TERROR NA NORUEGA

Amy Winehouse, a pauta cômoda

Por Raphael Tsavkko Garcia em 25/07/2011 na edição 652

Anders Behring Breivik é jovem, loiro, alto, de olhos azuis, nórdico e cristão. Ainda, um fundamentalista de extrema-direita. E com profundo ódio por muçulmanos e pelo multiculturalismo... Nem de longe o conjunto de características preferidas pela mídia para designar o típico terrorista.

Apesar das primeiras notícias e teorias envolvendo os atentados quase simultâneos na Noruega – a explosão em frente ao edifício do primeiro-ministro que levou à morte de pelo menos sete pessoas e o tiroteio no acampamento de jovens do Partido Trabalhista na ilha de Utoya, que deixou mais de 80 mortos – de que o terrorista seria muçulmano, a verdade logo se mostrou o mais absoluto oposto.

Na ilha de Utoya, centenas de jovens haviam feito, no dia anterior, um ato em defesa da Palestina, pedindo ao primeiro-ministro do país que reconhecesse o novo Estado Palestino que logo será declarado. Em Oslo, uma bomba no parlamento com a intenção de atacar a principal instituição do país, o centro de poder, e a figura central da política local, o primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

Sensacionalismo melodramático

O terrorista, Anders Breivik, que foi bem-sucedido em seu ataque aos estudantes mas não ao primeiro-ministro, deixou abaladas as estruturas norueguesas. No entanto, o terrorista recebeu uma ajuda inesperada, da mídia internacional e da brasileira, para tornar memoráveis seus atos ao mesmo tempo em que suas motivações e seu fanatismo eram escondidos. A mídia internacional se apressou em apontar os culpados, os “terroristas islâmicos”. A mesma pressa de sempre em apontar culpados fáceis e, por que não, convenientes. A brasileira, por sua vez, se contentou em esconder as verdadeiras motivações de Breivik. Ele odiava o multiculturalismo, mas pouco se falou sobre seu fanatizado cristianismo.

No dia seguinte aos atentados, morreu a famosa cantora Amy Winehouse, possivelmente de overdose, e a mídia encontrou o tema principal do fim de semana. Muito mais cômodo e sensacionalista tratar da morte de uma grande cantora do que se aventurar no espinhoso terreno do terrorismo... cristão. Manchetes de jornal por todo o país, online e offline, lembravam do atentado cometido pelo norueguês alto e loiro, mas escondiam e relegavam às letras miúdas e rodapés suas motivações: ódio visceral ao islamismo e fundamentalismo cristão militante. O termo “terrorista cristão” não foi empregado em momento algum, muito menos virou uma única expressão, como acontece com o termo “terrorismo islâmico”. Ora, para a mídia, a palavra “terrorismo” precisa de um qualificado e não faz sentido se este não for “islâmico”. O termo, então, foi pouco usado.

No Jornal Nacional do sábado (23/7), o primeiro bloco, de 10 minutos, foi inteiramente dedicado à morte de Amy Winehouse, enquanto seis minutos do segundo bloco foram dedicados aos atentados/massacres na Noruega. No terceiro bloco, mais 12 longos minutos de Amy Winehouse. Vinte e dois minutos de jornal para Amy Winehoyse, seis minutos para a crise na Noruega. No Fantástico do domingo, também da Rede Globo, menos de quatro minutos dedicados aos atentados na Noruega – mas com o mesmo melodrama típico dos domingos à noite, em que a notícia dá lugar ao sensacionalismo melodramático de novelas mexicanas.

Suaviza-se a realidade

O entretenimento venceu o jornalismo. Ou talvez as tradicionais concepções de jornalismo estejam ultrapassadas. Fosse islâmico, baixinho, barbudo e com semblante do Oriente Médio, qual seria a reação do jornalismo mundial? Como se daria a cobertura de mais um atentado de um discípulo de Bin Laden (que, mesmo morto, parece continuar a comandar uma rede internacional mais poderosa que muitos Estados, na visão sempre sensacionalista da mídia)? O jornalismo foi substituído por um misto de hipocrisia e melodrama. Um terrorista cristão não serve aos propósitos midiáticos. Não é um inimigo fácil e se parece demais com muitos articulistas de grande revista semanal ou de diários conceituados.

A extrema-direita fundamentalista se parece, não importa o país, e o Brasil vem sendo vítima de uma onda fundamentalista cristã que busca perseguir a comunidade LGBT tanto através da via política (bancada evangélica, tentativas de deslegitimar o Judiciário e de vetar qualquer lei contra a homofobia), quanto através da violência nas ruas mesmo contra um pai que abraça seu filho e são “confundidos” com um casal gay, como se a possibilidade de que fossem efetivamente gays pudesse mudar o sentido ou o significado da violência.

