Friday, 23 de February de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1275

Jornais em perigo

Fabiano Golgo, de Praga

 

O

preço dos produtos impressos (jornais, revistas) já subiu, no caso de alguns apressados querendo fazer caixa para quando o custo do papel realmente lhes afetar as finanças, ou vai ser aumentado quando os estoques acabarem e a compra da matéria-prima em dólar alto o fizer necessário.

Essa é a preocupação imediata das empresas jornalísticas, mas há outro fantasma rondando as cabeças dos Frias, Mesquita, Sirotsky, Marinho etc. É o fato de estarem perdendo a cada dia mais leitores. O diagnóstico aponta a substituição da fonte escolhida para a carga de informações diárias do jornal pela TV, por mais absurdo que isso possa soar, considerando-se o baixo teor de notícia que os telejornais veiculam em favor do “infotainment” (infotretenimento). Fora os que consomem os diários sensacionalistas, de Extra a O Dia.

Isso sem falar no fator juventude alienada, que põe em risco a longevidade dos jornais impressos. As novas gerações cresceram na Era Xuxa, bitoladas pelos anos shopping. Ler jornais não faz parte de seu “way of life”. Obtêm algumas informações acerca do mundo que os rodeia através de um Jornal Nacional espremido entre as novelas, ou pela incidental passada de olhos nas manchetes das capas do jornal do dentista ou da mãe (folheado sob a intenção de se ler as páginas sobre futebol).

A realidade brasileira não é diferente da americana, no entanto: pesquisas mostram que a maioria do público fica sabendo das noticias principais pelas piadas dos programas de fim-de-noite de David Letterman ou Jay Leno (os Jô Soares do tio Sam). Os telejornais das três grandes redes (CBS, ABC, NBC) têm em média 10 minutos de notícias enquanto os restantes 20 minutos são preenchidos com quadros sobre medicina, direitos e curiosidades científicas. A quarta grande rede, Fox, sequer tem noticiário nacional no seu canal aberto. Reserva um horário secundário na grade para difusões locais, geralmente recheadas de casos policiais e dramas familiares. É a via do entretenimento em detrimento da utilidade publica, antigo vetor do jornalismo.

Esse quadro de evasão das massas, conscientemente se distanciando das “grandes questões” para não “encherem” a cabeça com ainda mais problemas que o cotidiano pessoal apresenta, é o que põe em perigo a atuação futura dos jornais.

O diferencial de um jornal impresso é a possibilidade física e de tempo de se desenvolverem analises mais aprofundadas dos fatos que nos rodeiam. É a capacidade intrínseca de propiciar uma visão mais clara do que acontece em nossa volta. Quando o jornal fala a língua do leitor, mantém a clientela. Mas há um problema fundamental: vastas camadas da sociedade se formaram nos últimos anos no vácuo do consumismo. A língua que falamos hoje é limitada, burra até.

Uma simples enquete nas ruas sobre qualquer assunto que exija um pouco mais de senso crítico revela a mentalidade fútil de nosso povo. É óbvio que há entre nós pessoas interessadas e capazes de uma visão mais rebuscada da vida, mas mesmo assim não passam de uma minoria (em um país continental como o nosso) – e minorias não sustentam veículos de massa nessa religião, digo, economia de mercado atual.

Se os jornais têm a oferecer uma análise mais iluminadora de certos assuntos, se servem como fórum de intelectuais e especialistas mas não têm consumidores em número suficiente para seu funcionamento ideal (independente e consciente de seu eco na sociedade) então fecha as portas. Ou acopla fascículos de cultura superficial, cassetes e parafernália subornadora.

Essa estratégia ou não dura ou mata de vez o jornal, como a elite consciente gostaria. É irônico que ao longo de nossa história as massas tenham sido subjugadas aos gostos das elites econômicas, e agora são as massas que são a elite econômica. A minoria intelectual é a vítima da síndrome de agradar ao maior número possível de pessoas e do frio mecanismo de mercado, quase darwiniano por sua eliminação dos mais fracos.

