JORNAL NACIONAL

Laurindo Lalo Leal Filho

06/12/2005 na edição 358

"Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.

Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.

Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.

A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático ‘bom-dia’, Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.

A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. ‘Essa o Homer não vai entender’, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.

Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos - atender ao Homer -, passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.

Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas ‘praças’ (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.

A primeira reportagem oferecida pela ‘praça’ de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da ‘oferta’ jornalística informa que a empresa venezuelana, ‘que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível’ para serem ‘vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano’. Uma notícia de impacto social e político.

O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.

Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela ‘praça’ de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas. ‘Esse juiz é um louco’, chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.

Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês - matéria oferecida por São Paulo -, o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão. ‘Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS’, ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.

De Brasília é oferecida uma reportagem sobre ‘a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública’. Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.

Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.

E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.

Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac - o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá - os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos. * Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP"



DIREITOS AUTORAIS
Marina Faleiros

"Estúdios de cinema vão cobrar direitos autorais", copyright O Estado de S. Paulo, 5/12/05

"Exibir filmes em condomínios, hospitais, clubes ou qualquer outro tipo de espaço fora de cinemas para um público grande, mesmo que sem cobrança de ingresso, é crime, segundo a lei de direitos autorais brasileira. No entanto, até agora não existia nenhum mecanismo para fazer valer a lei. Essa contradição deve começar a acabar com a chegada ao Brasil da Motion Pictures Licensing Corporation (MPLC), multinacional americana que negocia licenças de exibição.

‘A empresa já existe nos Estados Unidos há mais de 25 anos e tem parceria com cerca de 80 distribuidores em todo o mundo. No Brasil, esperamos conseguir uma receita de R$ 3,5 milhões em até 18 meses’, diz Antônio Botelho, diretor-executivo da MPLC no Brasil.

De acordo com ele, este ganho será possível porque a maior parte das companhias não quer ficar em situação irregular. ‘O mercado de licenças tem um potencial tremendo no Brasil, mas o desenvolvimento é lento, e começa com a conscientização de instituições como empresas de ônibus e hospitais, que devem alavancar o mercado.’

As taxas, diz, serão baixas e não vão sobrecarregar nenhuma empresa. Um centro cultural, por exemplo, deverá ter de pagar cerca de R$ 150 anuais, dependendo do número de freqüentadores e a quantidade de filmes a serem transmitidos. ‘Este negócio depende de escala e queremos estimular as pessoas a ficarem dentro da lei.’

Os estúdios são os principais interessados. Segundo Botelho, todo dinheiro arrecadado será convertido para um fundo, e a cada trimestre uma porcentagem dele será dividida entre os parceiros. Para distribuidoras como a United International Pictures (UIP), que comercializa filmes da Paramount e Universal, a MPLC chega em bom momento.

‘Havia uma lacuna no mercado e é bom porque vai educar as empresas, gerando uma receita que não existia para os estúdios’, diz César Pereira da Silva, gerente-geral da UIP no País. ‘Antes, todo mundo pensava que podia fazer o que bem entendesse com o DVD ou VHS que alugava ou comprava.’

Ele explica que os próprios estúdios não comercializam estas licenças porque o custo-benefício é muito baixo. ‘É impossível termos uma equipe para fiscalizar só isso, pois a receita gerada é pequena. Agora, com uma empresa concentrando todos os estúdios, já é possível ter uma recompensa disso.’

Segundo Botelho, a intenção da MPLC não é ser um órgão fiscalizador e eles não vão denunciar irregularidades. ‘A lei vai começar a ser aplicada aos poucos; vamos alertando estes locais de que eles estão fora da lei e de que nossa intenção é de proteger a propriedade intelectual’, diz.

Para Silva, a nova empresa acaba com uma grande dor de cabeça das distribuidoras. ‘Quando descobríamos situações de irregularidade, encaminhávamos notificações e muitas empresas até demonstravam que não conheciam a lei e queriam se regularizar, mas não tínhamos estrutura para isso. Agora, encaminharemos todos esses casos para a MPLC.’"



TV GLOBO
Daniel Castro

"Globo cresce 13%, metade que em 2004", copyright Folha de S. Paulo, 5/12/05

"A TV Globo (sem considerar afiliadas) vai crescer este ano entre 12% e 13%, segundo Willy Haas, diretor-geral de comercialização. Assim, terá um faturamento líqüido (já descontadas comissões e bonificações de agências) de até R$ 4,3 bilhões.

