Os brasileiros são os que mais comentam notícias por redes sociais e quem mais consome notícias online.
A crise da empresa jornalística tradicional está associada à crise do grande capital – onde se inserem as grandes empresas de outras áreas sócias da mídia, como bancos, empreiteiras, agronegócios e produção de armamentos.
Embora as principais publicações do mercado ainda desfrutem de um número grande de leitores, jornalistas brasileiros ambiciosos não estão mais se esforçando para passar toda a sua carreira lá.
Muitos estudiosos apontam que as novas tecnologias agora propiciam que, pelo menos, três bilhões de pessoas em potencial digam algo sobre o que acontece no mundo ou na vila.
Antes, uma entre as muitas definições do jornalista era a de reportar ao grande público informações e imagens do que acontecia nas ruas. Atualmente, qualquer adolescente com seu smartphone pode em segundos enviar fotos e textos para qualquer pessoa ou veículo, e em qualquer parte do mundo. Existem hoje aparelhos e aplicativos que permitem ao […]
Quando era editor da revista de fim de semana do jornal britânico “The Guardian”, Alan Rusbridger passou alguns dias nos EUA e, ao voltar a Londres, escreveu um memorando ao então editor-chefe do jornal, Peter Preston. “Descobri essa coisa que tem por lá, chamada internet, e estou profundamente convencido de que isso vai mudar tudo.” […]
Alan Rusbridger deixou o posto de editor-chefe do tradicional diário britânico The Guardian após 20 anos no cargo. Despediu-se dos leitores em uma longa carta [reproduzida abaixo], no dia de sua última edição à frente do posto, em 29/5. Nela, Rusbridger conta como o poder sempre o deixou nervoso e avalia as mudanças no jornalismo […]
Ao longo dos últimos vinte anos, no posto de editor-chefe do jornal The Guardian, Alan Rusbridger comandou uma das mais talentosas, audazes e produtivas redações do planeta. Um de seus grandes feitos foi reconhecer a inevitabilidade da revolução digital, comandando o Guardian na travessia – ainda incompleta e deficitária – de um jornalão centenário para […]
Não chega a ser novidade: enquanto o mercado de notícias para smartphones e tablets apresenta crescimento, os jornais impressos continuam em queda de receita. A conclusão faz parte do relatório anual State of The News Media, do Instituto de pesquisa Pew Research Center, que avalia o estado da indústria midiática dos EUA. De acordo com […]
A ética jornalística não é mais um assunto restrito aos jornalistas ou aos veículos de comunicação. A participação cada vez mais ativa dos públicos nos processos de comunicação tornou-se um elemento decisivo para distinguir o que é ou não é aceitável, o que é ou não é correto, o que é ou não é respeitador da dignidade humana.
A mídia impressa continua sendo a plataforma exclusiva para 56% dos leitores de jornais nos Estados Unidos, afirma a 12ª edição do State of The News Media 2015, estudo anual elaborado pelo Pew Research Center, que apresenta um retrato da mídia nos Estados Unidos. Houve, inclusive, aumento de um ponto porcentual no consumo exclusivo do […]
Com quase 40 anos de carreira, Marty Baron diz que há um "enorme mercado" para jornalismo sério e aprofundado e que produzir histórias "frívolas" para aumentar a audiência na internet destrói a identidade do jornal e aliena o "leitor de sempre".
Para o “New York Times”, o digital é o futuro. Mas seu diretor executivo, Mark Thompson, afirma que “não vai desistir do impresso”. Após divulgar os resultados do “NYT” no primeiro trimestre, Thompson afirmou em entrevista à agência de notícias Reuters que o jornal vai se dedicar a “ilhas de crescimento” na sua versão impressa. […]
Em 2013, a consultoria CareerCast qualificava o jornalismo escrito como o pior trabalho nos Estados Unidos naquele ano. O jornalismo escrito perdia até para empregos como o de leitor de medidores ou ordenhador de vacas.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) no ano de 2012, o mercado dos jornalistas está segmentado: 55% dos profissionais trabalham em veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.; 5% atuam na docência; […]
Uma lição deixada por esse estressante cenário de fechamento de veículos é a constatação de que a publicidade, sozinha, não consegue sustentar empreendimentos noticiosos locais, mesmo que sejam somente on-line, cujos custos são mais baixos do que os dos jornais tradicionais.
As grandes empresas jornalísticas, no Brasil e no exterior, não parecem ter clareza do que devem fazer diante do campo aberto pela internet e, em vez de priorizarem o jornalismo, que exige distanciamento e rigor, cedem progressivamente ao imediatismo e à cacofonia das redes.
