Tuesday, 16 de July de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1296

Lula e Dilma contra a imprensa


Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


 


************


Folha de S. Paulo


Terça-feira, 21 de setembro de 2010


 


LULA vs IMPRENSA


Eliane Cantanhêde


Paulada na imprensa


De Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente com 80% de popularidade: ‘Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública!’.


Vale tratados de sociologia, história, política, comunicação e psicologia, mas o espaço aqui só é suficiente para reconhecer que ele tem razão, depois da política desenfreada de ocupação da informação e da mídia exercida pelo governo.


O Planalto usa a TV pública ilegalmente na campanha de Dilma, tem blog sem autoria para disseminar o que quer e planta em rádios e jornais do interior peças de propaganda travestidas de noticiário.


Tem mais: o BB, a CEF e a Petrobras fazem campanha subliminar pró-Lula e pró-Dilma na TV, e a imprensa regional está dominada pela publicidade federal. Sem contar o incomensurável espaço que Lula teve na mídia nestes oito anos, falando o que bem entendia, contra ou a favor do que bem queria.


O resultado é que Lula é a opinião pública mesmo. E como não haveria de ser? Não importa a barbaridade que diga, a sua verdade se dissemina como verdade nacional. Os fatos? Danem-se os fatos, o que vale é a versão de Lula.


Não satisfeito, ele e agora Dilma agridem ao vivo o derradeiro bastião democrático de crítica, provocação e cobrança -a imprensa. Lula bufando, de um lado para o outro num palanque em Campinas, e Dilma estrebuchando no Rio, dispensando até a barreira de microfones que vem usando na campanha.


Mais pareciam derrotados, e os marqueteiros devem estar furibundos. Um trabalhão danado para produzir a candidata, e a maquiagem borrou. Dilma como ela é.


Tudo porque foi a imprensa livre que expôs aos brasileiros um centro de corrupção justamente na Casa Civil, onde foi construída a candidata Dilma e fabricado o inexplicável poder de uma tal Erenice.


Pensando bem, Lula e Dilma têm razão: a imprensa incomoda muito, tanto quanto a verdade dói.


 


 


DILMA vs FOLHA


Fábia Prates


Dilma ataca a Folha e nega favorecimento


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, acusou ontem a Folha de ‘parcialidade’ por conta de reportagem sobre irregularidades apontadas por auditorias feitas pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, entre 1991 e 2002, em suas contas na Secretaria de Minas e Energia e na Fundação de Economia e Estatística do Estado.


Ela negou que tenha havido favorecimento na contratação da empresa Meta Instituto de Pesquisa para realizar a listagem de domicílios, como apontou uma das auditorias, e acusou o jornal de não registrar que suas contas foram aprovadas.


Diferentemente do que ela disse, esta informação consta do texto principal, do ‘Outro Lado’ e do infográfico que ilustrou a reportagem.


‘Eu queria fazer um protesto veemente contra a parcialidade do jornal ‘Folha de S.Paulo’. Eu fui julgada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e todas as minhas contas foram aprovadas. Essa informação, extremamente relevante, não está na matéria’, disse a candidata.


O ataque à Folha, de 3min34s, foi feito em São Gonçalo (RJ), durante evento com o governador Sérgio Cabral e candidatos aliados.


‘MÁ-FÉ’


‘A matéria chega ao ponto de me acusar de eu ter feito um contrato em 1994 e depois a empresa ter feito um contrato em 2009. É a única acusação de futuro que eu já vi na vida. Que história é essa? A matéria é parcial e de má fé’, prosseguiu Dilma.


A Meta tem hoje um contrato com a Secretaria de Comunicação da Presidência, no valor de R$ 5 milhões.


Dilma disse que publicaria em seu blog parecer do TCE com a aprovação das contas.


CRÍTICAS A SERRA


A candidata petista reagiu à acusação do adversário José Serra (PSDB) de que é ‘incompetente ou ‘cúmplice’ por dizer não saber de supostas irregularidades na Casa Civil quando era ministra.


‘Nem uma coisa nem outra. Sabe por quê? Eu não acredito que alguém saiba tudo o que acontece na sua própria família e também não acredito que alguém saiba tudo o que acontece no governo dele’, disse.


Ela contra-atacou: ‘Além do que, o presidente da Dersa, que ele [Serra] nomeou, pelo menos vocês noticiaram isso, sumiu com R$ 4 milhões da campanha dele’, afirmou.


Reportagem de 18 de agosto da revista ‘IstoÉ’ afirma que dirigentes tucanos teriam responsabilizado Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) por desvio de R$ 4 milhões da campanha tucana.


 


 


ELEIÇÕES 2010


Gabriela Guerreiro e Felipe Seligmann


OAB e oposição reagem a uso de TV estatal em ato de campanha do PT


A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a oposição reagiram ontem ao uso de funcionários públicos e equipamentos da TV oficial do governo para filmar comícios da candidata Dilma Rousseff (PT) com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Enquanto o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, disse que a emissora ‘é do Estado, não é do presidente em campanha’, o PSDB decidiu acionar o Ministério Público Eleitoral para investigar.


Em conversas reservadas, ministros e ex-ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) ouvidos pela Folha disseram ver indícios de crime eleitoral.


‘Quero crer que o presidente não concordou, mas algo deve ser feito para coibir esse tipo de improbidade administrativa. O partido, a campanha da candidata ou o próprio presidente deveriam, espontaneamente, ressarcir o dinheiro gasto com isso’, sugeriu Cavalcante.


A Folha revelou que cinegrafistas e auxiliares da NBR foram orientados a gravar os discursos do presidente nos eventos da campanha eleitoral. A TV NBR é o canal da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que noticia atos e políticas do governo.


Advogados do PSDB vão encaminhar pedido de investigação ao Ministério Público Eleitoral por considerar que houve uso da máquina pública pelo governo. Também vão pedir que a NBR encaminhe ao Senado cópias das gravações dos eventos.


O líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), ironizou: ‘A única PPP [Parceria Público-Privada] que funciona é do governo, como pessoa física, com candidatos do PT e a máquina governamental’.


Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a Justiça Eleitoral tem que cobrar providências da campanha petista.


Colaborou LUCAS FERRAZ , de Brasília


 


 


Simone Iglesias e Ranier Bragon


NBR recua e muda versão sobre filmagem de comícios


A direção da TV estatal NBR recuou ontem e mudou sua versão sobre o uso das imagens gravadas por servidores públicos do presidente Lula em campanha para a candidata Dilma Rousseff.


Em três notas enviadas por e-mail à Folha entre ontem e sexta-feira, a empresa alterou suas explicações.


Questionada na sexta sobre a gravação de ‘compromissos privados’ de Lula, a empresa justificou que capta todas as imagens, mesmo de campanha, e que seu acervo tinha duas finalidades: ‘registro histórico’ e para uso de qualquer candidato ou partido, desde que o faça por escrito e com antecedência.