A receita da Globo representa três vezes a de SBT e Record juntas -cada uma, sem contar afiliadas, deve faturar R$ 700 milhões.

O crescimento da Globo neste ano equivale à metade do de 2004, quando aumentou sua receita em 27% em relação a 2003.

Segundo Haas, o desempenho da emissora está ‘em linha’ com o mercado. Os 13% estão acima da estimativa, no início do ano, de crescer 10%. Para o executivo, apesar do crescimento inferior a 2004, este foi um ‘ano positivo em razão da estabilização da economia’. O crescimento de 2004 foi excepcional porque foi um ano de recuperação da economia.

O diretor da Globo afirma que a queda do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre de 2005 não afetou a publicidade.

Antônio Rosa Neto, consultor de mídia independente, discorda. ‘Quando o PIB cai, a propaganda tende a ter o dobro da queda’, afirma. Segundo Rosa, ao contrário do que ocorreu em 2004, ainda há espaços para veicular anúncios na Globo neste mês.

As redes de TV foram afetadas neste semestre pela redução drástica de investimentos em publicidade por parte de estatais.

OUTRO CANAL

Ziriguidum A cúpula da Globo liberou a exibição de vinhetas de Carnaval com Luciana Gimenez (Rede TV!) e Adriane Galisteu (SBT), madrinhas de bateria de escolas de samba do Rio. As vinhetas já foram gravadas, mas dependiam de liberação da direção da emissora. Irão ao ar apenas na semana que antecede o Carnaval.

Dividida A TV Cultura não repartirá a transmissão da Copa São Paulo de futebol de juniores, em janeiro, apenas com Rede Vida e ESPN Brasil. A Rede TV! também vai mostrar a competição.

Imagem 1 O jornal ‘Meio & Mensagem’, dirigido ao mercado publicitário, circula hoje com o resultado de uma pesquisa que traz um ranking dos veículos de comunicação mais admirados pelos profissionais da propaganda.

Imagem 2 Entre as TVs abertas, a Globo é, disparadamente, a mais prestigiada. A surpresa é o segundo lugar: a TV Cultura. Depois vêm MTV, SBT, Band, Record, CNT, Rede TV!, Rede 21 e Gazeta. O canal GNT lidera o ranking da TV paga, seguido pela Globo News.

Letras Apresentador do ‘Linha Direta’, o jornalista Domingos Meirelles lança amanhã, no forte de Copacabana (Rio), ‘1930: os Órfãos da Revolução’, seu segundo livro solo (o primeiro, de 1995, é sobre a Coluna Prestes). A obra retrata a Revolução de 30, que marca a ascensão de Getúlio Vargas."

***

"Preferido, Corinthians eleva ibope da Globo", copyright Folha de S. Paulo, 3/12/05

"Favorito ao título do Campeonato Brasileiro de 2005, que será decidido amanhã, o Corinthians já é ‘campeão’ na Globo.

Levantamento feito pela Folha mostra que o clube, já contando a rodada de amanhã, terá 21 jogos exibidos pela Globo na Grande São Paulo. Ou seja, metade das 42 partidas do Brasileiro-05 transmitidas pela rede para o principal mercado do país terão o Corinthians _em 2004, 47,8% dos jogos do torneio exibidos pela Globo no Estado foram do time.

Campeão de 2004, o Santos teve 12 jogos exibidos pela Globo na Grande SP. O Palmeiras teve oito, e o São Paulo, apenas cinco _isso se explica porque o time disputou a Libertadores no primeiro semestre e jogou mal no segundo.

Apesar do escândalo da arbitragem, o Brasileiro-05 tem a melhor audiência desde que o campeonato passou a ser disputado em pontos corridos, em 2003. A Globo registrava até a rodada passada média de 27 pontos (um a mais que em 2004), e a Record, média de seis pontos (dois a mais).

O Corinthians foi o maior responsável pelo aumento da audiência da Globo. Os jogos do clube tiveram média de 28,5 pontos, contra 28,1 dos do Santos, 27,2 dos do São Paulo e 24 dos do Palmeiras. Na Record, o campeão de audiência (e de exibições) foi o São Paulo (7,7 pontos).