Extrema-direita cristã, fundamentalista, se vê na Fox News, canal de grande audiência dos EUA. A mesma ideologia se nota nos programas evangélicos das madrugadas (e até dos horários nobres) de muitas redes de TV brasileiras ou em revistas e jornais de grande circulação. Ou seja, é incômodo classificar os atos terroristas de Andres Breivik como “terrorismo cristão”.

Para escapar do “problema”, foca-se em outros assuntos e suaviza-se a realidade. Maior foco na reação do primeiro-ministro norueguês, maior foco no salvamento das vítimas de Utoya e mesmo na morte de Amy Winehouse, a melhor desculpa que poderia ter caído no colo dos tubarões da mídia neste momento.

***

[Raphael Tsavkko Garcia é jornalista, blogueiro e mestrando em Comunicação pela Cásper Líbero, São Paulo, SP]

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 André Dantas
 Enviado em: 26/07/2011 14:05:04
Passei o fim de semana sentindo esse gosto conhecido de fraude, com a sensação desagradável de embuste e depois de ler este texto vejo que não fui o único.
 Rubens Alves
 Enviado em: 26/07/2011 18:38:07
O artigo exagera... No caso do norueguês (ou em outro caso qualquer), existiu algum LIDER CRISTÃO (um bispo, qualquer um com controle de multidões) incentivando o uso da violencia e ate treinando terroristas?... No caso do Islam, ha varios líderes religiosos, inclusive lideres de países, incentivando o uso do terror em nome da religiao. Existem lideres catolicos assim? Quais? O noruegues era catolico, mas ele encontrou lideres catolicos pelo mundo concordando e corroborando as ideias dele?... Acredito que nao. É mais um caso isolado, do que a representacao (ou o modus operanti) de alguma facção do catolicismo em si.
 Cláudio Santana Lima
 Enviado em: 26/07/2011 19:31:32
"FURO" JORNALÍSTICO: poucos minutos após o triste atentado terrorista na Noruega, o "prestigiado" jornal americano, The New York Times, noticiou que tudo foi autoria de um grupo islâmico, mas o terrorista foi preso e ele é norueguês, católico e ultra conservador. Não vi ninguém comentar erro tão grotesco como este. O que o NYT fez é um desserviço ao jornalismo. No mínimo deveriam se retratar e pedir desculpas aos muçulmanos e aos demais leitores. Se tivesse sido confirmada a versão do NYT a essa hora já estariam discutindo uma ofensiva contra países muçulmanos. Tratam todos os muçulmanos como terroristas, mas não fazem o mesmo com os ultra-conservadores.
 Eduardo Gomes Lobo
 Enviado em: 26/07/2011 21:12:13
A Europa e o Ocidente cristão têm dificuldade em utilizar o termo Terrorista a um semelhante. É fácil colocar os mulçumanos como diferentes, exóticos, distantes de nós e nos sentirmos melhores assim. Em minha monografia fiz análise do uso do termo Alá ou Allah (Deus em Árabe) que não se traduz para Deus. Em conflitos e casos de cristãos católicos e cristãos protestantes como na Irlanda do Norte o nome God gritado por terroristas é traduzido para Deus. Mesmo sabendo que Alá é Deus em árabe, o mesmo Deus de cristãos e judeus a mídia não o traduz o que torna os mulçumanos distantes de nósc o nome de um Deus "diferentes". É realmente cômodo não colocar o dedo na ferida e informarmos que os cristãos sejam católicos ou protestantes e até mesmo os judeus são capazes de cometer barbaridades contra seus semelhantes. Lembrando que isso é proibido tanto pela Bíblia e Torá quanto pelo Corão. Jamais atentará contra a vida do próximo é lei tanto para judeus e cristãos quanto para os mulçumanos. Inclusive essas religiões são irmãs...nascem do mesmo balaio. Para a mídia é preferível mascarar tudo isso. Terrorismo então continua sendo coisa de mulçumanos como se os terroristas cristãos fundamentalistas dos EUA e da Europa não existissem.
 Miguel Álvares Cardoso
 Enviado em: 27/07/2011 01:14:16
Para os cristãos a sentença bíblica diz “a verdade vos libertará”. Nessa verdade deve estar também incluso o compromisso de não se valer da hipocrisia para escamoteá-la. Quando desaparece alguém da geração que nos precedeu, sentimos que perdemos mais um ponto de referência que, no início da nossa carreira, marcou uma coordenada; quando morre alguém da geração mais nova que a nossa, o nosso lamento é apenas do espectador, que acompanhava cheio de interesse a nova personalidade que surgia como objeto de nosso entusiasmo e de nossas esperanças; quando morre um dos que formaram conosco, que às vezes, lutaram na mesma batalha, que sonharam no mesmo tempo em que os nossos sonhos abriam as asas, então a nossa mágoa é mais profunda, porque esse era alguma coisa em nossa biografia. Que ponto de