Sexta-feira, 19 de junho de 2026 ISSN 1519-7670 - Ano 2026 - nº 1393

Depois da Copa, os discos voadores

(Foto: Danie Franco/Unsplash)

Assim que terminar o Mundial de Futebol, o presidente Trump já criou uma alternativa para a imprensa esquecer seu fiasco por não ter conseguido derrubar a teocracia islâmica iraniana, também conhecida como a ditadura dos mulás. 

Trata-se da divulgação gradativa, já iniciada, de documentos até agora considerados secretos, nos arquivos do Departamento de Defesa ou das Forças Armadas dos EUA, o Pentágono, relacionados com o aparecimento, ainda durante a Segunda Guerra Mundial dos chamados Discos Voadores (Unidentified Flying Objects) ou OVNI, Objeto Voador Não Identificado.

Embora muitos pilotos dos aviões de caça da época tenham relatado a presença de objetos luminosos que os seguiam, alimentando o imaginário da imprensa, os países aliados atribuíam aos nazistas alemães a invenção e utilização de armas voadoras desconhecidas, descartando como delírio imaginativo a hipótese de serem observadores extraterrestres.

Outra explicação é que os russos comunistas, ao entrarem na Alemanha, teriam se apoderado dos cientistas alemães e de suas invenções aéreas militares, aperfeiçoadas e visíveis em muitos países durante o período da Guerra Fria.

Nos dias de hoje, as grandes potências têm praticamente os mesmos avanços tecnológicos aéreos, seja em termos de mísseis, drones e aviões supersônicos, porém nada comparáveis caos relatos de testemunhos visuais de aparelhos voadores, cuja velocidade e manobras são inexplicáveis.

Existiriam também destroços de aparelhos caídos, tripulados por seres não semelhantes aos humanos. Os documentos, que começam a se tornar públicos, irão confirmar a existência de uma realidade até agora ignorada sobre a visita ao nosso planeta de naves vindas de regiões distantes do universo? Ou serão documentos inconsistentes, deixando a constatação de estarmos sós no espaço sem visitas, mas com muita imaginação?

Seja como for, e até surgir prova definitiva, existe um podcast recente com cerca de quatro milhões de inscritos, produzido pelo inglês Steven Bartlett, cujo título ousado é um eficaz chamariz – Um físico da CIA prova que os extraterrestres existem!

Quem é ele? O dr. Hal Puthoff, especialista em física quântica do NSA (National Security Agency), principal agência de informação eletromagnética dos EUA, especialista na interceptação e decodificação de comunicações mundiais e na proteção das redes informativas do governo norte-americano.

Junto com Hal Puthoff numa mesa redonda está Dan Farah, o cineasta realizador do documentário The Age of Disclosure, produzido em três anos com investigações e informações colhidas junto a Marco Rúbio, secretário de Estado dos EUA, pilotos de caça da Marinha norte-americana, almirantes, generais e depoimentos de diversos responsáveis de informações.

Nessa mesa redonda, ambos discutem por que o governo norte-americano dissimulava a existência de vida inteligente não humana nos anos 1940, a  recuperação de certos objetos aeroespaciais não identificados (PAN) acidentados com corpos não humanos no interior, a identificação de aparelhos PAN sobre os depósitos de armas nucleares norte-americanos, a decisão de Trump de revelar tais documentos, que pode se tornar histórica. O grande público está ou não preparado para uma revelação de vida não humana no universo e qual seria o significado dessa revelação para as religiões?

Alguns sinais de discos voadores: https://www.youtube.com/watch?v=NCDX_iEA8PU

https://www.youtube.com/watch?v=V-z0k5xu1hM 

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Age_of_Disclosure

https://www.bbc.com/afrique/articles/ckgp4j8j4z3o

https://www.youtube.com/watch?v=OtVnhQhaeks

http://almanaque.folha.uol.com.br/ciencia_16mar1950.htm

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.