Friday, 19 de July de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1297

Bruno Garattoni

‘O buscador Google já colocou na internet uma versão de desenvolvimento (beta) do programa Google Desktop, que se destina a acabar com um situação tão comum quanto irritante: a perda de arquivos por desorganização do disco rígido. O software, que é gratuito (447 Kbytes, em desktop.google.com) e funciona nos sistemas operacionais Windows 2000 SP3 e XP, trabalha como se fosse um Google pessoal, ou seja, é dedicado a catalogar e pesquisar os documentos contidos no PC.

É um avanço considerável, pois a Apple só deve lançar algo similar em 2005; a Microsoft, de forma incompleta, em 2006.

Antes da primeira utilização, o Google Desktop precisa analisar o conteúdo do disco rígido, o que, segundo o programa, pode levar ‘algumas horas’. Nos testes realizados, o processo demorou menos de meia hora.

Finda a catalogação, o programa está pronto. Ele busca, de forma automática, as palavras-chave digitadas pelo usuário, em vários repositórios de dados: arquivos do Microsoft Office (formatos DOC, XLS e PPT), documentos de texto, pastas de e-mail (nos programas Outlook e Outlook Express), registros de bate-papos (realizados com o comunicador pessoal AOL Instant Messenger) e até o histórico de sites visitados com o Internet Explorer.

Os recursos são inovadores, mas há um problema óbvio. O Google Desktop só funciona com esses programas e formatos de arquivo, ou seja, não reconhece softwares como o Firefox (maior concorrente do Internet Explorer, com bem mais recursos do que o navegador da Microsoft), o Thunderbird (programa de correio muito mais seguro do que o Outlook) e o MSN Messenger (comunicador mais popular do que o AOL Instant Messenger).

O Google admite ampliar a compatibilidade do buscador pessoal, mas não faz promessas. A situação atual, que limita severamente o uso da ferramenta, é frustrante, pois o programa é ótimo.

Ao catalogar o histórico de sites acessados, por exemplo, grava automaticamente cópias deles no PC (pode-se voltar a ler as páginas mesmo estando desconectado da rede) e indexa todo o texto das páginas -se você já tentou e não conseguiu se lembrar de algo que viu na internet, sabe como isso é importante. Outra inovação é que, ao fazer uma pesquisa no Google (www.google.com), são exibidos documentos pessoais que tenham conteúdo relacionado às palavras-chave digitadas.’



Folha de S. Paulo

‘Exterior impulsiona lucro do eBay’, copyright Folha de S. Paulo, 23/10/04

‘O forte desempenho das vendas para o exterior fizeram o lucro do site de vendas pela internet eBay crescer 76% no último trimestre. As vendas de laptops e de produtos para a volta às aulas também contribuíram para o resultado.

As transações internacionais subiram 82%, somando US$ 282,3 milhões. ‘É um resultado memorável para uma empresa que há cinco anos não tinha atuação internacional’, disse a executiva-chefe, Meg Whitman. A empresa anunciou pretender investir cerca de US$ 200 milhões em 2005 para expandir suas centrais de atendimento na China.

Em linha com as expectativas dos analistas de Wall Street, a gigante das compras on-line anunciou ganhos de US$ 182,2 milhões no terceiro trimestre. O lucro por ação ficou em US$ 0,27, bem acima dos US$ 0,16 do mesmo período do ano passado.

A companhia registrou faturamento líquido de US$ 806 milhões, 52% superior ao mesmo período do ano passado, quando a empresa obteve um faturamento de US$ 779 milhões.

EUA

As transações nos EUA, segundo o balanço, totalizaram US$ 330,6 milhões, um incremento de 29% em relação ao ano anterior.

A companhia revisou sua projeção de vendas para este ano. Agora, estima vender US$ 3,25 bilhões, US$ 65 milhões acima da previsão anterior. Para o ano que vem, no entanto, a empresa faz previsões mais modestas do que a de analistas do mercado: espera vender US$ 4,2 bilhões.

Mas a experiência recente mostra que o eBay costuma ser pessimista em suas avaliações. Originalmente, a empresa esperava aumentar as vendas em 38% neste ano, mas já faz previsões de crescimento de até 50%.

Problemas

Os executivos do eBay disseram estar otimistas com as perspectivas para o próximo trimestre, mesmo com a problemática área de pagamentos on-line.

O chamado PayPal, que possui mais de 50 milhões de usuários no mundo, apresentou por pelo menos cinco dias neste mês freqüentes bloqueios. Os problemas vieram após técnicos tentarem implementar melhorias no sistema.

‘É inquestionável que nós tivemos alguns clientes que não conseguiram fazer compras usando o PayPal’, disse Rajiv Dutta, executivo financeiro da empresa.

