Thursday, 13 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1291

Cláudia Bredarioli

E-NOT?CIAS

ASPAS

INTERNET EM CRISE?

"Geração de jovens impulsionará a Internet, prevê especialista", copyright O Estado de S. Paulo, 18/03/01

"A explosão da Internet deverá ocorrer de fato daqui a cinco anos, quando chegar ao mercado a geração de jovens que cresceu em meio às novas tecnologias de informação. Até lá, segundo o professor de jornalismo da Universidade do Texas Rosental Calmon Alves, os jornais devem aproveitar o tempo para avançar no desenvolvimento de produtos para o mundo virtual e encarar como benéfica a atual crise do mercado pontocom.

Ontem, durante a palestra Internet: Chegou a Hora de Reavaliar sua Função no Jornal Impresso, proferida na Reunião de Meio de Ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alves mostrou como esse novo veículo passa por uma correção de rumos. Disse que houve uma exagerada e precipitada avaliação de suas potencialidades por parte do mercado financeiro e das bolsas, como a Nasdaq. ?Quem realmente vai enfrentar problemas são as empresas que só têm função no mundo virtual e não no real?, explicou.

Para ele, o que está ocorrendo é uma ?pororoca virtual?, um encontro inevitável entre as economias virtual e real, assim como o choque violento provocado pelo Rio Amazonas ao desagüar no Oceano Atlântico. ?O roncar dessa pororoca implica na adaptação das operações da Internet à realidade, aos princípios básicos de qualquer negócio: alcançar o equilíbrio o mais rápido possível e chegar a uma operação lucrativa.?

?Por enquanto, os serviços na Internet só têm trazido mais leitores para os jornais, assim como incentivam que os jovens se interessem pelas notícias, o que não ocorre no meio tradicional?, disse. Por conta disso, Alves considera precipitadas as reduções dos investimentos na Internet. Para ele, a rede mundial de computadores é apenas a ?ponta do iceberg? do que virá e não pode estar isolada do produto tradicional.

?Os jornais vão perecer se não se adaptarem ao futuro?, completou David Hume, do jornal La Prensa, da Nicarágua. Segundo ele, a melhor forma de uma empresa da área preparar-se para as transformações é o investimento em treinamento, na capacitação de seus jornalistas, o que trará excelência ao produto editorial. ?Isso inclui dar às redações os recursos necessários, inclusive tecnológicos, para desenvolver seu trabalho.?

Preparo – Além da questão da Internet, o diretor do Estado e presidente do Instituto de Imprensa da SIP, Júlio César Mesquita, destacou a necessidade de as empresas de comunicação prepararem-se para uma fase de reestruturação, em decorrência do quadro econômico internacional que se desenha atualmente. Mesquista citou a interferência da questão cambial, que poderá onerar os custos dessas empresas com matéria-primas importadas, e menor ritmo de gastos publicitários neste início de ano. ?São fatores externos, que afetam o desempenho das empresas, mas não podem servir como desculpa para uma performance ruim?, concordou o vice-presidente da José Leñero & Associados, Fernando Leñero.

Em abril, o Instituto de Impresa promoverá um seminário, pela primeira vez no Brasil, com o tema Os Desafios do Mercado. O evento será realizado no Guarujá entre os dias 9 e 11. Estão programados dois outros seminários para agosto e outubro, que ocorrerão no Rio Grande do Sul, um sobre as relações do jornal impresso com a Internet e o outro para discutir a reformulação das redações. Os eventos fazem parte do Projeto Brasil, posto em prática este ano pelo Instituto de Imprensa da SIP, que permitirá a criação de um fundo cujos recursos serão reinvestidos no País. Informações e inscrições pelo e-mail foca@agestado.com.br ."

"Super11: iG vai recorrer na justiça", copyright TCInet (www.tcinet.com.br), 15/03/01

"O iG não concorda com a versão da advogada dos ex-funcionários do Super11 e vai recorrer das decisões em primeira instância, que colocam sobre os ombros das duas empresas a responsabilidade pelo pagamento dos passivos trabalhistas dos profissionais. Em sua defesa, o iG alega que não comprou a base de usuários da empresa de Nagib Mimassi e que, portanto, não irá assumir as dívidas.

Após o término das operações do Super11, o iG se ofereceu para assumir os serviços de acesso utilizados pelos assinantes do ex-concorrente, evitando assim que estes migrassem para outro provedor de acesso gratuito. A empresa assegura que, mesmo tendo assinado um contrato para oferecer o acesso, a base de usuários não chegou a ser vendida. O acordo, segundo a empresa, se baseava no pagamento de uma quantia – não revelada – ao Super11, e expirou na última terça-feira, dia 13 de março.

Em entrevista ao TCInet, a advogada Ana Rita Brandi Lopes, que move ações trabalhistas em nome de 50 ex-funcionários do Super11, afirmou que não acredita em uma reversão das sentenças nas instâncias superiores. Vários processos, segundo ela, já foram apreciados por juízes em primeira instância. Até agora, os ex-funcionários tiveram ganho de causa. Com a apelação do iG, a batalha judicial deve se arrastar durante vários meses.

Ontem, os advogados de Nagib Mimassi reconheceram pela primeira vez os direitos dos ex-funcionários, admitindo que são responsáveis pelo pagamento da dívida trabalhista. Até então, a defesa alegava que todos os profissionais haviam sido demitidos por justa causa e que, portanto, não teriam direito a nenhuma indenização. Apenas no grupo que move ações por intermédio da advogada Ana Rita Lopes, o montante total da dívida chega a cerca de 600.000 reais."

"Demitidos da rede viram garçons", copyright Valor Econômico / Financial Times, 16/03/01

"Atender mesas nos restaurantes mais chiques de Nova York, salvaguarda tradicional para atores ?em repouso? e modelos atrás da primeira chance, está virando o emprego de retaguarda preferido por muitos dispensados de companhias pontocom.

Recrutadores e cadeias de restaurantes que operam em Manhattan dizem que até 15% dos pedidos de trabalho em copa são de pessoas cujas empresas do Beco do Silício encolheram ou fecharam.

A Metroforce, que contrata pessoal para restaurantes de luxo, inclusive Union Square Café e Gramercy Tavern, revela que 10% a 15% dos candidatos têm experiência em empresas pontocom. ?Era moda trabalhar numa pontocom, e é moda trabalhar num Union Square Cafe?, disse Jason Pizzo, diretor executivo da empresa.

John Challenger da Challenger Gray and Christmas, uma empresa de colocação de pessoal, acrescentou que algumas pessoas que entraram em empresas pontocom não se sentem confortáveis em papéis corporativos.

Muitas das 35 mil pessoas dispensadas pelas pontocom nos últimos três meses estão procurando trabalhos free-lance, ele disse, mas ?o ambiente solto, aberto? de um restaurante teve um apelo parecido.

O afluxo de talentos da internet é uma bênção relativa, segundo Chuck Hunt, do braço de Nova York da New York State Restaurant Association. ? É uma saída para alguns restaurantes porque existe uma escassez permanente de pessoal qualificado ? , disse Hunt, ? mas se eles tivessem de escolher entre tê-los como empregados ou como clientes, acho que prefeririam tê-los como clientes?."

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