Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 ISSN 1519-7670 - Ano 2026 - nº 1413

A visão de Marcelo Freire, editor-chefe do Diário da Amazônia, líder em Porto Velho

Observatório – O jornal e o portal têm alguma linha editorial definida?

Marcelo Freire – Posso falar pelo Jornal. É uma linha editorial independente, divulgando todos os segmentos da sociedade, cumprindo a rigor os ditames da imparcialidade que rege a imprensa.

 

Como são definidas as pautas e a importância delas? Há reuniões coletivas?

– Fazemos reuniões diariamente e quando tem fatos mais polêmicos no cotidiano intensificamos os trabalhos.


Leia mais:

– Prioritária, cobertura sobre impacto das cheias do rio Madeira reflui na seca;

– A visão da usina de Santo Antônio;

– A visão de João Marques Dutra, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB);

– A visão de Raphael Luis Pereira Bevilaqua,  procurador da República em Rondônia;

– Usinas acabam com deficit energético, mas impacto socioambiental ainda é incógnita.


 

Como vocês definem as pautas mais importantes?

– Pela ordem de interesse econômico e social.

 

Que reportagem destacaria como exemplo do jornalismo praticado?

– Uma reportagem sobre a BR-364, principal rodovia federal do estado que foi abandonada pelo governo federal. No ano passado foram 111 mortes em 2015 no estado.

 

Os jornalistas têm contrato de exclusividade?

– Não. Alguns trabalham em assessoria de imprensa

 

Você já identificou algum conflito ético trabalhando no Diário da Amazônia?

– Não.

 

Que tipo de matéria tem mais repercussão no jornal?

– As matérias de polícia, economia e de relevância social.

 

Há algum assunto que tem embargo, só pode ser publicado após a aprovação do dono?

– As editorias são independentes e a decisão cabe ao Conselho Editorial.

 

Como vocês lidam com a pressão de anunciantes diários no jornal? Como é essa relação com os anunciantes?

– Temos uma boa relação, afinal, são eles que pagam os nossos salários.

 

Vocês têm uma cobertura crítica com relação aos problemas trabalhistas e econômicos com relação às demissões que ocorreram nas usinas em 2014. Já houve alguma intervenção e ingerência no jornal ou no site por causa disso?

– Sempre procuramos ouvir os representantes dos consórcios, quando existe alguma denúncia. Apenas a usina de Santo Antônio é anunciante do jornal.

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Diogo Magri, Fernanda Giacomassi e Victória Damasceno são alunos da disciplina de Ética, da Graduação em Jornalismo na Escola de Comunicações e Arte, da Universidade de São Paulo.