Tuesday, 23 de July de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1297

Rodney Vergili


GAZETA MERCANTIL

"Presidente-executivo da ?Gazeta Mercantil? deixa cargo na 2.?-feira", copyright O Estado de S. Paulo, 15/03/02

"O empresário Luiz Fernando Ferreira Levy deixa a presidência executiva da Gazeta Mercantil na próxima segunda-feira e será substituído por Sérgio Thompson Flores.

Levy permanecerá como presidente do Conselho de Administração e do Conselho Editorial. Atualmente, Luiz Fernando Levy é vice-presidente do Conselho, e substituirá – oficialmente segunda-feira – seu pai, Herbert Levy que morreu recentemente.

O jornal assinou contrato em outubro do ano passado com a World Invest, empresa de consultoria presidida por Sérgio Thompson para a captação de recursos.

?A profissionalização da diretoria executiva faz parte do processo de reestruturação do jornal?, afirmou Levy à Agência Estado. O executivo informou que nos próximos 40 dias vai ocorrer ?uma primeira parte do processo de capitalização? do jornal e que deverá ser ?completada? em 90 dias, sem citar valores.

Ajuste – Segundo Luiz Fernando Levy, inicia-se agora com a capitalização a segunda fase do processo de reestruturação da Gazeta Mercantil. Levy diz que a primeira fase de ajuste já foi completada.

O custo fixo anualizado da companhia caiu de R$ 188,6 milhões de janeiro a setembro de 2001 para R$ 109,2 milhões nos primeiros dois meses de 2002. O número de funcionários foi reduzido de 1.785 em setembro de 2001 para 1.209 em fevereiro de 2002.

O Ebitda (retorno líquido) deve sair de um valor negativo de R$ 42 milhões em setembro para ?uma projeção positiva de R$ 67 milhões para 2002? Luiz Fernando Levy observou que após a capitalização, a Gazeta Mercantil ?consolidará seu papel de publicação de expressão das opiniões da liderança e elite empresarial do País?."

 

PORTUGAL TELECOM

"Portugal Telecom estuda sair da Internet", copyright O Estado de S. Paulo, 15/03/02

"A Portugal Telecom, que possui 17,3% do UOL, discute internamente se deve ou não permanecer na área de Internet. ?Cada vez mais, afirma-se a tendência de que as empresas de telecomunicações não devem ter participações em áreas que não sejam a delas?, disse Zeinal Bava, administrador da operadora portuguesa.

Na apresentação dos resultados da Portugal Telecom, a fatia no UOL foi contabilizada como participação financeira. Perguntado se isso significava que a participação será vendida, Bava respondeu: ?Temos de definir em termos de futuro quais as coisas que fazemos melhor. A partir desta análise, será tomada uma decisão. Cada vez mais é nossa opinião que devemos ficar com aquilo que sabemos fazer melhor?.

O presidente da operadora, Francisco Murteira Nabo, também disse que se trata de um setor em análise: ?Na área da Internet, a participação no UOL é financeira. O importante é ter conteúdos. Se produzimos ou se contratamos, temos de avaliar como ter a garantia de obter os melhores conteúdos?.

No ano passado, a Portugal Telecom obteve lucro de 307,4 milhões, menos 43,1% do que no ano anterior. As receitas brutas subiram 17%, para 4,956 bilhões, e os ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançaram 13,9%, atingindo 1,811 bilhão. Estes dados consolidam a participação proporcional da Portugal Telecom na Telesp Celular. A operadora brasileira encerrou 2001 com prejuízo líquido de R$ 1,113 bilhão.

Em 2001, ocorreu uma diminuição na receita média mensal por cliente da Telesp Celular, que passou de R$ 52 em 2000 para R$ 44. A Portugal Telecom atribuiu a queda ao maior número de pré-pagos e à diminuição do tráfego resultante do cenário macroeconômico.

Segundo Murteira Nabo, a constituição da joint venture entre sua empresa e a Telefônica para operar celular no Brasil depende de decisões a respeito da migração para o Serviço Móvel Pessoal (SMP), que modifica as regras para a telefonia móvel. ?Se migrarmos, a joint venture pode ser feita integralmente. Se não, as empresas só poderão integrar a a joint venture com 19,19% dos seus ativos.?

Bava explicou que a constituição da joint venture parcial seria apenas temporária. ?A regulamentação prevê um prazo de cinco anos desde a privatização da Telebrás para liberalizar essa área. Nesse caso, teríamos de esperar pelo verão de 2003 para constituir a joint venture.? Equipes da Portugal Telecom e da Telefônica discutindo a conveniência ou não da migração.

Em relação à aquisição de operadores de telefonia celular nos mercados mineiro e do Centro-Oeste do Brasil – regiões em que nem a Portugal Telecom nem a Telefônica atuam – Murteira Nabo disse: ?A expansão no Brasil na área móvel será uma matéria da joint venture. Não existem negociações neste momento?."

 

SEXO & VIOLÊNCIA / FRANÇA

"França: cruzada contra filmes de sexo e violência", copyright O Estado de S. Paulo, 14/03/02

"Com o apoio das associações de pais de alunos, de donas de casa e de professores, foi desencadeada ontem na França, pela ministra da Família, Ségolène Royal, a cruzada já curso em outros países da União Européia contra a banalização dos filmes de violência e de sexo na televisão, sem maiores preocupações com relação aos menores. O ato inaugural da campanha foi marcado exatamente pelo encontro da ministra com os responsáveis pelas diversas cadeias de televisão aberta e a cabo do país.

Os representantes das emissoras receberam um apelo formal para ?assumirem suas responsabilidades em face da educação dos jovens e talvez de seus próprios filhos?, evitando a transmissão – nos horários acessíveis às crianças e aos adolescentes – de filmes ou programas contendo cenas de violência sexual, de sexismo, de sugestões a diferentes formas de criminalidade.

A outra medida preventiva seria o respeito à norma já estabelecida em lei pela qual as produções proibidas para menores de menos 12 anos e levadas ao ar mais tarde, no final da noite ou pela madrugada, deveriam conter a vinheta bem vísivel com tal alerta.

?Existem as leis para coibir os abusos, mas o problema é que o Conselho Superior do Audiovisual, encarregado de velar por sua observância, não cumpre seu papel de fiscalização por falta de coragem para enfrentar os interesses em jogo. São interesses talvez legítimos do ponto de vista econômico, mas lesivos à ordem moral, à formação educacional e cívica dos jovens?, disse Ségolène .

Por sua vez, as associações de pais de alunos, de donas de casa e de professores pedem a interdição pura e simples da difusão, na televisão, de filmes de ?extrema violência e de pornografia brutal?, citando pesquisas segundo as quais metade das crianças francesas entre 8 e 11 anos já viu películas desse gênero na ?telinha?. Desse fato talvez decorra, conforme os especialistas, a ocorrência cada vez mais freqüente de transgressões sexuais, com violência entre pré-adolescentes.

Além do mais, os dirigentes das entidades engajadas na campanha reclamam do Ministério da Família a introdução de um mecanismo legal permitindo que eles participem, dentro das emissoras, da organização da programação para crianças e adolescentes.

?É preciso, de fato, que as familias francesas, a exemplo das alemãs, organizem um contrapoder para enfrentar a política permissiva das televisões, politica que contribui na propagação de uma visão degradante da mulher, incita os jovens à violência sexual e a outros atos que levam à criminalidade precoce?, sublinhou a ministra, ao justificar os anseios da sociedade por ?uma televisão responsável?."