
A Coligay foi a primeira torcida LGBTQIAP+ do Brasil. (Foto: This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license.)
O Núcleo Experimental de Jornalismo da UPF produz especiais interativos desde 2011. Inicialmente utilizou plataformas como o PREZI e, algum tempo depois, migrou para o Flash. O objetivo era explorar narrativas imersivas, articulando multimídia integrada e designs responsivos. Para isso, estudamos e aplicamos conceitos de intermídia, interação e reportagens longform, acompanhando também as transformações nos formatos adotados por revistas como a Superinteressante na criação de conteúdos para tablets.
Com a desativação da extensão pela Adobe e o encerramento das atividades do Atavist, passamos a buscar novas plataformas que viabilizassem o formato: Canva, Genially, entre inúmeras outras. O Especial Coligay nasce nesse contexto, em uma ação conjunta entre o Nexjor e a disciplina de Cibercultura, reunindo um grupo significativo de estudantes para explorar o formato, com foco na compreensão e exploram de novas narrativas, que embora sejam interativas e formada por fragmentos, preservem a profundidade e a não-linearidade como estrutura discursiva.
Este especial, em particular, conta como parte da torcida organizada do Grêmio Futebol Clube, mudou para sempre a relação entre futebol e diversidade. Fundada em 1977, na Boate Coliseu, pelo passo-fundense Volmar Santos, a Coligay foi a primeira torcida LGBTQIAP+ do Brasil, e nasce durante a Ditadura Militar.
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Bibiana de Paula Friderichs é Professora Dra. coordenadora do curso de Jornalismo da UPF.
