Monday, 24 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1293

Comportamento "predador"

MONITOR DA IMPRENSA

WASHINGTON POST

Dois jornais de Maryland, nos Estados Unidos, iniciaram um processo antitruste acusando a Washington Post Co. e sua subsidiária Gazette Newspaper Inc. de "venda predatória". Os proprietários dos dois jornais locais afirmam no processo que a companhia e a Gazette "utilizaram preços predatórios e intenções ilegais para deter o comércio e monopolizar o mercado de jornais comunitários" em diversos condados do estado. De acordo com Leticia Williams [CBS MarketWatch.com, 28/301], as companhias não responderam à reclamação dos proprietários locais, mas negam todas as alegações de má conduta.

LUTA-LIVRE

A carreira de Ted Turner na luta-livre americana acabou. É o que informa Andrew Ross Sorkin [The New York Times, 24/3/01]. No dia 23 de março, a Federação Mundial de Luta-Livre (WWF) disse que comprará a Competição Mundial de Luta-Livre (WCW), sua rival, xodó de Turner pertencente à AOL Time Warner. O acordo pode pôr grandes nomes do esporte no mesmo ringue.

Analistas estimam que a WCW tenha perdido 80 milhões de dólares no ano passado. O Sistema Turner de Transmissão foi fundado por Ted Turner e exibe programas de luta-livre nos canais a cabo TNT e TBS. Porta-vozes afirmaram que a luta profissional será eliminada da grade de programação. Turner transmitia lutas desde o começo dos anos 70 em sua primeira emissora, WTCG-TV, em Atlanta.

Para a WWF, o acordo foi feito a partir do fracasso da liga de futebol americano XFL, que luta para sobreviver nas noites de sábado da NBC. Analistas afirmam que, além de reformular a XFL para elevar os índices de audiência, a WWF deverá dar nova forma e personalidade à WCW ? se esta sobreviver como liga separada.

Roteiristas já começaram a mudar a trama do Raw Is War, programa de luta da TNN que passa às segundas-feiras, disputando audiência com o Monday Nitro Live, da TNT.

REMÉDIOS

Há quatro anos a FDA (Food and Drug Administration, a agência americana que controla alimentos e remédios) enviou aos laboratórios um guia de comerciais de medicamentos aceitáveis na TV para o consumidor final. De lá para cá o gasto com anúncios de remédios vendidos apenas sob prescrição médica quadruplicou, ao mesmo tempo em que cresceu o número de reclamações de médicos e pacientes sobre esse tipo de propaganda.

Segundo Chris Adams (The Wall Street Journal, 28/3/01), autoridades federais agora questionam se, em vez de informar, tais anúncios não estariam apenas levando aos pacientes o desejo de consumir. Médicos dizem que são bombardeados por pedidos de prescrição das últimas ? e geralmente mais caras ? drogas.

A FDA pretende este ano rever o guia de 1997, a partir de pesquisas que serão feitas com médicos e pacientes. O principal interesse da agência, disse uma funcionária a Adams, é entender se a propaganda está realmente levando à prescrição de remédios imprópria ou desnecessária.

Alguns acreditam que a propaganda televisiva de remédios deva ser extinta; outros acham que ela fornece importantes informações ao consumidor, afirmou John Golenski, diretor executivo da RxHealthValue, uma união de consumidores e outros grupos. No entanto, acrescenta o diretor, é um consenso geral que as informações de segurança sobre medicamentos precisam ser ressaltadas.

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