Thursday, 20 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1292

Marcelo Beraba


’05/12/2005


Folha e ‘Globo’ têm informações contraditórias a respeito dos entendimentos entre o PSDB e o PFL para a eleição presidencial de 2006.


A Folha dá como selada a aliança entre os dois partidos de oposição ao governo Lula. ‘Maia diz que PFL apóia Serra’ é a manchete. E o texto da capa do jornal é ainda mais categórico: ‘O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), fechou acordo com o PFL para concorrer à Presidência da República em 2006’. Internamente, na página A5, a manchete é menos incisiva – ‘Cesar Maia diz que desiste para apoiar Serra’ -, mas o texto repete a primeira página – ‘José Serra fechou um acordo com o PFL para concorrer à Presidência’.


A notícia publicada pelo ‘Globo’, também com chamada na capa (‘Cesar diz que desiste em favor de Serra’), não trata o resultado das conversas de Maia e Serra como um acordo firmado entre os partidos. O jornal atribui todas as informações a Maia e reproduz, internamente, trechos da entrevista que fez com o prefeito do Rio em que ele afirma que a aliança com Serra é uma opinião sua e não uma posição do PFL. A frase do prefeito: ‘O PFL não tomou qualquer decisão. Essa é uma posição e opinião exclusivamente minha’. Ainda segundo o ‘Globo’, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, ‘ficou surpreso com a notícia’. Ele admite que tem havido conversas, ‘mas – diz – não significa que tenhamos progredido para uma aliança’. A Folha também ouve Bornhausen, mas não registra a mesma surpresa captada pelo ‘Globo’.


Um dos jornais errou: ou a Folha está certa e o ‘Globo’ não obteve a informação principal – a de que os dois partidos já fecharam um acordo para 2006 – ou a Folha foi precipitada ao noticiar como uma aliança fechada o que não passa ainda de conversas e da vontade do prefeito do Rio. O ‘Estado’ fala em acordo, mas entre José Serra e Cesar Maia (‘César Maia faz acordo com Serra para 2006’).


A ver.


A manchete da Folha de DOMINGO – ‘PT fez depósito suspeito para firma de vice’ – abre uma nova frente de investigação e tem repercussão na manchete do ‘Globo’ de hoje – ‘CPI investiga conta de empresa do vice de Lula’ – mas com mão invertida. A Folha informa que a CPI investiga novas fontes de abastecimento do caixa 2 do PT, e não a Cotominas.


Se a Folha admite que o Campeonato Brasileiro ainda aguarda um pronunciamento da Justiça – ‘Corinthians é tetracampeão sob judice’ – por que publicou o pôster do Corinthians?


Parece incoerente.


Painel do Leitor


O ponto de vista do secretário de Segurança do Rio (‘Barbárie’) – que poderia estar contemplado em reportagem no caderno ‘Cotidiano’, onde o incêndio do ônibus do Rio está sendo tratado, ou na seção de artigos ‘Tendências e Debates’ – ocupa mais espaço do ‘Painel do Leitor’ do que o comentário de uma leitora sobre o mesmo assunto.


Marcha a ré


Está mal dada, num pé de página (A7), a reação do Banco Central às críticas do presidente do BNDES publicadas no domingo, com exclusividade e destaque, pela Folha.


América do Sul


Faltaram análises na cobertura de hoje das eleições venezuelanas.


A Folha insiste em cobrir a América do Sul pela Redação. A eleição na Venezuela justificava o envio de um jornalista há mais tempo. A apresentação do crítico processo eleitoral no sábado (‘Principal reduto anti-Chávez adere a boicote’) ainda era assinada pela Redação.


E se o jornal considerava tão importante publicar uma página sobre a Bolívia, como fez na edição de ontem (‘Instabilidade faz coca florescer na Bolívia’), por que não enviou a repórter para o país vizinho?


Em chamas


A Folha exagerou na capa da última edição de domingo ao informar que ‘incêndio destrói edifício na Barra’. Como foi informado hoje, foram destruídos seis apartamentos, mas não o prédio.