Ontem, no entanto, enviou duas notas, uma omitindo a possibilidade de terceiros requisitarem as gravações. Em outra, afirmou que uma coisa é o acervo da estatal e outra coisa são as imagens produzidas para a Presidência.


As explicações da NBR omitem que em 2006 a estatal não gravou participação de Lula em comícios e eventos de campanha por entender que se tratava de uso da máquina administrativa.


A direção da NBR foi evasiva ao explicar a obrigatoriedade de os cinegrafistas esconderem o nome da estatal ao gravarem comícios, tirando a canopla (peça que tem a logomarca) do microfone e o colete com o nome da NBR.


O secretário de Imprensa da Presidência, Nelson Breve, afirmou que não houve essa determinação e que o logotipo da empresa poderia aparecer nas imagens sem nenhum problema.


O Blog do Planalto, feito pela Secretaria de Imprensa da Presidência, publicou texto refutando as acusações e dizendo que ‘não houve qualquer utilização da máquina pública em favor desse ou daquele candidato.’


A assessoria de Dilma disse que em nenhum momento a campanha cogitou pedir ou usar imagens da NBR.


 


 


Breno Costa e Fábio Guibu


Jarbas usa propaganda na TV para fazer ataques duros a Dilma e governo federal


Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo de Pernambuco, fez ontem, em seu programa na TV, crítica mais dura e direta ao escândalo do suposto esquema de lobby na Casa Civil do que vem fazendo José Serra (PSDB) em sua campanha.


‘O Palácio do Planalto se transformou em um escritório de recebimento de propina’, afirmou Jarbas na TV.


Com 20% das intenções de voto, segundo o Datafolha, tem chances remotas de chegar ao 2º turno contra Eduardo Campos (PSB).


‘Serra […] nunca teve um assessor envolvido em escândalos’, disse no programa.


Segundo Jarbas, a iniciativa de atacar Dilma partiu de sua própria campanha, sem recomendações da campanha nacional de Serra.


‘Eu reescrevi algumas partes, para ficar mais duro’, disse o senador.


 


 


INTERNET


Alec Duarte


Se um país não quer mudar, não é a rede que irá mudá-lo


Quem esperava que a internet fosse revolucionar o processo eleitoral brasileiro se decepcionou com o tímido papel que a rede exibe na campanha. O sociólogo espanhol Manuel Castells, porém, não se surpreendeu com isso.


Um dos mais relevantes pesquisadores da web, Castells esteve no Brasil a convite do recém-inaugurado Centro Ruth Cardoso e achou normal a ausência da esperada revolução nas eleições.


‘Quando há estabilidade, não se pode esperar que a internet produza uma mudança que as pessoas não querem’, disse à Folha. Leia trechos da entrevista.


Por que a internet amedronta o poder político?


Manuel Castells – Porque o poder sempre esteve baseado no controle e, às vezes, na manipulação da informação.


O grau de autonomia das pessoas para se comunicar, informar e organizar suas próprias redes de sociabilidade é muito mais potente com a internet. Ela é a construção da autonomia da sociedade civil. Os governos sempre tiveram horror a isso.


A internet é incontrolável, mas os governos sempre tentam exercer algum controle. Não é um trabalho em vão?


Por mais que queiram controlar, não podem controlar. Nem a China pode controlar.


Isso mostra a desconfiança dos governos e dos políticos com respeito a seus próprios cidadãos. Não lhes agrada que se organizem e que sejam autônomos. Aos políticos só interessa o poder.


A única maneira de controlar a internet é desconectá-la totalmente. E isso hoje em dia é um preço que nenhum país pode pagar porque, além de livre expressão, a rede é educação, economia, negócios… é a eletricidade de nossa sociedade.


É impossível para um governo, hoje, não tentar recorrer a esse tipo de expediente?


Os governos tiveram que entrar nesse mesmo espaço de comunicação. Antes, não havia debate, havia monopólio. Isso acabou. O fato de que um governo ou grandes empresas tenham que fazer blogs como a gente nivelou relativamente o espaço da comunicação em que se enfrentam interesses distintos.


O avanço tecnológico permitiu também que os cidadãos vigiem os governantes…


Os poderosos vigiavam os demais porque tinham os meios e a capacidade de fazê-lo. Mas agora as pessoas também podem vigiar os poderosos. Qualquer jovem com um celular, se vê uma personalidade política fazendo algo inconveniente, pode imediatamente difundir a cena. Hoje os poderosos têm que se esconder, sua vida é mais transparente, mas não há um controle, apenas vigilância.


A vida em rede mudou o comportamento dos governos?


Ainda não totalmente, mas o poder político sabe que não pode mentir nem manipular sem ter cuidado ao fazê-lo. Quando as pessoas descobrem, o choque é muito potente. Foi o que ocorreu na Espanha, em 2004, quando o governo de [José María] Aznar mentiu sobre a autoria do atentado terrorista em Madri. As pessoas ficaram indignadas porque Aznar disse que autoria era do [grupo separatista que atua na Espanha] ETA, quando se tratava da Al Qaeda.


Houve controle da informação e manipulação. A descoberta da verdade, na véspera da eleição, foi compartilhada por SMS e levou milhões de jovens às urnas. Isso mudou o resultado da eleição [o socialista José Luis Zapatero venceu Aznar].


Outro exemplo ocorreu no Irã, em 2009, quando houve manifestações contra a reeleição de [Mahmoud] Ahmadinejad. Mesmo num país com controle total da informação, a capacidade de mobilização, sobretudo pelo Twitter, foi fundamental.


Isso também aconteceu na deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, quando a internet foi invadida por hashtags de apoio à volta do mandatário, assim como o Twitter ostentou avatares verdes no episódio iraniano. Mas Ahmadinejad segue no poder, e Zelaya jamais foi reconduzido ao cargo. Falando em realpolitik, como essas mobilizações virtuais chegam ao âmbito do real?


As mudanças fundamentais na sociedade são as que se produzem na mente das pessoas. É aí que surge a mudança: quando as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar.


As ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade.


Hoje quase não há discussão política na internet brasileira, apenas torcidas trocando provocações. E essas discussões não extrapolam a própria rede. O fato de a web não possuir no país uma penetração grande afeta diretamente a repercussão fora dela?


Para que se manifestem fenômenos de utilização da rede nas mudanças de consciência e de informação das pessoas, é preciso haver antes de mais nada rede em condições e que também exista interesse das pessoas num sistema político.


No caso específico do Brasil, qual a sua percepção?


O Brasil segue uma dinâmica assistencialista em que da política se esperam subsídios e favores, mais do que políticas. A situação econômica do país melhorou consideravelmente. O que mudou a política aqui é que os dois últimos presidentes, FHC e Lula, eram influentes e controlavam seus partidos muito mais do que eram controlados por ele. Duvido que o país continue a ter essa boa sorte, qualquer que seja o resultado das eleições.


