Saturday, 22 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1293

Treinamento de repórteres

JORNALISTAS NO FRONT

Antes de serem enviados ao Iraque, centenas de correspondentes, fotógrafos e cameramen passaram por cursos de treinamento de "sobrevivência em ambientes hostis" e compraram equipamentos de segurança. Conta Alan Cowell [New York Times, 25/3/03] que companhias que passaram a investir no ramo, como a britânica Expedition Kit Limited ? que antes oferecia apenas artigos para expedições turísticas e agora vende coletes à prova de bala ? viram as vendas multiplicarem (no caso da Expedition Kit Limited, quadruplicarem).

A maioria dos cursos disponíveis no mercado destina-se a jornalistas e funcionários de organizações de ajuda humanitária, e procura ensinar como se comportar em situações de combate ou seqüestro. A Centurion Risk Assessment Services, umas das mais procuradas empresas de treinamento, enviou 15 representantes ao Oriente Médio como conselheiros de equipes jornalísticas. O custo de enviar hoje um correspondente para a zona de batalha, calcula Cowell, é alto, pois inclui um curso de treinamento (US$ 2.500, no mínimo), telefone via satélite (de US$ 950 a 1.600) e roupas protetoras (US$ 1.900), além de outros itens de segurança e de acampamento.

Poucas mulheres no front

São poucas as mulheres a participar da cobertura da guerra, observa Richard Huff [New York Daily News, 25/3/03]. Dos jornalistas que acompanham as tropas anglo-americanas, a correspondente Lisa Rose Weaver, da CNN, é uma raridade: nem a Fox nem a NBC, por exemplo, enviaram mulheres para a zona de conflito, embora tenham repórteres femininas na região. Outra repórter da CNN, Kyra Phillips, está no porta-aviões Abraham Lincoln, assim como Cynthia Bowers, da CBS.

"A presença de jornalistas mulheres é desejável", comenta Ralph Engelman, professor de jornalismo da Universidade de Long Island, lembrando que há uma "longa história de correspondentes de guerra femininas". Além disso, ter uma mulher na linha de combate não representa maiores problemas, já que no Exército muitas delas estão fazendo o mesmo serviço que os colegas.