Cena paulistana


A história da mãe que reencontra o filho no Vale do Anhangabaú merecia mais do que um box perdido no meio da edição de hoje, sem espaço e sem destaque. É uma grande história. O jornal teve sensibilidade para percebê-la, mas não para contá-la. Na Edição Nacional (‘Mãe reencontra filho no centro’, pág. C3), o texto, forçosamente autoral, sequer tinha assinatura. O jornal teve foto, teve tempo de sobra para trabalhar a história e até acompanhar mãe e filho na sexta e no sábado, mas preferiu editar num pé de página da Edição São Paulo (pág. C5). Incompreensível.


Outra história desperdiçada é a de Francisco Nazareth Rocha e sua mulher, Cândida, casados há 78 anos. A Folha teve o mérito de levantar este novo recorde matrimonial, mas editou a reportagem como se fosse uma notícia rotineira, também perdida na página.


O jornal teve duas belas histórias nas mãos e não soube editá-las. São elas, quando bem contadas, que ficam de uma edição de jornal. O resto é notícia repetida.


Bodas de luxo


Com tantos detalhes sobre o casamento de Athina Onassis, o texto da coluna ‘Mônica Bergamo’ (‘Bilionários para sempre’) poderia ter reservado um pequeno espaço para informar as condições em que foram feitas as fotos aéreas compradas da Reuters, único registro do casamento na capa e na ‘Ilustrada’. É justa a curiosidade.


Acabamento


É um absurdo a Edição Nacional chegar com problemas de formatação como o título da nota sobre a Venezuela da coluna ‘Toda Mídia’ (pág. A7) e na frase da página D11 de ‘Esporte’.


02/12/2005


Por que a Folha mudou, na capa, o título da primeira entrevista concedida por José Dirceu após ter sido cassado sob a acusação de ser o mentor do mensalão? O jornal começou a rodar com uma formulação que dava a entender que Dirceu teria co-responsabilizado o presidente Lula: ‘Dirceu diz que sempre agiu por ordem do presidente’. Não foi a primeira vez que o ex-deputado fez tal afirmação, mas agora, logo após a cassação, tem novo impacto. Na Edição SP, o título mudou para ‘Dirceu afirma que desistiu de recuperar seu mandato’.


Segundo a Folha, Dirceu teria desistido de recuperar o mandato. Mas o texto do ‘Estado’ vai em outra direção: ‘Dirceu tentará recuperar direitos por meio de anistia’.


As manchetes dos principais jornais ainda são sobre o desastre da queda do PIB:


Folha – ‘BC contesta queda do PIB e defende política de juros’.


‘Estado’ – ‘Palocci diz que BC não errou, mas admite rever dose de juro’.


‘Globo’ – ‘Lula já fala em ‘reparos’ e Palocci em ‘mudar a dose’.


‘Valor’- ‘BC tenta conter expectativa de corte drástico nos juros’.


Américas


O ‘Estado’ já têm repórter em Caracas, onde a situação política voltou a esquentar.


Noite de terror


Acho que a Folha está errando no enfoque da cobertura das mortes no ônibus 350, no Rio. O jornal chamou a atenção, ontem e hoje, para outros casos de coletivos incendiados na cidade nos últimos anos. O infográfico de hoje, ‘Ataque a ônibus no Rio’ (capa da Edição Nacional do caderno ‘Cotidiano’), associa, inclusive, os ataques à proximidade de favelas dominadas pelos comandos.


O que está em foco, no entanto, não é o número de incêndios de ônibus mas a ousadia das ações. Uma boa parte dos incêndios nada tem a ver com o tráfico, mas com protestos da população insatisfeita com a falta ou a precariedade do transporte coletivo. Em compensação, as ações ousadas das gangues se multiplicam e acontecem quase todos os dias. É só fazer uma pesquisa nos jornais. O infográfico pertinente teria de mostrar, para ajudar a entender o que acontece no Rio, as ações mais recentes do tráfico. O outro aspecto deste caso, que complementa o quadro e está sendo ignorado pelo jornal, é a ação das polícias _ora conivente através da corrupção e da proteção aos comandos, ora inoperante e lenta _ e a escandalosa omissão das autoridades (municipal, estadual e federal).