O emburrecimento do jornal é apenas um perigo no provável futuro do jornal. Os detentores desses veículos também têm que se preocupar com a era digital, que está logo ali na esquina. No Brasil pode demorar um pouco mais, mas é tão inevitável quanto a globalização. A Internet revolucionou a comunicação de tal modo que seria ingênuo pensar que não faremos parte desse mundo logo, logo. Eu, por exemplo, monitoro tudo o que acontece em meu país, mesmo estando do outro lado do oceano, na capital da Republica Tcheca. Leio até antes que meus compatriotas os jornais que eles só vão receber meia dúzia de horas mais tarde, graças à diferença de horário e ao fato de os jornais estarem quase todos à disposição no ciberespaço já no início da madrugada brasileira (manhã aqui).

Antes, quando morava em Nova York, tinha que recorrer à 46th Street para adquirir cópias tardias de jornais do meu país nas lojas da comunidade brasileira na Big Apple. A partir do surgimento da Internet tudo isso mudou. Lá por 96 já era possível acompanhar de perto – mesmo a distancia – tudo o que acontecia na minha terra. Através do computador, muito mais barato e rápido que o velho jornal da 46.

Essa historia poderia ser conjugada com os relatos daqueles primeiros telespectadores da Tupi em 50, que mal sabiam da poderosa influência que esse veículo viria a ter em anos militares sobre nosso comportamento enquanto povo. Mal calculamos onde estarão nossos hábitos em poucos anos, quando televisores serão digitais e permitirão o acesso imediato a fontes de notícia feitas sob medida para nossos interesses, enquanto assistimos ao jogo de futebol ou conferimos a conta de banco. Quando os programas não terão horário de apresentação que nos obrigue a sentar em frente ao aparelho em determinada hora (os canais serão uma espécie de arquivo de suas atrações, as quais poderão ser acessadas a qualquer momento e apresentadas de acordo com o desejo do telespectador).

O jornal havia perdido alguns pontos por ser menos dinâmico e atual que o rádio ou a TV. Agora pode se igualar aos seus concorrentes eletrônicos por oferecer online tudo sob medida e na hora. Para isso os veículos têm que se preparar com a tecnologia e os especialistas necessários. Só que esse fenômeno vai deformar o modelo de jornal que nos acostumamos a ter. O jornal vai ficar mais parecido com a TV, na medida em que poderá oferecer imagens acompanhando as notícias, bastando um simples convênio com as agências que hoje fornecem tanto texto quanto cobertura de vídeo.

A redação terá que ser mais bem preparada para oferecer de imediato uma cobertura analítica do noticiado. A atual política de contratar jovens recém-saídos da faculdade e que recebem menos que um profissional com mais estrada (e família para sustentar) vai contra a necessidade de se ter um quadro com gabarito, experiência, acúmulo maior de informações. O jovem fresquinho da faculdade tem a vantagem do contato com as últimas tecnologias (tem? no Brasil?), além da agilidade e do dinamismo característicos das últimas gerações, que foram expostas à mais veloz e variada quantidade de estímulos em seus anos de formação.

O bom balanço em uma redação eficiente só existirá se lá estiverem estes que produzirão a informação objetiva, enxuta, para os usuários que querem estar informados enquanto trabalham, e os ases da crítica, curtidos pelo vinagre da experiência de vida. A comunhão de jovens com veteranos.

A mídia atual não se vê como tendo uma vocação, uma missão maior. O lema é o custo-benefício. É como a mãe que dá ao filho apenas doces, pois é isso o que ele quer… Esquecem da má nutrição mais adiante. Editores justificando-se dizendo que o publico quer “a” em vez de “b” e que a voz do povo é o comando na democracia é fazer o mesmo que a mãe inconseqüente, apenas preocupada em satisfazer o filho.

