Monday, 17 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1292

Próximos do combate

TELETIPO

Matéria de Stephen Battaglio, do New York Daily News (21/3/03), mostra que os jornalistas que estão com tropas americanas no Iraque estão satisfeitos com a política dos militares de permitir acompanhamento próximo das operações. "Eles têm sido incrivelmente acessíveis", elogia Dana Lewis, correspondente da emissora NBC. A única restrição que os repórteres têm é de não revelar informações que possam colocar as ações militares em risco. Os jornalistas têm acompanhado a guerra tão de perto que já aconteceram situações de risco pela qual normalmente só soldados passariam. Walter Rodgers, da CNN, por exemplo, reportava do norte do Kuwait quando uma bomba explodiu perto dele.

A Casa Branca não gostou nem um pouco do fato de a emissora britânica BBC ter transmitido, para 200 países ? inclusive algumas emissoras abertas do Brasil que exibiam imagens da BBC -, momentos do presidente George W. Bush sendo penteado e treinando seu discurso antes de entrar no ar para anunciar o início da invasão do Iraque pelos EUA. A BBC se desculpou reiteradamente e disse que sua equipe percebeu o engano, mas não o consertou na hora por problemas técnicos. Um funcionário do governo americano disse ao Washington Post (21/3/03) que não é a primeira vez que algo assim acontece. A partir de agora, será o próprio governo quem vai liberar o sinal em pronunciamentos do presidente, e não as emissoras, como acontecia antes.