Wednesday, 29 de May de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1289

Programa 5
>> Observatório na internet
>> Observatório na televisão
>> Moscou e Brasília
>> As duas faces do dólar
>> Cafta ausente das páginas

 

Observatório na internet

 

Mauro:

 

− Vamos ouvir o que Luiz Egypto anuncia para o Observatório na internet nesta terça-feira, 10 de maio.

 

Egypto:

 

− A edição do Observatório online que vai para a rede nesta terça-feira à tarde traz alguns assuntos muito importantes. Um deles é a volta da velha senhora, uma sombra que nos rodeia sempre, desde há muito tempo. É a volta da censura. A proibição do livro de Fernando Morais e a condenação do jornalista Jorge Kajuru.

 

Outro assunto são os ecos da entrevista presidencial, a primeira coletiva formal do presidente Lula. A imprensa comeu mosca na autocrítica que fez o presidente e não explorou o assunto. Nós tratamos disso também.

 

Da TV paga à TV digital. É chegada a hora do ‘vamos ver’. É uma questão estratégica a produção de conteúdo para as novas plataformas digitais de televisão. O Observatório tem tratado muito desse assunto.

 

Observatório na televisão

 

Mauro:

 

− Dines, qual é o cardápio do Observatório na televisão nesta terça-feira?

 

Dines:

 

− Mauro: hoje à noite no Observatório da TV vamos tratar das duas agressões que estão sendo cometidas simultaneamente contra a liberdade de expressão. Ambas pela justiça goiana, ambas inéditas, ambas violentíssimas. Juntas, revelam a tibieza da entidade que deveria zelar pela defesa da imprensa.

 

A Associação Nacional dos Jornais calou-se quando o jornalista Jorge Kajuru foi condenado à prisão domiciliar por um dono de jornal, o empresário Jaime Câmara, de Goiás. Agora quando o deputado goiano Ronaldo Caiado mandou apreender o novo livro do escritor Fernando Morais, Na Toca dos Leões, a entidade se mexe. Nos dois casos, invocou-se o crime de injúria, mas a ANJ só se sensibilizou com a apreensão de um livro que, por coincidência, narra a trajetória de uma grande agência de publicidade.

 

Mauro:

 

Moscou e Brasília

 

Os dois eventos estão lado a lado nas páginas dos jornais de hoje. A celebração do fim da Segunda Guerra Mundial em Moscou, ontem, e a chegada dos delegados para a reunião entre países sul-americanos e árabes, em Brasília. Falou-se de terrorismo nos dois casos.

 

Em Moscou, para onde só a Folha de S. Paulo enviou correspondente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao lado do presidente americano, George Bush, pregou uma aliança férrea contra o terrorismo.

 

Em Brasília, especula-se que o documento final do encontro que começa hoje conterá ambigüidades. Os jornais não fizeram a ligação entre o significado político dos dois eventos. Se o Brasil hospeda um encontro que pode ser visto de modo negativo, pelo lado da luta contra o terrorismo, terá problemas com as grandes potências. Inclusive para chegar mais perto da sonhada cadeira com poder de voto no Conselho de Segurança da ONU.

 

As duas faces do dólar

 

Em meio à grita contra a alta dos juros e a depreciação do dólar diante do real, a mídia tem perdido de vista o outro lado da moeda: para quem trabalha com matéria-prima, insumos, componentes ou produtos importados, a valorização do real é vantajosa. Recentemente, o presidente da Embraer, Maurício Botelho, explicou isso.

 

Hoje, a Gazeta Mercantil mostra a animação dos fabricantes de equipamentos de diagnóstico médico. Dólar barato estimula diagnósticos.

 

Cafta ausente das páginas

 

A mídia brasileira praticamente ignora as dificuldades do governo Bush para aprovar o Cafta, um acordo de livre comércio entre os Estados Unidos, países da América Central e a República Dominicana.

 

Para o Brasil, o assunto tem sérias implicações. Se Bush for derrotado no Congresso, o protecionismo americano sairá reforçado.