referência perdemos? Que objeto de entusiasmo e de esperança deixou-nos frustrados? E onde se situa a nossa biografia com a perda dessa moça? Como cristãos oremos por ela e por todos que se vão antes de nós, mas não é necessária tanta publicidade, tanta repercussão e tanto rumor de notícia nos meios televisivos. Os que deixam exemplos edificantes para a juventude, os que contribuem para o beneficio da humanidade, os grandes cientistas, os intelectuais de obras que instituem e estabelecem benignidades sociais, quando morrem, recebem apenas uma rápida nota em alguns jornais ou televisões, porque eles não venderam discos e publicidades que ajudaram na economia da grande mídia, não fizeram o proselitismo das tatuagens dos marginais, não instigaram a apologia das drogas, e não animaram o desenfrear do sexo promiscuo e pernicioso. Os produtores de discos precisam ganhar mais. Já ecoa o que aconteceu após a morte de Michael Jackson, dois anos atrás. As vendas dos discos de Winehouse subiram muito. Portanto, a expectativa é que a música de Winehouse domine as paradas britânicas no final da semana. A publicidade está em festa. Então, que vivam o culto à vulgaridade, à insignificância e à mediocridade!
 Carlos Alexandre Fedrigo
 Enviado em: 27/07/2011 03:31:38
Excelente texto, Raphael. Tu foste ao cerne da questão: hipocrisia da mídia que é controlada por grupos poderosos atrelados a grupos religiosos.
 Paulo Henrique Serrano
 Enviado em: 27/07/2011 07:38:19
Excelente artigo, mas considero importante a revisão do conceito de terrorismo. Definitivamente não é o que está sendo entendido.
 Max Suel
 Enviado em: 27/07/2011 10:15:18
NÃO, esse demente assassino norueguês pode ser tudo menos CRISTÃO. O verdadeiro Cristão segue os preceitos do Cristo: Amar ao próximo como a ti mesmo .... amar vosso inimigo .... É uma tremenda estupidez ou má-fé dizer que o maluco é Cristão. (Max)
 Tércio Oliveira
 Enviado em: 27/07/2011 12:40:12
Caro Raphael, todos estamos sujeitos ao erro. E é difícil reconhecer quando nós somos a parte errada. Não digo isso para explicar o estado de estouvamento da mass midia. Mas sim, sem ousar considerar-me superior, queria direcionar algumas considerações a teu texto. A impressão que senti (e existe a possibilidade de que haja sido apenas uma interpretação particular e errônea- ou correta) é que mais que buscar uma reforma, necessária e desejada dos meios de comunicação, ou simplesmente fazer uma crítica, tu usaste teu texto para impor tua cosmovisão de mundo. Senti que para defender a imagem a islâmica foi necessário atacar o cristianismo. E sabe, eu sou cristão. E me senti atacado. Mas o que me deixou triste não foi isso. Senão que os nomes "cristão", "cristianismo"... derivam do Nome de um Amigo meu: Cristo. E se alguma vez você tiver a oportunidade de ter uma Bíblia em mãos, como bom jornalista investigativo que tu és, estuda a vida de Cristo e verás que de forma alguma os atos do Anders Behring Breivik tem relação com o cristianismo. Aqui cabe um sincero pedido de desculpa da parte dos que invocamos o Nome de Cristo, porque hemos manchado seu Nome. Indo um poco mais longe, analisa o Manifesto que o Anders Breivik escreveu e você verá que ele foi motivado por outra filosofia. Transcrevo algumas partes aqui: “Marriage is not a ‘conspiracy to oppress women’, it’s the reason why we’re here. And it’s not a religious thing, either. According to strict, atheist Darwinism, the purpose of life is to reproduce.” “Nevertheless, people who are very short sighted will consider these policies quite cynical or darwinistic. However, long term, it is the most humanistic and responsible approach.” "‘Logic’ and rationalist thought (a certain degree of national Darwinism) should be the fundament [sic] of our societies.” Lendo as declarações dele pensaria que- a menos ele padeça alguma grau de esquizofrenia, oligofrenia, outra psicose ou alguma patologia que desestabilize sua função mental- que nem mesmo ele se consideraria um cristão (pra fazer o que ele fez, acho que ele tá enfermo). E, Raphael, me pareceu que usaste o texto como plataforma para defender os direitos homossexuais, a cambio de atacar os cristãos. Me parece mui digno defender os direitos de todos. Mas se para defender os meus necessito inferiorizar o outro, atacá-lo, desejar destruí-lo... sou mais um norueguês loiro e com idéias que necessitam reformas urgentes. Digo isso porque o cristianismo, como tal, não tem nada parecido com perseguição. Olha a história e verás que os verdadeiros cristãos foram perseguidos (valdenses, albigenses, entre outros). Outro sim, como cidadão, deve ser dado direito ao cristão, como ao homossexual de defender seu ponto de vista. Liberdade inerente dada não pela constituição, mas pelo próprio Deus. E visto que as duas cosmovisões não se harmonizam, pois desde já são contrárias, devem encontrar uma solução prática para a convivência sem que haja opressão de uma parte ou outra. Muito utópico que isso passe num mundo de pecado. Por isso Jesus, o Cristo da Cruz, vai voltar. E Raphael, com todo o amor que Ele tem, Ele também vai julgar os atos de todos os homens. Por isso devemos viver sob Sua jurisdição, Sua Lei.
