O diretor e produtor da Globo Roberto Talma morreu na madrugada desta quinta-feira (23/4), no Rio, aos 65 anos em decorrência de insuficiência renal crônica e doença arterial coronariana. Ele estava internado desde 2 de março. Talma esteve à frente de vários sucessos da Globo, que completa 50 anos no domingo (26). Ele trabalhou em […]
Diretor de clássicos da TV Globo, como as novelas Saramandaia (1976) e Baila Comigo (1981) e as minisséries Anos Dourados(1986), Boca do Lixo (1990) e O Sorriso do Lagarto (1991), Roberto Talma morreu na madrugada desta quinta-feira, 23, no Rio, aos 65 anos. Talma, que estava internado desde março no Hospital Samaritano, teve falência múltipla dos órgãos. Ele tinha problemas renais e cardíacos […]
São inúmeras as suas críticas duras. Como também são inúmeras as suas análises consagradoras, escritas com profunda alegria e alívio, na felicidade de ver realizado todo um esforço com o qual você, graças a Deus, está de acordo.
Embora comunicasse suas ideias de modo duro e direto, inimigo dos eufemismos e dos medíocres, Carr costumava demonstrar empatia com o descaído, revelando uma inclinação conradiana a enxergar no outro 'one of us'.
Quero relembrar a valentia de Eduardo Galeano em plena juventude. Reporto-me ao início de meu exílio em Montevidéu, de 1964 aos primeiros meses de 1965.
Ligar a TV às 21h, sempre às terças-feiras, era um ritual de todos os amantes de reportagens resultantes de pesquisas igualmente teimosas e meticulosas, e de um apresentador perfeito para esse formato de programa. Klaus Bednarz, olhar sisudo, voz terna mas firme, como âncora e editor-chefe deu ao programa Monitor a sua assinatura. Ele foi […]
Quanta razão tinha T.S. Eliot ao dizer que abril é o mais cruel dos meses. Na manhã desta segunda-feira, 13, uma segunda-feira de abril, foi-se embora Eduardo Galeano. E, com ele, 42 anos da minha vida. Na última segunda-feira mesmo [13/4], alguém me perguntou qual a memória mais nítida que tenho dele. Pois não há […]
Em agosto de 1973, ouvi pela primeira vez a voz firme e inesquecível de Eduardo Galeano. O telefone tocou em nossa casa em Santiago – um ruído incomum porque Angélica e eu havíamos conseguido há pouco tempo uma linha e quase ninguém tinha o nosso número. Mais incomum ainda porque o chamado vinha do exterior, […]
Para provar que “As Veias Abertas da América Latina” é um clássico, talvez o maior deles, da esquerda latino-americana, basta saber que, na Cúpula das Américas de 2009, Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, deu o livro de presente a seu colega Barack Obama. A notícia fez saltar o livro do lugar 54.295 na lista […]
O escritor uruguaio Eduardo Galeano, que morreu na segunda-feira, 13 de abril, será lembrado principalmente por seu livro As Veias Abertas da América Latina. Ao lado dessa obra, O Livro dos Abraços também receberia um bom punhado de votos numa hipotética votação sobre o melhor de um escritor que, conforme as preferências pessoais de cada um, poderia apresentar outras […]
Conversar com Eduardo Galeano no café Brasilero, na rua Ituzaingó, na Ciudad Vieja, em Montevidéu, podia parecer incômodo no princípio. Nas mesas ao lado, as pessoas apontavam, comentavam e tiravam fotos do intelectual uruguaio. Sentado quase sempre na mesma mesa, perto da janela, se dizia acostumado com os observadores. Na parede do café, havia também […]
Günter Grass, testemunha incômoda do século XX, autor de O Tambor, morreu em um hospital em Lübeck, onde morava. Nascido em Danzig, que hoje pertence à Polônia, há 87 anos, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1999 pelo conjunto de uma obra na qual ofereceu sua incômoda memória de um século de guerras numa das quais, a […]
Eduardo, é difícil ser latino-americano e amanhecer sabendo da tua ausência. Pelo menos de tua vida falada. Foste para o jornalismo um bastião crítico, um ânimo de coragem frente às injustiças. Colocas-te o dedo em muitas feridas. Assumiste para milhões deste continente tão esfoliado um movimento de luz, uma esperança acesa atrás do concreto armado […]
O site da revista Veja noticiou a morte de Eduardo Galeano em tom de deboche e desdém, numa lacônica nota em que definiu, sob a rubrica de “entretenimento”, um dos maiores escritores latino-americanos do século 20 como um “ídolo bolivariano”. Essa atitude – previsível, vinda de quem veio – me fez lembrar um episódio pitoresco […]
As plantações de pepino e batata no coração de Santa Catarina não foram suficientes para satisfazer os anseios profissionais de Eliana Arndt. Filha de agricultores de origem alemã e tcheca, ajudava os pais nos campos da pequena Agrolândia, onde nasceu, mas se dedicava com disciplina germânica à leitura, paixão que a levou ao jornalismo. Para […]
As 7.446 colunas do jornalista Carlos Castello Branco já haviam sido reunidas pela filha Luciana na internet em site que leva o nome do pai. O que o livro de Carlos Marchi reconstitui, com base em 42 depoimentos e pesquisas em arquivos familiares, é a trajetória de um piauiense que aprendeu a ouvir e observar seu entorno como estratégia de sobrevivência.
O bom da convivência é que ela se alimentava de conversas que fluíam por todos os assuntos. Nem sempre nossas ideias coincidiam sobre teatro, mas esgrimir argumentos com Barbara Heliodora era um desafio irresistível, mesmo sabendo que seria difícil vencê-la.
Barbara Heliodora amava o teatro. E, porque o amava, não admitia ver produções ruins — “A crítica condescendente é uma má crítica”, costumava dizer. Do mesmo modo, vibrava quando assistia a boas montagens, ainda que essas, em determinados períodos, fossem tão escassas, em sua opinião, que quase a faziam desistir do ofício.
Considerada a maior especialista brasileira em Shakespeare, Barbara Heliodora foi uma profissional que não fugia da polêmica. Suas críticas diretas, com uma retórica potente e palavras imperdoáveis, criavam mais desafetos que amigos.
No fundo, era uma velhinha tímida. Era a primeira a ir embora, geralmente de táxi, quase sempre sozinha, sem expressar se gostou ou não. Só dois dias depois saberíamos. Algumas, jurei que tinha gostado. Tinha detestado.