A renovação do sistema político exige que as pessoas queiram uma mudança, e isso normalmente ocorre quando existem crises. A internet serve para amplificar e articular os movimentos autônomos da sociedade. Ora, se essa sociedade não quer mudar, a internet servirá para que não mude.


 


 


Camila Fusco


Classe C já usa internet como veteranos


Usuários de internet da classe C já têm um perfil de navegação semelhante ao de internautas maduros, especialmente no que diz respeito ao uso da rede como ferramenta de decisão para a compra de eletrônicos.


Essa é uma das conclusões do estudo da consultoria americana TNS Research encomendado pelo Google Brasil e obtido com exclusividade pela Folha.


Segundo o levantamento, conduzido com 500 pessoas em São Paulo, 52% dos entrevistados da classe C utilizam a internet como primeiro recurso para procurar produtos eletrônicos, ante 63% dos usuários avançados -os ‘early adopters’, cuja maioria (68%) é composta de internautas das classes A e B.


‘O poder de compra que está trazendo a classe C para a economia vem ao mesmo tempo em que os recursos da internet estão mais maduros, e isso influencia positivamente no uso’, afirma Leonardo Tristão, diretor de vendas diretas do Google Brasil.


A relevância da rede é superior inclusive à pesquisa nas lojas físicas, declarada por 23% dos participantes como principal fonte de informação para a classe C.


As ferramentas de busca são o principal local de procura de lançamentos de eletrônicos desses internautas, indicada por 64% da base. Esse percentual ultrapassa inclusive a participação dos buscadores entre os usuários avançados (61%).


Segundo Tristão, desde 2008, as buscas relacionadas a aparelhos de telecomunicações cresceram 98% no Google, e as de produtos de informática saltaram 120%. O buscador não revela os números absolutos.


INTERAÇÃO


Entre as principais informações buscadas pelos usuários da classe C, estão fotos e vídeos sobre os produtos (60%), endereço do site de lojas (34%) e de fabricantes (30%).


Opiniões de amigos também são consideradas no momento de decisão sobre a compra, segundo 45% dos entrevistados.


Nesse contexto, as redes sociais são fundamentais. De acordo com o estudo, 50% dos usuários da classe C procuram comentários sobre o produto no Orkut, e 17%, no Twitter.


‘O que se vê é um ciclo, que pode começar a partir da busca sobre o lançamento, passando pela visualização dos recursos e pela materialização do produto em vídeo, e depois partindo para a opinião dos amigos’, afirma Tristão.


COMPRA OFF-LINE


Apesar da densa participação da internet para pesquisa e consulta sobre produtos, a rede ainda tem pouca penetração no ato da compra.


Segundo a pesquisa, apenas 22% dos entrevistados da classe C pesquisaram e compraram os produtos na rede.


São consumidores como a empregada doméstica Edenildes da Silva, 36, que há dois anos tem computador com internet em casa e recorre à rede para ganhar tempo. Em geral, porém, costuma realizar as suas compras nas lojas tradicionais.


‘Em vez de passar parte do fim de semana rodando nas lojas para pesquisar, olhei primeiro na internet. Ganhei tempo para ficar com o meu filho’, diz sobre dois celulares, adquiridos há menos de seis meses.


Como motivação para a compra on-line, os entrevistados da classe C citaram a necessidade de mais segurança (48%) nos sites e melhores preços (40%).


Sites mais fáceis de navegar e de comprar também foram considerados por 26% da base.


Entre os usuários avançados, principalmente das classes A e B, os fatores determinantes na compra são promoções e descontos (42%) e melhores preços (40%).


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Sem crise


A Bloomberg despachou títulos de impacto com o Banco Central, ‘Brasil incapaz de conter dólar, diz Meirelles’ e ‘Comprar US$ 1 bi por dia incha ‘custo fiscal’ para Meirelles’. R$ 1 bi foi o que ‘corretores’ anônimos calcularam para a agência.


O ‘Financial Times’ chegou a noticiar que o ‘Brasil é pressionado para uma ação maior contra real forte’, dizendo que ‘pode ser forçado usar o fundo soberano para acumular dólares além do BC’.


Fim do dia, na manchete da Reuters Brasil, ‘Fundo soberano já tem autorização para comprar dólares’, diz a Fazenda. E o dólar fechou em alta.


Continuidade A Bolsa também fechou em alta, manchete no Valor Online, e ‘retoma os 68 mil pontos com Petrobras’. Também com relatório do Goldman Sachs, via Bloomberg, prevendo recorde nas ações até o fim do ano. E que Dilma pode trazer ‘continuidade’ e até ‘conter gastos’.


Mais do mesmo A Associated Press foi até Paraisópolis para o longo perfil ‘Mais do mesmo? Eleitores brasileiros estão amando’. Destaca como 29 milhões entraram na classe média, com Lula, que transferiu essa base para Dilma. A descrição da petista se estendeu sobre os anos de ditadura.


//PRAGMÁTICO


No topo das buscas de Brasil no Google News, a Reuters produziu especial sobre o eventual ministério de Dilma. Na reportagem central, ‘Gabinete de Rousseff é visto como pragmático e contra elevar gastos’, dá Antonio Palocci e Luciano Coutinho como ‘figuras-chave’ -e cita, de um executivo financeiro do exterior, que, ‘se eles forem parte da mistura, isso nos ajudará a dormir à noite’.


Em texto à parte, são perfilados outros nomes ‘prováveis, segundo fontes próximas de Dilma e analistas’, como Paulo Bernardo e Nelson Barbosa, além de Mantega e Meirelles.


//ATOR GLOBAL


O correspondente do ‘Washington Post’ na América do Sul, Juan Forero, produziu ontem a longa reportagem ‘Brasil está rapidamente se tornando ator na economia global’.


Escreveu de Puerto Tirol, na Argentina, onde uma fábrica de jeans foi montada por brasileiros dois anos atrás. Registra ser efeito, ‘em parte, da confiança inspirada nos empreendedores brasileiros pelo governo do presidente Lula’.


SEM GOVERNO Sites dos EUA à Índia dão o relatório ‘Governança Global 2025: Numa conjuntura crítica’ -dos EUA em conjunto com União Europeia, postado no site da CIA. Lista as maiores potências, na ordem: EUA, China, UE, Índia, Japão, Rússia e Brasil. E avisa que as organizações globais foram ‘ultrapassadas’ pelo rápido ‘mundo multipolar’


No Conselho Por ‘Times of India’, ‘Economic Times’ e outros, na véspera da Assembleia Geral da ONU, ‘Índia vai acelerar seu esforço pela reforma do Conselho de Segurança’, junto com ‘Japão, Brasil e Alemanha’.


No Fundo E o chinês ‘Global Times’ noticia que ‘FMI deve elevar cota da China’ e também de ‘Índia, Coreia do Sul, Indonésia e Brasil’. À Reuters, ‘fonte’ brasileira previu acordo antes do prazo de 31 de outubro.