 Raphael Tsavkko Garcia
 Enviado em: 27/07/2011 19:44:47
Mar, Tércio e rubens: O Terrorista se declara cristão. Diz agir em nome do cristianismo. Se é a visão deturpada dele do cristianismo ou não, são outros quinhentos. O engraçado é que quando um muçulmano mata, logo o islamismo é apontado como culpado. Mas se um cristão mata por sua religião ( ou visão deturpada dela), ele deixa de ser cristão porque "não segue o verdadeiro cristianismo"? E desde quando homens-bomba muçulmanos seguem o verdadeiro islamismo? A crítica aqui não é sobre o cristianismo, mas sobre a discrepância no tratamento dado pela mídia que esconde o fato dele ser não só cristão, como dizer estar numa cruzada enquanto templário, mas não tem constrangimentos em apontar o dedo em direção ao islamismo quando lhe convém. Quanto ao cristianismo dele não ser o "verdadeiro", bem, cada um tem sua visão, mas não vejo grande diferença dos escritos dele para o de muitos fundamentalistas - inclusive deputados federais - aqui mesmo no Brasil.
 Max Suel
 Enviado em: 28/07/2011 11:54:17
Sr. Raphael Garcia: parece que o Sr. ainda não entende bem o que seja um CRISTÃO. Um verdadeiro Cristão não quer o mal e não faz o mal para nenhuma pessoa. Pode ser realmente difícil encontrarmos um verdadeiro cristão, tendo em vista nossas imperfeições; porem, a doutrina do Cristo prega o amor entre as pessoas. Esse maluco terrorista não pode ser considerado um verdadeiro cristão pelos atos que praticou. Não sei se os terroristas do mundo árabe são verdadeiros muçulmanos (acho que não) porque não conheço os fundamentos do Islamismo; mas pelos testemunhos de muitos muçulmanos não acretido que sua doutrina pregue a violência contra a humanidade. Concluindo e voltando: o demente terrorista norueguês não pode ser considerado cristão, mesmo que ele afirme ser cristão, pois como disse , um cristão verdadeiro não faz o que ele fez.
 Paulo Fernado Pontual
 Enviado em: 28/07/2011 12:27:05
Um traço de personalidade comum a todos os indivíduos que praticaram esses absurdos é a necessidade de serem ouvidos, reconhecidos pela sociedade de alguma forma, e até mesmo o desejo de se tornar uma celebridade mesmo depois da morte ! E isso eles sempre conseguem pois a imprensa de toda ordem (de boa ou má qualidade) torna o rosto e o nome desses assassinos conhecido por todos, inclusive causa inveja em potenciais novos assassinos, e fazem passar na cabeça desses malucos o pensamento "sensacional, gostaria de ser lembrado assim, ter minha foto e nome estampado nas 1ªs páginas de todos os jornais !" Foi isso que esse norueguês maluco conseguiu. A semente deste massacre foi plantada nos eventos de Columbine, e tantos outros. Assim como agora, esse tal de Anders Behring Breivik, está sendo admirado e invejado por meia duzia de malucos mundo afora que irão causar outro massacre dentro em breve !!! A imprensa é a gde caixa de ressonância dessas mentes doentias. Só vamos desencorajar e reduzir drasticamente este tipo de atentado, qdo toda a imprensa mundial fizer um pacto para que o rosto e o nome desses assassinos não seja estampado nas páginas e tv´s de todo o mundo. Lógico que a imprensa precisa informar, então seja tarjado ou desfocado o rosto e o individuo deja identificado por algum apelido do local da ocorrência ou iniciais do nome. Abs PPontual
 Raphael Tsavkko Garcia
 Enviado em: 28/07/2011 19:43:28
Meu caro Max, é linda sua concepção e "cristão", mas sinto lhe informar que não é a única, tmapouco é você quem decidequem é ou não cristão. Cristão é quem acredita em cristo, ponto. liás, recorde das Cruzadas, Inquisição e mesmo da virulência de pastores contra gays e minorias e veja que interpretações do cristianismo são várias. Andres Breivik era cristão, um fundamentalista e um terrorista.
 Eustaquio Barbosa
 Enviado em: 28/07/2011 20:51:35
Ingênuo quem pensar que há imprensa imparcial. Nunca houve e nunca haverá. O problema está do outro lado, do lado do "cliente", o "consumidor" da imprensa. É esse que é conservador, reacionário e direitista extremo.
