Se a sociedade dispuser de veículos que expressem múltiplos pontos de vista em várias plataformas, o direito à informação estará assegurado (…) em outro nível, as próprias audiências irão criar seus fluxos de informação, do zero, com ou sem nossa ajuda. Ashley Highfield, ex-diretor da BB. O argumento em favor da utilidade da comunicação pública […]
O Observatório da Imprensa publicou na edição passada- 943- artigos com pontos de vista divergentes sobre as mudanças na política de comunicação da Universidade Federal de São Carlos. Nesta edição-944- publicamos a tréplica do Professor Wilson Alvez-Bezerra – “O Narcisismo da nova comunicação da UFSCar” com a resposta do Professor Ednaldo Brigante Pizzaloto – “A […]
Numa universidade pública, como é o caso da Universidade Federal de São Carlos, toda discussão sobre a comunicação deve ser, evidentemente, pública. Os rumos e a política dos veículos – rádios, televisões, revistas – que são, por definição, públicos, devem ser o mais transparentes e plurais possível. Assim, trazer tal discussão a uma tribuna livre […]
A EBC, por definição, é diferente da mídia comercial brasileira. A empresa criou, desde a sua fundação em 2007, uma oferta significativa de bons conteúdos – muitos dos quais jamais estariam nas outras TVs e rádios do país.
A crise da empresa jornalística tradicional está associada à crise do grande capital – onde se inserem as grandes empresas de outras áreas sócias da mídia, como bancos, empreiteiras, agronegócios e produção de armamentos.
Observa-se com frequência um alto grau de desconhecimento da LAI, mesmo entre profissionais da comunicação, da gestão pública e do Direito.
Há anos que empresas vêm abandonando ações de comunicação na mídia tradicional para usar as redes sociais, para falar com o seu público. Que mal tem o governo fazer o mesmo?
Se prevalecesse a força dos argumentos, a estrutura da comunicação pública no Brasil, seja ela petista ou tucana, não resistiria à leitura de "O Estado de Narciso", de Eugênio Bucci, jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP).
De coadjuvantes, as redes sociais adquirem, a cada dia, maior presença na cena midiática nacional. Pesquisas tão diversas quanto as realizadas pelo Ibope e pela Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, exibem resultados semelhantes. A internet, na soma de portais, blogs e redes sociais já ultrapassa em muito o jornal como meio habitual para se informar.
A televisão abocanhou 66,99% das verbas de investimento em mídia do Governo Federal em 2014, incluindo todos os órgãos da administração direta e todas as empresas da administração indireta.
Há pouco mais de um mês, não chegou a causar surpresa a notícia de que o então secretário de Comunicação Social da presidente Dilma Rousseff (PT), Thomas Traumann, admitia em documento reservado o uso de robôs para multiplicar o conteúdo pró-governo nas redes sociais. Longe de refletir a opinião de cidadãos autônomos, mensagens são disseminadas […]
Como órgão integrante da administração pública direta da União, a Secom deve obedecer aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da eficiência. Portanto, está obrigada a seguir a legislação, não pode adotar critérios discricionários (como a linha editorial de cada veículo) e deve buscar maximizar o alcance de suas ações de comunicação ao menor custo possível.