‘HUMILHADO’ Na home do G1 e do Terra, ‘El País’ diz que Serra pode ser ‘humilhado’ nas urnas’. No título original, alto de página ontem no jornal espanhol, ‘A queda surpreendente de José Serra’, um político que, ‘se perder no primeiro turno, pode dizer adeus a toda a sua carreira’


//GUERRA INTERNA


Ontem à noite na manchete da Folha.com e do UOL, com o Painel, ‘Guerra interna causou demissões nos Correios’. Na escalada do ‘Jornal Nacional’, ‘Suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil provocam mais uma demissão, desta vez do diretor de operações dos Correios’. Correios também no G1, Terra.


Já na manchete do iG, ‘Tracking Vox/Band/iG: Dilma abre 30 sobre Serra’. E do site da ‘Veja’, ‘Previdência Social: reforma é agora ou nunca’.


 


 


ARGENTINA


Gustavo Hennemann


Jornais se preparam para pedido de prisão


Os jornais ‘Clarín’ e ‘La Nación’, principais veículos impressos da Argentina, prometem reagir a um pedido de prisão preventiva contra seus dirigentes que estaria sendo preparado pelo governo Cristina Kirchner.


A presidente, que mantém um conflito aberto contra os dois veículos, anunciou em agosto a intenção de denunciá-los por crimes contra a humanidade ocorridos na década de 1970.


Essa denúncia viria acompanhada de um pedido de ‘prisão imediata’ contra três diretores nos próximos dias, segundo publicado no fim de semana pelo jornal ‘Perfil’.


Procurado pela Folha, o governo argentino não confirmou nem desmentiu a informação.


A legislação argentina permite um pedido de prisão feito pelo governo -no caso, pela Procuradoria do Tesouro, órgão equivalente à Advocacia Geral da União. O juiz, antes de decidir, tem de levar em conta também a opinião do Ministério Público.


Conforme a versão do governo, os dirigentes foram cúmplices do último regime militar do país (1976-1983) e se aproveitaram da condição de fragilidade de uma família perseguida pela ditadura para comprar ações da Papel Prensa, empresa que hoje produz 75% do papel-jornal consumido na Argentina.


O diretor de Negócios do ‘La Nación’, Eduardo Lomanto, diz que o governo usa o poder do Estado ‘para manipular a história’ e tenta ‘criminalizar’ dirigentes de veículos que não se submeteram a seus interesses.


A linha editorial dos jornais é crítica ao governo.


Segundo Lomanto, os dois veículos estão preparados para tomar as medidas judiciais necessárias para ‘preservar a liberdade dos diretores’, já que existe uma ‘grande possibilidade’ de que o governo entre com pedidos de prisão preventiva.


O gerente de Comunicações Externas do ‘Clarín’, Martín Etchevers, disse que não quer ‘corroborar algo que ainda não ocorreu’, mas afirma que o departamento jurídico levantou testemunhas e provas para refutar os argumentos do governo.


‘Temos os recibos de pagamento [das ações da Papel Prensa], desmontamos a versão ponto por ponto. Caso isso se confirme, será uma aberração judicial que confirmará que se trata de uma perseguição’, diz Etchevers.


LISTA DE CRIMES


Conforme documentos obtidos pelo ‘Perfil’, os principais acionistas do ‘Clarín’, Ernestina Herrera de Noble e Héctor Magnetto, e o diretor de redação do ‘La Nación’, Bartolomé Mitre, serão denunciados como ‘partícipes necessários’ em crimes de extorsão, ameaça, privação ilegítima de liberdade, sequestro e homicídio, todos relacionados com a compra.


No mesmo documento, o governo denunciará como ‘autores e coautores’ dos crimes os ex-ditadores do país e dirigentes militares que, em maioria, já estão presos.


Caso a Justiça aceite a denúncia e os dirigentes dos jornais sejam julgados, eles podem ser condenados à prisão perpétua.


As vítimas são integrantes da família Graiver, que acabaram presos e torturados meses depois de venderem sua parte na Papel Prensa.


A denúncia contra os jornais está sendo preparada pela Secretaria de Direitos Humanos do governo e pela Procuradoria do Tesouro.


 


 


MÉXICO


Jornal do México pede orientação a narcocartéis


O principal jornal de Ciudad Juárez, a mais violenta cidade mexicana, anunciou que irá restringir sua cobertura da guerra entre cartéis de drogas depois do assassinato do segundo jornalista da publicação.


Em editorial, publicado em sua primeira página anteontem, ‘El Diário de Juárez’ pediu aos narcotraficantes que agem na cidade -a cerca de 3 km de El Paso, nos EUA- que digam o que querem, para que o jornal possa trabalhar sem que sua equipe seja morta ou intimidada.


‘Líderes das diferentes organizações que lutam pelo controle de Ciudad Juárez: a perda de dois repórteres […] em menos de dois anos representa uma dor irreparável a todos que trabalhamos aqui e, em particular, para suas famílias’, diz.


‘Somos comunicadores, não adivinhos. Por isso, como trabalhadores da informação queremos que nos expliquem […] o que pretendem que publiquemos ou deixemos de publicar […].’


O editorial foi o segundo publicado desde que atiradores atacaram fotógrafos do jornal na quinta-feira, quando saíam para almoçar.


Luis Carlos Santiago, 21, morreu. O outro, um estagiário, teve ferimentos graves.


Em 2008, um repórter policial do ‘Diário’ foi morto em frente a sua casa quando levava as filhas para a escola.


Ao menos 22 jornalistas mexicanos foram mortos desde 2006 -oito devido a reportagens publicadas sobre crime e corrupção-, diz o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ).


Muitos veículos deixaram de cobrir a guerra entre cartéis. Até domingo, o ‘Diário’ não fazia parte desta lista.


Jornalistas reconhecem a censura imposta pelos grupos, que lutam pelas lucrativas rotas de tráfico aos EUA.


Em agosto, profissionais que cobriam a chacina de imigrantes em Tamaulipas disseram à Folha, sob anonimato, que apenas veículos com sede na capital, Cidade do México, ou em Ciudad Victoria, a capital estadual, podiam noticiar o crime, atribuído ao cartel dos Zetas.


AUTORIDADES DE FATO


O editorial do ‘Diário’ afirma que seu pedido era endereçado às gangues porque, nesse momento, elas são as ‘autoridades de fato’.


E diz ainda que o presidente mexicano, Felipe Calderón, fez uma série de promessas para proteger jornalistas que não foram cumpridas.


‘Não queremos mais ser usados como bucha de canhão nessa guerra porque estamos cansados’, disse à Associated Press o editor do ‘Diário’, Pedro Torres.


O relatório do CPJ, divulgado no início do mês, diz que o ‘governo federal tem falhado em assumir responsabilidade pelos ataques generalizados contra a liberdade de expressão’.


Desde 2006, quando teve início a ofensiva contra os cartéis, mais de 28 mil pessoas foram mortas no país.