O editorial de hoje, ‘Barbárie no Rio’, tem um diagnóstico mais preciso: ‘O episódio se inscreve num quadro de banalização da violência e derrocada do poder público, que se viu forçado a abandonar áreas inteiras da cidade-símbolo do Brasil à ‘jurisdição’ do narcotráfico. O que se verifica no Rio não pode mais ser descrito como um processo de repressão ao crime. É uma espécie de guerra multifacetada, na qual quadrilhas impõem sua lei em favelas e bairros vizinhos, disputam entre si o controle de pontos-de-venda de drogas e enfrentam com crescente desenvoltura a polícia, cujas ações, lamentavelmente, não estimulam a população a acreditar num futuro melhor’.


Esta visão se completa com a entrevista com o sociólogo Jailson de Souza e Silva (‘Polícia iniciou ciclo violento, diz estudioso’), que trata de um dos aspectos históricos da violência no Rio, e com o relatório sobre direitos humanos (‘Para Anistia, pobre vive ‘encurralado’).


Retratos do Brasil


Ótima a entrevista com Goffredo da Silva Telles, ‘Aos 90, advogado se diz rejuvenescido’.


01/12/2005


As edições finais dos grandes diários têm três assuntos de peso: a cassação do deputado petista José Dirceu, no início da madrugada, o resultado negativo do PIB e o ataque de traficantes a um ônibus no Rio, na noite de anteontem, e que resultou na morte de cinco passageiros queimados vivos.


Folha (0h30)


‘Câmara cassa José Dirceu’,


‘Economia encolhe 1,2%, pior resultado em dois anos e meio’ e


‘Barbárie no Rio – Bando põe fogo em ônibus e mata cinco’.


‘Estado’ (1h15)


‘Câmara cassa Dirceu’,


‘Recuo de 1,2% do PIB surpreende’ e


‘Traficantes do Rio incendeiam ônibus e matam 5 pessoas’.


‘Globo’ (3ª edição)


‘Câmara expulsa ex-capitão de Lula’,


‘Tráfico incendiou passageiros de propósito’ e


‘Juros e crise encolhem economia’.


Os jornais de banca do Rio só tiveram um assunto, o incêndio do ônibus 350:


‘Terrorismo’ (‘Extra’),


‘Traficantes e terroristas’ (‘O Dia’).


Folha e ‘Estado’ começaram a rodar suas edições com a foto do ônibus incendiado no Rio na capa. Depois, com a cassação, retiraram a foto para incluir a do José Dirceu. A inclusão da foto de Dirceu era uma exigência jornalística, mas a retirada da foto do ônibus foi um erro. No caso da Folha, houve uma perda evidente de temperatura jornalística. A foto, além da força informativa, provoca nos leitores um justo sentimento de indignação com a ousadia do crime e a inoperância do setor de segurança pública. Na minha opinião, a primeira página da Folha deveria ter mantido o flagrante de barbárie e substituído a foto fria do ministro da Fazenda. O infográfico com a evolução do PIB teria sido suficiente como informação.


Escândalo do ‘mensalão’/ A hora de Dirceu


A comparação com o ‘Estado’ e o ‘Globo’ mostra que a Folha teve a menor cobertura da cassação do deputado José Dirceu nesta madrugada. A Folha publicou o equivalente a três páginas e meia, enquanto o ‘Estado’ deu o equivalente a cinco páginas e meia e o ‘Globo’, a seis páginas e meia.


O jornal do Rio mostrou mais agilidade em dois itens: sua 3ª edição já traz um editorial sobre a cassação (‘Ato simbólico’) e, o mais importante, uma página inteira com a degravação do discurso de improviso da defesa do deputado (‘Não aceito e vou lutar até o fim da minha vida’). Além disso, seus colunistas puderam atualizar seus comentários (na Folha, o ‘Painel’ político e a coluna ‘Toda Mídia’ também fizeram atualizações).