A maior audiência foi São Caetano x Corinthians, no dia 16: 41 pontos na Globo e seis na Record.

OUTRO CANAL

Lobby 1 Representantes dos sistemas de TV digital americano, europeu e japonês tiveram reuniões nesta semana com todas as redes brasileiras. Cada um apresentou suas contrapartidas (como isenção de royalties e financiamento de equipamentos para as redes) caso seja o escolhido pelo governo, em fevereiro.

Lobby 2 As emissoras decidiram apresentar uma ‘proposta única’ ao Ministério das Comunicações na semana que vem, quando serão divulgadas pesquisas do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O SBTVD usa o mesmo padrão de modulação do japonês, o preferido das redes. A escolha do padrão de modulação é o que realmente está em jogo na disputa dos sistemas estrangeiros.

Surfe A MTV negocia com o cantor Felipe Dylon, ídolo de adolescentes, a apresentação de um programa durante o próximo verão, uma espécie de ‘revista’ misturando informações sobre música e sobre praias.

Reserva A Globo colocou parte do portal de internet Globo.com à venda, porque o negócio, com pouco mais de 300 mil assinantes, é deficitário. Mas tratou de pedir o registro da marca ‘Globo.com’.

Promessa A minissérie ‘JK’ ainda nem estreou, mas a Globo já pensa em esticá-la. A previsão inicial é que ‘JK’ termine em 24 de março, mas ela pode acabar uma semana depois."



MTV
Daniel Castro

"Cicarelli vira VJ da MTV e trabalha no verão", copyright Folha de S. Paulo, 4/12/05

"Ao contrário do verão passado, em que se dedicou aos preparativos de seu casamento com o jogador Ronaldo, a musa Daniella Cicarelli vai passar boa parte do próximo verão trabalhando na MTV.

Daniella terá um programa de segunda a quinta, o ‘Caixa Postal’, às 21h, em que exercerá pela primeira vez a função de VJ _apresentador de videoclipes.

O ‘Caixa Postal’ será, a princípio, apenas uma atração de verão, mas poderá emplacar na grade de 2006 da MTV caso faça sucesso e Daniella renove seu contrato, que vence no final de fevereiro.

O programa estréia em 16 de janeiro e fica no ar até o Carnaval. Será gravado em locais públicos de São Paulo. Nele, Cica (como ela é chamada) vai atender a pedidos de clipes de telespectadores, mas só os que tiverem história, que contem, por exemplo, qual a importância da música em suas vidas. Daniella vai comentar e repercutir essas histórias.

Outra novidade no verão da MTV serão edições do ‘Covernation’ com bandas famosas. Normalmente, o programa, apresentado por Marcos Mion, é uma competição de bandas covers (que imitam artistas consagrados). Durante o verão, reunirá na praia nomes como Leela, tocando White Stripes, contra B5, que atacará de Foo Fighters, além de Ultraje a Rigor (Beatles), Charlie Brown Jr. (Red Hot Chili Peppers), Pitty (Queens of The Stone Age) e Ira! (The Clash).

OUTRO CANAL

Vitrine 1 Além dos vestidos que Cláudia Abreu usa em ‘Belíssima’, estão fazendo muito sucesso na central de atendimento ao telespectador da Globo os figurinos, acessórios e tinturas de cabelo de Vera Holtz (a Ornela) e Cláudia Raia (Safira).

Vitrine 2 Entre os dez itens mais procurados por telespectadores, estão uma saia de couro rosa bordada com paetês (da loja Lita Mortari) usada por Vera e um top de camurça azul de Cláudia Raia (criação de Patrícia Vieira). Já as tinturas de cabelo de ambas as atrizes são um segredo de Wanderley Nunes.

Denorex Apesar de aparentar ser gay, Gigi, o personagem de Pedro Paulo Rangel em ‘Belíssima’, não é gay, segundo o autor da novela, Sílvio de Abreu. ‘Digamos que ele tem a alma [gay], mas não tem a prática. Ele foi apaixonado pelas vedetes Mary Montilla [Carmem Verônica] e Guida Guevara [Iris Bruzzi]’, informa Abreu.

Ameaça Em entrevista que integra material de divulgação de seu livro ‘Prendam Giovanni Improtta’, Aguinaldo Silva afirma que vai se aposentar depois de 2010, quando vence seu contrato com a Globo. Quer se dedicar exclusivamente à literatura.