‘O mais importante é que conhecemos o problema e temos as melhores pessoas para consertá-lo. Isso não irá afetar o desempenho no quarto trimestre.’’

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‘Google anuncia lucro de US$ 52 mi’, copyright Folha de S. Paulo, 22/10/04

‘Em sua primeira divulgação de resultado como empresa de capital aberto, o Google registrou lucro líquido de US$ 52 milhões, no terceiro trimestre. O resultado teria sido melhor se não fosse um provisionamento para o cumprimento de um acordo com a rival Yahoo!.

Lucro da Microsoft cresce 11% no 3º tri

A fabricante de softwares Microsoft informou que seus ganhos no trimestre encerrado em setembro chegaram a US$ 2,9 bilhões. O resultado é 11% superior ao desempenho do mesmo período de 2003. O lucro por ação ficou em US$ 0,27 no período.’



RÁDIOS COMUNITÁRIAS
Diário Vermelho

‘Associações de rádios e especialistas defendem mudanças na legislação para emissoras comunitárias’, copyright Diário Vermelho (www.vermelho.com.br), 23/10/04

‘Para melhorar a situação das rádios comunitárias no Brasil, entidades representativas de rádios comunitárias e especialistas na área defendem mudanças na Lei de Radiodifusão Comunitária (Lei nº 9.612/98). ‘Essa é uma lei para calar as rádios. É necessário que se construa uma lei para potencializar os movimentos sociais que fazem radiodifusão comunitária’, propõe o coordenador de Comunicação e Cultura da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), José Guilherme Castro.

Ao destacar que as rádios comunitárias são o ponto mais próximo entre a comunicação e a sociedade, a jornalista e professora do Centro Universitário de Brasília Mara Régia critica o dispositivo da lei que fixa o alcance dessas rádios em, no máximo, um quilômetro. ‘Um país da dimensão do nosso não pode fazer com que a comunidade inteira se mobilize com transmissores de 25 watts, como prevê a lei’.

Já o especialista em mídia Dioclécio Luz diz que é preciso revogar o artigo 70 da Lei nº 4.117/62, que, no seu entendimento, dá margem a arbitrariedades. ‘Essa lei pune com cadeia quem operar emissora clandestina. Incriminar essas pessoas dessa forma tão grosseira, violenta, como se fazia no regime militar, é um retrocesso político’, avalia Luz, que, em novembro, publicará o seu segundo livro, intitulado ‘A Arte de Pensar e Fazer Rádios Comunitárias’.

A professora Mara Régia cita um exemplo de repressão à atuação de rádios comunitárias, ocorrido no município de Altamira (PA). ‘Lá, foi montado um posto da Polícia Federal para deter a grilagem de terras, o alvo de caça acabou sendo a rádio comunitária de Altamira. A PF entrou no local como se estivesse em frente de assassinos’, conta Mara, ao ressaltar que a rádio era um dos poucos canais de expressão e de informação da comunidade.

Repressão

Reclamações a respeito da ação violenta de policiais federais durante ações de fiscalização em rádios comandadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) são confirmadas por um grupo interministerial criado há cerca de um mês pelo governo federal. Segundo o coordenador de Políticas Digitais do Ministério da Cultura, Cláudio Prado, integrante do grupo: ‘Quando a polícia é chamada para atender o que a Anatel tem de fazer por lei, que é fiscalizar as rádios, a polícia já chega lá de porrada, de cassetete na mão, e muitas vezes desce o cassetete porque ficou esse ranço cultural trazido pela ditadura’, critica. A PF alega que apenas cumpre decisões judiciais.

Segundo Prado, o objetivo do grupo governamental é ‘trabalhar o verdadeiro entulho autoritário que sobrou no governo’ em relação a essas emissoras. ‘As rádios comunitárias foram vistas, durante muitos anos, durante a ditadura, como uma ameaça, porque seriam dificilmente controláveis pelo poder central. E isso acabou ficando desse jeito’, explica. De acordo com Prado, o grupo foi criado a pedido da própria Presidência da República, para atender às reclamações encaminhadas ao órgão por pessoas ligadas às rádios.

Para o coordenador, um dos aspectos dessa herança da ditadura militar diz respeito à atuação de alguns policiais durante as ações de fiscalização comandadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). ‘Ficou essa pecha em cima de rádios comunitárias, como uma coisa que não podia cair nas mãos das comunidades, sob o risco de isso ser uma ameaça ao centralismo, ao autoritarismo, que era o sistema da ditadura. E isso permaneceu, de alguma maneira, até hoje, na relação da própria polícia. ‘, criticou.

