Wednesday, 28 de February de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1276

Um olho na TV e outro na rede social

A tela da televisão não é mais a mesma. Nem os hábitos do consumidor brasileiro no que se refere ao uso da TV. A constatação vem de uma pesquisa realizada pela LG Eletronics em maio, que mostra que os usuários querem cada vez mais autonomia para montar sua programação, buscam equipamentos que atendam à exigência de multitarefa, e gostam – mais do que nos Estados Unidos – de estar nas redes sociais enquanto assistem à televisão.

A LG, maior fabricante de televisores do mercado, com uma fatia de 28%, segundo a GfK, tem hoje 54% de seu portfólio de televisores conectados à internet, a chamada “smart TV”. E quer compreender melhor a transição de hábitos do consumidor que até bem recentemente usufruia do aparelho com programação padronizada e com função única.

Dos 105 entrevistados, das cinco regiões brasileiras, 64% já utilizam locadoras virtuais de conteúdo conectados à TV, tablet, celular ou computador. Desse universo, 74% são usuários de smart TV e utilizaram o conteúdo virtual predominantemente em seus televisores, enquanto 41% são potenciais compradores dessa nova tecnologia e assistiram a conteúdos virtuais em outras mídias. Ao adquirir uma smart TV, 89% responderam que deixaram de usar locadoras de filme físicas.

“Esses dados reforçam o comportamento de que o usuário quer ver o que quiser na hora que decidir”, diz a gerente de marketing de produto de Home Entertainment da LG Electronics do Brasil, Fernanda Summa.

Protocolos sofisticados

O mercado de televisores atingiu 10,5 milhões de unidades vendidas em 2012 e a projeção para este ano, segundo a LG, é de um aumento de 4,7%. Do total, 42% serão smart TVs e 30%, televisores 3D.

A pesquisa revela o consumidor do futuro: 73% dos usuários de smart TV costumam assistir a futebol, novela e “reality shows” enquanto acessam, simultaneamente, as redes sociais e registram seus comentários. Entre os que mais usam a smart TV dentro da família está o público infantil, com 48% e os adolescentes acima de 14 anos, com 29%.

“A smart TV pode se tornar um eixo de entretenimento da casa, com protocolos cada vez mais sofisticados que permitem a desenvolvedores criarem aplicativos que se conectem”, diz Fernanda.

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Andréa Licht, do Valor Econômico