Apenas em Ciudad Juárez, 5.000 morreram desde 2008, fazendo da cidade, de 1,3 milhão de habitantes, uma das mais perigosas do mundo.


 


 


TELEVISÃO


Laura Mattos


Ibope vai medir audiência de televisão em celulares


O Ibope desenvolveu um método inédito no Brasil de medição de audiência em aparelhos celulares.


Segundo Antonio Ricardo Ferreira, diretor-executivo do instituto, o serviço ‘será utilizado quando o hábito de assistir à televisão no celular se tornar significativo e houver interesse das emissoras de TV em contratá-lo.’


Ferreira explica que a medição será apenas para audiência de sinal de TV digital nos celulares e não do sinal analógico, captado especialmente por aparelhos importados ilegalmente.


Até o final deste ano, de acordo com Ferreira, o Ibope realizará uma pesquisa para estimar o número de consumidores que assistem à TV digital em celulares a fim de estimar quando o novo serviço de medição deverá entrar em funcionamento.


O Ibope também investe em um novo medidor de audiência de televisão, o Dib 6. O aparelho identifica o programa escolhido e não a emissora, como acontece na medição atual. Esse método é importante para a TV ‘on demand’, na qual os programas ficam disponíveis e o telespectador pode acessá-lo em qualquer horário.


BEIJINHO, BEIJINHO


Em ‘Ribeirão do Tempo’ (Record), nesta quinta, Arminda (Bianca Rinaldi) é beijada por Joca (Caio Junqueira) ao saber que ganhou a guarda de Diana


A pipa do vovô O Ministério da Justiça não acatou o pedido do SBT para liberar a série ‘Californication’ a maiores de 16 anos. Entre os episódios analisados estão ‘Ménage à Trois’ e ‘Pau Chapado’, que o governo classificou como impróprios a menores de 18, por conter ‘relação sexual e consumo de drogas ilícitas’.


Martelo Já ‘Tribunal da TV’, da Band, foi considerado impróprio a menores de 14 anos por conter ‘assassinato, linguagem de conteúdo sexual e violência familiar’.


Help Constrangedor o fim da entrevista de Nathalia Dill a Xuxa, no sábado. Xuxa: ‘Soube que tua paixão é Beatles’. Dill: ‘Não’. E entrou no palco o presente de Xuxa para ela: bonecos de pano dos Beatles.


Nuuuunes 1 Diretor do ‘Pânico’, Alan Rapp pretende criar um quadro para Antonio Nunes. O personagem surgiu bêbado numa praia de Fortaleza há um ano, sumiu, e sua busca virou novela de sucesso no programa e na internet. Conforme a Folha revelou anteontem, ele é norueguês e está em uma plataforma de petróleo no mar da Noruega.


Nuuuunes 2 ‘O quadro Antonio Nunes dá uma bela audiência. Temos projetos para ele no futuro. Ele é gente fina, bonzinho, muito figura’, diz o diretor do ‘Pânico’.


$$$ E a avalanche de merchandising no ‘Pânico’ invade reportagens. Anteontem, em entrevistas, humoristas diziam ‘Ih, complicou’, slogan da companha do portal Ig.


 


 


 


************


O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 21 de setembro de 2010


 


LULA vs IMPRENSA


A elite que Lula não suporta


Nas encenações palanqueiras em que o presidente Lula invariavelmente se apresenta como o protagonista da obra de criação deste país maravilhoso em que hoje vivemos, o papel de antagonista está sempre reservado às ‘elites’. Durante mais de 500 anos, as elites mantiveram o Brasil preso aos grilhões do subdesenvolvimento e da mais perversa injustiça social. Aí surgiu Lula, o intimorato, e em menos de oito anos tudo mudou. Simples assim.


Com essa retórica maniqueísta, sem o menor pudor Lula alimenta no eleitorado de baixa renda e pouca instrução – seu público-alvo prioritário – o sentimento difuso de que quem tem dinheiro e/ou estudo está do ‘outro lado’, nas hostes inimigas. Mas a verdade é que o paladino dos desvalidos nutre hoje uma genuína ojeriza por uma, e apenas uma, categoria especial de elite: a intelectual, formada por pessoas que perdem tempo com leituras e que por isso se julgam no direito de avaliar criticamente o desempenho dos governantes. Por extensão, uma enorme ojeriza à imprensa. Com todas as demais elites Sua Excelência já resolveu seus problemas. Está com elas perfeitamente composto, afinado, associado, aliado e, pelo menos em outro caso específico, o das oligarquias dos grotões maranhenses, alagoenses, amapaenses e que tais, acumpliciado.


Até por mérito do próprio governo na condução da economia (nem sempre a imprensa ignora os acertos do poder público…), os ventos favoráveis que hoje, de modo geral, embalam o mundo dos negócios, muito especialmente os negócios financeiros, não permitem imaginar que o ‘poder econômico’ considere Lula um inimigo ou uma ameaça e vice-versa. É claro que em público o jogo de cena é mantido, com ataques, sob medida para cada plateia, aos eternos inimigos do povo. Mas na intimidade o presidente se vangloria, em seus cada vez mais frequentes surtos apoteóticos, de que hoje o poder econômico, nacional e multinacional, está submisso à sua vontade. Não é, portanto, essa elite que tem em mente nas diatribes contra os malvados que conspiram contra sua obra redentora.


A revelação de seu verdadeiro alvo Lula oferece cada vez que abre a boca. Como no dia 18, em Juiz de Fora: ‘Essa gente não nos perdoa. Basta que você veja alguns órgãos e jornais do Brasil (…) Porque na verdade quem faz oposição neste país é determinado tipo de imprensa. Ah, como inventam coisa contra o Lula. Olha, se eu dependesse deles para ter 80% de aprovação neste país eu tinha zero. Porque 90% das coisas boas deste país não é mostrado (sic).’


Então é isto. Imprensa que fala mal do governo não presta, extrapola os limites da liberdade de informar. Não é mais do que um instrumento de dominação das elites.


Assim, movido por sua arraigada tendência ao autoritarismo messiânico que é a marca de sua trajetória na vida pública, Lula parece cada vez mais confortável na posição de dono de um esquema de poder que almeja perpetuar para alegria da companheirada. Um modelo populista, despolitizado, referendado pela aprovação popular a resultados econometricamente aferíveis, mas que despreza valores genuinamente democráticos de respeito à cidadania, coisa que só interessa à ‘zelite’. Tudo isso convivendo com a prática mais deslavada do patrimonialismo, coronelismo, clientelismo, tráfico de influência, cartorialismo, aparelhamento e tudo o mais que Lula e seu PT combateram vigorosamente por pouco mais de 20 anos, para depois transformar em seu programa de governo. E em toda essa mistificação o repúdio às elites é a palavra de ordem e a imprensa, o grande bode expiatório.