 Igor M. Rodrigues
 Enviado em: 29/07/2011 01:28:37
Na ocasião do massacre no colégio do Rio de Janeiro, ocorrido algum tempo atrás, por causa da barba grande que construiu o estereótipo, logo taxaram o assassino de islâmico. Só quando suas escritas com a menção jesus apareceram, dando a entender que seria cristão evangélico, que a religião sumiu da pauta. Aqui mesmo neste Observatório da Imprensa, por duas vezes em artigos de suposta defesa de liberdades de crença (na verdade engodo prosélito), por causa da menção contra a religião na ideologia comunista, jogam a culpa das atrocidades deste (comunismo) em cima do ateísmo, a ponto de usar do recurso desonesto chamar o comunismo de “comunismo ateu” (numa clara tentativa de deturpar o ateísmo como se fosse uma ideologia política). Agora, neste caso, e em diversos outros que acontecem na Europa e nos EUA por grupos que, dentre outras coisas, são fundamentalistas cristãos, e seus terroristas e radicais intolerantes são definitivamente cristãos, aparecem milhares de dedos e rodeios, com tratamento totalmente diferente do dispensado aos demais atos terroristas e/ou genocídios. O articulista foi extremamente feliz nessa abordagem, conseguindo fazer um dos melhores artigos deste OI deste ano até agora. Caso houvesse isonomia de tratamento habitual pela mídia, o terrorista norueguês seria chamado de terrorista cristão – assim como chamam os terroristas islâmicos. Mas a mídia em geral tem predileção pelo cristianismo, por isso a diferença de tratamento entre religiões e crenças/descrenças. Hoje mesmo na Globo News, num programa que não recordo o nome agora, resolveram chamar de “terrorista anti-islâmico” o norueguês e todos os que corroboram de suas idéias. Ora, chamam os terroristas islâmicos de “terroristas anti-ocidentais”, ou de “terroristas anti-estadunidenses”? Não! Mas o que importa para a mídia é ser extremamente cautelosa com o cristianismo, e totalmente imprudente e maliciosa com as demais religiões e crenças/descrenças. Parabéns ao articulista e a alguns comentaristas pelo discernimento dos fatos!
 carlos santos
 Enviado em: 29/07/2011 12:25:55
Mas é bem melhor viver em uma sociedade em que a vida e morte de uma grande estrela tem mais importância do que as motivações de um psicopata terrorista, independente de sua suposta legitimidade ideológica. Só os degenerados sentem falta de mais cobertura do terrorismo na tv, e em suas vidas.
 Joel Pinheiro
 Enviado em: 30/07/2011 17:21:44
Por poucas horas depois do atentado especulou-se que o terrorista era muçulmano. Logo depois, no mesmo dia, isso já tinha sido retificado, e a expressão para caracterizá-lo, tirada de uma autoridade policial norueguesa, era "fundamentalista cristão". Muito se falou sobre o perigo da direita na Europa. A Globo News até fez entrevista com um sociólogo (Francisco Carlos Teixeira) que estabelecia laços espúrios entre o assassino e o Tea Party americano. Houve sim muito sensacionalismo, e continua havendo. Ocorre que esta matéria faz parte desse sensacionalismo, que repete, por exemplo, a mentira de que Anders Breivik é cristão, quando ele próprio explica muito bem o que ele quer dizer com "cristão" em seu manifesto. Mais informações, leiam aqui: http://www.dicta.com.br/sobre-o-terrorismo-cristao/
 Raphael Tsavkko Garcia
 Enviado em: 31/07/2011 07:46:13
Ser Breivik cristão não torna a todos os cristãos seus iguais, assim como ser bin Laden muçulmano não torna a todos os muçulmanos seus iguais. não entendo o medo que tantos cristãos tem de admitir que Breivik era Cristão. Não adianta nenhum exercício mental trabalhoso, ele era e ponto final. Vivam com isso, aprendam e, até, ensinem a outros a não professar a mesma ideologia de ódio dele. Muito mais produtivo a aceitação e o posterior trabalho de conscientização que a negaçã otola e burra.
 Tércio Oliveira
 Enviado em: 02/08/2011 17:43:31
