Tuesday, 25 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1293

Jornalista constrange Bush

MONITOR DA IMPRENSA

CASA BRANCA

Diretora das unidades de imprensa da Casa Branca, Helen Thomas é sempre solicitada a fazer uma pergunta nas entrevistas coletivas presidenciais. Mas agora que é colunista da Hearst, ela decidiu que George W. Bush não precisa de suas perguntas, mas sim de uma boa aula de como ser presidente.

No dia 24, em sua primeira coletiva formal, Bush foi confrontado por uma furiosa e sarcástica Helen Thomas, que reclamou da posição do presidente sobre política e religião. "Por que você se recusa a respeitar a parede entre Igreja e Estado?", perguntou, acrescentando: "A mistura de religião e governo por séculos levou e leva a massacres."

Quando o presidente tentou responder, dizendo que respeita fortemente a tal separação, Helen rapidamente o interrompeu: "Você não teria um escritório para religiões na Casa Branca se respeitasse." E fez questão de refrescar a memória de Bush dizendo que ele "é um funcionário secular, não um missionário."

Segundo reportagem do New York Post de 27/2/01, este não é o primeiro show da jornalista no novo governo administração, nem será o último. E não se deve pensar que este é o estilo bravio da jornalista. Como documentado pelo Media Research Center, ela guarda seu veneno apenas para republicanos como Bush.

Mesmo quando era uma repórter "objetiva", Helen Thomas tornou bem conhecidos seus sentimentos políticos. Rejeitando reclamações de tendência liberal na mídia noticiosa, a jornalista admitiu ao C-SPAN suas inclinações esquerdistas pessoais. Liberalismo, segundo ela, é "tudo de bom na vida, tudo aquilo com que nos importamos." 

JORNALÕES APELAM

Seguindo o exemplo do LA Times, a editora Dow Jones & Co. disse no dia 1o de março que vai aumentar o preço de seu carro-chefe, o Wall Street Journal, para ajudar a cobrir os custos da publicação. Trata-se do primeiro aumento em mais de 10 anos. No mesmo dia, o New York Times anunciou a mesma coisa, subindo o preço das edições de domingo na região de Nova York de 2,50 para 3 dólares.

Segundo nota do jornal publicada em 2 de março, o novo preço é reflexo do aumento de custos de produção, distribuição e impressão, e deve se efetivar em 25 de março. O NY Times não subia seus preços desde 1995. O preço de capa do Wall Street Journal será alterado a partir de 2 de abril, passando de 75 centavos de dólar para 1 dólar. O preço de assinatura permanecerá inalterado.

A Dow Jones, como outras companhias ? inclusive a New York Times Co. ?, tem sofrido de desaceleração do mercado de anunciantes. As ações da companhia fecharam em 61,60 dólares na New York Stock Exchange, no dia 28 de fevereiro. As informações são da Reuters (1/3/01).