PICADEIRO
Victor Gentilli
Patrimônios em dólares na casa das dezenas de milhares foram capazes de fazer Veja transformar seus personagens em culpados, apenas porque optaram pela dedicação à vida pública. No final, a revista pode até ter acertado.
Esta semana, aparece a primeira família da política brasileira com 125 milhões de dólares de patrimônio. Para a revista, este patrimônio dos Sarney não chocou, como chocou aquele cinco vezes menor de Leonel Brizola. Brizola tinha uma herança, Sarney tem a boa vontade dos Civita. A revista sequer citou que ele transformou-se em presidente por acaso.
Pesos e medidas.
V.G.
Nota de Ancelmo Góis em sua coluna no Globo de domingo (11/11/01) aponta que o caso Soletur não é isolado, e outras agências de turismo podem caminhar pelo mesmo rumo.
O jornalismo preventivo agora não é mais apenas uma sugestão; é um imperativo para os jornais que querem efetivamente praticar serviço público.
V. G.
Parece falta de educação, mas vá lá que o Valor Econômico esnobe seu concorrente, Gazeta Mercantil, em crise grave e com redações em greve e demissões em massa.
Mas o lançamento da revista Estampa, na edição de sexta-feira, 9 de novembro, ostentou a picaretagem do projeto. Ora, a produção de uma revista mensal para o público daquele jornal fazia crer que viria alguma coisa com pelo menos uma pitada de inteligência.
Estampa é um mero receptáculo de anúncios de grifes caras. Valoriza o que não tem valor (sem jogo de palavras) e não oferece nada ao leitor.
