Friday, 14 de June de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1292

Apelo aos bons jornalistas

Um leitor faz o seguinte apelo:


‘Eu não fico admirado com o fato do Mainardi escrever um amontoado de besteiras toda semana. O espantoso é o tamanho da sua platéia. Os verdadeiros jornalistas têm uma parcela de culpa nesse ´fenômeno´ grotesco. Antes desse episódio o único jornalista que tomei conhecimento que denunciou publicamente a falta de caráter do Mainardi foi o Luis Nassif. Acho que um jornalista denunciar a fraude que é o Mainardi não fere nenhum código de ética, afinal, ele não se considera jornalista. Ele se diz cineasta-escritor mas eu nunca vi nenhuma obra desse cidadão, como aquelas celebridades instâneas que se dizem modelo-atriz-cantora-apresentadora mas na verdade o único trabalho ´artístico´ é sair pelada em revistas de segunda. Faço um apelo aos bons jornalistas, denunciem as fraudes que há no mercado, tanto ´cineastas-escritores´ quanto ´cientistas-políticos´ e ´especialistas´, caso contrário, no futuro, as vítimas podem ser vocês. Garanto que esse tipo de denúncia não vai ser encarada como alcagüetagem pelos leitores.’


Fica aí a sugestão.


Luzes da ribalta


Um leitor diz que eu sou um jornalista saudoso da ditadura, quando havia um quê de heroísmo na tarefa, etc. Nunca fui herói, não tenho nenhuma saudade, durante a ditadura tive que abandonar o emprego (no Jornal do Brasil) e levei 12 anos fora de jornal.


Uma leitora vê paranóia na comparação que fiz com o denuncismo do tempo da ditadura. Ninguém está dizendo que as jogadas de marketing de Mainardi sejam conscientemente parte de um jogo conspiratório da direita, algo assim. Embora não se saiba que uso poderá ser feito desse tipo de material. Mainardi provavelmente nem tem idéia das raízes históricas desse tipo de acusação.


Um interlocutor sugeriu há pouco: confiram o sumiço de Mainardi da estatística de cartas dos leitores ao longo das semanas e entenderão por que ele resolveu usar o velho truque do ‘falem mal, mas falem de mim’. Amanhã a Veja sairá com muito Mainardi na seção de cartas.


Mais grave é a Veja servir para isso. É impossível que não haja entre seus editores alguém com discernimento suficiente para estabelecer limites entre crítica e difamação. E não cabe falar aqui em liberdade de expressão. Veja publicaria um manifesto homofóbico, ou um ensaio para apoiar a tese do presidente do Irã de que não houve extermínio de judeus pela Alemanha nazista?