Saturday, 13 de July de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1296

Primeira página

PICADEIRO

Os novos acionistas do Jornal do Brasil não eram do ramo. Até aí nada demais. Mas ao longo deste primeiro ano de experiência já poderiam ter aprendido com a escoladíssima concorrência alguns truques essenciais para sobrevivência na selva. Um deles diz respeito ao uso do veículo em pinimbas pessoais. Não se justifica e até compromete o equilíbrio da primeira página do jornal a chamada na edição de domingo (17/3) a respeito de um novo e incompreensível lance na sua pendência com um grupo rival na área das telecomunicações. Os mestres na matéria na grande imprensa recomendam que, enquanto as rixas não se convertem em grandes "causas", melhor silenciar. (A.D.)

 

Inúmeras vezes, este Observatório chamou a atenção para a necessidade de jornalismo preventivo. Profissional atento 24 horas do dia, o jornalista deve ter capacidade de perceber problemas e relatá-los antes que ocorram tragédias.

Na semana passada, Veja deu uma mostra exemplar de que este tipo de jornalismo é possível (edição 1.742, 13/3/02). A matéria sobre o uso de helicópteros em São Paulo mostra que o número dessas máquinas na cidade supera várias outras grandes capitais do mundo. Em São Paulo, essa aeronaves voam bem mais baixo do que permitem outras cidades e praticamente sem controle algum. Neste caso, Veja acertou. (V.G.)

 

A diferença entre um telejornal chapa-branca e outro não:

"Bateu, levou! Governo responde ao que considera tom desequilibrado de Jean Ziegler, da ONU." (Renato Machado, Bom dia Brasil, TV Globo)

"Governo se ofende com os comentários do enviado da ONU, Jean Ziegler. Como se não soubesse que o Brasil é mesmo um país injusto, como se fosse preciso vir alguém de fora mostrar isso." (Mônica Valdwogel, Fala Brasil, TV Record) (M.C.)