A Polícia Federal se pronunciou sobre as denúncias por meio da assessoria de imprensa. Segundo o órgão, como polícia judiciária da União, a PF deve seguir o ordenamento jurídico vigente no Brasil e, como tal, cumprir as decisões judiciais. A assessoria afirmou que, se houver constatação de algum abuso, o caso será apurado.

O presidente da Associação de Rádios e Televisões Comunitárias do Território Sisaleiro, Cleber de Jesus Silva, diz que, por causa da atuação nessas fiscalizações, já registrou ocorrência contra policiais federais na delegacia de Valente (BA), município localizado a 249 quilômetros de Salvador. A organização reúne 16 rádios comunitárias, das quais 12 estão em funcionamento. Dessas, apenas duas possuem autorização do Ministério das Comunicações, sendo que uma delas é a Rádio Comunitária Valete FM, que recebeu a outorga recentemente.

Antes disso, de acordo com Silva, a emissora foi alvo de ação de fiscalização da Anatel, com a participação de agentes da Polícia Federal (PF). ‘Eles chegaram no local onde ficava a rádio, não se identificaram, estavam à paisana. O locutor não abriu a porta, com medo de que fosse alguém querendo roubar a rádio. Então, eles pularam o muro, quebraram a porta e começaram a bater no locutor. Isso causou um rebuliço imenso na comunidade’.

A secretária-executiva da Federação das Associações de Rádios Comunitárias do Estado do Rio de Janeiro, Graça Rocha, afirma que a entidade da qual faz parte reuniu, num dossiê, reclamações de mais de cem emissoras ‘que sofreram violência por parte de agentes da Polícia Federal’. ‘Os agentes da PF vão sempre com muita truculência, arrancando até mesmo os panfletos, cartazes e fotos da comunidade, quebrando CDs e equipamentos comprados com dificuldades pela própria comunidade. Amedrontam e arrancam maquinas fotográficas ou qualquer equipamento que possa registrar a ação. As armas usadas por eles geralmente são pesadas, como fuzis e metralhadoras’, conta.

A federação inclui 396 emissoras, sendo 70% delas comunitárias, segundo Graça. Apenas 9 são legalizadas. A radialista destaca que, em todo o estado do Rio, só há 43 outorgas definitivas concedidas para rádios comunitárias, sendo 13 delas ligadas a grupos religiosos, segundo ela (o que, pela legislação vigente, impediria que elas fossem classificadas como comunitárias). Para se associar à federação, a rádio tem de ter programação pluralista, gestão pública e transparente, além de prestar auxílio comunitário.

Graça diz que, até agora, a federação não registrou nenhum caso de agressão. ‘Mas, durante a investida, os agentes utilizam palavras ofensivas e de intimidação, dizendo que os comunicadores comunitários são iguais a contrabandistas’, critica.

Fechada pela Anatel em 2002, a Rádio Bicuda FM é uma das emissoras que funcionavam sem autorização no município do Rio de Janeiro. A rádio era um dos ramos da organização não-governamental Bicuda Ecológica, entidade de defesa da preservação ambiental. Segundo um dos responsáveis pela emissora, Celso Brites, a Bicuda FM foi fechada em operação da qual participaram oito agentes da Polícia Federal e três funcionários da Anatel.

Brites diz que foi uma das três pessoas presas durante a ação. ‘O locutor também foi preso e foi levado, algemado, para a delegacia, onde permaneceu assim durante cerca de três horas. Os agentes fingiram que esqueceram onde estava a chave da algema’, conta. De acordo com ele, o Ministério Público entrou no caso, o que possibilitou que a emissora recuperasse os equipamentos que haviam sido apreendidos na operação.

Apoio do governo

O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, classifica as rádios comunitárias como um instrumento fundamental de democratização do acesso à informação e de geração de cultura nos lugares mais remotos do país. Segundo o secretário, uma força-tarefa do ministério conseguiu limpar a pauta de cerca de 35 mil processos, que estavam acumulados quando o atual governo assumiu, relativos à concessão e à renovação de outorgas, entre outros serviços, relacionados ou não à rádio e à televisão. De acordo com Lustosa, a maior parte das pendências já foi resolvida.

No caso de processos relacionados a rádios comunitárias, por exemplo, ele diz que a prioridade tem sido para os mais antigos. Nos casos de comunidades mais afastadas, situadas, por exemplo, no interior do Amazonas, que aguardam há anos a definição sobre suas rádios comunitárias, o secretário se dispôs a receber eventuais demandas. ‘Qualquer comunidade que tiver situações dessa natureza, entre em contato conosco, ou pelo site do ministério (www.mc.gov.br) ou diretamente com uma correspondência para mim ou para o meu e-mail, paulo.lustosa@mc.gov.br’.