Querido Raphael, só gostaria de ser de ajuda a clarificar a definição de "cristão" Primeiro me permite fazer uma comparação: Eu estudo medicina. Sei quão difícil é o processo de se tornar um médico. Exige muito sacrifício, muito esforço. Quando eu me formar vou colocar uma roupa branca, terei um estetoscópio ao pescoço, etc... Agora imagina: eu passo por um processo pra ser médico-isso inclui não colar nos exames, ser fiel à minha consciência.Na contramão disso existe alguém que nunca foi à universidade, às praticas, etc. Mas comprou um diploma. E não qualquer um, mas um da Stanford University. Se veste de jaleco branco e tudo. Se parece médico, tem diploma -falso, mas tem- mas não creio que você diria que ele é médico. Já que citei a medicina: em medicina nós aprendemos alguns critérios diagnósticos que ajudam a identificar as entidades patológicas. Síndromes clínicos como o derrame pleural,por exemplo, exigem um critério (Critérios de Light). Nesse caso especifico ajuda a definir se se trata de um derrame pleural exudado ou trasudado (inflamatório ou não). Também assim no mundo espiritual.Há critérios pra definir se se trata de um cristão ou não. Eu chamaria de "Critério de Cristo" (visto que foi Ele quem fundou a religião e estabeleceu os critérios). Jesus diz no livro de São João: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos amei uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos (cristãos): se tiverdes amor uns pelos outros"(João 13:34,35). Outra vez o mesmo Jesus diz: "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei...Vós sois meus amigos (cristãos) se fazeis o que vos mando"(João 15:12 e 14). Jesus também disse algo muito interessante em Mateus 13:24 a 30, 36 a 43. Mas esse eu deixo pra você ler. Em Mateus 7:21 Jesus deixa bem claro:"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus".Eu não quero aqui "pregar" pra ti, mas a vontade de Deus é que Suas criaturas O amem e se amem, que todos os homens sejam salvos. Penso que Jesus definiu com precisão quem é um verdadeiro cristão. Há muitos pseudo cristãos por aí (na verdade Jesus disse que haveria "falsos Cristos"- lê Mateus 24 e 25- quanto mais falsos cristãos). Mas desde logo, se é falso não pode verdadeiro; se não é verdadeiro não é o que clama ser. Um abraço!
 Igor M. Rodrigues
 Enviado em: 02/08/2011 18:55:17
Sr. Tércio, todos gostaríamos de saber quando todas as religiões cristãs no mundo chegaram a um consenso sobre os critérios dos quais a pessoa é ou não é cristã. Onde elas adotam esse tal “critério de cristo” [sic], com a mesmíssima mentalidade e interpretação de texto – a qual o senhor fez. Os evangélicos concordam? Os não-calcedonianos também? Os luteranos? Os católicos? Chega a ser cômico ficar lendo o malabarismo cerebral que alguns estão fazendo para tentar afastar, de todo modo, o termo “cristão” do nome Anders Breivik, e, claro, tudo isso da denominação “terrorismo cristão”. A sua comparação com a medicina é totalmente falaciosa: a medicina possui regras específicas (positivadas) para seu exercício, conhecidas e aceitas socialmente pelos Conselhos da medicina e pela OMS, importando em crime o seu exercício irregular ou ilegal. Há todo um ordenamento bem definido para saber precisamente quem é médico e quem não é (inclusive identificação nos devidos Conselhos), porquanto ser cristão basta a pessoa acreditar (ou dizer que acredita) na existência do ente divino de alguma das religiões do cristianismo. Aliás, é comum mesmo, para fins de obtenção de privilégios para com o Estado, que as religiões aceitem a simples declaração de que a pessoa seja cristã. Não há critérios objetivos, claros, consensuais, e menos ainda identificação, para dizer que uma pessoa é ou não é cristã. Ensinamentos? Então por quase toda a história do cristianismo, nos eventos sangrentos promovida por estes, não tivemos quase cristãos alguns. Na atualidade, o que mais observamos é cristão defendendo a cultura da violência, a morte aos criminosos e políticos, a falta de amor um com outro. Por baixo, pela sua lógica, mais de 2/3 dos que se dizem cristão não são cristãos. Se deixar, o senhor deve ter incorrido em alguma violação ao ensinamento da bíblia, portanto, deixou de ser cristão. Ora, meu caro, o tal “critério” que o senhor apresentou é só o seu critério, sua interpretação, que não define nada – ah não ser sua própria invenção de definição. Eu só tenho que concordar com o Sr. Raphael, que é muito mais útil aceitar que o terrorista Anders Breivik era cristão, e assim tentar conscientizar a sociedade internacional de que qualquer fundamentalismo é maléfico, do que fazer essa tentativa tola e desonesta intelectualmente de dissociar o cristianismo dos terroristas que se propõe em extremá-la. E, claro, que os cristãos reflitam se é há que se ter cautela ao afirmar que os criminosos de outras religiões – mormente islâmicas – são terroristas de forma generalista, quase sempre induzindo o leitor a crer que o islamismo prega o terrorismo.
 Raphael Tsavkko Garcia
 Enviado em: 02/08/2011 23:44:26
