Sexta-feira, 9 de outubro de 2026 ISSN 1519-7670 - Ano 2026 - nº 1409

>>Adeus, Doha
>>Mais debate sobre cotas

Adeus, Doha


O fato mais importante para o futuro do Brasil e de muitos outros países ditos em desenvolvimento só ganhou manchete hoje no jornal Valor: é o fracasso da tentativa de liberalização do comércio mundial chamada Rodada Doha.


Olho nos suplentes


O deputado Miro Teixeira, do PDT do Rio de Janeiro, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que haja impugnação da posse de cerca de 150 candidatos a deputado federal acusados de corrupção, caso sejam eleitos em outubro. Se Miro for bem-sucedido, serão empossados 150 suplentes. Por isso se torna ainda mais relevante que a mídia abra espaço para examinar as listas de candidatos ao Congresso. E às Assembléias Legislativas.


Mais debate sobre cotas


Alberto Dines anuncia debate, hoje, no programa de televisão do Observatório da Imprensa sobre cotas raciais.


Dines:


– A partir de hoje o debate nas ruas, nas casas, no táxi ou no metrô vai girar em torno da escolha do Dunga como técnico da seleção. A discussão será acalorada, profunda, já que temos 180 milhões de técnicos de futebol e, ainda por cima, indignados com o que sucedeu na Alemanha. Outro assunto que ainda apaixona é a sentença de Suzane e seus cúmplices, os irmãos Cravinhos. Não temos 180 milhões de juristas mas o anel com o rubi dos bacharéis é uma aspiração nacional. O telespectador médio percebeu que a operação sanguessuga é mais uma prova da corrupção dos deputados, acha a senadora Heloisa Helena muito legal e comove-se com as imagens dos brasileiros que retornam do Líbano. Nossa mídia é ágil, despeja uma massa de informações em cima do público mas o quanto dessas informações é plenamente entendido? Não se sabe, mas o importante é insistir. Jornalismo é também insistência. Por isso, tentaremos hoje à noite diminuir o número daqueles que ainda não entenderam a questão das quotas raciais. Às onze e meia na TV- Cultura e, antes, às dez e meia, ao vivo, na TV-E.



PCC de helicóptero


A mídia nacional debandou de Araraquara, mas os criminosos não dão trégua. Segundo a Tribuna Impressa, a polícia está em alerta na cidade porque armamento pesado teria chegado de helicóptero a uma chácara, para uma tentativa de resgate de presos.


Na penitenciária de Araraquara estavam até o ano passado os chefões Marcola e Julinho Carambola. Em maio saíram de lá outros quatro da cúpula do PCC.


Força Nacional contestada


Dois repórteres do Estado de S. Paulo entrevistaram para a edição de domingo o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O ministro disse que a integração das forças policiais, por iniciativa do governo federal, funciona bem em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará e Pará. Os repórteres ouviram sem contestar. Mas em Mato Grosso do Sul, por exemplo, há opiniões bem diferentes sobre essa eficácia, como a do repórter Douglas Torraca, do jornal eletrônico Midiamax, de Campo Grande.


Douglas:


– Foi muito estardalhaço, a chegada em avião da FAB. Tem uns dois meses que a Força chegou aqui. Nesses dois meses eu ando pelo Centro da cidade, pelos bairros, e eu não via ninguém da Força Nacional. Às vezes, lá pelas sete horas da noite a gente ouvia as sirenes dos camburões. Mas o que era? Era a tropa que ia jantar. Essa intervenção aqui da Força Nacional não serviu para nada. Só para gastar dinheiro, mesmo. O que eles fizeram aqui no estado? Foi revistar presídios, fazer pente fino, coisas que acontecem mensalmente aqui no estado. Não foi nem um treinamento, o que eles fizeram aqui.


O uso da Força Nacional deve se centralizar na fronteira com o Paraguai e com a Bolívia, para combater o narcotráfico, investigar. Tinha que prender também os barões do tráfico, que continuam circulando, Brasil e Paraguai. Eles moram no Paraguai mas também vão fazer compras no Brasil. Oitenta por cento dos crimes, das mortes, homicídios, é o tráfico de drogas.


O que falta aqui no estado é o Exército trabalhar. O Exército deveria também agir na fronteira do Paraguai e da Bolívia. O Exército deveria assumir o papel, também, de segurança nacional. Aqui tem uns 12 destacamentos do Exército.


Até agora, não tem resultado nenhum essa Força Nacional.


Mauro:


– A Folha noticia hoje a presença no Paraguai e na Bolívia de traficantes e assaltantes ligados ao PCC.



Tendenciosidade


O presidente do PT, Ricardo Berzoini, acusa a mídia de ser seletiva, a favor do PSDB, no caso do tráfico de ambulâncias. A relação do PT com a mídia é promíscua e sonsa, como a dos partidos tradicionais. Mas a acusação deve ser examinada.


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