob o título “Inoccence of Muslims” (Inocência dos Muçulmanos, tradução livre), mostra o profeta Maomé como um sedutor fútil que aprova abuso sexual infantil. A produção foi claramente feita com pouco orçamento. Qualquer representação do profeta é considerada ofensiva por muçulmanos.

O YouTube optou por deixar o vídeo no ar no restante do mundo. “Trabalhamos duro para criar uma comunidade que permite que as pessoas expressem opiniões diversas”, explicou, em nota, o site de compartilhamento de vídeos. “Isso pode ser um desafio, porque o que pode ser considerado OK em um país pode ser ofensivo em outro. Esse vídeo – que está disponível amplamente na web – está claramente dentro de nossas normas e, por isso, fica no YouTube. Entretanto, dado à dificuldade da situação na Líbia e no Egito, temporariamente restringimos o acesso nos dois países. Nossos corações estão com as famílias das pessoas assassinadas no ataque de terça na Líbia.”

O vídeo foi colocado no ar no dia 2/7, por um usuário do YouTube com o nome de Sam Bacile. Depois de ficar sem ser visto por dois meses, foi dublado em árabe e trechos foram exibidos em redes de TV egípcias, causando fúria em telespectadores ultraconservadores.

O presidente Barack Obama condenou o ataque em Benghazi e pediu para aumentar a segurança para proteger a equipe diplomática americana em todo o mundo. Ele pediu, ainda, justiça “aos assassinos que atacam nosso povo”. “Rejeitamos todos os esforços que denigrem as crenças religiosas de outros. Mas absolutamente não há justificativa para esse tipo de violência sensível”, afirmou.