Tércio, você come camarão? Você trabalha aos sábados ou mesmo sai de casa? Você respeita TODOS, mas absolutamente TODOs os mandamentos e pequenas regrinhas da bíblia? Você apedreja adúlteros, mata crianças que reclamam demais? Não? Então sinto lhe informar, voce não é cristão. Segue só o que quer da Bíblia? Assim é facil! eu sou ateu, mas batizado, sabe que a igreja católica meconsidera católico? Interessante, não? Cristão é quem se chama de cristão, ou então é quem aceita LITERALMENTE TODA a bíblia. Você faz isso? Não. Ponto.
 Max Suel
 Enviado em: 03/08/2011 11:59:53
Prezado Sr. Tércio: não adianta, o Sr está pregando contra uma parede. Eles não entendem o fundamento do cristianismo. Cristão não é quem acredita em Cristo, mas quem procura seguir os preceitos do Cristo. Eu sou espírita, e o espiritistmo tem por base o Cristianismo. Não sou perfeito (muitíssimo longe disso) mas tento reformar minha vida tendo como norte os preceitos do Cristo: Fazer o bem e não fazer o mal, amar a Deus e ao próximo, amar o inimigo (melhor nem tê-los). O louco norueguês pode se achar cristão, pode se dizer cristão, mas não é cristão ... não com os atos praticados. Voltando: seu exemplo do falso médico é muito bom e dá a idéia clara da coisa. Respondendo ao Igor: o Cristianismo tem muitas vertentes, não é porque ele é mal interpretado que o cristianismo esteja errado; o que está errada sempre é a má interpretação. O maluco/demente/louco/extremista (aliás todo extremista para mim é louco) pode se dizer cristão que isto não altera o fundamental que é a doutrina do Cristo que é perfeita. Quanto ao articulista, me parece um tanto arrogante, mas espero estar errado (as palavras às vezes levam ao engano). (Max, um cristão procurando seguir os preceitos do Cristo, o que não é fácil)
 Tércio Oliveira
 Enviado em: 03/08/2011 16:50:33
Igor, ordenei e individualizei os pontos para que, na minha opinião, fique mais compreensível. 1) que eu tenha conhecimento não há nenhum consenso oficial entre as denominações cristãs para definir detalhadamente quem é um cristão. 2) Como você mesmo disse o exercício ilegal da medicina e o romper das regras que legitimam dito exercício é passível de sanções das leis. Não é minha intenção te ofender, mas isso advoga em favor do meu argumento de que você não chama de médico a um falso médico. E, falo apenas por mim agora: Hei visto noticias de pessoas que foram presas por exercício ilegal da medicina, e que tinham diploma falso (comprado). Não sei onde se compra diploma, mas sei que não tem valor legal, como tampouco um falso médico tem. Mas peço te peço perdão! Foi uma má comparação. Te agradeço por me ajudar a entender.Você tem razão. Qualquer pessoa pode clamar que é cristã. Todas tem o direito de fazê-lo. É muito fácil. E não qualquer um pode dizer que é médico. Ou pode,mas deve sofrer as conseqüências da lei. E também concordo quando você diz que “não há critérios objetivos, claros, consensuais, e menos ainda identificação, para dizer que uma pessoa é ou não é cristã”. Você tem razão.falando de leis e consensos humanos: Não há lei humana alguma que regule isso. Tampouco, como disseste, e eu admito, há um consenso entre as divisões do cristianismo que detalhe o que é um cristão e o que não é. Mas Igor, eu leio a minha Bíblia todos os dias. E minha Bíblia é igual a de todos os cristãos, ou que se chamam cristãos (sim! Sei que há Bíblias que tem alguns livros a mais.E que portanto não são exatamente iguais. A minha tem os 66 que são comuns a todas as Bíblias). E nela Jesus explicita muito claramente os perfis de um cristão. A isso eu chamei de “critérios de Cristo”. Sim está na Bíblia,! Não se chama assim, mas está lá. Não nego o direito que o Anders tem de se titular cristão. Ele pode fazê-lo. Mas se você leu os textos que eu citei no comentário anterior vai ver que Jesus, de onde deriva o cristianismo, patenteou as características de seus verdadeiros seguidores. O Anders não cumpre com esses requisitos, logo não pode ser catalogado como cristão. 3) Igor você tem razão em dizer que “pela sua ?minha? lógica, mais de 2/3 dos que se dizem cristão não são cristãos. Se deixar, o senhor ?eu? deve ter incorrido em alguma violação ao ensinamento da bíblia, portanto, deixou de ser cristão”. É exatamente isso que eu defendo. Nunca matei ninguém com uma arma. Mas já odiei a muita gente. Se você lê Mateus capítulos 5 a 7 vai ver que pra Deus foi como se eu houvesse matado. E automaticamente minha profissão de fé era hipócrita e inválida. 4) Quanto a ser a minha definição de cristão uma interpretação particular, a minha própria definição, te convido a ler os textos que eu citei ( e há muitos outros). São bastante claros. Acharia que nem é necessário crer na Bíblia pra aceitar que ela é a regra de fé e prática dos cristãos. E que se você não segue a Bíblia, você não é seguidor do Deus da Bíblia.Logo, não é cristão. E estou seguro de não sou o único a crer e defender essa idéia. 5) Preciso rejeitar a expressão que você usou, “malabarismo cerebral”. Compreendo e aceito que você não entenda meu ponto de vista. Mas desde onde eu estou parado as coisas são nítidas o suficiente pra eu afirmar que o Anders não é cristão. É que pra você me entender você teria que ler a Bíblia, crer e praticar o que ela ensina. Desejo haver sido claro dessa vez. .... Um forte abrazo!