O diagnóstico seguinte foi feito, com as habituais competência e sutileza, por um dos mais notórios fantasmas de Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista publicada no Estado de domingo: ‘Achei que (Lula) fosse mais inovador, capaz de deixar uma herança política democrática, mostrando que o sentimento popular, a incorporação da massa à política e a incorporação social podem conviver com a democracia, não pensar que isso só pode ser feito por caudilhos como Perón, Chávez, etc. (…) Mas Lula está a todo instante desprezando o componente democrático para ficar na posição de caudilho.’ Falou e disse.


 


 


Daniel Bramatti


Aner vê ataques de Lula à mídia com ‘preocupação’


O presidente da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), Roberto Muylaert, disse ver com ‘extrema preocupação’ as críticas feitas à imprensa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no sábado, durante comício em Campinas.


‘Vemos isso como um prelúdio, uma amostra do que pode acontecer no próximo governo em termos de liberdades democráticas, já que a liberdade de imprensa é a grande garantia de todas as demais’, disse Muylaert, referindo-se a um eventual governo de Dilma Rousseff (PT).


No sábado, em evento de campanha de Dilma, Lula disse que alguns jornais e revistas se comportam como partido político. ‘Outra vez nós vamos derrotar nossos adversários tucanos, vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político’, declarou.


Para o dirigente da Aner, as manifestações de Lula vão além dos ‘excessos de toda natureza’ que são esperados em uma corrida eleitoral. ‘Aparentemente, a popularidade crescente do presidente da República está fazendo com que ele perca qualquer tipo de autocensura.’


O ataque do presidente coincidiu com um uma série de reportagens a respeito de tráfico de influência e irregularidades praticadas por funcionários ligados à Casa Civil. ‘Existe uma revista que não lembro o nome dela (sic). Ela destila ódio e mentira’, afirmou Lula, em referência indireta à revista Veja.


No discurso, o presidente afirmou ainda que ‘eles não se conformam’ com o suposto fato de que ‘o pobre não aceita mais o tal do formador de opinião pública’. ‘Nós somos a opinião pública e nós mesmos nos formamos.’


A Aner se uniu a outras entidades que já haviam criticado as manifestações de Lula no fim de semana.


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, definiu a atitude como ‘um desserviço à Constituição e ao Brasil’.


Em nota, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) considerou ‘lamentável e preocupante que o presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas’.


 


 


Arnaldo Jabor


Lula é um fenômeno religioso


Lula não é um político – é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.


Os fatos são desmontados, os escândalos desidratados para caber nos interesses políticos da igreja lulista e seus coroinhas. Lula nos roubou o assunto. Vejam os jornais; todos os assuntos são dele, tudo converge para a verdade oficial do poder. Lula muda os fatos em ficção. Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça.


Depois do derretimento do PSDB, o destino do País vai ser a maçaroca informe do PMDB agarrada aos soviéticos do PT, nossa direita contemporânea. Os comentaristas ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto. Os conceitos críticos, como ‘razão, democracia, respeito à lei, ética’, ficaram ridículos, insuficientes raciocínios diante do cinismo impune.


Como analisar com a Razão essa insânia oficial? Como analisar o caso Erenice, por exemplo, com todas as provas na cara, com o Lula e seus áulicos dizendo que são mentiras inventadas pela mídia? Temos de criar novos instrumentos críticos para entender esta farsa. Novos termos. Estamos vendo o início de um ‘chavismo light’, cordial, para que a ‘massa atrasada’ seja comandada pela ‘massa adiantada’ (Dilma et PT). Os termos têm de ser mudados. Não há mais ‘propina’; agora o nome é ‘taxa de sucesso’. A roubalheira se autonomeia ‘revolucionária’ – assalto à coisa pública em nome do povo. O que se chamava ‘vítima’ agora se chama ‘réu’. Os escândalos agora são de governos inteiros roubando em cascata, como em Brasília, Rondônia e Amapá – são ‘girândolas de crimes’. Os criminosos são culpados, mas sabem tramar a inocência. O ‘não’ agora quer dizer ‘sim’.


Antigamente, se mentia com bons álibis; hoje, as tramoias e as patranhas são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira. Está em andamento uma ‘revolução dentro da corrupção’, invadindo o Estado em nossa cara, com o fito de nos acostumar ao horror. Gramsci foi transformado em chefe de quadrilha.


Nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Já sabemos que a corrupção no País não é um ‘desvio’ da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas. Nosso único consolo: estamos aprendemos muito sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Por exemplo: ganhamos mais cultura política com a visão da figura da Erenice, a burocrata felliniana, a ‘mãe coragem’ com seus filhos lobistas, com o corpinho barbudo do Tuminha (lembram?), com o ‘make-over’ da clone Dilma (que ama a ex-Erenice, seu braço direito há 15 anos), com o silêncio eufórico dos Sarneys, do Renan, do Jucá… Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!


Ao menos, estamos mais alertas sobre a técnica do desgoverno corrupto que faz pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do crescimento popular.


Nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades imundas, mas fecundas como um adubo sagrado, belas como nossas matas, cachoeiras e flores.


Os canalhas são mais didáticos que os honestos. Temos assistido a um show de verdades mentirosas no chorrilho de negaças, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Como é educativo vermos as falsas ostentações de pureza para encobrir a impudicícia, as mãos grandes nas cumbucas e os sombrios desejos das almas de rapina. Que emocionante este sarapatel entre o público e o privado: os súbitos aumentos de patrimônio, filhinhos ladrões, ditadura dos suplentes, cheques podres, piscinas em forma de vaginas, despachos de galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantela, as flatulências fétidas no Senado, as negaças diante da evidência de crime, os gemidos proclamando ‘honradez’ e ‘patriotismo’.


Talvez esta vergonha seja boa para nos despertar da letargia de 400 anos. Através deste escracho, pode ser que entendamos a beleza do que poderíamos ser!


Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que enquanto houver 20 mil cargos de confiança no País, haverá canalhas, enquanto houver estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse código penal, nunca haverá progresso.


Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas, sem saneamento, com o Lula brilhando na TV, xingando a mídia e com todos os mensaleiros, sanguessugas e aloprados felizes em seus empregos e dentro do ex-partido dos trabalhadores. E é espantoso que este óbvio fenômeno político, caudilhista, subperonista, patrimonialista, aí, na cara da gente, seja ignorado por quase toda a intelligentsia do País, que antes vivia escrevendo manifestos abstratos e agora se cala diante deste perigo concreto que nos ronda. No Brasil, a palavra ‘esquerda’ ainda é o ópio dos intelectuais.


A única oposição que teremos é o da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes. O Brasil está evoluindo em marcha à ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma.


Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.


Por isso, ‘si vis pacem, para bellum’, colegas jornalistas. Se quisermos a paz, preparemo-nos para a guerra.


 


 


ELEIÇÕES 2010


Mariângela Gallucci


PSDB reclama de uso eleitoral de TV pública pelo PT


O advogado José Eduardo Alckmin, que defende o presidenciável tucano José Serra, vai pedir ao Ministério Público que investigue a notícia de que funcionários e equipamentos da TV oficial do governo, a NBR, teriam sido usados para filmar comícios da petista Dilma Rousseff nos quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente.


Reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo informou que a direção da empresa orientou os funcionários a omitirem os sinais de identificação da emissora antes das filmagens. De acordo com a reportagem, cartazes na NBR orientavam os funcionários de que as filmagens seriam para registro histórico.


Para Alckmin, o fato é grave e é necessário investigar se a máquina administrativa foi usada em prol da candidatura de Dilma. ‘Vamos levar o assunto ao Ministério Público para que faça investigação necessária e tome as providências cabíveis. A história é muito grave’, disse o advogado.


A legislação eleitoral estabelece que o uso da máquina administrativa na campanha é uma conduta vedada aos agentes públicos e pode levar à cassação do registro do beneficiado se a investigação constatar o desvio.


O advogado Márcio Silva, que defende a candidata Dilma Rousseff, afirmou que uma agência contratada pela campanha faz as filmagens. ‘A campanha já tem a sua equipe de filmagem’, disse. ‘A qualidade de imagem da empresa contratada pela campanha é muito melhor do que a feita pela NBR’, completou.


Numa nota divulgada ontem, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) afirmou que uma de suas atribuições é documentar a atuação pública do presidente, seja para transmissão, seja para o acervo histórico da Presidência da República.


‘Com a proximidade da campanha eleitoral, a Diretoria de Serviços da EBC, que tem a Secom entre seus clientes, foi orientada a continuar documentando todos os atos públicos do presidente da República, mas evitando transmitir os atos de natureza eleitoral pelo canal NBR ou distribuir as gravações às outras emissoras, como acontece com as imagens de atos oficiais’, sustenta a empresa.


 


 


LIBERDADE DE IMPRENSA


Cristiano Dias


Em editorial, jornal mexicano indaga a cartéis: ‘O que querem ver publicado?’


El Diario, principal jornal de Ciudad Juárez, cidade mexicana na fronteira com os EUA, publicou no domingo editorial pedindo uma trégua aos grupos criminosos que disputam o controle do tráfico de drogas na região. Num tom entre o desespero e a ironia, o texto sugere aos traficantes que expliquem quais informações podem ser publicadas. Em troca, pede que seus jornalistas não sejam mais assassinados e suas instalações deixem de ser alvo de ataques.


No editorial intitulado O que querem de nós?, o jornal reconhece que, no momento, os narcotraficantes são ‘as autoridades de facto’ na cidade de 1,3 milhão de habitantes, que já registrou mais de 2 mil homicídios este ano.


El Diario também lamenta a morte de jornalistas em Ciudad Juárez. Na semana passada, dois fotógrafos da empresa foram atacados por pistoleiros. Um deles, Luis Carlos Santiago Orozco, de 21 anos, morreu. Mas o governo mexicano acredita que motivos pessoais, e não profissionais, estiveram por trás do assassinato.


Em 2008, o repórter policial Armando Rodríguez foi assassinado diante da casa dele. No ano seguinte, um agente federal que investigava o ataque também foi morto por pistoleiros.


‘Somos comunicadores, não adivinhos. Portanto, como trabalhadores da informação, queremos que nos expliquem o que querem de nós, o que esperam que publiquemos ou deixemos de publicar, para saber a que nos ater’, diz o editorial, que deixa claro não se tratar de uma ‘rendição’, mas de um pedido de ‘trégua’. ‘Até mesmo na guerra existem regras. E, em qualquer conflagração, existem protocolos e garantias para salvaguardar a integridade dos jornalistas.’


Até ontem, nenhum grupo criminoso havia respondido ao apelo do jornal. No entanto, Martín Orquiz, jornalista do Diario, diz que o maior objetivo era atingir as autoridades mexicanas, mais do que os cartéis. ‘Foi uma manifestação retórica para fazer com que as instâncias governamentais e sociais se mexam, porque estamos paralisados’, disse Orquiz, por e-mail, ao Estado.


‘Sinceramente, não acreditamos que as organizações criminosas nos respondam. Eles não têm razão para isso. Mas se houver alguma reação analisaremos o que fazer’, afirmou.


Pedro Torres Estrada, diretor-geral do Diario, disse que todos na redação estão ‘fartos’ da violência. ‘Queremos que parem de nos usar como bucha de canhão nesta guerra’, disse. ‘O pedido de trégua não é sinal de fraqueza. Apenas não sabemos mais a quem pedir justiça.’


A única reação do governo mexicano foi um comunicado feito por Felipe Zamora, subsecretário de assuntos jurídicos do Ministério do Interior. ‘Não podemos dar trégua (aos cartéis) nem negociar’, disse Zamora, que prometeu detalhar, na semana que vem, mecanismos de proteção aos jornalistas no México.


Segundo relatório do Comitê para a Proteção de Jornalistas, 22 jornalistas foram assassinados no México nos últimos quatro anos – 10 em 2010.


 


 


Talita Eredia


‘Em alguns locais do México,fazer jornalismo é impossível’


Os cartéis mexicanos buscam mais do que a conquista de mercado e território: querem também controlar o fluxo da informação. Carlos Lauría, coordenador do programa das Américas do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), acredita que as quadrilhas interferem diretamente na agenda informativa mexicana. Em entrevista ao Estado, por telefone, Lauría diz que a autocensura, que se tornou prática comum em muitos veículos da imprensa mexicana, é vista como a única garantia de segurança para os jornalistas.


Como podemos interpretar o editorial de ‘El Diario’, que qualifica os grupos criminosos de ‘autoridades de facto’?


O editorial do jornal de Ciudad Juárez é evidentemente um texto provocativo, mas que lamentavelmente reflete a realidade, diante de um governo que se vê incapaz de responder à violência e proteger o direito humano básico de liberdade de expressão. É claro que isso promove a autocensura


E como os leitores veem essa autocensura?


O texto do jornal mexicano é claramente uma mensagem para seu público, de que ele não pode publicar tudo o que gostaria, uma vez que se vê intimidado e ameaçado. El Diario deixa claro que estão tirando o direito do cidadão de ter acesso à informação. Os jornalistas não só de Ciudad Juárez, mas de todo o país, sentem-se vulneráveis, sem nenhum tipo de garantia para trabalhar. A cidade vive hoje um clima de violência quase anárquica.


Podemos dizer que é praticamente impossível fazer jornalismo no México?


É uma tarefa muito difícil, quase impossível em determinadas regiões do país. Os jornalistas arriscam a vida. É um ofício de altíssimo risco. Muitos foram para o exílio, abandonaram a profissão, mudaram para outras regiões do país, isso além dos que estão desaparecidos. A violência é um golpe duríssimo para a profissão. É um golpe duro para a liberdade de expressão e para a democracia.


E a investigação dos crimes contra jornalistas?


