Saturday, 13 de July de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1296

Ana Sá Lopes

PORTUGAL

“Emídio Rangel Convidado a ?Refundar? a TSF”, copyright Público (www.publico.pt), 1/03/03

“Ex-director-geral da RTP aceitou convite da administração da Lusomundo para fazer projecto de reestruturação da TSF, de que foi fundador e primeiro director em 1988

Emídio Rangel irá elaborar o projecto de ?refundação? da TSF, a convite da administração da Lusomundo, que pretende uma modernização da estação, mantendo a filosofia de rádio eminentemente noticiosa.

Quinze anos depois de ter sido o primeiro director da estação, Rangel volta à ?casa? onde Pinto Balsemão o foi buscar para a direcção da SIC. Agora, o ex-director assumirá as funções de ?consultor? para a elaboração de um projecto de revitalização da rádio que ajudou a fundar.

Contactado pelo PÚBLICO, Rangel confirmou ter aceite o convite com ?satisfação?. ?Tendo sido eu a pessoa que criou a TSF, o formato da TSF, dá-me alguma satisfação poder voltar a participar no projecto, de modo a que fique mais moderno e interessante, sem nunca pôr em causa o modelo para que foi criado?, disse. Agora, trata-se de ?fazer o diagnóstico da situação, elaborar um projecto de renovação e levá-lo à prática?.

No convite feito a Emídio Rangel pela administração da Lusomundo – pertencente ao universo da PT Multimédia, também proprietária do ?Diário de Notícias?, ?Jornal de Notícias?, ?Grande Reportagem?, ?24 Horas?, entre outras publicações – ficou claro que a ideia era a manutenção da filosofia da rádio: ?Não faria nada se alguém me propusesse outra coisa?, declarou o ex-director-geral da RTP.

O trabalho de definição do novo projecto da TSF será articulado com a actual direcção da estação composta por jornalistas que são, segundo Rangel, ?as pessoas que devem executar esse [futuro] formato?. Para Emídio Rangel, quem dirige a TSF ?são as pessoas certas?. Neste momento, a TSF é liderada por Carlos Andrade, Fernando Alves (ambos trabalharam com Rangel na fundação da TSF) e António José Teixeira.

A aceitação das funções de consultor da TSF marca o regresso de Emídio Rangel ao jornalismo, depois de ter abandonado o cargo de director-geral de antena da RTP, para onde tinha sido nomeado pelo governo de António Guterres. A saída de Emídio Rangel da direcção da RTP foi uma das ?medidas? em que o ministro da tutela, Nuno Morais Sarmento, se empenhou logo nos primeiros tempos de mandato.

Quando saiu da SIC, num momento em que era visível a quebra de audiências face à TVI, já se tinha desmoronado a relação de profunda cumplicidade que unia Emídio Rangel e Pinto Balsemão, o proprietário da estação que rapidamente se afirmou na liderança televisiva depois da abertura das privadas. Para a RTP, Rangel levou alguns dos pesos-pesados da SIC, nomeadamente José Alberto Carvalho, ?pivot? do telejornal da SIC desde a fundação (que se mantém como apresentador do Telejornal da RTP) e José Fragoso (director de informação da RTP durante o breve consulado de Rangel, hoje director da RTP Internacional).”

“Cofina Lança o ?Diário de Negócios? em Maio”, copyright Público (www.publico.pt), 1/03/03

“Paulo Fernandes, presidente da Cofina, em entrevista ao PÚBLICO diz que ?Correio da Manhã? destronou ?JN?

O semanário ?Jornal de Negócios? do grupo Cofina, que passará a diário em Maio próximo, vai mudar de nome para ?Diário de Negócios?. A informação é avançada por Paulo Fernandes, presidente da administração da Cofina, em entrevista ao PÚBLICO, a divulgar na íntegra no suplemento de Economia da próxima segunda-feira.

O empresário adianta que a equipa do ?Diário de Negócios? se encontra praticamente fechada e que o projecto está a ?caminhar a passos largos?, já que o lançamento ocorrerá em Maio. ?O jornal dirige-se aos decisores portugueses. Será um jornal verdadeiramente de economia, coisa que o ?Diário Económico? (?DE?) hoje já não é?, sublinha. O ?Diário de Negócios? irá concorrer directamente como o ?DE?, jornal de onde saiu um grupo de jornalistas para formar parte da equipa da publicação da Cofina. Foi também do ?DE? que veio o director do ?Diário de Negócios?, Sérgio Figueiredo.

Na entrevista Paulo Fernandes explica ainda que não chegou a acordo com os espanhóis da Recoletos para compra de uma participação na Económica – ?holding? que controla o ?Diário Económico ? e o ?Semanário Económico? – devido ?à arrogância castelhana?. Adianta também que o ?Correio da Manhã? (?CM?), um dos títulos que a Cofina edita, retirou a liderança ao nortenho ?Jornal de Notícias?, ao aumentar a circulação para uma média diária 115 mil exemplares nos primeiros dois meses de 2003.

A liderança do ?CM? já se tinha verificado ao nível das receitas publicitárias em 2002, afirma. A Cofina, que edita também títulos como o ?Record?, ?Máxima?, ?Automotor? e ?TV Guia?, admite que o mercado publicitário deverá bater no fundo este ano. ?Já não estamos a ter os decréscimos de publicidade que tivemos no passado. Penso que o mercado está próximo da viragem. Provavelmente será ainda esta ano, mas depende muito da conjuntura?. O empresário mostra-se muito satisfeito com os resultados da fusão entre as distribuidoras Vasp e Deltapress, salientando que a operação foi benéfica e que melhorou a qualidade da rede de distribuição. ?As vendas do ?CM? no Norte aumentaram 50 por cento desde que houve a fusão?, frisa.

Entre os projectos desenvolvidos em 2002, Paulo Fernandes destaca o facto de ter conseguido em quatro meses tornar a ?TV Guia? – que comprou à RTP -, rentável e pô-la a liderar o seu segmento. A revista de economia norte-americana ?Forbes?, cuja publicação em Portugal foi proposta a Paulo Fernandes, é um projecto que ficará adiado. ?Actualmente, o nosso projecto é o lançamento do ?Diário de Negócios?, a ?Forbes? não está na lista das nossas prioridades. Foi-nos oferecido o título, mas a conjuntura está demasiado adversa para lançar duas publicações em simultâneo?, adianta. E garante que não fechou o negócio com a ?Forbes?.”