Saturday, 20 de July de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1297

Jornalistas perdem 40% dos empregos em 10 anos

Embora inúmeras indústrias tenham decrescido nos últimos dois anos, poucas foram tão atingidas quanto as empresas jornalísticas, que já se vinham contraindo antes que se agravasse a crise econômica. Segundo as estatísticas de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA, o total de empregos na indústria jornalística caiu de 414 mil, em 2001, para 246 mil em 2011, uma queda de 40,6% em dez anos. Os números de 2011 representam uma queda de 5% em 2010 e de 20,4% em 2009. Embora os diretores de jornais tenham feito o possível para manter o número de funcionários nas redações, a abrangência das demissões afetou inevitavelmente todas as equipes editoriais.

Números da Sociedade Americana de Editores de Jornais indicam que o emprego total nas redações encolheu de 56.400, em 2001, para 40.566 em 2012, uma queda de pouco mais de 28,1% em uma década. Em relação a 2011, o número era de 41.609, o que representa uma queda de 2,5%. Alguns diretores de jornais enfrentaram quedas maiores do que outros.

No final de 2011, a empresa Gannett Co. tinha 31 mil empregados, 40% a menos do que os 51.500 de 2001. No mesmo período, o número de empregados em sua filial americana encolheu 47%, de 39.400 para 20.900. A força de trabalho total da empresa McClatchy Co. diminuiu 53,5%, de 16.791 em 2006, após a aquisição da Knight Rider, para 7.800 no final de 2011. A New York Times Company tinha 7.273 empregados no final de 2011, 40% a menos que os 12.050 do final de 2001.

Não é novidade que a indústria jornalística se encontra sob uma tremenda pressão financeira. A Associação de Jornais da América revela que o total da receita publicitária caiu de US$ 49,3 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em 2006 para R$ 23,9 bilhões (R$ 48 bilhões) em 2011 – uma queda de 51,5% em cinco anos. Informações de Erik Sass [Media Daily News, 20/9/12]