A impunidade no assassinato de jornalistas é muito grande no mundo todo. Pelo menos 85% dos casos estão impunes. No México, porém, o número chega a 90%. Isso se deve à corrupção das autoridades dos Estados, à cumplicidade e a negligência das autoridades com o crime organizado e a falta de recursos. Isso porque, no Mexico, o assassinato é um crime de foro comum, não é um crime federal. A Polícia Federal só assume uma investigação quando o crime é vinculado a grupos organizado ou se for praticado com uma arma do Exército. O problema é que a maior parte dos casos está sob investigação dos Estados, muito mais corruptíveis. Para apurar morte de jornalistas, é preciso ter evidências da ligação com o tráfico. É a lei. Por isso, estamos pedindo a adoção de uma lei federal que permita às autoridades federais investigar diretamente esses casos.


QUEM É


Carlos Lauria, jornalista, nascido em Buenos Aires, é coordenador para as Américas do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). A entidade tem sede em Nova York e monitora a situação da liberdade de imprensa em todo o mundo.


 


 


Roberto Simon


Na Colômbia, jornalistas reagiram à intimidação


Não é a primeira vez que um jornal latino-americano é empurrado para os limites da sobrevivência e ética pelos barões da droga, como no caso do El Diário, de Ciudad Juárez. A sangrenta mordaça do narcotráfico foi colocada de forma sistemática sobre jornalistas colombianos nas décadas de ‘guerra às drogas’. E, com o tempo, eles reagiram.


Ainda que a ação dos cartéis nos dois países seja fundamentalmente distinta, a experiência de jornalistas colombianos traria algumas lições aos colegas do México.


‘Mexicanos vivem hoje o que nós (colombianos) vivemos no fim dos anos 80’, afirmou ao Estado Eduardo Marquez, presidente da Federação Colombiana de Jornalismo (Fecolper) e cofundador ONG Medios por la Paz (Mídia pela paz). À época, teve início na Colômbia o chamado ‘narcoterrorismo’, quando redações eram alvos de bombas e repórteres, de matadores.


‘A reação imediata da imprensa foi a autocensura. Depois, jornalistas criaram mecanismos para, juntos, driblar essa mordaça’, diz Marquez. Um deles era a estratégia de jornais, revistas e TVs de divulgar, sempre simultaneamente, as denúncias mais graves. ‘E se um jornal tivesse de sair em branco, então todos sairiam em branco.’


Outro passo foi o trabalho com setores do Estado que não haviam sido infiltrados pelos cartéis, diz o jornalista. Governo e entidades de classe criaram o Comitê de Proteção a Jornalistas.


Mas o principal instrumento de resistência à intimidação dos cartéis, afirma Marquez, foi a própria vocação do jornal. ‘A imprensa não pode deixar de fazer seu trabalho. Sobretudo, não deve deixar de denunciar os elos entre o Estado e os barões da droga. Só a informação pode rompê-los’, recomenda.


 


 


Cristina pede prisão dos donos do ‘Clarín’ e ‘La Nación’


O governo argentino prepara denúncia contra os donos dos dois principais jornais do país, Clarín e La Nación, por homicídio e cumplicidade no sequestro e nas torturas sofridas por membros da família Graiver durante a ditadura (1976-1983). A herdeira do Grupo Clarín, Ernestina Herrera de Noble, de 85 anos, já teria contra si, de acordo com o jornal portenho Perfil, um pedido de ‘detenção imediata’ tramitando nos tribunais de La Plata, capital da Província de Buenos Aires.


A denúncia – vista pela oposição como mais um sinal da perseguição política radical lançada pela presidente Cristina Kirchner contra os meios de comunicação – refere-se ao papel que os donos dos dois jornais teriam desempenhado em 1976. Na época, eles compraram a empresa Papel Prensa, que fornece matéria-prima para o Clarín e o La Nación, beneficiados por uma venda vantajosa depois que a herdeira da empresa, Lidia Papaleo Graiver, foi presa e torturada pelos militares, na versão do governo. O marido dela, David Graiver, que teria ajudado a financiar o grupo radical de esquerda Montoneros, morreu num misterioso acidente de avião antes da transação. A versão de que os dois jornais se beneficiaram dos crimes para assumir o controle da empresa que abastece 75% do mercado interno é respaldada por Lidia. Mas Isidoro, irmão de David, responsável por selar o negócio, publicou recentemente uma carta aberta na qual assegura que a venda foi feita ‘sob condições normais e favoráveis’ para a família.


O embate entre governo e imprensa cresce no momento em que a Argentina se aproxima das eleições presidenciais de 2011. Ontem, milhares de manifestantes saíram às ruas de Buenos Aires para protestar contra a imprensa e o Judiciário. Eles pedem que os juízes da Corte Suprema apliquem a lei de mídia, que restringe o direito de um grupo de mídia controlar mais de um veículo na mesma cidade.


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Gazeta vai abrir mão das televendas


30 anos ininterruptos no ar completa o Mulheres, da TV Gazeta, amanhã. O programa se anuncia como o feminino mais antigo da TV brasileira, que acaba de fazer 60 anos


‘Adnet, você pode me imitar, mas eu prefiro o sushi da nossa japonesa, do que a sua calabresa’ Emílio Surita, do Pânico, para Marcelo Adnet, que o imitou no VMB


A famosa jarra de abacaxi, maior sucesso de vendas entre os produtos da Grande Família, deu cria na Globo Marcas. Virou boleira, jogo de jantar, conjunto de potes e até toalhas, claro, todas com abacaxi como temática.


O GNT segue com sua série Personalidades. Amanhã vai ao ar Os Últimos Dias de um Ícone – Jim Morrison, narrado por Roberto Frejat.


Foram muitos os pedidos, via e-mails, via Twitter, para que o canal de reprises da Globosat, o Viva, reexibisse Vale Tudo. Odete Roitman volta no dia 4 de outubro, na faixa de 0h45 do canal pago.


Também é grande no Twitter o movimento para que Separação?!, série de Alexandre Machado e Fernanda Young, ganhe nova temporada na Globo. Na última sexta, penúltimo capítulo da produção, Separação?! foi parar no trending topics mundial – lista dos assuntos mais comentados no Twitter.


Por conta de uma faringite de Walcyr Carrasco, a Globo adiou as gravações no Japão de Dinossauros e Robôs, próxima novelas das 7 da rede. Marcada para a segunda semana de outubro, a viagem contará com Adriana Esteves, mocinha da história, Mateus Solano e Camila Chiba, nova aposta do autor.


Camila é uma atriz nissei que viverá na novela uma jovem japonesa moderna, com direito a cabelos coloridos e visual de personagens de quadrinhos.


A Record anunciou que ganhou na semana passada o prêmio Olympic Golden Rings, que é oferecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) às melhores coberturas de TV dos Jogos Olímpicos. Festejou que ficou entre as três emissoras melhores do mundo na categoria melhor reportagem com Perfil de Atleta, mas não disse que ficou com bronze na premiação, atrás da americana NBC e da alemã ZDF.


 


 


 


************