O endereço para correspondência é:

‘Ministério das Comunicações – Secretário Executivo

Paulo de Tarso Lustosa da Costa

Esplanada dos Ministérios, bloco R, 8. andar, sala 812

Brasília-DF CEP 70044-900’

Fonte: Agência Brasil’



CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
Daniel Castro

‘Globo e SBT mobilizam TVs contra nova lei’, copyright Folha de S. Paulo, 25/10/04

‘Globo e SBT estão liderando mobilização nacional de emissoras contra a aprovação de um projeto de lei que, na interpretação de alguns executivos, pode tornar impositiva a classificação indicativa de programas e abrir brecha para a censura prévia.

O projeto foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados. Era, inicialmente, uma medida provisória que prorrogava para 2006 a obrigatoriedade de televisores vendidos no país conterem dispositivo bloqueador de programas indesejáveis.

A medida provisória recebeu nova redação na Câmara e incorporou artigos que legislam sobre a classificação indicativa -procedimento que sugere às TVs o horário adequado dos programas.

O projeto deve ser votado no Senado já em novembro. As redes estão pedindo a suas afiliadas que pressionem os senadores de suas regiões a não aprová-lo.

O texto prevê que os critérios de classificação serão editados por regulamento, ou seja, via decreto.

As redes avaliam que o texto é perigoso porque não estabelece limites e diretrizes ao novo regulamento. Não está definido, por exemplo, se telejornais precisam de classificação (hoje, não precisam). Assim, temem as TVs que governos interpretem a lei conforme suas conveniências.

O Ministério da Justiça, a quem compete a classificação, está convidando as TVs a participarem da elaboração das novas regras.

OUTRO CANAL

Fábrica 1 Satisfeita com o desempenho de ‘A Escrava Isaura’, a cúpula da Record estabeleceu na semana passada que em julho de 2005 irá inaugurar um segundo horário de telenovelas, por volta das 20h15, coincidindo com a exibição do ‘Jornal Nacional’, da Globo.

Fábrica 2 O novo horário deverá contemplar tramas contemporâneas. O atual horário de ‘A Escrava Isaura’, a partir das 18h50, deverá ser reservado a produções de época. ‘A Moreninha’, romance de Joaquim Manuel de Macedo, já adaptado pela Globo, está cotado para substituir ‘Isaura’.

Palavra Ex-superintendente comercial e atual diretor-geral da TV Globo, Octávio Florisbal está, na prática, comandando diretamente a área artística da emissora, durante a ausência de Mário Lúcio Vaz, que está afastado temporariamente para tratar da saúde.

Decoração 1 Diretor das três primeiras edições de ‘Casa dos Artistas’, no SBT, Rodrigo Carelli comandou as gravações do ‘reality show’ ‘Enquanto Você Não Vem’, exibido pelo canal pago People & Arts, realizadas em São Paulo há duas semanas.

Decoração 2 Foi a primeira gravação de ‘Enquanto Você Não Vem’ fora dos EUA. No programa, decoradores reformam um ambiente de uma casa enquanto o morador está fora, viajando.’



TV GLOBO
Daniel Castro

‘Bial e Glória não se bicam no ‘Fantástico’’, copyright Folha de S. Paulo, 24/10/04

‘Já faz mais de dois meses que os apresentadores Pedro Bial e Glória Maria não dividem a bancada do ‘Fantástico’, da Globo. Desde agosto, ou Bial apresenta o programa com a repórter Renata Ceribelli ou Glória ancora a revista eletrônica ao lado de Zeca Camargo.

Não é mera coincidência. O departamento de jornalismo da Globo tem se esforçado ao máximo para que Glória e Bial não se encontrem no mesmo cenário. É porque eles simplesmente se odeiam, a ponto de um não cumprimentar o outro.

Hoje, Glória deve apresentar o programa ao lado de Camargo. A justificativa é que Bial está escrevendo a biografia de Roberto Marinho.

OUTRO CANAL

Colorido As mulatas que disputarão a vaga de ‘Globeleza’, em concurso no ‘Domingão do Faustão’, vão aparecer no vídeo a caráter: apenas com tapa-sexo e pintadas por Hans Donner, marido de Valéria Valenssa.

Quesito Fernanda Lima foi bem no teste que fez para apresentar o ‘Vídeo Game’ durante a licença-maternidade de Angélica. Mas pesou muito um critério: a cúpula da Globo acha a moça linda.

Cachê Começam nesta semana as negociações entre a MTV e Daniella Cicarelli pela renovação do contrato da modelo para 2005. A MTV já espera um pedido de aumento. Depois que começou a namorar Ronaldo, o passe de Cicarelli inflacionou.