Nos últimos meses, a imigração voltou a ocupar um lugar central no debate público português. A proposta de revisão da Lei de Estrangeiros, apresentada pelo atual governo como resposta técnica a desafios administrativos e de segurança, surge num ambiente mediático já saturado por narrativas de risco, desordem e suspeição. Antes mesmo de se tornar texto […]
jornalismo policial
A violência que a imprensa escolhe ver Quando a violência ocupa diariamente o espaço central dos noticiários, não estamos apenas diante de um retrato do mundo tal como ele é, mas de uma escolha editorial que organiza o medo, distribui responsabilidades e define quem deve ser visto como ameaça. No Brasil, essa escolha é reiterada, […]
O jornalismo policial ocupa, no Brasil, um espaço simbólico e econômico que ultrapassa a simples função de informar. Ele se consolidou como um produto cultural e como um modelo de negócio altamente lucrativo para emissoras que compreenderam, há décadas, que o medo não é apenas emoção social, mas um recurso econômico capaz de fidelizar audiências […]
A sensação de insegurança no Brasil tornou-se uma das marcas afetivas mais persistentes da vida pública. Embora a violência letal apresente tendência de queda, a percepção de perigo permanece elevada — e, em alguns casos, mais intensa do que há uma década. Esse descompasso tem sido interpretado por pesquisadores como um sintoma de um fenômeno […]
Publicado originalmente no blog Histórias Mal Contadas. Nos tempos em que os repórteres usavam calças Jeans surradas, cabelos e barbas longas e maltratadas e as repórteres trajavam vestidos longos e coloridos, cabelos revoltados e muitos colares no pescoço. E que, na redação, o som das máquinas de escrever parecia uma sinfonia confusa, e pairava uma […]
O Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social) lançou uma campanha chamada ‘’Mídia Sem Violação de Direitos’’ que visa receber e encaminhar denúncias de violações dos direitos humanos no jornalismo. Dentro de todas as denúncias que o site recebe e apura, os programas policias foram os que mais apareceram. Essas violações vão desde exposição indevida até […]
Sedentos de sangue, os irresponsáveis divulgaram o nome da vítima, nome dos familiares, onde trabalha e hospital onde foi atendida. Precisava disso?
Para cada policial que tem uma arma ponto 40 ou maior, como no caso da Rota em São Paulo, existe um pobre desvalido assassinado nas noites das grandes cidades e isso tem que parar.
A barbaridade do crime chocou a todos, mesmo sem que os jornais publicassem fotos dos dois jovens assassinados com 64 tiros. Afinal, pelo que a imprensa apurou, eles estavam rendidos, de costas para seus algozes.