A quantidade torrencial de informações que o mundo cibernético passou a oferecer é de tal ordem que cria o problema de não se saber discernir o destacável no meio do gigantesco palheiro. Caberá aos jornais a escolha dos assuntos que receberão seus 15 minutos de fama. Um corpo de repórteres desinformados, mal preparados, imediatistas, sem tesão pela investigação perpetuará o desserviço prestado a sua sociedade.

A vendagem pode ser mantida, mas o estrago à comunidade é o preço deste sucesso. Mas o que esperar da geração shopping?

(*) Jornalista

 


Emmanuel Nogueira (*)

 

Este é um artigo sobre a imprensa e, portanto, sobre uma relação promíscua com o poder. Uma história onde a verdade passa sempre pela tutela de quem pode mandar e pelas mãos de quem deve obedecer. Um sistema dual de criar ilusões: entre os que se beneficiam com a informação e os que a executam sob o pretexto e a temeridade do desemprego. Cada vez mais faz-se um “jornalismo de reverência” , no qual o profissional da comunicação passa a atuar como mero burocrata, manipulador de adjetivos, fantoche da técnica. Longe de qualquer “delírio” ideológico, o jornalista assume a tarefa de representar as falas do poder. Destino ultrajante. O rolo compressor da informação-mercadoria atropelou qualquer ato de resistência. Uma cor parda e um silêncio insano imperam nas grandes redações.

Calma! Este diagnóstico faz parte da realidade da República da “liberdade, igualdade e fraternidade”. Especificamente da imponente imprensa francesa, considerada como um contra-poder – o baluarte da democracia planetária. Ledo engano, os arautos da liberdade nem são tão livres quanto se supunha. O livro Os novos cães de guarda, do jornalista Serge Halimi, revela o quanto a imprensa francesa é marrom, narcísica e subserviente ao poder. A notícia, em grande parte, passou a ser o álibi da dominação e a sustentação do “pensamento único”.

O livro vendeu mais de 200 mil exemplares na França e tornou-se, sem usar o poder de divulgação da mídia, um best-seller. Foi lançado no Brasil pela Coleção Zero à Esquerda, da Editora Vozes.

“Cães de Guarda” foi um termo usada por Paul Nizan referindo-se aos pensadores cujo compromisso não era com a verdade, mas com o poder. Sem muito esforço metafórico, Serge Halimi observou em seus colegas de profissão o ensejo, a maestria e intelectualidade a serviço fundamentalmente do poder em detrimento da busca da verdade.

Assim, Serge Hamili aponta os “novos cães de guarda” franceses que vigiam e servem à lógica dos dominadores. Ou melhor, ele desmascara a pretensa liberdade de imprensa francesa através da submissão dos jornalistas aos ditames do mercado, da troca de favores, dos apadrinhamentos políticos, do abuso de poder dos profissionais que detém os cargos de chefia, da relação “incestuosa” com o poder.

Para justificar suas assertivas, Halimi conta casos interessantes como a “escolha” do corpo de jornalistas que estariam credenciados para entrevistar o ex-governante François Mitterrand. Ou seja, os jornalistas que poderiam encenar uma falsa conversa com perguntas e respostas previamente ensaiadas. Um diálogo forjado.

E ainda, dando nomes aos bois, Halimi fala sobre uma cúpula de 40 intelectuais, sem Ali Babá, que se elogiam mutuamente e determinam a “sobrevivência” de outros 40 mil artistas. Pois, no meio jornalístico francês, quem diria, a troca de favores é tão natural quanto um cumprimento. O negócio é simples: um jornalista da TV convida um amigo do jornal para uma entrevista e vice-versa. Paulatinamente, vão formando uma teia de acordos tácitos – uma matilha em volta de interesses próprios.

Em outras profissões, essa prática, lembra o sociólogo Pierre Bourdieu, “receberia o nome de corrupção, concussão, malversação, tráfico de influência, concorrência desleal, colusão, entendimento ilícito ou abuso de confiança, e dos quais o mais típico é o que, em francês, se chama “renvoi d’ascenseur” (devolver na mesma moeda”). Simplificando: camaradagem.