Embora não possam fazer a comparação, os assinantes do ‘Globo’ que receberam a última edição do jornal tiveram um produto – para usar a linguagem comercial – mais completo do que os assinantes da Folha. A diferença se deve ao horário de fechamento, ao espaço reservado e, provavelmente, à preparação prévia. A edição da Folha é curta e sem surpresas.


A Folha informou que o Palácio do Planalto ‘chegou a atuar discretamente nos últimos dias para tentar salvar a pele do ex-ministro’. Segundo o ‘Estado’, Dirceu foi ‘abandonado pelo Planalto’. É a mesma avaliação do ‘Globo’: ‘Planalto abandona ex-ministro à sorte’.


A Folha informa em título que ‘Ex-deputado fica inelegível por 8 anos’ (pág. A4) e no texto que ‘fica inelegível até 2015’. Não seria um erro se o jornal explicasse em algum momento, como faz o ‘Estado’ muito bem no infográfico ‘Dez anos sem cargo público’, que a cassação é de oito anos mas vale a partir da próxima legislatura (2007).


PIB


Folha e ‘Estado’ têm edições mais ou menos do mesmo tamanho, próximas do equivalente a cinco páginas; o ‘Globo’ editou a sua cobertura em pouco mais de três páginas.


Folha e ‘Globo’ escolheram o mesmo chapéu para marcar a cobertura da queda do PIB: ‘marcha a ré’. O ‘Estado’ foi menos contundente na metáfora automotiva: ‘Freio no crescimento’. Foi uma freada ou uma marcha a ré? São visões e expectativas diferentes, como já tinha ficado registrado na edição de ontem da Folha e do ‘Estado’.


Noite de terror


A cobertura da Folha no caso do incêndio criminoso do ônibus da linha 350 que acabou matando cinco passageiros é quase exclusivamente descritiva. O jornal recupera bem os fatos através de vários depoimentos, mas não há espaço para uma discussão sobre o que está acontecendo no Rio (e em várias cidades brasileiras) e a respeito do que levou a uma situação de barbárie como esta. Não há discussão na cobertura. As declarações das autoridades e as explicações oficiais são acatadas sem qualquer contraponto crítico. É como se fosse um fato isolado, como se o foco principal fosse mais um incêndio de ônibus, o 73º deste ano. Um caso como este não pode estar limitado a uma cobertura descritiva e a declarações oficiais. O jornal teve o dia de ontem inteiro para produzir algo mais substancioso e analítico.


30/11/2005


O ‘Estado’ acertadamente valorizou, na primeira página e internamente, a pesquisa divulgada ontem pela Associação dos Magistrados Brasileiros com mais de três mil juízes. É a sua manchete de hoje: ‘Para juízes, Supremo faz o jogo do Executivo’. A Folha só editou a pesquisa na Edição São Paulo e não a considerou importante a ponto de destacá-la na capa. Foi um erro. A pesquisa revela a insatisfação dos magistrados com o STF e foi divulgada no momento em que há uma tensão grande entre o Judiciário e o Legislativo e persiste uma forte resistência no Judiciário ao Conselho Nacional de Justiça.


A manchete do ‘Globo’ também é sobre a Justiça: ‘Conselho manda tribunal julgar já caso de 38 anos’. A Folha precisa dar mais atenção ao CNJ.


A manchete da Folha: ‘Planalto e PT atuam para tentar salvar José Dirceu’. A cassação do deputado também foi tratada com destaque pelos outros jornais: ‘Dirceu: expectativa e bengaladas’ (‘Estado’) e ‘Dirceu leva bengaladas na véspera’ (‘Globo’).


Escândalo do ‘mensalão’


O jornal acertou ao publicar os dois artigos a favor e contra a cassação do deputado José Dirceu, de César Benjamin (pág. A6) e Fernando Morais (A7).


Judiciário


A Folha não soube explorar a pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros com os juízes. Há muitos outros dados importantes, como mostra a reportagem do ‘Estado’, que o jornal deixou de lado.


A Folha está atrasada na discussão sobre a quebra do sigilo de jornalistas pretendida por um procurador da República. O jornal recupera hoje a notícia e a repercute, mas não avança. Segundo o ‘Estado’, que ontem deu publicidade à discussão, a Procuradoria da República no Distrito Federal divulgou uma nota desautorizando iniciativas para quebrar o sigilo de jornalistas com o objetivo de descobrir as suas fontes.