 Tércio Oliveira
 Enviado em: 03/08/2011 16:52:29
Raphael, desculpa! Antes de responder tuas perguntas, gostaria de te dizer que não é minha intenção te ofender ou entrar em um pleito contigo. E se te ofendi, te peço perdão. Passo a responder tuas perguntas, e o faço numerando pra facilitar a compreensão. 1) Não, eu não como camarão. Nem nenhum outro marisco. A Bíblia da uma lista em levitico 11 de animais que se podem comer. Na verdade eu não como nada de origem animal. Sou vegano. No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, no capitulo 1, verso 29 diz que Deus deu ao homem como dieta original “todas as ervas que dão semente...todas as árvores em que há fruto que dê semente”. Só depois da entrada do pecado Deus ordenou ao homem comer verduras (gênesis 3:18), o que eu também faço..E só depois do dilúvio foi permitido ao homem comer carne. E Deus deu a lista que se podia comer. 2) Não, eu não trabalho aos Sábados. O Sábado é o dia sagrado de Deus. Memorial da criação e da redenção. Dia dedicado a adoração e comunhão com meu Criador. 3) Eu saio aos Sábados de casa. Como Jesus fazia, busco tornar o Sábado um dia pra fazer o bem. Vou à igreja e visito uma prisão de mulheres onde com um grupo de amigos da minha universidade, estudantes de medicina e psicologia, levamos apoio psicológico, espiritual e temas de saúde física pra tentar ajudar na reabilitação social delas. 4) Não, eu não apedrejo adúlteros. Havia um quando, onde e porquê disso.E já não se pede que façamos isso. Mas também desejando seguir o exemplo de Cristo quando a mulher adúltera foi trazida a Seus pés, prefiro não só não apedrejar como não condenar. 5) Perdão, não pude lembrar onde fala que é pra matar crianças que falam demais. Se puderes me dizer onde diz isso na Bíblia ficaria grato. Mas como ainda não descobri onde está isso: não eu não mato crianças que reclamam demais, porque na Bíblia não diz pra eu fazer isso. Obs: Se você se refere à ocasião da invasão da terra de Canaã por parte dos Hebreus, e que Deus disse que deveriam ser mortas todas as pessoas dos povos invadidos, inclusive as criancinhas de peito, isso sim eu estou ciente de onde está na Bíblia. Explicar os pormenores aqui levaria muito espaço. E acho que você já cansou de meus comentários. Mas posso resumir dizendo que Deus deu muitos séculos de misericórdia aos povos pagãos pra que se arrependessem e se voltassem para Ele. Mesmo quando Israel estava invadindo a terra havia povos que ainda não haviam enchido a “cálice da rebelião” contra Deus e Ele disse pra Moisés não tocar nesse povos. E pra finalizar: Deus é um Deus de amor. Mas o amor não exclui a justiça retributiva Todos vamos comparecer um dia diante de Deus pra responder por nossos atos. Mas ainda assim o ato de destruição de pecadores é chamado na Bíblia de “uma obra extranha...Seu ato inaudito”(Isaias 28:21). Porque Ele ama o pecador, ainda que odeia o pecado. 6) Eu busco seguir tudo que Bíblia ordena. E não, não é fácil Raphael. Porque eu estou acostumado a fazer o que é mal. Eu também sou pecador. Mas busco a ajuda de Deus. Um forte abraço!
 Sarah Cunha
 Enviado em: 03/08/2011 22:22:14
SOU CRISTÃ E GOSTEI DO TEXTO! Embora a forma como as pessoas entendam o termo " cristão" em geral seja incorreta, ou no mínimo pouco específica, que é o que o que alguns senhores têm comentado, não muda o fato de que o Mundo Ocidental em sua grande maioria se diz " cristão", praticante ou não, que segue corretamente ou não, que vai aos cultos ou não, que vai só porque a mãe ou a avó obriga. A questão aqui não é entendida como " o que é a religião cristã" e sim seu SIGNIFICADO POLÍTICO E SOCIAL e que consequências esse significado traz para o comportamento da mídia, que no caso tem o objetivo obvio de não "atacar" ou deixar desconfortáveis os milhões de cristãos que estão assistindo ou lendo a notícia e assim não perder audiência e nem dinheiro! Abraço a todos!

Raphael Tsavkko Garcia

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