O resultado desse jornalismo de conveniência (de silêncios cúmplices), lembra Serge Halimi, reflete-se na resposta silenciosa dos leitores. (Fúria incartografável das “maiorias silenciosas”). O sinal? Na França, a cada dia se vende menos jornal; cada vez mais há menos pessoas interessadas nas fofocas e nos adjetivos que louvam os senhores da inteligência. Progressivamente, o jornalismo torna-se menos investigativo e mais superficial. Pois Serge Halimi descobriu o óbvio ululante: o compromisso do jornalista passou a ser com o poder e não com a verdade.

Uma questão atravessa visceralmente a “corrupção legalizada” na imprensa francesa. A mídia desempenha uma função pública, mas é uma empresa privada. O lado permissivo dos desejos íntimos se sobrepõe aos valores do bem público. Veja, por exemplo, que um empresário de transportes coletivos, que oferece um serviço público, não pode impedir nem controlar quem entra ou sai de seus ônibus. Já um magnata da comunicação não apenas determina quem pode transitar pela sua empresa de comunicação como especifica o que vai ser veiculado.

O problema, na França, é que esse controle parece ser tão natural, evidente, cotidiano, que se tornou verdade inquestionável. Imagine se um empresário de transporte coletivo resolve fazer o mesmo controle?

Mas, sabem os mais céticos, essa é a lógica da economia de mercado. Um mercado em que a notícia é irmã siamesa da mercadoria. O fetiche tornou-se absoluto. Não há mais uma divisão entre o que é informação e o que é publicidade. O que é de bem público e de interesse privado. Vive-se uma mistura entre sujeito e objeto. Tudo está enredado, amalgamado, pela lógica do capital, que incentiva o jogo da individualização da profissão – insuflando egos no reino do efêmero.

Não se vive mais na época de Ilusões Perdidas, onde o romancista francês Honoré de Balzac descreve o exercício jornalístico como uma tensão dialógica entre a imposição da ideologia do mercado (com o florescimento estrondoso da cultura de massa) e o bem simbólico como fruto do espírito. A tensão entre mais-valia e elaboração estético-filosófica há muito tempo deixou de ser uma preocupação da empresa jornalística. A alienação dos jornalistas tornou-se regra aceitável.

Hoje, os jornalistas franceses tornaram-se reféns do produto que elaboram. Sob a ditadura da informação-mercadoria não há outro bem a defender senão o bem-estar pessoal e familiar. (Tirania da intimidade: “O bem-estar do corpo se converteu no mal-estar da ética”, diz Jurandir Freire Costa). Na França, os espaços midiáticos passaram a funcionar como gabinetes individualizados, em que cada um retira da notícia sua fatia de interesse. A notícia transformou-se num bem privado, senão, quando muito, numa partilha entre comparsas. Que pode ser entendido como o coletivo de individualidade. A prova disso está na insossa produção jornalística, que parece afirmar quotidianamente: nada a declarar.

Portanto, o problema do jornalismo francês não é só falta de tesão, mas é a “violência” do mercado capitalista, que não respeita nenhuma ética – senão uma moral presenteísta; é a ausência de sonhos coletivos; é esse vazio abismal, imensurável, sem régua, deixado pelo “arrefecimento” das utopias; é o preço que se paga por não pensar no próximo nem no amanhã.

A grande pergunta implícita no livro Os novos cães de guarda é saber se a perversão da imprensa francesa pode ser comparada. Se em outros países a imprensa também não passa de serva do poder. Se os jornalistas não passam de cães de guarda engordando no reino do silêncio. Infelizmente, sou péssimo em comparações e não posso me esforçar muito, afinal, não tenho ações em uma empresa jornalística como Serge Halimi (Hamili, juntamente com seus colegas, detém 20% das ações do jornal Le Monde Diplomatique).