Fronteira A Globo acaba de vender para uma rede do Cazaquistão as novelas ‘Da Cor do Pecado’ e ‘Chocolate com Pimenta’. É a primeira vez que negocia diretamente com TVs do país."

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 Mônica Queiroz
 Enviado em: 18/08/2006 12:28:24
É facilmente visivel a situação da população brasileira que mesmo estudando se formam com o diploma de semi-analfabetos para não se dizer completos analfabetos, mais é tambem visivel a total falta de respeito com o cidadão brasilero os comparando com um desenho onde o pai de famila comporta-se como um ser patologicamente debil. O jornalista além de entrar em nossas casas tambem dá ao espectador a necessidade de aguçar seru conhecimentos, visto que o governo não cumpre essa funçaõ.
 Laura Seligman
 Enviado em: 06/12/2005 18:01:56
A perplexidade do professor Lalo é compreensível na medida em que considerarmos a pouca intimidade que muitos professores universitários têm com o processo produtivo da notícia. Sim, durante o processo produtivo, não há grande análise, ela não se dá a cada momento, pois há um jornal com hora marcada para entrar no ar. Mas em telejornalismo há permanente avaliação do que se faz. Falou mais o sociólogo do que o jornalista. Mas é preciso ser realista e paciente na hora de decidir para quem falar. Realista revendo a escolaridade do brasileiro (75% de analfabetos funcionais). Pacientes quando se pretende incluir mais e mais nesta sociedade da informação.
 Conrado Giacomini
 Enviado em: 07/12/2005 13:38:19
Das duas, uma: ou o William Bonner não assiste à "A Grande Família" ou nunca viu "Os Simpsons". Comparar Lineu a Homer é ainda pior que tratar o homem médio brasileiro como o pateta e preguiçoso pai de família de Springfield. Não é mais fácil dizer que foi infeliz e ponto final?
 Denise Mello
 Enviado em: 25/03/2006 18:16:20

Estou perplexa com a falta de visão e com o pré-conceito do jornalista Laurindo Lalo. Essa situação deve ser bem analisada antes de discutida. Bonner fez um comentário sobre Simpson e, infelizmente, fala a verdade, sem hipocrisia, sobre os telespectadores do JN. Generalizar é ruim e causa esse impacto negativo. Portanto, no meu ponto de vista, apenas aí é que Bonner se equivocou! As notícias de um telejornal tão popularizado quanto o Jornal Nacional necessitam de cuidados especiais. As pautas devem sim serem didáticas a fim de facilitar o entendimento do público. Fátima e Bonner entram na casa das pessoas e, já possuem uma credibilidade inimaginável. As matérias devem ser,portanto,explicativas, sem siglas complicadas e termos técnicos. A escolha das matérias deve ser criteriosa e o fato de o JN não ter noticiado o caso Venezuela não é nada tão grave.Talvez, outra matéria fosse mais impactante e interessante aos olhos telespectador. Não estou defendendo Bonner com unhas e dentes.Porém é preciso ver a realidade sem máscaras. O público que assiste ao JN é como Homer Simpson. Uma parte é Homer Simpson como o jornalista Lalo o vê e outra como Bonner descreve. Independente destes divergentes pontos de vista sobre o personagem, as pessoas que assistem ao Jn são pouco criteriosas e precisam de notícias mastigadas.

Aliás,elas estão acostumadas a esse tipo de notícias e programas. Tudo o que querem é sentar no sofá,comer biscoitos ou o próprio prato de arroz e feijão, quando o tem, para esperar que Bonner e Fátima falem a VERDADE sobre o MUNDO. Bonner é jornalista e sabe bem como os jornalistas são. Só resta a ele então, tomar cuidado com as errôneas interpretações sobre suas brincadeiras dentro da redação. Há um certo preconceito com relação à TV Globo.Elitista, tendenciosa, autoritária, será? Se a Rede Globo é tão ruim assim por que todas as outras se espelham nela? Será que não há alguma coisa errada? O jornalismo tem uma função social, porém tem seu lado comercial. A rede Globo como qualquer outra empresa visa lucros e, consequentemente, visa agradar o telespectador.Afinal, vivemos em um mundo capitalista. Esse preconceito com relação à Globo faz com que tudo o que se passa na emissora (como o episódio contado pelo professor) seja interpretado negativamente.