PIB


O ‘Estado’ e a Folha têm expectativas distintas em relação ao PIB:


‘Estado’ – ‘Economia reage e dá esperança de recuperação do PIB no 4º trimestre’.


Folha – ‘PIB do 4º tri pode frustrar governo’.


Esporte


Estão erradas as colocações do Juventude e do Fluminense no infográfico ‘Última Rodada’, na capa do caderno ‘Esporte’.


29/11/2005


Não há justificativa jornalística para a Folha ignorar na primeira página o estudo da FGV que, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE divulgada sexta-feira, conclui que a pobreza caiu 8% em 2004, conforme título interno do próprio jornal. Como os concorrentes trataram o assunto na edição de hoje: ‘2,6 milhões de brasileiros saem da miséria’ (‘Estado’) e ‘FGV: queda da desigualdade reduziu miséria’ (‘Globo’).


As manchetes dos três jornais tratam do mesmo tema – o embate interno entre visões distintas a respeito dos rumos imediatos da política econômica, no Brasil e na Argentina – mas com abordagens diferentes:


Folha – ‘Governo decide acelerar gastos no ano eleitoral’, ‘País economiza R$ 12 bi a mais para pagar juros’ e ‘Argentina troca ministros da Economia e da Defesa’.


‘Estado’ – ‘Lula decide: superávit será de 4,25%’, ‘Palocci foi à casa de Dilma domingo’ e ‘Kirchner demite o ministro da Economia’.


‘Globo’ – ‘Palocci e Dilma acertam trégua cobrada por Lula’ e ‘Enquanto isso, na Argentina…’.


O ‘Correio Braziliense’ assim resume a trégua entre os ministros da Fazenda e da Casa Civil: ‘Bom para Dilma, melhor para Palocci’.


E o ‘Valor’ assim interpreta a mudança no Ministério da Economia na Argentina: ‘Kirchner demite Lavagna e quer reger economia’.


‘Painel do Leitor’


Tem razão o missivista Oded Grajew. Sua carta (‘Tesoureiro’) não precisaria ter sido publicada – o que daria mais espaço para outros leitores se manifestarem – se o jornal tivesse adotado o procedimento padrão (e que deveria ser rotineiro) de ouvir os personagens citados nas reportagens. O jornal se sente na obrigação de publicar uma carta grande (para os padrões da coluna) por conta de uma apuração incompleta, como aponta o missivista.


Escândalo do ‘mensalão’


O noticiário continua no terreno da fé:


‘A Polícia Civil acredita ter encontrado duas testemunhas que podem ser o elo para elucidar o suposto ‘caminho da propina’ na administração do ministro Antonio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto’ (‘Polícia ouve ‘entregadores’ de propina’, pág. A6). Na versão da Edição Nacional, há mais:


‘Os policiais suspeitam que as entregas [de propina] foram feitas principalmente ao ex-secretário da Fazenda Ralf Barquete (…) mas não descartam entregas ao próprio Palocci’.


É a cobertura que o jornalista Jânio de Freitas chama, na coluna de hoje, de ‘pinga-pinga’.


O infográfico ‘A propina em Ribeirão’ é mais informativo que a reportagem.


Discussão


O ‘Estado’ revela uma discussão importante que estaria ocorrendo entre procuradores da República: ‘Procurador quer abrir sigilo de jornalistas’. É o nosso caso Judith Miller.


Renda


Além de dar mais destaque do que a Folha para o estudo da FGV – ‘Número de miseráveis cai 8%’ – o ‘Estado’ fez um contraponto crítico: ‘Para quem vive na linha da pobreza, é difícil ver melhora’.


Cotidiano


Não encontrei as defesas (‘Outro lado’) das pessoas acusadas de fraudes e corrupção no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia do Rio (‘Grupo acusado de fraudar licitações em hospital do Rio é denunciado’, capa da Edição Nacional de ‘Cotidiano’).’