Sábado, 10 de outubro de 2026 ISSN 1519-7670 - Ano 2026 - nº 1409

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Ameaças do PCC


Os avisos sobre preparação de nova ofensiva pelo PCC são dados há semanas sem que a população saiba como, em linhas gerais, as autoridades enfrentam as ameaças. O Estadão volta hoje a falar de uma onda de violência programada para o Dia dos Pais, 13 de agosto. Se a mídia propagar pânico, ajuda os criminosos. Se tentar esconder os problemas embaixo do tapete, também.


Sem helicóptero


Não houve helicóptero do PCC em Araraquara, diferentemente do que foi dito ontem neste programa. Mas a Polícia da cidade continua em estado de alerta.


Na casca do ovo


O editor do Observatório da Imprensa Online, Luiz Egypto, comenta a estratégia publicitária adotada pela americana CBS para o relançamento de seu principal programa de telejornalismo.


Egypto:


– O jornalismo da rede americana de TV CBS passou por uma lanternagem geral depois da saída de seu maior ícone, o jornalista Dan Rather, em junho passado. Rather ficara marcado em razão de uma reportagem que bancou, em 2004, sobre as artimanhas que o agora presidente George W. Bush teria usado para escapar da convocação para a guerra do Vietnã. Estaria tudo ok se a matéria não tivesse se baseado em documentos fajutos.


Para recompor seus quadros, a CBS foi buscar, na concorrente NBC a jornalista Katie Couric, então apresentadora do popular telejornal Today. Ela agora vai comandar o CBS Evening News, o carro-chefe do jornalismo da CBS.


No esforço de marketing para preparar sua estréia, agora em setembro, a emissora vai distribuir nos supermercados americanos 35 milhões de ovos, prontos para consumo, que trarão impressos na casca o logotipo da CBS e de seus programas jornalísticos. O jornalista Marcel Pazzin faz um relato da iniciativa na edição do Observatório que está na web.


Resta saber como o público vai, digamos, digerir essa idéia. Haja apetite.


Teatrinho eleitoral


A estranha carga horária dada pelo Jornal Nacional a candidatos à sucessão presidencial com ínfima representatividade – como José Maria Eymael e Luciano Bivar – resulta de um acordo mediante o qual eles abrirão mão de participar do debate programado para o dia 28 de setembro. O acordo estabelece que só participarão os candidatos com mais de cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto. Mas esse entendimento só existirá para a Justiça Eleitoral se os candidatos concordarem formalmente em ficar de fora. O que eles teriam trocado por aparecer agora.


Por conta disso, o Jornal Nacional tem praticado altas doses de antijornalismo, ao mostrar Eymael e Bivar em visita a locais onde são recebidos por meia dúzia de pessoas, e dando declarações rigorosamente vazias. O telespectador tem que agüentar meses de teatro irrelevante para que a emissora mostre como é poderosa.


Tudo igual na TV digital


O repórter Daniel Castro escreve no caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo a coluna de televisão Outro Canal. Ele tem uma visão crítica da maneira como o governo federal resolveu a questão da TV digital.


Castro:


– A TV digital foi um assunto discutido seis, sete anos, e foi uma discussão feita só por um lado, o lado dos grandes radiodifusores. Nem as poderosas empresas de telecomunicação conseguiram mudar esse panorama. O que prevaleceu no final foi a vontade das grandes emissoras, da Globo, da Record, do SBT, da Bandeirantes. Nesse caso elas agiram todas unidas, sem divergências. E a opção pelo padrão japonês… Na verdade, japonês, europeu ou americano oculta a coisa que é muito mais importante, o modelo de negócios. E o modelo de negócios que prevaleceu, que vai acontecer, é um modelo que não muda nada o panorama atual. Ou seja, a tevê digital vai ser igualzinha à tevê analógica como ela é hoje, com a diferença de que ela passará a ser transmitida em bits e que ela terá uma imagem e um áudio muito melhores assim que houver aparelhos e televisores prontos para receber alta definição e as emissoras forem produzindo em altíssima definição.


Contra a baixaria


Em sua coluna de hoje na Folha, Daniel Castro relata que o SBT enfrenta ação civil pública movida por um procurador da República por ter exibido, nos últimos dois anos, mais de 120 programas contendo passagens inadequadas aos horários em que foram ao ar. Castro noticia também que o Ministério da Justiça avisou à Rede Globo sobre monitoramento do abuso de cenas de sexo na novela Páginas da Vida.


[Nota às 9h25: também a coluna Tevê, assinada por Keila Jimenez no Estadão, fala hoje em medidas contra a baixaria, sob o título’MP cobra indenização da Record. Exposição de menor doente gera ação: multa é de R$ 4 milhões’. O alvo da ação é um programa de Sônia Abrão exibido em agosto passado no qual foi explorada a imagem de uma criança com câncer.]


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