Só resta, por prudência, indicar aos profissionais de comunicação, e leitores interessados no assunto, o livro Os novos cães de guarda, que é, no mínimo, um antídoto teórico contra o veneno da matilha. Uma matilha que habita uma floresta árida e cheia de desilusões, onde o homem é o cão do homem. Um ecossistema de cãenibais.

(*) Repórter do Diário do Nordeste

 


Paulo César de Paiva (*)

 

Alguns dados, no mínimo curiosos, me motivaram a escrever este artigo. Portanto, caros leitores, primeiramente quero que vocês se perguntem e respondam ao mesmo tempo o que é mais importante ter em casa: uma televisão ou uma linha telefônica? Uma televisão ou uma geladeira? Uma televisão ou uma máquina de lavar roupa? Uma televisão ou um freezer? Uma televisão ou água potável encanada? Uma televisão ou ligação à rede de esgoto sanitário? Uma televisão ou acesso à coleta de lixo? Mais que uma televisão ou um computador?

É muito intrigante, mas a televisão tem sido prioridade em relação aos outros bens e benefícios descritos nas questões acima. A que se deve esta prioridade da televisão, presente em 84,33% dos domicílios brasileiros, segundo dados do IBGE para o ano de 1996, enquanto a geladeira está em 78,22% dos domicílios, apenas 30,39% desses domicílios têm máquina de lavar roupa, só 18% têm freezer?

A televisão também é prioridade em relação aos serviços de utilidade pública. Vejam, por exemplo, que enquanto a televisão está presente em 84,33% dos domicílios, a rede de abastecimento de água potável atende 77,62% deles; a rede coletora de esgoto atende a apenas 40,33%, a coleta direta de lixo, 65,84%, e somente 25,4% desses domicílios têm telefone. É certo que em relação aos telefones a conta do atraso é debitada às décadas de monopólio estatal no setor de telefonia. No entanto, mesmo que todas as linhas solicitadas fossem instaladas a supremacia da presença da televisão nos domicílios brasileiros não estaria ameaçada.

É impressionante: por esses dados, notamos que 6,11% dos domicílios brasileiros não têm acesso a geladeira, água encanada, coleta de lixo, rede de esgoto, máquina de lavar roupa, telefone e freezer. Mas têm rádio e televisão. Não citei os percentuais do rádio por seu baixo custo.

Quando faço essas comparações estou levando em conta o custo de um ou mais aparelhos de televisão comparativamente ao custo dos demais aparelhos e/ou serviços.

Seguindo a lógica dos dados do IBGE, no Brasil, pelo jeito, quando se constitui uma nova família ou uma família se desmembra, os moradores da nova casa montam-na da seguinte forma: compram cama e fogão e em terceiro lugar o rádio e a televisão. Ou seja, a TV é um dos primeiros eletrodomésticos de médio porte adquiridos.

É óbvio que essa proposição não é 100% realista. No entanto, os indicadores da amostra de domicílios não deixam dúvidas de que a TV tem prioridade sobre muitas coisas importantes e de preços relativamente compatíveis.

Arrisco dizer que há três principais motivos para que esta prioridade: 1º) A enorme necessidade que as pessoas têm de estar sabendo o que acontece à sua volta, na rua, no bairro, na cidade, no país e no mundo; 2º) A televisão tem o poder de transformar, pelo menos entre os mais alienados e fanáticos, a ficção das novelas e dos filmes em realidade; 3º) A idéia de que o povo precisa mesmo é de “pão e circo” parece real, e a TV tem sido há muitos anos o instrumento perfeito para suprir a necessidade de circo da população.

Acredito que a TV seja o melhor instrumento de comunicação de massa do mundo. Mas ela é e tem servido de instrumento de alienação e dominação da classe dominante sobre a massa da população socialmente excluída. Podem me chamar de arrogante, mas quem detém esse instrumento deterá o poder e a dominação do povo.

(*) Economista