Thursday, 22 de February de 2024 ISSN 1519-7670 - Ano 24 - nº 1275

Aberto o debate entre jornalistas e professores


O Ministério da Educação anunciou a extensão aos cursos de jornalismo, em 1998, do provão, nova modalidade de avaliação do ensino superior. O OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA antecipa-se e abre nesta edição o debate sobre o provão para jornalistas com colaborações de encarregados dos processos de formação e treinamento de quatro grandes empresas (O Estado de S.Paulo, O Globo, Folha de S.Paulo e Grupo Abril) e professores de cinco faculdades de jornalismo (PUC-RS, Instituto Metodista de Ensino Superior, Cásper Líbero, UFMG e UFES), e do professor Carlos Vogt, coordenador do Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp) e do Grupo de Trabalho de Articulação com a Sociedade (GTAS) do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Carlos Vogt foi reitor da Unicamp e durante seu mandato instituiu novos mecanismos de avaliação dos cursos da universidade.

A preocupação com os rumos do ensino de jornalismo seria importante, mas não crucial, caso os meios de comunicação não fossem obrigados a contratar pessoas com diploma de jornalismo ou registro profissional no Ministério do Trabalho. O mecanismo da obrigatoriedade do diploma funcionou sintomaticamente bem num país em que tantas leis “não pegam” e criou um mercado cativo para a proliferação de faculdades, de tal maneira que hoje é impossível estudar a qualidade da prática profissional sem analisar o processo de formação das pessoas entre as quais obrigatoriamente são contratados os jornalistas.

O debate está aberto, em alto nível. Esperamos que venham participar dele, entre quaisquer outras categorias de cidadãos, os protagonistas do provão: estudantes e autoridades.

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