Sunday, 19 de May de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1288

A ética e o vício

Leo Marcos Paiola (*)

Não sou um leitor muito dedicado de jornais. Tenho uma atividade profissional intensa, o que me impossibilita disponibilizar mais tempo à leitura de jornais, onde espero encontrar a notícia na melhor forma possível, em estado quase in natura.

Como muitos de minha geração, nasci após o golpe militar de 1964, que podou bastante o desenvolvimento natural da imprensa. Muitos jornalistas, inclusive, usavam pseudônimo à época. Hoje isto não se justifica. Mas me deparo freqüentemente com uma situação incômoda: determinados artigos são assinados por jornalistas que não sei quem são. Às vezes, nem se trata de jornalista, mas apenas de pessoa que escreve habitualmente ou ocasionalmente para jornais.

Considero essencial que ao pé de cada artigo seja divulgado um currículo mínimo de seu autor, constando idade, formação universitária, se já exerceu cargo eletivo, em que jornais trabalhou, no caso de jornalista.

Sou advogado e observo que nas publicações técnicas as editoras fazem questão, acertadamente, de deixar claro quem é o autor do artigo – se juiz, advogado, promotor – a idade e a formação universitária, para que o leitor possa fazer seu juízo do conteúdo apresentado.

Há tempos tenho essa queixa. Já a compartilhei com vários colegas que têm a mesma opinião. Nunca a encaminhei a qualquer outro veículo, e o faço agora ao Observatório da Imprensa por julgá-lo o melhor e o mais indicado veículo.

(*) Advogado de Curitiba